quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

QUANDO O POTENCIAL CLIENTE DE UM FUNDO DE PENSĀO VIRA ... UM ALGORITMO

 

Credito de Imagem: www.cyberark.com


De Sāo Paulo, SP.


Uma mudança silenciosa — e profunda — vem acontecendo no comportamento do consumidor. Não é mais só gente comparando preços no celular, agora são pessoas + agentes de IA decidindo juntos onde gastar, em quem confiar e quais marcas merecem atenção.

Os números falam por si:

  • 41% dos consumidores já usam IA para pesquisar produtos;

  • 33% usam IA para checar reviews (avaliaçōes de produtos e serviços);

  • 31% usam IA para encontrar ofertas;

  • Em apenas dois anos, o uso cresceu 62% — puxado não só por jovens, mas também por Gen X (82%) e Boomers (92%).

Isso muda tudo, inclusive — e especialmente — para fundos de pensão.


O novo olhar do potencial participante

Para quem está fora do sistema de previdência complementar corporativo (ou ainda decidindo entrar), o fundo de pensão deixou de ser apenas uma “instituição financeira”. Ele virou uma marca — observada, comparada, avaliada e… julgada.

Aqui entra um ponto central:

👉 O consumidor atual realoca seus gastos para o que faz sentido naquele momento, pressionado por custos de vida, incertezas e novas prioridades.

Preço importa, claro, mas bem-estar, valores, propósito e confiança passaram à frente de pontos tradicionais.

Traduzindo para o mundo previdenciário:

  • Esse fundo cuida mesmo do futuro das pessoas?

  • É transparente ou só usa linguagem técnica para afastar perguntas?

  • As pessoas entendem o que eles fazem com o dinheiro?

  • Se eu perguntar isso a uma IA, o que ela vai responder sobre essa "marca"?

Sim, meu querido, essa última pergunta já está sendo feita. Todos os dias.


Do potencial participante ao agente de IA

Há até pouco tempo, os fundos de pensāo se preocupavam em se comunicar com os atuais e potenciais participantes através de:

  • Websites institucionais;

  • Centrais de atendimento;

  • Extratos e relatórios anuais;

  • E-mail, Whatsapp e mídias sociais.

Credito de Imagem: www.gov.br

Agora, precisam lidar também com:

  • IA pesquisando o fundo de pensāo em nome do participante;

  • Algoritmos filtrando quem merece confiança;

  • Assistentes digitais recomendando — ou descartando marcas.

Não basta mais “estar presente” e visível nos canais de comunicaçāo com a sociedade. Agora é preciso ser visível, relevante e confiável para humanos e máquinas.

Quem não for, simplesmente vai desaparecer das conversas.


Plano de ação para 2026

Dicas para um fundo de pensão que decida não virar figurante.

Inspirado no Action Guide do paper “Own the agentic commerce experience”, aqui vai um plano de açāo direto, pragmático e nada acadêmico.

1️⃣ Projetar experiências fluídas para pessoas e máquinas

Não é só UX - Experiência do Usuário, vai ser também, MX — Machine Experience.

  • Conteúdos claros, estruturados e rastreáveis;

  • Linguagem acessível (menos juridiquês,menos atuariarês, mais explicação real);

  • Informações que façam sentido quando lidas por humanos e igualmente, quando interpretadas por IA

Em 2026, se um agente de IA “não entender” seu fundo de pensāo, ele não o recomendará.


2️⃣ Tornar produtos previdenciários machine-discoverable

Seu plano CD, o regulamento do plano, sua política de investimentos, a governança de seu conselho … tudo isso e mais um pouco, já está sendo “lido” por algoritmos.

Pergunta-chave:

Se uma IA tivesse que explicar seu fundo de pensāo para um potencial participante, em 30 segundos, ela conseguiria?

Ações práticas que devem ser buscadas:

  • Transparência radical em relaçāo aos riscos, custos, resultados e tomadas de decisāo;

  • Dados consistentes, atualizados e verificáveis;

  • Comunicação que gere confiança algorítmica, não só institucional.

Credito de Imagem: Getty Images

3️⃣ Infraestrutura de dados com guardrails (antes que seja tarde)

IA sem governança vai se transformar em risco sistêmico.

Para 2026 sua área de TI precisa focar em:

  • Dados bem organizados, auditáveis e interoperáveis

  • Alinhamento regulatório desde o inicio (governance by design);

  • Clareza sobre quem decide o quê: humano, sistema ou ambos.

Confiança não nasce do marketing. Nasce da arquitetura.


Recado final

Os fundos de pensão sempre disseram pensar no longo prazo. Agora, precisam provar isso no curto prazo digital.

Atrair futuros participantes:

  • Não vai começar em formulários, relatórios e comunicaçāo;

  • Começará numa pergunta feita a uma IA e na resposta obtida.

Nesse novo jogo, não vence quem grita mais, quem caprichano marketing. Vence quem é entendido, recomendado e confiável — por pessoas e por máquinas.

O futuro não está logo ali, o futuro já começou.

Grande abraço,

Eder.


Opiniōes: Todas minhas | Fonte: “Own the commerce agentic experience”, escrito por Theodora Lau.

Disclaimer: Esse artigo foi escrito com uso de IA, baseado em prompts do autor, em sua profunda experiencia profissional e nas informações das fontes citadas.


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