👉 Quer construir o fundo de pensāo do futuro? Adapte sua abordagem, nāo sua ambiçāo.
👉 Se o plano nāo está funcionando, mude o plano, mas nunca seu objetivo. Mude seu conselho. Mude sua diretoria. Mude sua estrategia. Nāo mude seu destino.
👉 O objetivo é simples: Ser melhor do que ontem. Perder o sono por causa dos seus objetivos é melhor do que perder tempo sonhando com eles.
✅ Vislumbre, planeje, execute.
👉 É crucial entender que, embora suas aspirações finais possam permanecer constantes, o caminho para alcançá-las muitas vezes exige adaptação.
👉 O princípio de “mudar o plano, não o objetivo” destaca a importância da flexibilidade diante dos inevitáveis desafios da vida.
👉 O que pode parecer um revés, uma fonte de dor ou um obstáculo intransponível, na verdade, pode ser uma oportunidade para refinar sua estratégia.
👉 Adotar uma abordagem adaptável é fundamental para tornar possíveis empreendimentos ambiciosos, ainda mais quando a jornada é árdua.
Grande abraço,
Eder.
Hoje li um artigo no LinkedIn sobre a falência dos sistemas de previdencia social no Brasil e no mundo. O texto apresentava um fidedigno diagnóstico sobre os problemas que afetam globalmente a previdência, tipo:
Longevidade crescente;
Mudanças nos vinvulos de emprego;
Procrastinaçāo dos individuos em começar a poupar
Incapacidade da previdencia complementar em entregar seguranca financeira;
etc etc etc …
É impressionante como organizaçōes do naipe da OCDE - Organizaçāo para Cooperaçāo e Desenvolvimento Econômico - que reune 38 paises, Banco Mundial (189 paises membros), intelectuais locais e estrangeiros (sem citar nomes, para nāo melindar almas sensiveis) tem sido incapazes de apontar caminhos e soluçōes.
Como pode isso, Arnaldo?
Essa turma toda, no melhor estilo do samba de uma nota só, bate na mesma tecla do diagnostico surrado e amplamente conhecido das causas & desafios por trás dos problemas da previdencia social e complementar.
Isso me fez lembrar um experimento feito alguns anos atrás mostrando como um grupo de crianças do jardim de infância superou grupos de CEOs, Advogados e estudantes de MBA numa tarefa bastante simples.
A maneira como as crianças fizeram isso, diz muito sobre a incapacidade dos “adultos” esperientes encontrarem uma soluçāo para o ocaso que vivemos na previdencia social e complementar.
O desafio da Torre
O experimento foi apresentado por um designer famoso chamado Peter Skillman durante uma apresentaçāo feita no TED TALK.
Foi pedido a grupos de participantes, separadamente - crianças do jardim de infância, CEOs, advogados e etudantes de MBA - que construissem, em 18 miutos, a torre mais alta possivel, usando os seguintes itens:
20 pedaços de espaguete seco;
1 metro de barbante;
1 metro de fita adesiva;
1 marshmallow (que tinha que ficar no topo da torre)
O desafio foi apresentado a diversos grupos distintos, formados por 4 participantes em cada grupo:
CEOs;
Advogados;
Estudantes de MBA; e
… crianças do jardim de infância.
Os resultados foram incrivelmente chocantes:
As crianças do jardim de infância superaram todos os demais grupos e superaram por uma margem significativa.
Em segundo colocado vieram os CEOs, depois os advogados e por último, os alunos de MBA, que muitas vezes nem conseguiram criar uma estrutura capaz de suportar o peso do marshmallow no topo.
A grande questão é: por que isso aconteceu?
O modo de abordar o problema
Em uma apresentaçāo posterior, também no TED TALK, um amigo de Skillman de nome Tom Wujec - escritor e palestrante canadense, formado em astronomia e psciologia - que repetiu o experimento em workshops de formaçāo de equipes, ressaltou as diferenças na forma como os vários grupos abordaram o problema:
A maioria das pessoas, normalmente, começa por se familiarizar com a tarefa. Elas conversam sobre ela, imaginam como ela será, disputam o poder (perdem tempo definindo a liderança do grupo);
Então elas passam um tempo planejando, organizando, fazem esboços e preparam o espaguete... e finalmente, quando o tempo está acabando, alguém tira o marshmallow e o coloca delicadamente por cima da torre.
O que as crianças do jardim de infância fazem de diferente é que elas começam com o marshmallow e constroem sucessivos protótipos ... então elas obtem várias oportunidades para corrigir os protótipos que constroem ao longo do processo de busca da souçāo.
E a cada versão, as crianças recebem feedback instantâneo sobre o que funciona e o que não funciona na busca da soluçāo.
Curiosamente, em experimentos subsequentes, arquitetos e engenheiros tiveram um desempenho igual ou melhor do que as crianças do jardim de infância.
Isso reforçou, ainda mais, a compreensão sobre como resultados / soluçōes de qualidade sāo criados / construídas.
A liçāo para os "expertes” do setor de fundos de pensāo
A lição é bastante simples:
Pensar, planejar, traçar estratégias e organizar demais (ficar na fase de diagnostico), na maioria das vezes, atrapalham a execução (buscar, efetivamente, soluçōes).
Essa lição deveria causar impacto profundo nos “especialistas” em previdencia social, previdência complementar e fundos de pensāo, porque, honestamente, eles sāo iguaiszinhos aos CEOs, advogados e sim, até mesmo aos estudantes de MBA.
Essa turma passou a maior parte da vida pessoal e profissional, planejando muito. Quando decidiam se aventurar em algo novo, passavam dias, semanas e muitas vezes, meses, reunindo informações antes de realmente começar a implantar soluçōes.
Esse pessoal, basicamente, imagina que a vida seja assim:
Quem acredita que a realidade funciona assim, dá uma ênfase extraordinária ao trabalho inicial - antes mesmo do gráfico começar - porque acredita que a clareza prévia terá que levá-la adiante.
Mas é essa uma armadilha porque, enquanto você lê, pesquisa e elabora planos de negócios, você está apenas praticando uma versão disfarçada de procrastinação.
Enquanto se gasta kilômetros de tinta escrevendo e fazendo diagnóstico sobre as causas da falencia da previdencia social, complementar e desaparecmento de fundos de pensāo, se está apenas procrastinando a busca de uma soluçāo para o problema.
Tem um velho ditado que diz: “você pode vestir um porco com um smoking, mas ele continua sendo um porco”.
Você pode disfarçar a procrastinação como quiser, dar-lhe nomes sofisticados, escondê-la atrás da ilusão de progresso, mas ela continua sendo procrastinação.
A verdade é que a maioria das coisas na vida nāo funciona como o gráfico acima, mas sim com esse abaixo:
Quanto mais você experimenta, quanto mais você tenta alguma coisa, mais clareza você adquire e o mais importante, essa clareza se acumula ... muito rapidamente.
No início, você vai ter a sensação de estar estagnado e sem perspectivas, mas, de repente, a clareza que você ganha em um dia supera o que você conseguiu alcançar em um mês.
A clareza vai surgindo gradualmente e de repente, ela brota — mas somente se você estiver agindo, fazendo, tentando.
De analistas de sofá a inventores
Precisamos adotar uma mentalidade de inventor, experimentar coisas novas, falhar rápido, aprender com cada falha, experimente mais coisas novas ...
O custo do fracasso é muito menor do que você imagina, ninguém está te julgando, ninguém se importa.
As crianças do jardim de infância não estavam preocupadas com o que os outros pensariam se a torre delas caísse. Elas não estavam preocupadas em parecer ou soar mais inteligentes do que qualquer outra pessoa na sala.
Elas fizeram ajustes, elas aprimoraram, elas seguiram em frente. Todos podemos aprender com essa história:
Fazendo mais, você tem mais a ganhar.
Grande abraço,
Eder.
Opiniōes: Todas minhas | Fonte: “The Tinkerer’s Mindset: How to Win More”, escrito por Sahil Bloom
O sistema de previdência complementar corporativo se acostumou a pensar o futuro com uma lógica quase industrial: emprego relativamente estável, carreira linear, vínculo duradouro com o empregador, comunicação formal, confiança institucional e uma boa dose de paciência.
Uma nova pesquisa da Morning Consult sobre a Geração Z mostra que esse desenho está ficando cada vez mais distante da realidade.
A Gen Z está amadurecendo, sim. Já não dá mais para tratá-la como uma geração de adolescentes, eternamente em fase de testes:
A parcela de casados subiu de 9% para 15%;
O emprego em tempo integral foi de 64% para 72%;
A responsabilidade financeira dentro do domicílio avançou de 58% para 71%; e
a fatia de estudantes caiu de 25% para 16%.
Em outras palavras, a Gen Z entrou na vida adulta, só que entrou do seu próprio jeito e é justamente aí que começam os problemas para os fundos de pensão.
A pesquisa mostra que, embora mais adulta, a Gen Z continua sendo a geração mais móvel, mais fluida e mais desconfiada dentre todas as demais.
Eles ainda mudam mais de emprego, mudam mais de casa, procuram mais por trabalho e permanecem fortemente inclinados à novidades, sāo impulsivos, adoram status e curtem as tendências.
Um terço dos jovens ainda está procurando emprego ativamente, percentual bem acima do total da população. Ao mesmo tempo, 52% seguem morando de aluguel, praticamente sem mudança relevante desde 2021, referendando a impressāo de que comprar a cada propria está cada vez mais dificil.
Traduzindo para o português claro do mundo da poupança de longo prazo, está a parte que deveria tirar o sono de quem atua com previdência complementar!:
A Gen Z se importa com o futuro, mas não quer um futuro empacotado num modelo rígido, lento, institucional demais e desenhado para uma vida profissional que já não existe mais.
A pesquisa mostra uma geração mais confiante e mais ambiciosa. A parcela dos que dizem sentir controle sobre o próprio futuro subiu de 61% para 67% e o senso de identidade também cresceu bastante.
Isso sugere uma geração menos disposta a terceirizar cegamente suas decisões financeiras para instituições opacas, paternalistas ou excessivamente burocráticas.
Em tese, isso poderia ser uma ótima notícia para os fundos de pensão. Afinal, uma geração que pensa no futuro, estabelece metas e quer ganhar autonomia deveria se interessar por instrumentos de acumulação de longo prazo.
Mas há uma diferença importante entre “querer construir o futuro” e “querer fazer isso do jeito e com as soluçōes que os fundos de pensāo oferecem”. A Gen Z parece valorizar controle, velocidade, transparência, experiência e aderência ao seu estilo de vida.
A própria pesquisa mostra que ela continua superando as demais geraçōes em impulsividade, busca por status, perseguição de tendências e adoção de novas tecnologias.
Também segue hiperconectada, com forte presença no TikTok, YouTube, Instagram e ambientes digitais onde vídeo, interação, descoberta e comunidade importam muito mais do que relatorios anuais bonitos, regulamentos e palestras em PowerPoint.
Agora imagine o choque de mundos.
De um lado, fundos de pensão ainda operando com linguagem pesada, jornadas lentas, baixa portabilidade subjetiva, pouca sensação de controle individual, pouca personalização e carteiras que muitas vezes parecem montadas para agradar reguladores e comitês, não para engajar participantes.
Do outro, uma geração acostumada a abrir conta em minutos, mover dinheiro em tempo real, acompanhar tudo pelo celular, consumir informação em vídeo, comparar alternativas em comunidades e testar soluções novas antes que o “mercado tradicional” termine de marcar a reunião preparatória da reunião.
Não é difícil inferir, portanto, como a Gen Z tenderia a enxergar o contraste entre fundos de pensão e alternativas modernas de poupança, inclusive estratégias de poupança e investimento associadas à ativos digitais e ao universo crypto.
Na cabeça de boa parte dessa geração, o fundo de pensão corre o risco de parecer uma espécie de “caixa-preta”:
promete segurança;
fala em longo prazo;
usa linguagem respeitável;
mas oferece pouco senso de autonomia,
pouco protagonismo individual; e
baixa conexão com a lógica digital de propriedade e acompanhamento em tempo real.
Já alternativas como cryptoativos, staking, plataformas digitais de investimento e carteiras com experiência mobile tendem a transmitir exatamente o oposto:
acesso direto;
visibilidade;
sensação de controle;
pertencimento a uma comunidade;
linguagem mais próxima e sobretudo;
a impressão de que o dinheiro continua sendo “meu”, o tempo todo.
Credito de Imagem: Morning Consult
Isso não quer dizer que a Gen Z seja, automaticamente, nem avessa ao risco nem, ao contrário, irresponsavelmente apaixonada por risco.
Quer dizer algo mais interessante: ela parece preferir risco visível a segurança opaca e isso, para os fundos de pensão, é uma provocação séria.
O setor está acostumado a dizer: “nós somos a solução prudente”, ao que a Gen Z talvez responda: “prudente para quem, exatamente e com qual grau de transparência, flexibilidade e autonomia?”
Outro ponto importante da pesquisa é que a relação da Gen Z com marcas e instituições é caracterizada por desconfiança.
O dado é brutal: 97% das marcas analisadas têm nível de confiança menor junto à Gen Z do que junto ao conjunto dos adultos.
Se isso vale para marcas de consumo, imagine para instituições financeiras, previdenciárias e reguladas, que já largam em desvantagem por parecerem distantes, complicadas e muitas vezes, pouco sexy.
Em outras palavras:
o fundo de pensão não concorre apenas com outros produtos financeiros, concorre com um déficit estrutural de confiança.
E ainda concorre com um segundo problema: os fundos de pensāo foram construídos em torno de um mercado de trabalho que está se desfazendo.
Sobretudo em sua lógica histórica, os planos de previdencia complementar corporativos funcionam melhor quando existe:
estabilidade de vínculo empregaticio;
previsibilidade de renda;
permanência no emprego;
identidade corporativa forte; e
horizonte longo dentro de uma mesma organização.
Só que a Gen Z está entrando no mercado com trajetórias profissionais mais fragmentadas, mais híbridas, mais móveis e menos obedientes à ideia de carreira única.
A pesquisa mostra exatamente isso ao destacar maior mobilidade profissional, maior procura ativa por novas oportunidades e uma transição para a vida adulta que não significa, de forma alguma, acomodação.
Esse descasamento é central.
O problema não é apenas convencer a Gen Z a poupar, o problema é que o veículo tradicional de poupança previdenciária foi desenhado para uma trajetória profissional que está ficando velha antes mesmo de alguns participantes envelhecerem.
Por isso, a pergunta correta não é: “como fazer a Gen Z gostar mais dos fundos de pensão?” A pergunta certa é: “o que os fundos de pensão precisam fazer para não parecer um DVD riscado na era do streaming?”
Olhando os dados da pesquisa, a Gen Z até reúne várias características que poderiam favorecer a poupança previdenciária:
está formando família;
assumindo as contas;
trabalhando mais;
ganhando mais do que antes; e
pensando mais seriamente no futuro.
O desafio é que a Gen Z quer soluções compatíveis com sua lógica de vida: soluçōes digitais, flexíveis, transparentes, portáteis, com linguagem simples e sensação concreta de comando.
Isso exige dos fundos de pensāo:
mudanças profundas;
comunicação em linguagem humana, não em dialeto de regulamento;
experiência digital de verdade, não portal com cara de repartição online;
portabilidade fluida, personalização;
opções mais aderentes à perfis distintos de risco e retorno;
educação financeira pensada para vídeo, comunidade e jornadas curtas de atenção.
Exige, acima de tudo, abandonar a fantasia de que o jovem rejeita previdência porque “não pensa no futuro”. A pesquisa sugere o contrário.
A Gen Z pensa, sim, no futuro. Talvez até mais do que muita gente imagina. O que ela não aceita tão facilmente é a ideia de entregar esse futuro a estruturas que parecem pertencer ao passado …
Há ainda um detalhe saborosamente irônico.
A Gen Z é apresentada como impulsiva, trend-chaser e atraída por novidade. O setor previdenciário, que costuma ler isso como defeito, talvez devesse ler também como alerta estratégico.
Num mundo em que novas tecnologias financeiras, tokenização de ativos, carteiras digitais edinheiro programável vão se tornando parte da paisagem, insistir apenas no modelo tradicional de previdencia complementar pode fazer com que os fundos de pensão não pareçam prudentes, mas simplesmente lentos demais.
No fim das contas, o embate não é entre Gen Z e previdência complementar corporativa. O embate é entre uma novageração de poupadores e um velho design de poupança institucional.
A Gen Z não está necessariamente dizendo “não quero me preparar para o futuro”. Ela pode estar dizendo algo bem mais desconfortável para o setor:
Disclaimer: Esse artigo foi escrito com uso de IA, baseado em prompts do autor, em sua profunda experiencia profissional e nas informações das fontes citadas.
Grandes instituiçōes, sejam governos ou empresas privadas, raramente erram ao prever o futuro, por falta de inteligência.
Elas erram porque se sentem confortáveis.
Foi isso que aconteceu quando Michael Saylor apresentou à Microsoft a ideia de “tesouraria corporativa com Bitcoin” — e a empresa recusou.
À primeira vista, pode ter parecido uma decisão corporativa perfeitamente razoável: o Bitcoin ainda continua controverso em muitas salas de reuniāo de conselhos.
O sistema Android
No final dos anos 2000, uma transformaçāo lenta estava ocorrendo na tecnologia. Os sistemas operacionais de telefonia móvel estavam prestes a se tornar as plataformas de software mais importantes do mundo.
A Microsoft tinha engenheiros;
A Microsoft tinha amplos recursos financeiros;
A Microsoft tinha canais de distribuiçāo;
…mas, nāo conseguiu perceber a velocidade com que a mudança ocorreria.
Em vez de liderar a revolução do mercado de dispositivos móveis, a empresa apostou ainda mais no Windows Mobile enquanto o Google lançava o Android.
Hoje, o Android está em bilhões de dispositivos no mundo e domina o mercado global de smartphones.
Na Microsoft, ter deixado escapar a oportunidade de adquirir o Android ainda é considerado um dos maiores fracassos estratégicos da empresa.
Essa lição não é sobre inteligência, é sobre reconhecer uma mudança de plataforma tecnológica antes que ela se torne óbvia.
Para deixar bem claro, a decisāo da Microsoft de rejeitar a ideia de adicionar Bitcoin à sua Tesouraria Corporativa, não foi uma decisão recente.
Ocorreu há mais de um ano, quando Michael Saylor defendeu a ideia publicamente. Na época, a sugestão soou radical para muitos conselhos de administração.
O Bitcoin ainda era visto como um ativo especulativo, volátil e fora da zona de conforto das diretorias financeiras tradicionais.
Mas o tempo tem o poder de lançar luz e mudar convicções. Passado mais de um ano, o contraste ficou ainda mais nítido.
Empresas de mineração listadas em bolsa, venderam mais de 15.000 BTC desde outubro/2025, utilizando suas reservas financeiras em um momento de margens de lucro cada vez menores no setor.
Mineradoras de Bitcoin como a Cango venderam parcelas significativas de suas participações, enquanto a MARA Holdings divulgou uma estratégia mais flexível, que permite à empresa comprar ou vender Bitcoin, mantendo ainda dezenas de milhares de moedas.
Credito de Imagem: www.bisonapp.com
Nada disso é necessariamente pessimista.
Os mineradores produzem Bitcoin;
Eventualmente, eles o vendem;
Essa oferta de Bitcoin precisa ir para algum lugar;
Ela vai para quem está comprador, não quem está vendendo.
Enquanto os mineradores estão vendendo, Michael Saylor está fazendo o oposto. Por meio de sua empresa Strategy (antiga MicroStrategy), Saylor acumulou centenas de milhares de Bitcoins.
A estratégia é simples. Não tente fazer market-timing, não tente prever o momento certo para comprar ou vender: adquira.
Na visão de Saylor, Bitcoin não é um ativo especulativo, é capital.
Os mineradores mineram Bitcoin da mesma forma que as empresas petrolíferas extraem energia. A Strategy absorve essa oferta e a “armazena” em seu balanço patrimonial.
Há outra parte dessa história que as pessoas percebem, mas raramente expressam em voz alta.
Empresas do porte da Microsoft podem se dar ao luxo de ignorar certas ideias. Quando você já é uma das corporações mais ricas do mundo, perder uma nova ideia não representa uma ameaça para seu sucesso.
Mas empreendedores tendem a pensar de forma diferente das instituições.
Se alguém como Bill Gates estivesse construindo a Microsoft do zero, nesse momento, seria difícil imaginá-lo ignorando uma nova infraestrutura de capital, que está surgindo na Internet.
Empreendedores e fundadores de startups buscam:
alavancagem;
sistemas;
a próxima plataforma.
As grandes organizações, frequentemente, protegem aquilo que já existe. Essa é a questāo mais profunda por trás do debate sobre Tesouraria de Bitcoin e ativos digitais em fundos de pensāo.
Corporações tradicionais e organizaçōes de previdência complementar, ainda operam em um mundo de “sistemas fechados”:
Balanços patrimoniais;
Margens operacionais;
Lucros trimestrais;
Relatórios anuais;
Investimento passivo…
Até mesmo os mineradores de Bitcoin — apesar de protegerem a rede — ainda vivem e operam nesse mundo, eles gerenciam:
Preço da energia;
Atualizaçōes de software;
Upgrade de hardware (equipamentos);
Custos de infraestrutura e de pessoal.
Mineradores produzem Bitcoin, mas na maioria dos casos não têm condições de mantê-lo em estoque.
Enquanto isso, a ideia que Saylor está defendendo é radicalmente diferente:
Bitcoin não é custo fixo;
Não é estoque;
É capital.
… e capital se comporta de maneira muito diferente dentro de uma rede de blockchain e de um sistema financeiro aberto.
Credito de Imagem: REUTERS/Gonzalo Fuentes
Hoje, ninguém sabe se a Microsoft está errada ao rejeitar Bitcoin em sua tesouraria e o governo acha que está certo em proibir ativos digitais no patrimonio dos fundos de pensāo.
Mas a história tem o poder de fazer com que certas decisões pareçam óbvias em retrospectiva:
A certa altura, os smartphones pareciam apenas experimentais, em certo momento a computação em nuvem parecia desnecessária, em certo momento o Android parecia só um projeto periférico, em certo momento fundos mutuos de investimentos foram considerados pirâmide financeira ...
Bitcoin, ativos digitais e cryptoeconomia
Hoje, algumas das maiores corporações privadas do mundo ainda não sabem ao certo o que fazer com o Bitcoin, da mesma forma que os fundos de pensāo sequer sabem como investir em ativos digitais.
O que levanta uma questão simples:
Se o Bitcoin se tornar “a infraestrutura” de capital corporativo, rejeitá-lo hoje será como ter rejeitado o Android?
Se todos os ativos forem para o blockchain, a proibiçāo dos fundos de pensāo investirem em ativos digitais hoje, seria como a Microsoft ter deixado passar o Android?
A Microsoft pode simplesmente ter dado a palavra a Michael Saylor e convidado-o a falar para seu conselho porque o momento dele havia chegado — tipo, uma chance de se apresentar diante de grandes nomes e defender seu ponto de vista.
A Microsoft nāo gostou, particularmente, de ser lembrada que perdeu uma valorização de 2.000.000% ou mais.
É claro que o Bitcoin provavelmente continuará subindo, mas, na época daquela reunião, o BTC já havia passado de cerca de um US$ 0,01 para o patamar mais alto possível.
As pessoas que estāo poupando e cuja segurança financeira no futuro depende de rentabilidades maiores do que as entregues por títulos públicos, precisam se lembrar de quem as proibiu de entrar na era dos ativos digitais quando ela estava no inicio.
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Mestre em Administração Profissional pela EAESP/FGV, Bacharel em Ciências Atuariais pela UFRJ,com especialização em Propaganda & Marketing pela ESPM-RJ e em Governança Corporativa pelo IBGC. Mais de 25 anos de atuação no mercado de previdência complementar, Membro nº 641 e ex-Diretor do Instituto Brasileiro de Atuária e ex-Professor do MBA de Gestão de Riscos Financeiros e Atuariais da USP/FIPECAFI. Gerenciou inúmeros projetos internacionais e regionais na área de benefícios, tendo morado em Jacksonville, FLA-EUA e em Lincolnshire, CH-EUA. Ocupou cargos de alta gerência e direção nas maiores empresas globais de benefícios, em fundos de pensão, em seguradoras e em bancos.
Desenvolve Pesquisas, Projetos e Palestras sobre Previdência, Seguros (RE), Benefícios a Empregados, Programas de Saúde, Economia Comportamental, Neuromarketing e Investimentos Responsáveis.