sexta-feira, 18 de maio de 2018

Respostas ao menor teste de QI do mundo!





De São Paulo, SP. 

Se você não chegou a ler o post no qual comentamos sobre o menor teste de QI do mundo, seguem as três questões e as respectivas respostas do teste em que 50% dos estudantes de Harvard erram ao responder. 
Para aqueles que entendem inglês, assistam ao vídeo abaixo (desculpem, mas não tem legendas para aqueles que não conseguem acompanhar o inglês). 

Aqui estão todas as três questões do teste de QI e o gabarito das respostas:

1. O problema da bola e do taco 
Pergunta: Um taco e uma bola custam juntos R$ 1,10. O taco custa R$1,00 a mais que a bola. Quanto custa a bola?

Resposta: A bola custa 5 centavos. Você, provavelmente, respondeu 10 centavos, não foi? Tudo bem. Uma bola que custa 5 centavos mais um taco que custa R$ 1,05 levarão ao total de R$ 1,10. Note que R$ 1,05 é exatamente R$ 1,00 mais caro que os 5 centavos. Um estudo da Universidade de Princeton descobriu que as pessoas que responderam 10 centavos eram significativamente menos pacientes do que aquelas que acertaram a resposta. 

2. O problema da máquina que faz ferramentas 
Pergunta: Se 5 máquinas levam 5 minutos para fazer 5 ferramentas, quanto tempo levam 100 máquinas para fazer 100 ferramentas?
Resposta: Seriam necessários 5 minutos para 100 máquinas fazerem 100 ferramentas. Sua intuição pode leva-lo a achar que a resposta é 100 minutos. Olhando a pergunta com mais cuidado você notará que o aumento na quantidade de máquinas é o mesmo aumento na quantidade de ferramentas, portanto, o tempo fica o mesmo. 

3. O problema das Vitórias-Régias 
Pergunta: Um lago tem uma parte coberta por Vitórias-Régias. A cada dia as Vitórias-Régias dobram de tamanho. Se demora 48 dias para elas cobrirem o lago inteiro, quanto tempo levaria para cobrirem a metade do lago?
Resposta: As Vitórias-Régias cobririam metade do lago em 47 dias. Talvez você tenha respondido 24  dias porque é intuitivo dividir por dois o número de dias já que estamos dividindo pela metade a área do lago. Porém, se a área do lago coberta por Vitórias-Régias dobra a cada dia, levaria apenas um dia a mais para passar da metade do lago coberta para o lago inteiro coberto. Tire um dia de 48 dias e você chega a 47.
* * * * *
Pronto, não deixe de fazer aquela contribuição adicional para o plano de previdência complementar da sua empresa ou para seu plano individual se você errou ao menos uma das respostas.
Mas se você acertou todas as respostas, faça a mesma coisa para comemorar!

Grande abraço,
Eder.

terça-feira, 8 de maio de 2018

Se você não passar no menor teste de QI do mundo – com apenas três perguntas – faça contribuição para um plano de previdência complementar, combinado? Se passar, provavelmente já fez!



De São Paulo, SP.


Fazer um Teste de QI não precisa ser igual a enfrentar a maratona de perguntas que é passar por um exame de vestibular. O teste considerado o menor Teste de QI do mundo tem ao todo três perguntas. Sim, você pode fazer esse teste agora mesmo e já ir se gabar com seus amigos em menos de 30 minutos.


Perguntas Que Pregam Peça 

O Teste de QI com três perguntas é baseado no Teste de Reflexo Cognitivo - TRC (The Cognitive Reflection Test - CRT) e foi desenvolvido nos EUA pelo psicólogo Shane Frederick em 2005.

Em um trabalho publicado no “The Journal of Economic Perspectives”, Frederick nos explica que selecionou as três perguntas para desenvolver o TRC porque descobriu que todas elas induziam as pessoas a responderem impulsivamente e de forma errada.

Ou seja, as perguntas tornavam mais fácil para as pessoas tirarem conclusões rápidas ao invés de analisarem mais detidamente as questões, aparentemente simples de um mini-teste.

Essa espécie de armadilha mental por trás do TRC faz com que poucas pessoas consigam acertar na mosca cada uma das três perguntas.

Em janeiro de 2003 o TRC foi aplicado em 3.428 pessoas, em 35 sessões distintas, ao longo de um período de 26 meses. Durante o experimento, somente 17% dos estudantes das melhores universidades do mundo (como Yale e Harvard) conseguiram “gabaritar”, ou seja, acertar todas as questões do TRC.

Tendo por base àquela experiência de 26 meses, Frederick apresentou o TRC para o mundo em 2005. Esse pequeno teste foi desenhado para aferir a capacidade das pessoas ignorarem seus próprios instintos, que as induz a responderem impulsivamente, para pensarem e responderem mais racionalmente. 

Aqui estão todas as três questões do teste de QI

1. O problema da bola e do taco 
Um taco e uma bola custam juntos R$ 1,10. O taco custa R$1,00 a mais que a bola. Quanto custa a bola? 

2. O problema da máquina que faz ferramentas 
Se 5 máquinas levam 5 minutos para fazer 5 ferramentas, quanto tempo levam 100 máquinas para fazer 100 ferramentas? 

3. O problema das Vitórias-Régias 
Um lago tem uma parte coberta por Vitórias-Régias. A cada dia as Vitórias-Régias dobram de tamanho. Se demora 48 dias para elas cobrirem o lago inteiro, quanto tempo levaria para cobrirem a metade do lago?

Para saber as respostas corretas desse pequeno teste em que 50% dos estudantes de Harvard não respondem corretamente ... aguarde o próximo post no qual publicarei o gabarito.

Lembre-se do nosso acordo: se não acertar todas as três questões, você fará uma contribuição adicional para o plano de previdência complementar da sua empresa ou para seu plano individual.

Grande abraço. 
Eder.


Fonte: Adaptado do artigo “The World’s Shortest   IQ Test is Only Three Questions”, escrito por Joanie Faletto
Crédito de Imagem:   https://cdn-images-1.medium.com

sexta-feira, 20 de abril de 2018

De acordo com a ciência, essas são as idades em que você é o melhor em tudo, mas seja qual for sua idade, poupe para seu futuro


De São Paulo, SP.


Na medida em que envelhecemos é fácil achar que nossos melhores anos ficaram para trás. Não se engane! Para certas habilidades – obviamente – isso é verdade. Porém, ao vermos os anos passarem, também há motivos para se animar.

A cada ano você vai ficando mais perto do seu pico de felicidade, de habilidade matemática ou de satisfação com seu corpo. Alegre-se!

Hi, I ‘m seven years old!

As pessoas passam por vários “picos” ao longo da vida. O primeiro começa do 2º ano do ensino básico, quando a habilidade de aprender línguas parece decolar. É muito mais fácil para uma criança aprender uma língua do que para os adultos. A habilidade de aprender uma nova língua atinge o pico aos sete anos de idade e para a maioria das pessoas esse pico acontece sempre antes da puberdade.

Pelo menos para os americanos, a idade em que a chance de morrer é menor ocorre aos 9 anos. De cada 10.000 crianças com nove anos de idade, 9.998 chegarão aos 10 anos.

As mulheres são maios atraentes para os homens aos 22 anos de idade. Um dos fundadores de um site de namoros chamado “Okcupid” citou estatísticas mostrando que a preferencia dos homens pelas mulheres na faixa de 20 anos parece se manter constante mesmo quando envelhecem.

De acordo com um estudo feito em 2010, a habilidade de aprender — e de lembrar — novos nomes, atinge o pico aos 22 anos. Infelizmente, no entanto, nossa habilidade de lembrar o rosto das pessoas não coincide com a lembrança dos seus nomes. Mais uma década vai ter passado antes que você atinja seu pico nessa habilidade: as pessoas mais se lembram do rosto dos outros aos 32 anos.

A força física atinge o pico aos 25 anos e seus músculos praticamente mantem essa força nos 10 a 15 anos seguintes
 
Cavalheiros e Damas


Na maioria dos casos, as idades em que atingimos os picos não dependem do gênero, sendo a mesma para homens e mulheres. Não obstante, a idade na qual você atingirá seu maior salário tem uma discrepância de gênero relativamente grande — as mulheres chegam ao salário pico na idade de 39 enquanto para os homens isso acontece aos 48. Ambos os sexos alcançam o pico de sua capacidade aritmética aos 50 anos.

Um ano depois, aos 51 de idade, é quando as pessoas são melhores para entender as emoções dos outros. O pico do vocabulário acontece aos 69 anos de idade, o pico da satisfação com o corpo aos 74 e por ultimo na linha do tempo, está o pico psicológico do bem estar, atingido quando chegamos aos 82 anos de idade (adolescentes, morram de inveja!).

A auto estima dos homens atinge o pico nos primeiros anos da 80ª década enquanto a das mulheres continua a aumentar além dos 85 anos de idade.

Existe uma qualidade que atinge o pico duas vezes ao longo de nossa existência, essa qualidade é a satisfação com a vida em geral. Uma pesquisa descobriu que esse pico acontece quando temos 23 anos de idade e volta a ocorrer na idade de 69 anos. Portanto, tenha isso em mente.

Um estudo feito na Alemanha com 23.000 pessoas mostrou que pessoas com 23 anos de idade pareciam particularmente felizes e satisfeitas com suas vidas.

Agora, se você quiser ter uma aposentadoria tranquila, procure atingir todo ano o pico de sua poupança para o futuro. Você não terá uma segunda chance nesse caso.
 
Veja um resumo disso tudo no vídeo abaixo.
 
 
Abraço,
Eder.
 
 
Fonte: Adaptado do artigo “These Are The Ages You Peak at Everything, According to Science “, escrito por Joanie Faletto.
 
Crédito de imagem: www.psicologiamsn.com


  


 

segunda-feira, 26 de março de 2018

Se a culpa é do vizinho – poupe mais para a aposentadoria







De São Paulo, SP.

Será que estamos destinados a uma eterna insatisfação com aquilo que temos?

Imagine a seguinte cena: você se sente nas nuvens ao acabar de tirar da concessionária o seu carro zero km, estiloso, moderno e muito confortável. Conseguiu se livrar da sua antiga lata velha, que além do risco de te deixar na mão era um carro feioso, enferrujado e ultrapassado.

Mas, o que é isso que você vê pelo canto do olho ao chegar na garagem da sua casa? Seu vizinho, a família Silva, também tem um carro novo? Só que o deles é maior, mais potente e mais bonito do que o seu? Que chato! Isso tem tudo para estragar o seu dia.
Esse é um bom exemplo para mostrar como nós, seres humanos, temos uma estranha irracionalidade. Seu novo “possante” atende a todas as suas necessidades ... com uma exceção, os Silva tem um melhor.

Para avaliar o valor de um carro nós não olhamos apenas para praticidade e características materiais, como espaço no banco de trás, aceleração, consumo e design, ou mesmo para a satisfação emocional de sentar nosso “derrière” num banco de couro e fitar aquele famoso emblema no centro do capô.

Também queremos que seja um carro que nos posicione pelo menos em pé de igualdade com nossos colegas de trabalho, amigos e sim, vizinhos. Isso também se aplica a moradias, férias, roupas e até educação: não podemos ficar atrás dos Silva.


Posicionamento dos bens

Os economistas chamam isso de posicionamento dos bens, um termo cunhado pelo economista Fred Hirsch, que morreu prematuramente aos 46 anos de idade. Hirsch observou que as pessoas não se satisfazem em ter uma vida melhor do que tiveram seus pais e avós. Se todo mundo é classe média, então não existe classe média. Para ser classe média de verdade, você também precisa estar melhor do que seus vizinhos, o que significa comprar bens que eles não podem se dar ao luxo de comprar.

Essa posição relativa em relação aos nossos pares é muito semelhante a um fenômeno evolucionário. Não é a altura absoluta de uma flor que determina a quantidade de sol que receberá: o que realmente importa é que seja mais alta do que as flores ao redor.

Para realmente impressionar uma companheira em potencial, um pavão precisa ter uma cauda maior e mais bonita do que a de seus rivais. Para se tornar o líder da manada, um alce macho tem que ter uma galhada mais grandiosa do que os demais.


 
“Ei vizinho, o que acha dessa galhada, heim?”

Não é surpresa, portanto, que tenhamos tendência a comparar nossos salários com o de nossos colegas. Em 1991 Amos Tversky e Dale Griffen publicaram um estudo no qual ofereciam a estudantes do ultimo ano universitário, dois possíveis trabalhos após se formarem: o primeiro pagando R$ 2.900 por mês numa empresa na qual as pessoas com o mesmo nível de experiência recebiam salários de R$ 3.100 por mês ou outro, pagando R$ 2.700 onde colegas recém-formados ganhavam R$ 2.500. 
Resultado, 62% dos estudantes responderam que se sentiriam mais felizes no emprego ganhando menos, mas com salários acima dos colegas.
Esse não é apenas um fenômeno detectado em pesquisas de laboratório. O viés da ilusão de superioridade mostra que não gostamos de receber menos do que nossos colegas, afinal, temos convicção de que somos melhores do que a maioria deles.

A corrida por melhores salários
Por esse mesmo motivo foi que falharam os esforços para reduzir a remuneração dos altos executivos, obrigando as empresas a serem transparentes e divulgarem seus salários. Em 2012 um estudo feito por Cornelius Schmidt sobre a evolução da remuneração de executivos na Alemanha logo após uma reforma nas regras de governança ter tornado obrigatório divulgar o pacote de remuneração dos executivos-chave. Ele concluiu que “o aumento na divulgação pode causar um efeito reverso, levando a níveis mais elevados de remuneração, o que explicaria a remuneração excessiva observada recentemente”.

Essa queda de braço por melhores salários individualmente reduz o bem estar de todos, argumenta Robert Frank, um economista que vem estudando por décadas o fenômeno de posicionamento dos bens. Em seu livro The Darwin Economy, (“A Economia de Darwin”, em tradução livre) ele compara a evolução da velocidade das gazelas com o aumento no tamanho da galhada dos alces machos.

Para as gazelas, ficar mais rápido significa aumentar a chance de escapar das onças. Isso confere uma vantagem tanto aos indivíduos quanto a espécie como um todo.

Já nos alces, a principal razão de uma galhada grande é combater outros machos, significando que a seleção natural levará ao desenvolvimento de galhadas ainda maiores e vistosas. O que será benéfico aos indivíduos será, na verdade, prejudicial para toda a espécie: uma matilha de lobos certamente terá mais facilidade para caçar um alce carregando 18 kg de protuberância óssea na cabeça. Uma galhada grande é inútil, assim como é, para nós humanos, querer carros melhores e rendas maiores do que os de nossos vizinhos.

E se não forem apenas indivíduos a sentirem que estão sendo deixados para trás, mas sim grupos populacionais inteiros?

Discriminação por gênero ou etnia na remuneração é um problema recorrente. A discussão surgiu novamente nos jornais do Reino Unido há alguns meses quando Carrie Gracie, editora chefe da BBC na China, pediu demissão por ter salário muito inferior ao de seus colegas editores.

Um relatório feito pela PwC encontrou uma diferença inferior a 7% nos salários de 824 jornalistas da BBC. Isso implica, necessariamente, que existe um viés na definição dos salários na BBC (o relatório alega não ter encontrado nenhum)? Um dos problemas é a dificuldade de controlar os fatores que não estão relacionados ao gênero na definição dos salários. Essa falta de clareza significa que é difícil conduzir um debate produtivo: estamos falando de salários anuais ou por hora? Estamos misturando empregos temporários com tempo integral? Estamos, de fato, comparando laranja com laranja?


O que está por trás da diferença?


Um estudo bastante recente conduzido por cinco economistas analisou 740 milhões de corridas de taxi na plataforma Uber e pode lançar alguma luz sobre essa discussão.

Coincidentemente, a diferença na remuneração por hora entre motoristas homens e mulheres do Uber foi de 7% - muito próxima daquela encontrada entre os jornalistas da BBC. Esse resultado (tabela abaixo) surpreendeu os autores. Eles esperavam que os algoritmos que alocam as corridas para os motoristas teriam evitado qualquer discriminação, já que tais algoritmos são simplesmente cegos para a questão de gênero.

Um dos economistas, especializado em economia comportamental, chegou a prever uma ligeira vantagem para as mulheres: por trabalharem menos, poderiam escolher as horas mais produtivas durante a semana e os passageiros, pensou ele, dariam preferência a motoristas mulheres.


Mas não, uma vantagem de 7% para os motoristas do sexo masculino ... como isso seria possível? Eles descobriram que a diferença era completamente explicada por causa de três fatores:
 
  • Primeiro: experiência do motorista, explicava 1/3 da diferença - a experiência favorecia os motoristas que dirigiam muito e estavam na profissão por mais tempo, eles sabiam melhor, por exemplo, qual corrida aceitar e quais rejeitar;
  • Segundo: responsável por 20% da diferença - era a decisão de onde rodar, os homens tendem a escolher as localidades mais lucrativas, rodar a noite etc.;
  • Terceiro: o fator preponderante, explicando metade da diferença – velocidade media, os homens correm mais, ou seja, dirigem mais rápido, portanto, fazem mais corridas.

O que podemos aprender com isso? Que a diferença no pagamento por causa do gênero pode existir inteiramente como resultado da preferencia das pessoas, como no estudo do Uber, sem qualquer viés na definição da remuneração. Determinar objetivamente o que está por trás das diferenças na remuneração na maioria dos outros trabalhos é muito difícil. Isso significa que a injustiça, real ou percebida, provavelmente continuará a influenciar nossa atitude em relação à remuneração.
Se não sabemos a situação dos outros, podemos ser perfeitamente felizes com aquilo que temos. Mas assim que descobrimos que os outros estão ligeiramente melhores do que nós, nossa natureza inata de nos compararmos e de ficarmos tão bem quanto “os Silva”, vai assegurar que continuemos com nossa queda de braço.
Portanto, sabendo ou não quanto seu vizinho poupou para a aposentadoria, poupe você mesmo o máximo que puder para ter uma aposentadoria melhor ainda.

Grande abraço,
Eder.

Fonte: Adaptado do artigo “All because of the Joneses”, escrito pot Koen Smets.
Crédito de imagem: werner22brigitte.
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