De Sāo Paulo, SP.
O escritor amricano Arthur C. Brooks nos apresenta duas questões profundamente pessoais, capazes de apontar o caminho para uma vida com um significado mais profundo.
Os EUA sāo campeōes, o Brasil nāo fica muito atrás e o mundo ocidental segue a mesma toada, na publicaçāo de livros se auto-ajuda, voltados para ressignificaçāo da vida, busca de propósito e espiritualidade.
O Alquimista, escrito por Paulo Coelho, vendeu 150 milhōes de copias no mundo todo e A Sutil Arte de Ligar o Foda-se, de Mark Manson, vendeu 4 milhōes de cópias só no Brasil
As pessoas vivem constantemente à procura de melhorar “seu eu”, de motivação e crescimento pessoal e até de uma melhor saúde mental.
Buscamos maneiras de nos aprimorar, dicas e truques para resolver problemas grandes e pequenos, abandonar maus hábitos e desenvolver bons e adquirir mais bens, dinheiro, autoconfiança, paz de espírito e muito mais — tudo com o objetivo de … sermos mais felizes.
O que parece estar faltando hoje é um componente fundamental — alguns diriam o componente-chave — para a felicidade.
Duas perguntas essenciais
Arthur C. Brooks passou anos estudando a felicidade, o que significa e como as pessoas podem obtê-la.
Em uma confereência em Londres, em junho passado, Brooks fez uma palestra intitulada “The Meaning of Your Life: Recovering Our Humanity in the Age of Emptiness” (O Significado da Vida: Recuperando Nossa Humanidade na Era do Vazio)
Após se apresentar e falar sobre o trabalho de sua vida, Brooks disse:
“Deixe-me definir felicidade: A felicidade em si é uma combinação de aproveitar a vida, sentir satisfação com as próprias conquistas, mas, principalmente, conhecer o significado da sua existência, o ‘porquê’ da sua vida.”
E prosseguiu, dizendo que há anos, aplica um pequeno teste aos seus alunos para verificar se eles conhecem o significado de suas vidas.
É um teste de duas perguntas que, como ele mesmo diz, você passa se tiver as respostas e falha se responder: “Essas são perguntas sobre as quais nunca pensei antes” ou “Essas perguntas não têm resposta”.
Aqui estão as perguntas:
“Por que você está vivo?”; e
“Pelo que você daria a sua vida?”
Brooks então disse:
“Se você tiver respostas para essas perguntas, ótimo, mas se não tiver, isso é um problema, porque você ficará sem rumo, você não saberá o sentido da sua vida, você será infeliz”
Ciência de dados - para fazer atuário pensar
Brooks, entāo, conduziu a audiencia para um gráfico mostrando as altas percentagens de jovens adultos (Gen Z) que idicaram, numa pesquisa:
“Minha vida parece não ter sentido”.
Entre 1990 e 2020 esses números dobraram:
até 30% para mulheres jovens; e
20% para homens.
Paralelamente, Brooks destacou em um artigo que escreveu, intitulado “Why Your ‘Perfect’ Life Feels So Empty” (“Por que sua vida ‘perfeita’ parece tão vazia?”), que os sintomas de depressão grave quase triplicaram entre 2005 e 2019. Após a COVID-19, os problemas só pioraram.
Curiosamente, uma porcentagem considerável daqueles que disseram que suas vidas não tinham sentido eram os ambiciosos, alguns dos melhores e mais brilhantes de sua geração.
Eles buscavam sucesso e reconhecimento, mas sem nenhuma noção real do propósito final dessa busca.
No seu discurso em Londres, Brooks explicou a complexa relação entre os hemisférios esquerdo e direito do cérebro, sendo:
o primeiro, responsável pelo “como e o quê fazer da vida”,
enquanto o segundo, se concentrando em questões simples com respostas complexas, como amor, significado e mistério.
Brooks argumenta então que nossos celulares e telas apelam para o hemisfério esquerdo, o que deixa o hemisfério direito amplamente ignorado.
Aqui, segundo ele, reside uma das razões pelas quais tantas pessoas hoje em dia, especialmente aquelas que cresceram com celulares, se perderam.
Imersas em suas telas, elas suprimiram os estímulos do hemisfério direito em favor do esquerdo.
Brooks concluiu citando o que a sociedade, com sua bagagem tecnológica, considera a fórmula para o sucesso:
Amar as coisas, usar as pessoas, idolatrar a si mesmo.
Esta, segundo ele, é a fórmula falsa. Em outras palavras, as máquinas que usamos estão nos transformando em uma espécie de máquina.
Segundo Brooks, a fórmula correta para uma vida significativa e feliz, reformula radicalmente essas conclusões:
Use as coisas, ame as pessoas, venere o divino.
Voltando às duas perguntas
Se lermos atentamente a primeira pergunta de Brooks, veremos que ela é restritiva. Ela não nos pede para saber o significado da vida em geral, mas sim o significado de nossas próprias vidas.
Brooks conta a história de seu filho Carlos, que estava perdido durante o ensino médio, passando horas por dia navegando em seu celular.
Incentivado pelo pai, Carlos não cursou faculdade, em vez disso, trabalhou por meses em uma fazenda, antes de se alistar no Corpo de Fuzileiros Navais.
Aos 23 anos, ele já era casado, tinha um filho e havia desenvolvido uma fé religiosa mais forte e a convicção de que seu propósito era servir aos outros, começando por sua família.
Para aqueles que têm dificuldade em responder à pergunta “Por que você está vivo?”, pode ser útil abordar primeiro a segunda questão: “Por que você daria a sua vida?”.
Um marido ou uma esposa poderiam morrer de bom grado e até mesmo com alegria — como Brooks coloca — pelo cônjuge.
A maioria dos pais morreria por um filho. Soldados ao longo da história deram suas vidas por seus camaradas. Lemos histórias de pessoas que arriscaram ou perderam suas vidas salvando estranhos do fogo ou do afogamento.
Ao determinarmos por quem ou pelo que morreríamos, damos um grande primeiro passo para afirmar aquilo pelo que vivemos.
Felicidade, dinheiro e fundo de pensāo
Em sua apresentaçāo, Brook afirma à sua plateia que, em nossa era de sentimento de vazio, dominada por telas, levantar essas duas questões e buscar intencionalmente respostas pode impactar profundamente os jovens.
Esse encontro construtivo impulsiona a nos reconectarmos com o hemisfério direito do cérebro e a adentrar o reino de admiração e mistério, a essência da filosofia, da poesia e da fé.
Fazer as duas perguntas, principalmente a primeira, é quase tão importante para uma vida significativa e verdadeiramente feliz quanto respondê-las.
A esmagadora maioria dos participantes dos fundos de pensāo nunca se fizeram essas perguntas. Nunca perguntam o que querem atingir, qual é seu objetivo, onde pretendem chegar e isso tem muito a ver com seu plano de previdencia complementar. Eles simplesmente seguem contribuindo sem se perguntarem aonde querem chegar?
Em seu trabalho como professor, Brooks testemunha diariamente os danos causados até mesmo a jovens brilhantes — depressão, ansiedade, vazio — que jamais refletiram sobre seu propósito de vida.
Para eles, para todos nós, essas perguntas podem funcionar como um par de óculos de leitura, não para textos impressos, mas para uma melhor compreensão de nós mesmos, das pessoas e dos eventos ao nosso redor:
Inclusive de quanto dinheiro em nossos planos de previdencia complementar realmente precisamos, quando a idade vai avnaçando em direçao ao fim da vida.
Consequentemente, essa busca pode enriquecer nossas vidas e dizer muito sobre o que esperamos de nossa previdencia complementar e quanto $$$ de renda buscamos com ela.
Em seu livro recém-publicado, “O Significado da Sua Vida: Encontrando Propósito em uma Era de Vazio”, Brooks fala sobre a busca pelo propósito de sua própria vida enquanto percorria o Caminho de Santiago, na Espanha, parte daquela antiga rede de caminhos e estradas seguida por inúmeros peregrinos ao longo dos séculos até o santuário de São Tiago, uma caminhada que permanece extraordinariamente popular até hoje.
Sobre essa jornada, Brooks escreve: “Se você quer encontrar o significado da sua vida, deve tratá-la como o Caminho — uma peregrinação que abre sua mente e seu coração. Quando você começa a viver dessa maneira, sua vida se torna mais aberta e vulnerável. É aí que o seu significado o encontrará.”
Busque o significado e você encontrará a verdadeira felicidade e ao encontra-la, saberá exatamente de quanto $$$ precisará na etapa final da sua vida.
Grande abraço,
Eder.
P.S.: O contato com a natureza, a reflexão tranquila e as interações presenciais significativas contribuem para uma vida plena. Relacionamentos sociais fortes figuram consistentemente entre os fatores mais importantes para o bem-estar a longo prazo e a satisfação com a vida. Muitas pessoas descobrem um propósito de vida mais profundo ao cuidar de familiares e investir nas futuras gerações.
Opiniōes: Todas minhas | Fonte: “2 Questions That Could Change the Way You Live”, escrito por Jeff Minick


