segunda-feira, 2 de março de 2026

FUNDOS DE PENSĀO: OS INVESTIMENTOS NĀO ESTĀO INDO PARA O "HALO", MAS ELES PRÓPRIOS PODEM IR PARA O RALO

 



De Sāo Paulo, SP


Josh Brown, CEO da Ritholz Wealth Management - uma empresa de gestão de ativos com sede em Nova York - cunhou o termo HALO para descrever qualquer empresa que nāo possa passar por total disruptura, simplesmente porque alguém digitou algo em um prompt:

  • Ele deu como exemplos as açōes da Expedia e Delta Air Lines, antes intimamente ligadas ao setor de viagens e turismo, mas que seguiram rumos distintos no ano passado;

  • A Delta Air Lines — uma empresa que possui aviões de verdade para levar as pessoas de um lugar ao outro — viu suas ações subirem mais de 13%; enquanto…

  • … as açōes da Expedia — uma das maiores agências de viagens online do mundo, uma plataforma completa para pesquisa, compra e reserva de voos, hotéis, pacotes de férias, aluguel de carros e passeios — um serviço que, em teoria, poderia ser replicado por bots — permaneceram paradas, estáveis, com valorizaçāo de 0%.

HALO = Heavy Assets, Low Obsolescence, em tradução livre poderia significar algo tipo “Indústria Pesada, Baixa Obsolecência”.

O conceito é que as açōe de empresas relativamente imunes à automaçāo, como McDonalds (alimentaçāo) e John Deere (fabricante de tratores), seriam as mais seguras num mundo dominado por IA - Inteligência Artificial.

A ideia é simples: num mundo em que a inteligência artificial pode redesenhar setores inteiros, tende a parecer mais segura a empresa que ainda depende de fábrica, frota, campo, energia, alimento, logística, infraestrutura física. O chatbot pode até sugerir a viagem, mas ainda não pilota sozinho um avião cheio de passageiros.

Numa leitura superficial, os fundos de pensão brasileiros estariam relativamente protegidos dessa nova onda. Afinal, boa parte de seus recursos continua concentrada em renda fixa, especialmente títulos públicos. Dados oficiais mostram que as EFPC somavam R$ 1,36 trilhão em ativos em junho de 2025, com R$ 890 bilhões aplicados em títulos públicos federais. Outra estatística setorial mostra que a renda fixa já representava 84,6% da carteira em agosto de 2025, enquanto a renda variável havia caído para 7,8%.

À primeira vista, portanto, pareceria haver pouco motivo para pânico: se os fundos quase não estão expostos à bolsa, nem às empresas mais ameaçadas pela IA, estariam a salvo.

Só que não.

O verdadeiro perigo da IA para os fundos de pensão talvez não esteja, em primeiro lugar, na carteira de investimentos. Pode estar na sobrevivência institucional do próprio modelo de fundo de pensão.

O risco não é só financeiro, é existencial.

Um artigo recente da Citrini Research fez muito barulho ao imaginar um cenário hipotético para daqui a apenas dois anos, 2028.

Os autores fazem questão de dizer que se trata de um cenário, não de uma previsão. Mas um cenário bem construído serve justamente para isso: nos obrigar a pensar no que hoje parece exagero, mas amanhã pode soar óbvio.

Nesse exercício, a IA evolui a ponto de realizar, com enorme eficiência, boa parte do trabalho intelectual e operacional que hoje sustenta setores inteiros da economia. O efeito seria uma combinação explosiva:

  • demissões em massa em funções de escritório;

  • queda da renda de parte importante da classe média;

  • enfraquecimento do consumo;

  • pressão sobre empresas que vivem de intermediar serviços (tipo, fundos de pensāo); e

  • no fim da linha, uma economia com muita mais produtividade, porém, com menos gente com dinheiro para gastar.

A Citrini chama isso, de forma provocativa, de uma espécie de economia fantasma: a produção continua acontecendo, mas circula menos renda entre pessoas reais. Em sua estimativa, o desemprego chegaria a 10,2% e a bolsa americana acumularia uma queda de 38% desde o pico imaginado para outubro de 2026.

De novo: não é profecia. É simulação. Mas uma simulação que ganhou tração justamente porque tocou num ponto sensível do nosso tempo.

O texto cita empresas como Visa, Mastercard, DoorDash e plataformas digitais de intermediação como exemplos de modelos de negócio que poderiam perder espaço se agentes de IA passassem a negociar, comparar, contratar e executar tarefas diretamente, sem precisar de tantos intermediários.

Agora vem a pergunta que interessa aos fundos de pensão:

Os fundos, ao operarem como uma estrutura de intermediação de serviços de investimentos e pagamentos, estariam igualmente ameaçados?

O fundo de pensão como “intermediário”

Durante décadas, os fundos de pensão fizeram — e ainda fazem — algo essencial: recebem contribuições ao longo da vida ativa, investem esse dinheiro com horizonte longo, administram riscos, pagam benefícios e criam disciplina de poupança para a aposentadoria.

Tudo isso continua valioso, mas repare:

Boa parte do valor agregado pelos fundos de pensāo, depende de três premissas que a IA pode abalar. Vejamos quais sāo essas premissas, a seguir.

                    Credito de Imagem: www.ocafezinho.com


1. Emprego estável e carreira longa

O fundo de pensão tradicional nasceu e prosperou num mundo em que as pessoas passavam anos — às vezes décadas — ligadas ao mesmo empregador ou a poucos empregadores ao longo da vida.

Se a IA acelerar a substituição de funções administrativas, analíticas, técnicas e até gerenciais, o mercado de trabalho pode ficar ainda mais fragmentado do que vem se tornando, mais instável e mais descontínuo. Menos carreira linear, mais renda que flutua, intermitente e pulverizada.

Ora, sem estabilidade no trabalho, a lógica contributiva clássica também enfraquece.

Não é por acaso que o próprio setor já convive com maturidade crescente e aumento continuo do pagamento de benefícios.

O que acontece com o modelo de negócios dos fundos de pensāo, quando o fluxo de novas contribuições perde força ao mesmo tempo em que cresce a pressão sobre o patrimonio, por liquidez, para o pagamento dos benefícios?

2. Intermediação administrativa barata e ágil.

Num mundo em que a IA pode explicar, comparar, simular, recomendar, acompanhar e até executar decisões simples em tempo real, por um custo ínfimo, o participante começará a se perguntar:

Por que preciso de uma estrutura tão pesada e cara para fazer a gestão da minha poupança previdenciária?

Hoje o fundo ainda se justifica por boa governança, economia de escala, custo razoável e disciplina institucional. Mas amanhã, o participante poderá ter na palma da mão um agente digital que:

  • projeta e simula aposentadoria em segundos;

  • rebalanceia a alocação dos perfis de investimentos automaticamente;

  • compara planos e custos disponíveis no mercado;

  • sugere nível de contribuição;

  • integra previdência, seguros, investimentos e orçamento pessoal; e

  • conversa com ele 24 horas por dia, em linguagem simples.

Se isso acontecer, o participante poderá não querer mais apenas um “plano de previdencia complementar”. Ele poderá exigir uma experiência financeira e previdenciária inteligente, personalizada e portátil.

Quem não oferecer isso corre o risco de parecer um cartório do século XX, operando e carimbando papeis numa economia do século XXI.

3. O valor institucional do fundo

Os fundos gostam de dizer — com razão — que são investidores de longo prazo e instituições sem fins lucrativos. Mas isso, sozinho, talvez não baste mais no futuro.

Num ambiente em que a tecnologia reduz o custo da informação, simplifica acesso a produtos e enfraquece barreiras de entrada, a pergunta passa a ser outra:

Qual valor singular e único que o fundo de pensão é capaz de entregar, que um ecossistema digital de soluções, mais leve e barato não consegue entregar?

Se a resposta for apenas “governança”, “compliance” e “processos”, talvez seja pouco e se a resposta for “compramos título público e pagamos benefício”, pior ainda.

Porque, nesse caso, o fundo deixa de ser visto como solução e passa a ser percebido como uma camada extra desnecessaria.

O paradoxo brasileiro: protegidos da IA na carteira, expostos à IA no modelo

Aqui está a ironia.

Os fundos de pensão brasileiros estão hoje pouco expostos à parte mais barulhenta do mercado acionário e fortemente concentrados em renda fixa. Isso pode até proteger seus investimentos de certos choques imediatos de mercado.

Mas essa mesma distância da economia real e da inovação pode cobrar um preço mais alto. O risco maior talvez não seja perder dinheiro comprando ação da empresa errada.

Talvez seja não perceber que o mundo ao redor mudou.

A IA pode não destruir diretamente a carteira de investimentos dos fundos de pensāo brasileiros. Mas pode corroer os pilares que sustentam sua relevância e existência:

  • emprego formal de longa duração;

  • patrocínio corporativo robusto;

  • paciência do participante com estruturas lentas;

  • aceitação passiva de produtos padronizados;

  • confiança automática nas instituições tradicionais.

Em outras palavras: o fundo de pensāo pode continuar com muito título público na carteira e, ainda assim, ficar estruturalmente mais fraco como instituição social, econômica e previdenciária.

O que ameaça os fundos de pensão num cenário de IA avançada

Se o cenário da Citrini estiver ao menos parcialmente correto, os fundos de pensão terão de lidar com impactos em cadeia.

Credito de Imagem: iStock


Menos contribuições, mais volatilidade na vida laboral

Se a IA reduzir postos de trabalho qualificados e pressionar salários, parte dos participantes poderá contribuir menos, interromper contribuições ou migrar entre vínculos de trabalho com mais frequência. Isso enfraquece a acumulação previdenciária.

Patrocinadores mais pressionados

Empresas patrocinadoras poderão rever custos, redesenhar benefícios ou preferir modelos mais flexíveis e menos comprometedores no longo prazo, sobretudo se enfrentarem ambientes competitivos mais agressivos e margens mais apertadas.

Participante mais exigente e menos fiel

Se aplicativos, bancos digitais e plataformas de investimento passarem a oferecer experiencias muito superiores, o fundo de pensão precisará disputar atenção e confiança num novo patamar e com novos players.

Pressão por desintermediação

O participante do futuro talvez não queira mais um produto fechado, lento e genérico. Ele poderá querer uma conta previdenciária inteligente, portátil, transparente e integrada à sua vida financeira.

Crise de identidade institucional

O fundo que não souber explicar por que existe poderá descobrir, tarde demais, que sua função histórica do passado não garante sua função previdenciaria no futuro.

O fundo de pensão do futuro não pode ser apenas gestor de investimentos.

Se quiser sobreviver à era da IA, o fundo de pensão precisará deixar de ser visto apenas como uma “caixa” que arrecada, investe e paga.

Ele precisará se tornar, de fato, uma plataforma de proteção de longo prazo.

Isso significa, no mínimo:

  • usar IA para servir melhor o participante, e não apenas para cortar custo interno;

  • personalizar contribuição, comunicação e estratégia de investimento;

  • oferecer portabilidade mental, não só regulatória;

  • integrar previdência com saúde financeira, educação e planejamento de vida;

  • modernizar governança sem perder prudência;

  • e, principalmente, provar que continua sendo útil numa economia em que a intermediação será cada vez mais questionada.

O risco de virar um dinossauro educado

O artigo da Citrini provocou o mercado porque sugeriu algo desconfortável: empresas que vivem de intermediação e hábitos podem parecer sólidas até o dia em que deixam de fazer sentido.

Os fundos de pensão deveriam ler isso com muita atenção. Não porque vão virar a nova DoorDash. Nem porque o problema principal esteja em Visa, Mastercard ou Expedia.

Mas porque a pergunta central vale para qualquer instituição:

Se a tecnologia eliminar parte da fricção que justificava sua existência e impedia o participante de faze tudo sozinho, o que sobra do valor agregado pelo fundo de pensāo?

Para muitos fundos de pensão brasileiros, a resposta ainda é incerta e talvez esse seja o maior risco de todos. Não o risco de ver os investimentos irem para o Halo.

Mas o risco de descobrir, tarde demais, que o mundo mudou tanto que o fundo de pensāo — tal como foi concebido — começou ele próprio a escorrer pelo ralo da história.

.Grande abraço,

Eder.

Opiniōes: Todas minhas | Fonte: “Wall Street is looking to invest in anything but AI”, escrito por Matty Merritt | “Part One - The Rise of Agentic AI”, escrito por Alap Shah | “Part Two - The 2028 Global Intelligence Crisis”, escrito por Alap Shah e Citrini Research.

 

A GRALHA E O PAVĀO: UMA LIÇĀO PARA OS FUNDOS DE PENSĀO

 



De Sāo Paulo, SP.

Aesop foi um contador de histórias Grego, que viveu por volta de 620 a 546 a.c. A ele sāo atribuídas inúmeras fábulas que se tornaram conhecidas por Fábulas de Aesop.

Não há registro de um “nome completo” para Aesop, pois na Grécia Antiga a convenção de nomes modernos (nome e sobrenome) não existia. Ele é conhecido historicamente apenas pelo nome único de origem grega Aísōpos (Αἴσωπος).

Suas historias transmitem mensagens cujos valores morais tem influenciado, ao longo dos tempos, nossa cultura e nossa civilizaçāo, contribuindo nāo apenas para a educaçāo e formação do caráter moral das crianças, mas também - devido ao seu apelo universal, - à autorreflexão de adultos que optaram por abraçar as virtudes ou acatar os avisos nelas contidos.

Histórias clássicas como “A Tartaruga e a Lebre”, “A Cigarra e a Formiga” e “A Raposa e as Uvas” são atribuídas a ele.

A fabula a seguir foi reproduzida do livro “Aesop para Crianças”, escrito em 1919.

Penas emprestadas não fazem bons pássaros.

Um gralha-preta sobrevoou, por acaso, o jardim do palácio do rei. Lá, viu com muita admiração e inveja um bando de pavões reais, com toda a glória de sua esplêndida plumagem.

A gralha-preta não é uma ave muito bonita, nem muito refinada em seus modos.

Contudo, ela imaginou que tudo o que precisava para se entrar na sociedade dos pavões era uma vestimenta como a deles. Então, recolheu algumas penas descartadas pelos pavões e as misturou às suas próprias plumas negras.


Credito de Imagem: Milo Winter, from “The Aesop for Children,” 1919. PD-US


Vestido com as roupas emprestadas, ele pavoneava-se altivamente entre os pássaros de sua própria espécie, ou seja, as outras gralhas.

Depois, voou para o jardim e se misturou entre os pavões. Mas eles logo perceberam quem ele era. Irritados com o trapaceiro, atacaram-no, arrancando-lhe as penas emprestadas e também algumas das próprias penas da gralha.

A pobre gralha voltou tristemente para seus antigos companheiros.

Lá, outra desagradável surpresa o aguardava. Eles não haviam esquecido sua arrogância para com eles e para puni-lo, expulsaram-no com uma saraivada de bicadas e zombarias.

Moral da história?

Penas emprestadas não fazem bons pássaros.

A vaidade e a pretensão de ser quem você não é, sempre serão descobertas. O valor verdadeiro vem do caráter e da essência, não do que é "pego emprestado" de terceiros.

Seja você mesmo, autenticidade supera aparência.

Trazendo para o nosso mundo: fantasia de banco não transforma fundo de pensão em previdência de verdade. O risco para os fundos de pensão é querer virar outra coisa.

Durante muito tempo, os fundos de pensão tiveram uma identidade muito clara. Seu papel era ajudar pessoas a transformar anos de trabalho em tranquilidade lá na frente.

Não eram apenas estruturas para acumular dinheiro. Eram mecanismos de proteção, de previsibilidade, de renda futura, de segurança financeira.

Mas … aos poucos, parte do sistema parece ter começado a flertar com uma espécie de crise de identidade. Em vez de se afirmar como instituição de previdência, muita gente passou a agir como se o grande objetivo fosse parecer um misto de banco, plataforma de investimento e gestor de recursos.

Como se bastasse oferecer um plano CD com cara de produto financeiro moderno, gráficos elegantes, três opções de alocação (perfis de investimentos) e um discurso de “rentabilidade no longo prazo”. É a gralha com pena de pavão.

Por fora, até pode parecer sofisticado. Mas a pergunta importante continua de pé: estamos entregando previdência ou apenas empurrando para o participante mais um produto financeiro no meio de tantos outros?

Produto financeiro o mercado já oferece aos montes. O participante encontra isso no banco, na corretora de valores, na fintech, no tesouro direto, no assessor de investimentos e daqui a pouco, até no assistente de IA que monta carteira em cinco segundos enquanto a pessoa toma café.

Se o fundo de pensão quiser competir apenas nesse campo, entra num jogo em que chega atrasado, com menos agilidade, menos competitividade e menos tecnologia.

Plano CD não pode ser só uma “poupança”

Aqui está o ponto central.

Plano CD não é — ou não deveria ser — apenas um potinho, onde se acumula dinheiro para ver no que dá.

Plano CD é previdência e previdência não se mede só pelo montante do saldo da conta. Mede-se pela capacidade de gerar segurança financeira no futuro.

Essa diferença parece sutil, mas muda tudo:

  • Um banco vende investimento;

  • Uma corretora de valores, vende acesso a ativos de renda variável;

  • Uma fintech vende conveniência;

  • Um fundo de pensão deveria vender — e mais do que isso, entregar — segurança de longo prazo.

Isso significa ajudar o participante a responder perguntas muito mais relevantes do que “quanto rendeu no mês?”:

  • Esse patrimônio vai durar quanto tempo?

  • Que nível de renda ele conseguirá gerar na aposentadoria?

  • Como o plano protege contra o risco de viver muito (longevidade)?

  • O que acontece se houver choques de mercado na aposentadoria?

  • Como transformar saldo em renda segura e não apenas em ansiedade?

  • Que desenho previdenciário foi pensado para acompanhar uma vida mais longa, mais incerta e mais fragmentada?

Quando um fundo de pensāo abandona essas perguntas e passa a se comportar como mero gerador de performance, ele está vestindo pena alheia. Está tentando ser admirado por atributos que não são sua verdadeira vocação.

Credito de Imagem: Milo Winter, from “The Aesop for Children,” 1919. PD-US


O erro não está em esquecer o propósito

Que fique claro: o problema não é inovar, muito pelo contrário. Os fundos de pensão precisam inovar.

Precisam melhorar a experiência digital, oferecer boas soluções de investimento, usar tecnologia, personalizar jornadas, comunicar melhor, simplificar a vida do participante, explorar novas estratégias e … abandonar velhos vícios operacionais.

Mas inovar não é imitar superficialmente o mercado financeiro.

Inovar, no caso da previdência, é usar tudo isso para reforçar a entrega principal: futuro com menos medo.

Se o fundo cria um plano CD em que toda a responsabilidade recai sobre o participante, mas quase nenhuma inteligência previdenciária é colocada em cima do produto, então ele está apenas terceirizando a angústia.

O sujeito entra jovem, contribui por décadas, vê o saldo oscilar, escolhe perfis que nem sempre entende direito, aproxima-se da aposentadoria e descobre que:

Acumulou patrimônio, sim — mas não necessariamente construiu proteção. É como vender guarda-chuva que funciona bem no sol.

O mundo digital oferece o que os fundos deixaram de entregar

Aqui a fábula fica ainda mais interessante — e mais incômoda.

Se os fundos de pensão continuarem se afastando do seu propósito original, pode chegar o momento em que não adiantará tentar voltar correndo para ele. O mercado não fica parado esperando arrependimento institucional.

A nova economia digital já começa a montar, aos poucos, peças que conversam diretamente com aquilo que a previdência deveria estar oferecendo:

  • soluções automatizadas de acumulação de longo prazo;

  • carteiras inteligentes com rebalanceamento contínuo;

  • acesso simples a novas classes de ativos digitais (crypto ativos);

  • mecanismos de geração de renda;

  • plataformas que falam a linguagem do usuário;

  • produtos desenhados para indivíduos com trajetórias profissionais fragmentadas;

  • estruturas digitais mais leves, mais acessíveis e mais adaptáveis.

Ou seja: se o fundo de pensão desistir de ser especialista em segurança financeira futura, outros agentes ocuparão esse espaço.

E ocuparão sem a cerimônia, sem o peso institucional, sem o vocabulário de seminário e muitas vezes, sem paciência para as velhas desculpas.

Nesse cenário, o risco não é apenas deixar de se misturar com os pavōes, é virar uma gralha depenada tentando explicar ao mercado que sempre teve alma de pavão.

O participante não sofisticaçāo, quer dormir em paz.

As pessoas não estāo procurando um plano de previdência para se sentir um gestor multimercado de si mesmas.

Elas não querem passar os próximos 30 anos estudando alocação tática, duration, fator de atuarial, volatilidade implícita e correlação entre classes de ativos antes do café da manhã.

Elas querem algo mais simples — e mais profundo:

não virar refém da própria longevidade.

Querem saber se:

  • ao envelhecer, terāo renda.

  • poderāo manter dignidade.

  • o dinheiro não acabará antes delas.

  • alguém desenhou uma solução pensando nisso de verdade.

Isso é previdência, o resto é fantasia com pena colorida.

A lição da fábula para os fundos de pensão

A fábula da gralha não condena ambição, condena a perda de identidade. O recado para os fundos de pensão talvez seja este:

não tentem ser apenas aquilo que o mercado já faz melhor e mais rápido... não tentem competir com bancos sendo “quase bancos”, não tentem competir com plataformas de investimentos sendo “quase plataformas de investimentos”, não tentem competir com gestoras sendo “quase gestoras”.

Se fizerem isso, correm o risco de desagradar a todos. O mercado continuará vendo os fundos como lentos demais para esse jogo e os participantes deixarão de enxergá-los como instituições realmente comprometidas com sua segurança futura.

Conclusão

Fundos de pensão não precisam de penas emprestadas. precisam de coragem para redescobrir sua própria plumagem.

Seu diferencial nunca foi apenas investir recursos, sempre foi — ou deveria ter sido — transformar poupança em proteção, patrimônio em renda e incerteza em algum grau de serenidade.

Se os planos CD virarem apenas embalagens elegantes para acumulação financeira, o sistema estará trocando sua alma por adereços. Adereços, como a gralha descobriu da pior forma, caem na primeira bicada.

No admirável — e confuso — mundo novo da economia digital, sobreviverão não os que melhor imitarem os outros, mas os que melhor entregarem aquilo que prometem.

O fundo de pensão que promete previdência precisa parar de brincar de banco, precisa voltar a ser, com todas as letras, previdência.


Para quem deseja ler as fábulas de Asop, existem diversas edições clássicas e ilustradas disponíveis. Uma das coleções mais completas, baseadas em fontes antigas de latim e grego, é intitulada Aesop’s Fables (Oxford World’s Classics) e contém 600 fábulas.

Grande abraço,

Eder.


Opiniōes: Todas minhas | Fonte: “Don’t Pretend to Be What You’re Not: Borrowed Feathers Do Not Make Fine Birds”, The Epoch Times.

Disclaimer: Esse artigo foi escrito com uso de IA, baseado em prompts do autor, em sua profunda experiencia profissional e nas informações das fontes citadas.



FUNDOS DE PENSĀO: NOS FALTA UMA VISĀO MAIS HOLÍSTICA SOBRE POUPANÇA


 

De Sāo Paulo, SP.


Muito se questiona sobre o que poderia ser feito para despertar comportamentos positivos de poupança para a aposentadoria nos jovens e nas pessoas em geral.

A resposta pode estar em uma melhor compreensão sobre o verdadeiro propósito dos fundos de pensāo:

Garantir segurança financeira futura para as pessoas que deles participam.

Esse é um conceito bem amplo e envolve o desenho de soluções que vāo muito além de “poupar para a aposentadoria” demandando uma visāo mais abrangente.

As estruturas de previdencia complementar existentes em outros países permitem que as pessoas poupem para muitas coisas diferentes ao longo da vida e pensem, portanto, em poupança como algo para a vida toda, em vez de apenas em poupança como algo apenas para a aposentadoria.

Países como Austrália, Nova Zelândia, Estados Unidos, Singapura e África do Sul, permitem que os cidadãos utilizem suas economias de aposentadoria para comprar sua primeira casa.

Uma pesquisa da Resolution Foundation, publicada no Reino Unido em dezembro passado, revelou que os jovens de hoje têm menos probabilidade de possuir casa própria em comparação com os do início da década de 1990, com

  • 31% possuindo casa própria em 2022-23;
  • Contra um pico de mais da metade (55%) em 1990.


Credito de Imagem: StockCake


Além disso, outra pesquisa publicada pelo Equity Release Council mostrou que dois quintos das pessoas que atualmente alugam imóveis no Reino Unido, acreditam que continuarão pagando aluguel na aposentadoria.

Os planos de previdencia complementar brasileiros poderiam adotar medidas para permitir o acesso antecipado de seus participantes ao primeiro imóvel.

Embora se possa argumentar que os recursos dos fundos de pensão são para assegurar uma renda no futuro e se forem retirados para outros fins, como a entrada para uma casa, as pessoas receberão uma renda menor quando se aposentarem, viver em imóveis alugados durante a aposentadoria também levará a uma renda menor.

O custo de alugar um imóvel ao longo da aposentadoria é equivalente a uma contribuiçāo de cerca de 9% para a previdência social feita a partir dos 22 anos de idade. Ou seja:

  • Será benéfico para as pessoas chegarem à aposentadoria com uma casa própria, pois isso significaria que elas teriam um “patrimônio” e poderiam “liberar parte do valor investido” no imóvel para “complementar” suas economias, se assim desejassem.
  • Já aqueles que não possuem casa própria, não só não terão um patrimônio para usar na aposentadoria, como também precisarão encontrar renda extra para arcar com o custo do aluguel.

Se você está usando sua poupança de aposentadoria hoje para ajudar a pagar um imóvel agora, isso poderia ser um problema. Porem, se você está usando sua poupança de aposentadoria hoje, para melhorar sua renda futura de aposentadoria, essa é uma ideia que vale a pena considerar.

O engajamento dos jovens com planos de previdencia complementar é um desafio, visto que a aposentadoria está muito distante e eles têm outras prioridades concorrentes no curto prazo.

Se a poupança para a aposentadoria pudesse ajudá-los com os desafios-chave mais imediatos, seria mais provável que isso incentivasse o engajamento e talvez, os motivasse a contribuir mais para seus planos de previdencia complementar.

Para se evitar que a poupança para a aposentadoria seja descaracterizada, seria permitido acesso antecipado apenas ao valor das poupanças acumuladas nos fundos de pensāo “acima de um saldo mínimo”, gerado por contribuições de 8% do salário – e o uso seria limitado ao pagamento de uma entrada para a primeira casa e/ou à liquidação de dívidas imobiliárias “problemáticas”.

Existem muitas maneiras diferentes de se implementar essa ideia. Isso poderia ser feito por meio de outro produto financeiro? Sim, claro, mas fazê-lo por meio de um plano de previdência seria “mais simples” para as pessoas que teriam um produto único com o qual já estāo familiarizadas.

Exatamente como isso seria feito, quanto se poderia pedir emprestado e se as pessoas teriam que devolver o dinheiro é um debate que precisa ser feito, mas certamente devemos analisar a questão.

Já que os fundos de pensāo insistem em colocar todo seu patrimônio em títulos públicos, ao invés de investirem na economia real e no setor imobiliário residencial, precisamos abrir essa discussāo.


Grande abraço,


Eder.


Opiniōes: Todas minhas | Fonte: “Could early access to pensions be a path onto the property ladder”, escrito por Martin Richmond.


PREVIDENCIA SOCIAL: REFORMAS QUE NĀO REFORMAM SĀO A CAUSA DO SISTEMA CONTINUAR PEDINDO SOCORRO

 


De Sāo Paulo, SP.

Toda vez que o tema “nova reforma da Previdência” volta ao noticiário, o roteiro é conhecido:

  • Alguém aponta o rombo,
  • Alguém pede “ajustes paramétricos”,
  • Alguém sugere “aumentar a idade mínima”, “diminuir benefício”,

O foco é “mais restrição” e pronto — vendem-se a sensação de que algo “estrutural” foi feito, viramos a página … só que não.

Uma matéria de hoje do Valor Econômico volta a mostrar esse padrão: as soluções defendidas por entrevistados orbitam em torno de medidas que já estavam na conversa desde o século passado.

Coisas, tipo, incluir Estados e municípios, rediscutir o Sistema de Proteção Social dos Militares e ainda reaparece de tempos em tempos - alguém tira da gaveta como se fosse modernidade - a ideia de criar um dispositivo de aumento automático da idade mínima conforme sobe a expectativa de sobrevida. 

Quando o debate em torno da reforma da previdencia social “renasce”, ele renasce velho. O vício das reformas:

Atacar as consequências, não as causas dos problemas

As reformas brasileiras, em geral, têm sido boas em duas coisas:

  1. Postergar a aposentadoria: esticar a idade mínima, impor regras de transição, criando pontuação e pedágio para os coitados apanhados perto da aposentadoria
  2. Reduzir o valor esperado do benefício: tudo escamoteado nos cálculos, com médias de vida toda, fatores atuariais, contas que nunca levam ao pagamento do beneficio maximo.

O objetivo implícito é sempre o mesmo: “ganhar tempo”. Só que ganhar tempo é diferente de mudar o modelo.

E aqui entra a pergunta incômoda:

Por que insistimos em reformar um sistema que foi desenhado para um mundo que está morrendo, para uma realidade social e econômica que, simplesmente, já nāo existe mais?

Pontos que seguem fora do debate

Esse mundo que matou o modelo quase nunca entra no debate.

O RGPS - Regime Geral da Previdencia Social - que todos conhecem pelo acronimo INSS - nasceu e cresceu com base em uma realidade bem específica:

  • Emprego formal, na folha de pagamento;
  • Contrato de trabalho permanente, por tempo indeterminado
  • Carreiras previsíveis, em poucas empresa ao longo da vida profissional.

O problema é que as bases de financiamento do sistema continuam presas à essa lógica, enquanto a economia está migrando para outra lógica radicalmente diferente:

  • Emprego fragmentado, intermitente e informal;
  • Contrato de trabalho autônomo, terceirizado (via PJ) e impermanente;
  • Renda inconstante, variavel e recebida de múltiplas fontes simultaneamente

A GIG economy está substituindo o “emprego na folha”. É a economia sob demanda ou economia de bicos, um modelo de mercado baseado em trabalho temporário, flexível e pontuado por plataformas digitais, onde freelancers ou profissionais autônomos realizam tarefas específicas sem vínculo empregatício tradicional.

Exemplos comuns incluem motoristas de aplicativo (Uber), entregadores (iFood), serviços feitos por freelancers.

Principais Características:

  • Flexibilidade: O trabalhador define seu próprio horário e local de trabalho.
  • Sem Vínculo (CLT): Geralmente não há férias, 13º salário ou benefícios trabalhistas formais.
  • Plataformas Digitais:
  • A conexão entre quem precisa do serviço e quem presta é feita por apps ou sites
  • Remuneração por Tarefa: O pagamento é realizado por “gig” (trabalho/projeto) ou “bico”.
  • Vantagens e desvantagens para o Trabalhador: Oferece liberdade geográfica e de tempo, mas pode gerar instabilidade financeira e falta de proteção social.
  • Vantagens e desvantagens para as Empresas: Permite reduzir custos fixos com contratação, reduz a velocidade de resposta das demandas.

A gig economy tem crescido exponencialmente, remodelando as relações de trabalho tradicionais com a tecnologia, impulsionada pela busca por autonomia e novas formas de renda.

A pergunta estrutural":

  • Nāo é: “Qual idade mínima de aposentadoria”?
  • A pergunta certa é: “Quem vai financiar o sistema quando o trabalho não está mais ancorado na folha de pagamentos”?

A Previdência é obrigatória, mas a arrecadação continua dependendo de um tipo de vínculo que encolhe e muda de forma.

É como insistir em cobrar pedágio numa estrada enquanto as pessoas começaram a viajar de helicóptero.

Reforma que ignora essas mudanças do mercado de trabalho é reforma que nasce defasada e com data para uma nova reforma.

Em busca de uma “reforma” de verdade

O que seria uma reforma de verdade e não um puxadinho paramétrico?

Aqui vão três ideias que quase nunca aparecem com coragem no debate — e que, goste-se ou não, são do tamanho do problema.

Contribuição “desde o nascer”

Essa medida ajudaria a se ganhar 20 anos de contribuiçāo e não a perder 20 anos de arrecadação, como acontece hoje.

O desenho atual da previdencia social e compementar começa a cobrar contribuiçōes de verdade quando a pessoa “entra no mercado de trabalho”. Só que:

  • A entrada no mercado de trabalho, atualmente, está mais tardia;
  • O vínculo de emprego é mais instável; e
  • A fase de recebimento do benefício está mais longa, a longevidade aumentou.

A provocação é simples: por que o ciclo contributivo não começa antes?

Não estou dizendo “cobrar do bebê” (calma). O que estou dizendo é que o Estado e a sociedade precisam criar uma base contributiva desde o nascimento, com uma arquitetura moderna:

  • Um crédito contributivo inicial (semente);
  • Uma contribuição mínima universal progressiva,
  • Complementos automáticos vinculados à renda real ao longo da vida.

Você ganha duas coisas:

  1. Tempo: 20 anos a mais de capital contributivo e formaçāo de poupança;
  2. Justiça atuarial (menos dependência do “emprego formal perfeito”).

Isso é reforma de paradigma. O resto é remendo.

Vincular o sistema ao trabalho, nāo ao emprego

A morte da “aposentadoria” como evento — requer o nascimento da previdência vinculada ao trabalho e nāo ao emprego.

O termo “aposentadoria” carrega uma ideia antiga: parar de trabalhar por completo. Só que, na prática, o que acontece é isso:

  • As pessoas alternam fases de atividade com fases de inatividade;
  • Reduzem carga de trabalho;
  • Mudam de área;
  • Voltam, empreendem, fazem bicos;
  • Monetizam conhecimento; e
  • Seguem trabalhando de algum jeito.

Se o trabalho virou contínuo, fluido, mutante, a previdência precisa parar de ser “um benefício ligado ao emprego” e virar um direito ligado ao trabalho — independentemente do vínculo empregaticio.

Isso exige:

  • Contribuição baseada em renda total, não só em salario na folha;
  • Mecanismos automáticos para renda gerada em plataformas;
  • Portabilidade real e simples;

Um sistema que reconheça que o indivíduo terá múltiplas trajetórias, não uma carreira profissional linear, nāo uma carreira que termina abruptamente.

O coração do problema continua pulsando: a base de financiamento do sistema está presa ao século XX.

O “gatilho automático” da idade mínima de aposentadoria pode até parecer tecnicamente “limpo”, mas politicamente é um jeito elegante de dizer:

“A longevidade aumentou? Então você paga trabalhando mais.”

Isso pode ser defensável em algumas juresdiçōes, mas isoladamente é apenas mais um ajuste paramétrico — não uma reconstrução do modelo. 

A herisia final: previdência complementar compulsória

Aqui eu vou direto ao ponto: se a Previdência Social é obrigatória, por que a Complementar é tratada como “opcional de luxo”?

Num mundo em que:

  • A poupança individual é instável;
  • O vínculo formal é menos frequente; e
  • O envelhecimento pressiona o sistema público,

Faz sentido discutir um desenho de sistema de previdencia em camadas:

  1. Primeira camada: Camada pública, com proteção básica, solidária;
  2. Segunda camada: Camada complementar compulsória, com poupança de longo prazo, individual ou coletiva, governança forte e um teto de cobertura;
  3. Terceira camada: Camada complementar voluntária, quem pode, coloca mais, nāo é compulsório, o teto é definido individualmente.

Isso não é “privatizar o INSS”, é reconhecer que um sistema maduro precisa de mais de uma perna para ficar em pé.

Conclusão

Ou mudamos o paradigma, ou só vamos continuar a “reformar o fracasso”. O Brasil não precisa de “a próxima reforma” como repetição do passado.

Precisamos de uma reforma que encare três verdades sem anestesia, sem hipocrisia:

  1. O emprego formal não é mais o único eixo do trabalho;
  2. A longevidade alongou o benefício e encurtou (ou fragmentou) a contribuição;
  3. A aposentadoria virou uma transição de ritmo — não um desligamento.

Enquanto o debate continuar centrado em postergar a idade mínima de aposentadoria, cortes e remendos, a previdência seguirá sendo um sistema que “se sustenta” porque estamos adiando o problema, não resolvendo-o.

Reforma de verdade não é a que faz o brasileiro trabalhar mais para receber menos. É a que redesenha o sistema para o mundo em que ele já está vivendo.

Com a palavra agora, os tecnocratas do governo, deputados e legisladores.


Grande abraço,

Eder.


Opiniōes: Todas minhas | Fonte: “Modelo da previdência se esgota e pede nova reforma”, Valor Economico

Disclaimer: Esse artigo foi escrito com uso de IA, baseado em prompts do autor, em sua profunda experiencia profissional e nas informações das fontes citadas.


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