De Sāo Paulo, SP.
Hoje li um artigo no LinkedIn sobre a falência dos sistemas de previdencia social no Brasil e no mundo. O texto apresentava um fidedigno diagnóstico sobre os problemas que afetam globalmente a previdência, tipo:
Longevidade crescente;
Mudanças nos vinvulos de emprego;
Procrastinaçāo dos individuos em começar a poupar
Incapacidade da previdencia complementar em entregar seguranca financeira;
etc etc etc …
É impressionante como organizaçōes do naipe da OCDE - Organizaçāo para Cooperaçāo e Desenvolvimento Econômico - que reune 38 paises, Banco Mundial (189 paises membros), intelectuais locais e estrangeiros (sem citar nomes, para nāo melindar almas sensiveis) tem sido incapazes de apontar caminhos e soluçōes.
Como pode isso, Arnaldo?
Essa turma toda, no melhor estilo do samba de uma nota só, bate na mesma tecla do diagnostico surrado e amplamente conhecido das causas & desafios por trás dos problemas da previdencia social e complementar.
Isso me fez lembrar um experimento feito alguns anos atrás mostrando como um grupo de crianças do jardim de infância superou grupos de CEOs, Advogados e estudantes de MBA numa tarefa bastante simples.
A maneira como as crianças fizeram isso, diz muito sobre a incapacidade dos “adultos” esperientes encontrarem uma soluçāo para o ocaso que vivemos na previdencia social e complementar.
O desafio da Torre
O experimento foi apresentado por um designer famoso chamado Peter Skillman durante uma apresentaçāo feita no TED TALK.
Foi pedido a grupos de participantes, separadamente - crianças do jardim de infância, CEOs, advogados e etudantes de MBA - que construissem, em 18 miutos, a torre mais alta possivel, usando os seguintes itens:
20 pedaços de espaguete seco;
1 metro de barbante;
1 metro de fita adesiva;
1 marshmallow (que tinha que ficar no topo da torre)
O desafio foi apresentado a diversos grupos distintos, formados por 4 participantes em cada grupo:
CEOs;
Advogados;
Estudantes de MBA; e
… crianças do jardim de infância.
Os resultados foram incrivelmente chocantes:
As crianças do jardim de infância superaram todos os demais grupos e superaram por uma margem significativa.
Em segundo colocado vieram os CEOs, depois os advogados e por último, os alunos de MBA, que muitas vezes nem conseguiram criar uma estrutura capaz de suportar o peso do marshmallow no topo.
A grande questão é: por que isso aconteceu?
O modo de abordar o problema
Em uma apresentaçāo posterior, também no TED TALK, um amigo de Skillman de nome Tom Wujec - escritor e palestrante canadense, formado em astronomia e psciologia - que repetiu o experimento em workshops de formaçāo de equipes, ressaltou as diferenças na forma como os vários grupos abordaram o problema:
A maioria das pessoas, normalmente, começa por se familiarizar com a tarefa. Elas conversam sobre ela, imaginam como ela será, disputam o poder (perdem tempo definindo a liderança do grupo);
Então elas passam um tempo planejando, organizando, fazem esboços e preparam o espaguete... e finalmente, quando o tempo está acabando, alguém tira o marshmallow e o coloca delicadamente por cima da torre.
O que as crianças do jardim de infância fazem de diferente é que elas começam com o marshmallow e constroem sucessivos protótipos ... então elas obtem várias oportunidades para corrigir os protótipos que constroem ao longo do processo de busca da souçāo.
E a cada versão, as crianças recebem feedback instantâneo sobre o que funciona e o que não funciona na busca da soluçāo.
Curiosamente, em experimentos subsequentes, arquitetos e engenheiros tiveram um desempenho igual ou melhor do que as crianças do jardim de infância.
Isso reforçou, ainda mais, a compreensão sobre como resultados / soluçōes de qualidade sāo criados / construídas.
A liçāo para os "expertes” do setor de fundos de pensāo
A lição é bastante simples:
Pensar, planejar, traçar estratégias e organizar demais (ficar na fase de diagnostico), na maioria das vezes, atrapalham a execução (buscar, efetivamente, soluçōes) .
Essa lição deveria causar impacto profundo nos “especialistas” em previdencia social, previdência complementar e fundos de pensāo, porque, honestamente, eles sāo iguaiszinhos aos CEOs, advogados e sim, até mesmo aos estudantes de MBA.
Essa turma passou a maior parte da vida pessoal e profissional, planejando muito. Quando decidiam se aventurar em algo novo, passavam dias, semanas e muitas vezes, meses, reunindo informações antes de realmente começar a implantar soluçōes.
Esse pessoal, basicamente, imagina que a vida seja assim:
Quem acredita que a realidade funciona assim, dá uma ênfase extraordinária ao trabalho inicial - antes mesmo do gráfico começar - porque acredita que a clareza prévia terá que levá-la adiante.
Mas é essa uma armadilha porque, enquanto você lê, pesquisa e elabora planos de negócios, você está apenas praticando uma versão disfarçada de procrastinação.
Enquanto se gasta kilômetros de tinta escrevendo e fazendo diagnóstico sobre as causas da falencia da previdencia social, complementar e desaparecmento de fundos de pensāo, se está apenas procrastinando a busca de uma soluçāo para o problema.
Tem um velho ditado que diz: “você pode vestir um porco com um smoking, mas ele continua sendo um porco”.
Você pode disfarçar a procrastinação como quiser, dar-lhe nomes sofisticados, escondê-la atrás da ilusão de progresso, mas ela continua sendo procrastinação.
A verdade é que a maioria das coisas na vida nāo funciona como o gráfico acima, mas sim com esse abaixo:
Quanto mais você experimenta, quanto mais você tenta alguma coisa, mais clareza você adquire e o mais importante, essa clareza se acumula ... muito rapidamente.
No início, você vai ter a sensação de estar estagnado e sem perspectivas, mas, de repente, a clareza que você ganha em um dia supera o que você conseguiu alcançar em um mês.
A clareza vai surgindo gradualmente e de repente, ela brota — mas somente se você estiver agindo, fazendo, tentando.
De analistas de sofá a inventores
Precisamos adotar uma mentalidade de inventor, experimentar coisas novas, falhar rápido, aprender com cada falha, experimente mais coisas novas ...
O custo do fracasso é muito menor do que você imagina, ninguém está te julgando, ninguém se importa.
As crianças do jardim de infância não estavam preocupadas com o que os outros pensariam se a torre delas caísse. Elas não estavam preocupadas em parecer ou soar mais inteligentes do que qualquer outra pessoa na sala.
Elas fizeram ajustes, elas aprimoraram, elas seguiram em frente. Todos podemos aprender com essa história:
Fazendo mais, você tem mais a ganhar.
Grande abraço,
Eder.
Opiniōes: Todas minhas | Fonte: “The Tinkerer’s Mindset: How to Win More”, escrito por Sahil Bloom










