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domingo, 8 de março de 2015

Indecisão Insegura

De São Paulo, SP.

Roy Tuscany tinha 24 anos de idade quando quebrou as costas depois de errar um salto de esqui e se estatelar na neve.
Duas semanas antes do acidente que mudou sua vida em 2006, ele poderia ter optado pela cobertura de invalidez permanente incluída no seguro de vida em grupo oferecido pela sua empresa.
Da mesma forma que muitos jovens adultos da sua idade, ele não deu nenhuma importância para aquilo, achando que não era necessário. Afinal, ele era instrutor de esqui na cidade de Norden, na California nos EUA e instrutores de esqui não se envolvem em acidentes, certo?
"Eu tinha acabado de me inscrever no plano de saúde da empresa e já estava incomodado o bastante em ter que pagar por aquilo" lembra Tuscany.
Tuscany, que hoje tem movimentos limitados nas duas pernas e anda com a ajuda de muletas, disse que não tem ideia de quanto a cobertura de invalidez teria lhe custado e que não entendia naquela época porque um cara jovem como ele precisaria daquela cobertura.
Sabendo o que sei agora, eu teria dito para mim mesmo que devido ao meu estilo de vida a cobertura de invalidez seria quase que obrigatória”, resignou-se.
... e o custo?
"Teria valido a pena deixar de comprar uma dúzia cervejas por mês para pagar por aquela cobertura”, Tuscany disse.
Enquanto muitas pessoas adquirem seguro para seus carros, suas casas e suas despesas médicas, nem todo mundo se preocupa com aquilo que pode ser mais importante:  suas vidas e seus empregos.
Muitos trabalhadores dizem que a razão de não terem esse tipo de cobertura é porque eles não entendem os custos e os benefícios que teriam com tais seguros.
Não surpreende, portanto, que o setor de seguros tenha obtido fracos resultados em sua tentativa de aumentar a participação dos consumidores nos seguros de vida e invalidez.
Para piorar esse quadro aqui no Brasil, ao longo dos últimos 20 anos as empresas vem diminuindo sensivelmente o foco nas coberturas de invalidez e morte de seus programas de benefícios.
Até meados dos anos 90 os planos de previdência complementar no país garantiam uma renda vitalícia para o cônjuge em caso de morte do empregado ou a segurança de uma renda mensal ao próprio empregado diante das agruras de uma invalidez permanente.
Hoje, se um empregado morre ou se invalida cedo em sua carreira, o seguro de vida em grupo da empresa somado ao benefício por morte ou invalidez de seu plano de aposentadoria não garantem mais do que uns poucos anos de renda, antes de acabarem.
Completando esse cenário, cada vez mais empresas estão fazendo com que o empregado tenha que escolher voluntariamente e pagar por todo tipo de benefício — desde ticket alimentação e até a própria cobertura de seguro de vida e de invalidez.
Ter que decidir qual benefício escolher no momento da admissão pode ser algo intimidador e confuso para o empregado.
 
DESCONEXÃO COM A REALIDADE
 
Os trabalhadores não são os únicos que se sentem confusos em relação às coberturas de invalidez e morte oferecidas pelas empresas. Os gestores de RH podem estar deixando escapar maneiras importantes para ajudar os empregados e suas famílias. O papel social das empresas está se esvanecendo.
No mundo moderno, onde viver 100 anos já não causa espanto, a preocupação de morrer cedo deixando a família desamparada foi dando lugar para o medo de viver demais e ficar sem dinheiro no fim da vida
Isso pode ser visto nos planos de previdência das empresas, que foram voltando seu foco para o benefício de aposentadoria e se afastando paulatinamente dos riscos de invalidez e morte.
A maioria dos gestores de RH pode pensar que ter um bom seguro de vida em grupo no pacote de benefícios da companhia é o bastante para tranquilizar os empregados. Mas não se pode confundir seguro com previdência.  Seguro de invalidez e morte cobre alguns meses (24, 36, 72 vezes o salário mensal) enquanto os benefícios de previdência garantem (ou deveriam garantir), nesses casos, uma renda mensal de longo prazo
São simplórios os valores pagos hoje pela maioria dos planos de previdência das empresas, diante de invalidez ou morte do empregado.
Quando se trata de invalidez a maioria das pessoas não entende mesmo, diz Carol Harnett, Presidente do “Council for Disability Awareness”, uma ONG com sede em Portland, no estado americano do Maine.
Carol propõe chamarmos essa cobertura de seguro de renda ao invés de seguro por invalidez. Concordo com ela porque para a maioria das pessoas, seguro por invalidez tem a ver com curtos períodos de tempo durante os quais a pessoa não pode trabalhar, como durante a recuperação após um acidente, uma cirurgia, ou então durante a gravidez.
 
FAZENDO DIFERENTE
 
Jovens já são maioria na força de trabalho. Os chamados “milênios”, pessoas com idades entre 18 e 34 anos, são a mais numerosa geração viva nos dias de hoje.
Nos EUA eles são cerca de 75,3 milhões contra 74,5 milhões de “baby boomers”, a geração nascida após a II Guerra e que está agora com idades na faixa de 51 a 69 anos.
Esse perfil jovem da força de trabalho, aliado a tendência das empresas transferirem para os empregados a responsabilidade pela escolha dos benefícios, ressalta ainda mais a importância de uma comunicação eficiente.
A geração dos “milenials” está direcionando as tendências da comunicação nas empresas.
“Tem a ver com a explicar as coisas de uma maneira diferente de modo que elas possam coloca-las no contexto e tomar decisões mais bem informadas”, explica Tom Dupuis - Vice Presidente de Desenvolvimento de Produtos e Mercados do Grupo Unum.
Em setembro do ano passado a MetLife criou uma série de vídeos chamada de Who I Live For, “Qual a minha razão de viver”, em tradução livre para o Português.
Os vídeos foram lançados exclusivamente através das mídias sociais tipo Facebook, LinkedIn, Twitter e YouTube, ou seja, nada de televisão.
Foram filmadas pessoas de diferentes origens, idades e sexo e as respostas foram bem similares. Cada pessoa contou sua história individual, algumas mostrando fotos gravadas em  seus “smartfones”, outras escrevendo em pequenos cartazes (veja abaixo).
“Ao invés de promover a necessidade de seguro de vida ressaltando o medo de morrer ou de se invalidar, como tradicionalmente se faz, os vídeos tinham mais a ver com proteger e cuidar das pessoas que você ama”, comentou Stephen Pontecorvo, Vice Presidente Sênior da MetLife.
 

"É uma forma de pegar mais leve na conversa sobre seguro de vida”.
A campanha da MetLife atraiu mais atenção do que qualquer outra campanha da empresa fora do campeonato futebol americano, registrando mais de 354.000 acessos aos vídeos e 146.000 tweets.
Foi um bom exemplo de como atrair a atenção dos empregados jovens com mensagens criadas de uma maneira que eles querem receber.
Ninguém gosta de falar sobre morte e invalidez, então, é preciso sair do lugar comum e criar uma comunicação mais inteligente, que atinja o mesmo objetivo por um caminho diferente.
Ainda há um longo caminho pela frente para ajudar os empregados a fazerem a conexão entre os riscos que correm e a proteção oferecida pelas empresas onde trabalham.
Tuscany, por exemplo, conseguiu fazer essa conexão – infelizmente, o fez por acidente.
 
Forte abraço,
Eder


Fonte: Adaptado do artigo “Insurance Indecision”, de Patty Kujawa.
Crédito de Imagem: www.pt.depositphotos.com

terça-feira, 23 de setembro de 2014

Educação Financeira só não basta!


De São Paulo, SP.

A despeito de todo o movimento em prol da Educação Financeira, que ganhou folego mundial após a crise de 2008 e no qual o Brasil embarcou mais recentemente, ainda há muito por ser feito.

É isso que mostra, entre outras coisas, uma excelente pesquisa intitulada How the 401(k) revolution created a few big winners and many losers - "Como a revolução dos planos de contribuição definida criou alguns poucos vencedores e muitos perdedores", em tradução livre.

O trabalho publicado em setembro de 2013 pelo Economic Policy Institute, de autoria de Monique Morissey e Natalie Sabadish, mostra nos últimos anos um declínio na participação em planos de previdência complementar oferecidos pelas empresas nos EUA.

A maior queda na participação nos planos corporativos ocorreu entre os trabalhadores com menores níveis de educação, mas também se verificou em praticamente todos os níveis de escolaridade, como mostra o gráfico abaixo.




A tendência captada pelo estudo pinta um quadro de crescente desigualdade na poupança para aposentadoria e nos benefícios pagos pelos planos de previdência complementar.

Essa disparidade vem aumentando nas diversas faixas de renda, entre raças, por etnia, nos vários níveis de escolaridade e até por estado civil.

"Mesmo as mulheres, que vem diminuindo a diferença com os homens no mercado de trabalho, estão mal servidas por um sistema de previdência que transferiu todos os riscos para os trabalhadores, principalmente o risco das pessoas viverem mais do que suas economias", concluiu o estudo.

Quem quiser ler o trabalho completo pode acessar o link a seguir.

RETIREMENT INEQUALITY CHARTBOOK

Os resultados da pesquisa deveriam nos fazer parar e pensar o que podemos fazer para colocar o sistema de previdência complementar novamente nos trilhos.

Abraço,
Eder.

Fonte: Relatório "Retirement Inequality Chartbook", escrito por Monique Morissey e Natalie Sabadish.
Crédito de Imagem: www.therealsingapore.com
  



 

quarta-feira, 24 de julho de 2013

O ponto do não-retorno na previdência complementar


De São Paulo, SP.


“Estou com todas as luzes acesas. Só tenho 100 quilos de combustível. Vejo duas queimadas e vou tentar o pouso”.

Na noite de 03 de dezembro de 1989, por volta das 21:00 horas, o Boeing 737-200 da Varig, Prefixo PP-VMK, pilotado pelo Comandante César Garcez, fazendo o voo RG254 na rota entre São Paulo e Belém, foi obrigado a fazer um pouso de emergência próximo ao município de São José do Xingú - MT.

Na aterrissagem, o impacto do avião contra as árvores causou a morte de 12 pessoas. Havia 41 passageiros e 6 tripulantes a bordo. O tempo estava bom, era uma noite clara, com lua cheia e não houve pane na aeronave. A tripulação cometeu um erro de navegação e o pouso de emergência foi consequência da falta de combustível.

Em aviação existe um conceito chamado de “ponto do não retorno”. O ponto do não retorno é aquele trecho da rota de um voo em que o combustível restante na aeronave não é suficiente para que o avião retorne ao aeroporto de partida, em caso de emergência.

A partir desse ponto, em caso de problema, a única saída para o piloto será procurar um aeroporto alternativo para pousar. No caso do voo RG254, só havia a floresta Amazônica...

A crença presente na atual regulamentação da previdência complementar, tanto em relação às entidades abertas como às entidades fechadas de previdência, é que seguradoras e fundos de pensão tem um horizonte infinito de tempo para se recuperar de momentos de crise e se lhes for concedido tempo suficiente, poderão sempre sair do buraco em que os mercados ou as circunstâncias os colocarem.

Os órgãos reguladores e de fiscalização – SUSEP e PREVIC - podem decretar a intervenção, respectivamente, nas entidades abertas e fechadas de previdência complementar e seus planos de benefícios, mas não há regras claras determinando em que situações uma intervenção deve se transformar em uma liquidação. Em que circunstâncias o dolorido ponto final deve ser escrito.

Comparando com o ponto do não retorno na aviação, seria o mesmo que dizer que o avião sempre terá combustível suficiente para pousar em qualquer lugar, não importa o que aconteça. Mas a realidade nos apresenta casos como o do voo RG254.

Infelizmente, situação similar aconteceu com o Aerus, o fundo de pensão da Varig.

A Varig deixou de recolher contribuições para o seu fundo de pensão quando a situação financeira da empresa começou a se deteriorar. O Aerus passou a ser o maior credor da Varig, fazendo com que houvesse uma concentração perigosa e excessiva no patrimônio do fundo.

Na medida em que a situação da Varig foi piorando, o buraco no Aerus só fez aumentar. A cada mês em que a empresa deixava de fazer contribuições, o déficit se agigantava, comprometendo de forma crescente a capacidade do plano de previdência pagar seus compromissos.

A certa altura, foi nomeado um interventor para o plano da Varig administrado pelo Aerus.

Aqui voltamos à questão inicial. Porque, essa intervenção não se transformou tempestivamente em uma liquidação extrajudicial? Porque não foi interrompida a sangria na capacidade do plano pagar benefícios, enquanto havia algo a salvar?

Seria preferível haver alguma redução nos benefícios previstos pelo plano, decorrente de uma liquidação extrajudicial, do que vermos comandantes de Boeing 747 dirigindo táxis especiais no Rio de Janeiro, por não poderem, simplesmente, mais contar com nenhum tostão do Aerus.

Até se pode entender que, sendo as companhias aéreas estratégicas para o país, nunca se imaginou que o governo fosse deixar a Varig quebrar. Mas, não se sabe bem porque, deixou....

Acaso tivéssemos em nossa regulamentação, regras claras determinando o ponto de insolvência de um plano de previdência complementar ou fundo de pensão, indicando a necessidade de liquidação do mesmo para evitar o aprofundamento de sua capacidade de arcar com os compromissos, o Aerus teria nos deixado um problema bem menor.

Nos EUA, de acordo com o “PPA - Pension Protection Act”, de 2006 (similar americano da nossa Lei Complementar 109/2001), um plano é considerado Seguro se tiver patrimônio para cobrir pelo menos 80% dos compromissos. Planos com níveis de cobertura entre 80% e 65% dos compromissos são considerados Ameaçados ou Seriamente Ameaçados. Planos com níveis de cobertura inferiores a 65% são considerados Críticos. O governo americano, através do PBGC – Pension Benefit Guarantee Corporation, pode pedir a liquidação de um plano de previdência ou fundo de pensão se constatar sua incapacidade de pagar os compromissos previstos no regulamento.

O fundo de pensão da cidade de Detroit, também nos EUA, está enfrentando questionamentos semelhantes na esteira do pedido de falência do município. Ou seja, não se pode assumir como premissa que o patrocinador, seja público ou privado, terá sempre capacidade de recuperação.

Claro que o risco sistêmico, sempre presente em liquidações de bancos, seguradoras, fundos de pensão e instituições financeiras, deve ser evitado.

Para se desenvolver ideias e soluções verdadeiramente originais para esse problema, temos que remover qualquer restrição. Se as restrições permanecerem intactas, todas as ideias acabarão sendo limitadas e as soluções serão insatisfatórias.

Esse é um assunto espinhoso, mas não pode haver desculpa para a falta de definição do ponto do não retorno na previdência complementar. Ainda mais em nosso sistema de previdência que, diferentemente daqueles existentes nos EUA e Inglaterra, não possuem qualquer garantia paras os participantes.

Forte abraço,

Eder


Fonte: Artigo escrito por Eder Carvalhaes da Costa e Silva
Crédito de Imagem: www.livrepouso.com.br

sexta-feira, 19 de julho de 2013

Importante cuidado para o PrevSaúde e o VGBL Saúde não virarem Macabús!


De São Paulo, SP.

O que você está vendo? Olhe bem!
Ficou em dúvida? Vou ajudar. Você está olhando para um Macabú: não é macaco, nem urubu!

Sou totalmente favorável à busca de soluções hoje, para os gastos futuros com saúde na fase de aposentadoria.

O problema das despesas médicas na aposentadoria não é exclusivamente brasileiro e está latente na maioria dos países desenvolvidos.

Constitui uma verdadeira bomba relógio que as sociedades precisam desarmar antes que exploda, espalhando estragos sociais e econômicos.

Nos EUA existem vários produtos, diga-se de passagem, já há bastante tempo, que buscam ajudar a desatar esse nó.

É o caso dos HSA – Health Savings Accounts ou “Contas de Poupança para a Saúde”, em tradução livre (detalhes, mais adiante).

Algumas ideias têm surgido aqui no Brasil.

No setor de previdência complementar aberta, as seguradoras estão falando muito em um produto chamado VGBL Saúde.

Já no segmento das entidades fechadas de previdência complementar, o governo está analisando com os fundos de pensão o PrevSaúde.

A ideia por trás do VGBL Saúde e do PrevSaúde é disponibilizar um veículo financeiro para o participante poupar recursos que podem ser utilizados para pagar despesas médicas durante a carreira, mas que se não o forem, serão acumulados para ajudar a pagar as despesas com saúde na fase de aposentadoria.

A única diferença entre um plano tradicional de previdência complementar e esses dois produtos é a tributação.

Nos planos tradicionais de previdência complementar (PGBL, VGBL, Planos de Contribuição Definida, Planos de Contribuição Variável etc.), quando os recursos são utilizados para pagar benefícios de aposentadoria, são tributados seguindo a escolha prévia do participante, que pode ser a:

- Tabela progressiva: igual aos salários, com alíquota máxima de 27,5% e mínima de 15%, dependendo do valor do benefício; ou

- Tabela regressiva, que tem a vantagem de aplicar uma alíquota que diminui na medida em que o tempo de poupança aumenta, sendo a alíquota máxima de 35% e a mínima de 10%

A tributação pretendida para o VGBL Saúde e PrevSaúde, ainda em ferrenha discussão com a Receita Federal, é zero.

Ou seja, os recursos retirados desses produtos para arcar com despesas médicas não seriam tributados.

Isso porque seriam pagos diretamente aos prestadores de serviços como clínicas, hospitais, médicos e planos de saúde, podendo ser usados exclusivamente para esse fim.

Voltemos aos HSA – Health Savings Accounts existentes nos EUA. Há uma diferença básica e crucial do HSA em relação aos produtos estudados aqui.

Lá, os HSA só podem ser adquiridos por pessoas físicas que estejam obrigatoriamente participando de um plano de saúde individual.

O plano de saúde individual acoplado ao HSA cobre somente os grandes riscos, como internações e cirurgias.

Por ter franquias elevadas, os prêmios para o plano de saúde que integra o HSA são mais baixos, fazendo com que seja mais barato para o participante do que os planos de saúde tradicionais.

A parte do HSA voltada para acumular recursos, ou seja, a parte de previdência complementar pode ser acessada ao longo da carreira ajudando o participante a pagar despesas médicas menores, como exames e consultas.

Caso o participante não use recursos de sua “poupança” HSA ou use menos do que contribui mensalmente, o saldo é acumulado para que seja usado mais adiante, em geral na fase de aposentadoria, igualmente para apagar as despesas médicas não cobertas pelo plano de saúde a ele acoplado.

Uma pesquisa feita pela Fidelity Investments nos EUA com 74 mil planos do tipo HSA mostrou em 2010 que mais de 1/3 dos participantes gasta 90% das contribuições creditadas anualmente em suas contas individuais, para obter reembolso de despesas médicas incorridas durante o ano.

Ou seja, não sobra quase nada para arcar com as despesas médicas na fase de aposentadoria, mas ainda assim os participantes terão a cobertura do plano de saúde acoplado ao produto.

O VGBL Saúde e o PrevSaúde que estão em discussão no Brasil possuem apenas a parte de previdência complementar para acumulação de poupança e deixaram de fora o plano de saúde que deveria vir acoplado ao produto.

O que vai acontecer?

Na primeira cirurgia de alto risco, tudo que foi acumulado no VGBL Saúde ou no PrevSaúde vai ser gasto e ainda assim, não será suficiente para o participante pagar as despesas médicas e hospitalares que acompanham uma internação.

Em outras palavras, se o VGBL Saúde e o PrevSaúde não garantirem o oferecimento de um plano de assistência médica individual, todo o dinheiro creditado nas contas do participante tenderá a se esgotar rapidamente, não deixando nada para arcar com as despesas de saúde na fase de aposentadoria.

A solução brasileira sairá capenga, perigosamente ilusória, funcionando apenas como fomento da previdência complementar e não resolvendo o problema das despesas com saúde na fase da aposentadoria.

Um verdadeiro Macabú! Né não?

Abraço,

Eder.

Fonte: Artigo escrito por Eder C. da Costa e Silva
Crédito da Imagem: www.eatourbrains.com (http://eatourbrains.com/EoB/wp-content/uploads/2006/12/flymonk.jpg)

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Associações de seguradoras acusam o Brasil de protecionismo no mercado de resseguro


De São Paulo, SP.

Um grupo de associações de seguradoras, predominantemente norte-americanas, está pressionando o Brasil a abrir definitivamente o mercado interno de resseguros.

O grupo é formado pela American Council of Life Insurers (ACLI), American Insurance Association (AIA), Association of Bermuda Insurers & Reinsurers (ABIR), General Insurance Association of Japan (GIAJ), Property Casualty Insurers Association of America (PCI), Reinsurance Association of America (RAA), e pelo The Council of Insurance Agents & Brokers.

O grupo acusa o governo Brasileiro de práticas protecionistas no setor de resseguros e critica Resoluções do CNSP – Conselho Nacional de Seguros Privados.

Mais especificamente, pedem a revogação da Resolução CNSP nº 232/2011 (que proíbe transações dentro do mesmo grupo econômico) e da Resolução CNSP nº 225/2010 (que assegura certa reserva de mercado em detrimento de ordens preferenciais).

Ainda, aplaudem um relatório cujo título é “Brazil: Detailed Assessment of Observance of Insurance Core Principles of the International Association of Insurance Supervisors”, através do qual o FMI – Fundo Monetário Internacional demonstra que a regulamentação brasileira dificulta o acesso de companhias estrangeiras ao mercado nacional, prejudica o crescimento econômico do país e impõe barreiras a uma saudável diversificação de riscos.

Quem quiser ler o artigo original, siga o link abaixo:

Link para a matéria original


A boa notícia é que o mercado brasileiro deve estar ficando a cada dia, mais apetitoso. A má notícia é que ainda há mesmo um resquício de protecionismo e isso prejudica tu, nós, vós e eles, na medida em que tais barreiras impedem a plena competição e a consequente queda nos preços de tudo quanto é seguro no Brasil.

Ou seja, todos pagamos mais caro por seguro de casa, de carro, passagens aéreas, energia elétrica, passeios turísticos, transporte de carga ...

Forte abraço,

Eder.



Fonte: Adaptado do artigo “Insurance Associations Welcome IMF Report on Brazil Reinsurance Market”, publicado no “Insurance Journal”.

Crédito de Imagem: Seguro em Foco - www.segfoco.com.br

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Dinamarca trava - dentro dos diferentes grupos geracionais - os subsídios atuariais dos planos de previdência complementar

Deu em Copenhagem, na Dinamarca.

Os legisladores Dinamarqueses estudam novas regras para regulamentar os subsídios intergeracionais embutidos nos planos de aposentadoria do tipo benefício-definido (guaranteed pension contracts), administrados no país por entidades de previdência complementar com fins lucrativos.

De acordo com as regras em estudo, as entidades que comercializam planos de previdência – denominadas de “kontributionsbekendtgørelsen” - terão que oferecer garantias e definir estratégias de investimentos de forma segregada dentre os diferentes grupos geracionais.

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Previsões apontam para uma temporada de furacões esse ano, bastante ativa

De São Paulo, SP.

As previsões continuam indicando que nesse ano a temporada de furacões no Atlântico será bastante ativa. O Projeto de Meteorologia Tropical da Universidade Estadual do Colorado – Colorado State University (CSU) - previu na semana passada a ocorrência de 10 furacões nessa temporada, um dos quais já aconteceu.

Já o Centro Nacional de Oceanografia e Atmosfera - National Oceanic and Atmospheric Administration (NOAA) - dos EUA, prevê a ocorrência de oito a doze furacões.

Especialistas do setor de seguros dizem que essa temporada teria que ser extremamente destrutiva para que qualquer efeito fosse sentido no mercado de seguros patrimoniais.

A previsão da equipe da CSU não sofreu qualquer alteração em relação a previsão anterior, feita no começo de julho. Segundo aquela previsão, 18 grandes tempestades tropicais deverão ser formadas antes que termine a atual temporada de furacões, em 30 de novembro.

Essas tempestadas darão lugar a 10 furacões, cinco dos quais se transformarão em grandes furacões, com ventos de pelo menos 111 milhas por hora. As previsões do NOAA apontam para 14 a 20 tempestades tropiciais e quatro a seis grandes furacões.

A despeito das previsões, os especialistas do setor de seguros não antecipam mudanças significativas no nível atual de prêmios praticado pelo mercado.

“A magnitude das perdas teria que ser substancial para impactar toda a indústria de seguros e alterar as condições comerciais atuais, acima do que vimos em 2004 e 2005”, disse Lara Mowery, Diretora Executiva da Prática Global de Seguros Patrimoniais da Guy Carpenter Co. L.L.C., baseada em Minneapolis.

"É improvável, mesmo com um evento pior do que o Katrina que causou prejuízos de US$ 45 bilhões, a dinheiro de hoje, que mude o mercado de seguros patrimoniais. A menos que seja muito pior”, comentou Robert Hartwig, Presidente do Insurance Information Institute baseado em Nova Iorque.

Segundo ele, as seguradoras tiveram prejuízos de US$ 90 bilhões na temporada de furacões de 2004 – 2005. Mas esse ano as empresas estão melhor capitalizadas do que estavam naquele período e mesmo um prejuízo entre US$ 45 bilhões e US$ 50 bilhões representaria hoje um pequeno percentual das reservas disponíveis para pagamento de sinistros.

Grande abraco,
Eder.


Fonte: Business Insurance - Mark A. Hofmann

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Até que a falência nos separe ...

De São Paulo, SP.

Ainda sob os efeitos da crise econômica, talvez não surpreenda o fato de que pelo segundo ano consecutivo, a falência e os problemas com os prestadores de serviços sejam as causas mais freqüentes de imprevistos no dia do casamento.

De acordo com uma análise dos sinistros ocorridos em 2009, feita nos EUA pela Travelers Cos. Inc., 62% das reclamações do seguro-casamento resultaram de problemas enfrentados pelos prestadores de serviços contratados. Isso representa um aumento de 19% em relação a 2008.

Dentre as reclamações, além da falência de prestadores de serviços e o fechamento dos respectivos negócios, estavam a falta das flores, a ausência do fotógrafo, o bufê não ter servido o combinado e o DJ não ter comparecido.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Google Maps ou bom senso?

Deu em Park City, Utah - EUA.

Uma mulher da cidade de Park City no estado de Utah – EUA está culpando as orientações fornecidas pelo Google Maps ao invés de culpar o seu bom senso.

Lauren Rosenberg entrou com uma ação judicial contra o Google Maps após ter sido atropela enquanto atravessava uma movimentada rodovia. Ela pede uma indenização de mais de US$ 100 mil além de ressarcimento das despesas médicas, lucros cessantes e multa punitiva, por ter sido mal orientada e levada a atravessar uma rodovia estadual sem calçada para pedestres.

terça-feira, 1 de junho de 2010

Vale-Saúde deve aumentar os custos dos planos médicos nos EUA

Washington, EUA.

Foi incluída na nova lei americana de reforma da saúde  e parece que ninguém havia dado muita importância até agora.

As empresas terão que fornecer aos empregados de baixa renda um “voucher”, vou chamar de vale-saúde, que poderá ser trocado por cobertura nos planos médicos das seguradoras.

A regra terá enorme impacto no custo das empresas que possuem grandes contingentes de trabalhadores com baixos salários e que geralmente são obrigados a pagar um percentual maior do prêmio dos planos médicos.

Para ser elegível ao vale-saúde o empregado precisa preencher duas condições:

* sua renda familiar não pode exceder a 400% do nível de pobreza federal;
* as contribuições que é obrigado a pagar pelo plano de saúde de sua empresa devem equivaler entre 8% e 9,8% de seu salário.

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Escolas vêem crescer o risco de condenação por bullying”

Aconteceu em Michigan, Massachusetts, Belo Horizonte e Porto Alegre.
Foram quatro casos de grande repercussão desde o início do ano. Dois nos EUA e dois no Brasil. O problema é velho, novas sãos as conseqüências e deveremos ver mais condenações de escolas e pais, já que o problema está aumentando.


* Em Michigan-Detroit uma escola foi condenada a pagar US$ 800 mil a Dane Patterson, um adolescente hoje com 19 anos, vitima de bullying por colegas de classe durante quatro anos, culminando com tentativa de violência sexual. Isso ocorreu mesmo a despeito do fato da escola ter feito alguns esforços para parar com o bullying, mas como menciona decisão de 2-1 da Corte de Apelações de Cincinati “a única resposta da escola foi empregar o mesmo tipo de reprimenda verbal que usou sem sucesso em resposta aos assédios ocorridos na 6a e 7a séries, claramente insuficientes em vista das circunstâncias sabidas”.

terça-feira, 11 de maio de 2010

Compradores de seguros vão além do rating ao avaliarem as companhias de seguros

De São Paulo, SP.

A preocupação sobre a solidez financeira das seguradoras aumentou entre os executivos das empresas, mas há limitações sobre aquilo que os compradores de seguros podem fazer e muitos se baseiam em seus corretores de seguros para obter informações sobre o nível de exposição ao risco das seguradoras.

Após a queda do Lehman Bros. Inc. em 2008, o socorro do governo americano à AIG – American International Group Inc. mostrou que muitas seguradora com rating “A” eram menos seguras do que a respectiva classificação de risco fazia supor.

Os gerentes de risco perceberam que não podem se basear no rating de forma isolada ao avaliarem a solidez financeira de uma seguradora. “Esse tipo de rating em geral não fornece alerta antecipado sobre as dificuldades financeiras de uma seguradora”, disse J. Gary Meggs – Diretor de Gestão de riscos da Southern Co., uma empresa de energia baseada em Atlanta - EUA.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Clientes falam sobre seleção de corretora de seguros

De São Paulo, SP.

Esse video mostra depoimentos de clientes falando a respeito dos pontos que consideram importantes na seleção de corretoras de seguros. Aspectos como tamanho, dizem, não são relevantes, ao passo que conhecimento especializado e honestidade surgem como fundamentais.

Peço desculpas para aqueles que não entendem inglês...para assistir, clique no link a seguir:

http://www.businessinsurance.com/section/video?playerID=23179036001


Forte Abraço,
Eder.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Quantidade de furacões no Atlântico acima da média em 2010

De Fort Collins, Colorado – EUA.
O Centro de Meteorologia Tropical da Universidade do Estado de Colorado – EUA, divulgou na quarta-feira que espera atividade acima da média na temporada de furacões do Atlântico em 2010. A temporada de 2009 foi a mais calma dos últimos 12 anos. 
São previstos para o período de agosto a outubro do ano que vem, entre 11 e 16 tempestades tropicais (em 2009 foram apenas 9), de 6 a 8 furacões de intensidade média (contra 3 em 2009) e 3 a 5 furacões de grande intensidade (nenhum em 2009). Os dados coletados até novembro passado indicam que 2010 será um ano de grande atividade, mas ainda não são suficientes para se prever o nível dessa intensidade. 
Tristeza de uns alegria de outros. O fenômeno “El Niño”, que esse ano foi de moderado a forte, deve perder força até a temporada de furacões de 2010. Quando o “El Niño” é forte, a temporada de furacões no Atlântico é fraca, mas as chuvas aqui no Brasil são fortes. E vice-versa. Portanto, no ano que vem, as chuvas por aqui deverão ser menos intensas.
Com tanto tempo de antecedência é impossível fazer previsões muito precisas. Portanto, os meteorologistas da Universidade do Estado do Colorado divulgarão novas previsões no início de abril de 2010, quando a maior quantidade de dados permitirá ajustar as previsões atuais.
Percebem como os estudos estatísticos ajudam o setor de seguros a se preparar? Precisamos produzir mais estatísticas aqui no Brasil.  

Forte abraço,
Eder.


Fonte: BI – Mark Hofmann

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Deputado quer obrigatoriedade de seguro de vida para empregados

De Cajamar, SP.


O deputado federal Dr. Nechar (PP-SP) apresentou projeto de lei que obriga todas as empresas inscritas no Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas do Ministério da Fazenda (CNPJ) a contratarem seguro de vida para seus empregados.


O texto também estabelece que "a concessão do seguro de vida ao funcionário dar-se-á obrigatoriamente mediante a intermediação de corretor de seguros devidamente habilitado". O parlamentar propõe ainda que as empresas figurem nas apólices como estipulantes.

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Autoconfissão nas Redes Sociais de Relacionamento da Internet e Ações Trabalhistas

De São Paulo, SP.

Investigadores estão buscando provas nos websites das redes sociais de relacionamento mais populares, como Facebook, MySpace e LinkedIn para ajudar as seguradoras e empresas a se defenderem de ações trabalhistas irregulares impetradas por empregados.

Alguns empregados supostamente inválidos para trabalhar colocam datas e locais de competições esportivas que estão disputando ou da performance de suas bandas de rock, incluindo fotos datadas de suas atividades físicas, dizem os investigadores.

Outros se gabam abertamente de estar enganando seus empregadores com ações por acidentes no trabalho ocorridas na “Segunda-feira de manhã”, quando se machucaram durante o fim de semana bem longe do local de trabalho.

Dados carregados nos sites de relacionamento social com informações pessoais auto-incriminadoras têm aumentado a eficiência das investigações e dos vídeos de segurança, usados por anos para gravar secretamente empregados supostamente inválidos, desempenhando atividades físicas fora do trabalho.

“É a nova filmadora” disse Pierre Khoury sobre os sites de relacionamento. Pierre é um investigador da seguradora Harleysville Group Inc da Pensilvânia- EUA, especializado em investigações trabalhistas. “Agora temos uma nova câmera de vídeo, mas não somos nós que estamos de fato filmando. Eles estão filmando para nós”, completou.

Os sites de relacionamento social estão aumentando a eficiência e reduzindo custos das investigações ao reduzirem o tempo gasto na busca de provas que contradigam os empregados, ao mostrá-los em atividades incompatíveis com suas reclamações trabalhistas por invalidez, disse Howard Schneider, Presidente da Schneider Associates, uma agência de investigação particular com sede em Thousand Oaks, Califórnia - EUA.

Para começar, os investigadores que não tenham uma fotografia ou endereço que o assegurem ter identificado corretamente o empregado que impetrou a ação trabalhista e que foram contratados para seguir, podem achar tais fotos e endereços através do MySpace, Facebook ou outros sites como o Twitter e “classmates.com”, informam os investigadores.

Então, há a lista das atividades físicas.

Em um caso recente envolvendo uma loja de departamentos da região de Los Angeles-EUA, uma vigilância tradicional da casa de um empregado que entrou com uma ação trabalhista contra seu empregador, alegando invalidez devido a problemas de coluna, mostrou-se infrutífera, disse o Sr. Schneider.

Então, os investigadores encontraram o site do reclamante no Facebook e descobriram que ele estava participando de um torneio de boliche e acharam a pista de boliche que ele freqüentava.

“Ficamos surpresos com a quantidade de informação que as pessoas fornecem”. Completou o Sr. Schneider.

Um investigador visitou a pista de boliche e se deparou com uma enorme faixa congratulando o empregado reclamante pelo seu jogo perfeito. Na faixa, havia inclusive a data do jogo, “Posterior a data em que foi impetrada a ação judicial”, disse o Sr. Schneider.

O investigador gravou a faixa em vídeo, como evidência. Depois, filmou o próprio empregado reclamante jogando um torneio de boliche. Para isso, o investigador se misturou entre os familiares e demais espectadores que estavam filmando suas famílias e amigos participando do torneio.

“Foi o caso mais fácil do qual jamais participamos” ponderou Mr. Schneider.

Em outro caso, um empregado que era instrutor de judô e que impetrou uma ação por invalidez total e permanente contra seu empregador, devido a problemas nas costas, colocou na web as datas e locais de suas próximas aulas de judô, disse Frank Pinder, Presidente da Unidade contra Fraude e Investigações Especiais da GlobalOptions Group Inc, uma firma de Orlando, Florida – EUA.

Um participante de rodeios colocou as datas de suas competições, “Temos um vídeo dele em cima de um touro selvagem quando ele deveria estar imóvel na cama”, disse o Sr. Pinder.

Há diversos casos em que o reclamante toca em uma banda de rock durante o tempo livre. Os empregados reclamantes informam as datas de suas apresentações e ainda colocam vídeos de seus shows onde aparecem em close tocando seus instrumentos, acrescentou o Sr. Pinder.

Os investigadores produzem provas para seguradoras, seus respectivos clientes e também, diretamente para empregadores que se auto-seguram, mas raramente sabem o resultado das ações judiciais, disse ele.

A maioria das evidências coletadas é usada para rejeitar as ações trabalhistas ao invés de gerar provas para processar o empregado por fraude, informaram diversas fontes. Não obstante, alguns casos são indicados para esse tipo de processo.

“Um monte de gente coloca coisas que não esperam que as seguradoras vão olhar”, disse o Sr. Pinder. “Sua genealogia, encontros, partidas de boliche, torneios de pesca, clubes de caça.. passatempos, organizações. Então você pode minerar as informações (contra) as ações trabalhistas que eles impetram”.

Como dizia minha avó, mentira tem perna curta. Se alguém quiser começar uma firma de investigações especial desse tipo, eu topo ser sócio. Detesto mentiroso!


Fonte primária: Business Insurance - Roberto Ceniceros

domingo, 30 de agosto de 2009

Quais são os Principais Riscos de Negócios em uma Economia Global e Como se Preparar para Enfrentá-los?

De São Paulo, SP

Os riscos mudam rapidamente em uma economia global. As empresas precisam antecipar hoje os risco de amanhã. Mudanças climáticas, terrorismo, segurança energética, pandemias, os Conselhos de Administração precisam entender os riscos emergentes para dirigirem suas empresas com sucesso em direção ao futuro.

As implicações para os negócios, representadas pelos riscos emergentes foram mapeadas por uma pesquisa conduzida pelo Lloyds 360 Risk Insight. O título: “Pesquisa com os Lideres Globais de Negócios: Prioridades e Preparação contra Riscos”.

Os resultados e as implicações para os negócios são incríveis. Reproduzo a seguir as principais conclusões do estudo, para vocês que tem privilegiado a leitura do Blog do Eder.

Principais resultados:

* As empresas estão se retraindo e evitando assumir riscos, enquanto a crise econômica global continuar a atingi-las

Uma combinação sincronizada de queda global da economia com crise financeira têm causado impactos dramáticos na disposição das empresas em assumir riscos para crescer. Se por um lado, as empresas podem estar impedidas de implementar iniciativas estratégicas pela falta de crédito a custo razoável, por outro, a pesquisa indica que há uma aversão a atividades que possam diminuir as receitas no curto ou médio prazo. As regiões onde está havendo diminuição no apetite por risco são: Rússia, Europa Ocidental e América Latina.

* A economia está dominando hoje a agenda de gestão de riscos

Com tantas empresas ao redor do mundo preocupadas em sobreviver, é compreensível que a economia seja uma prioridade para os executivos seniores. Todas as dez prioridades globais na gestão de riscos estão direta ou indiretamente ligadas à economia. O custo e oferta de créditos estão no topo da lista, seguidos pela flutuação da moeda, risco de insolvência, perda de clientes, grande volatilidade no preço dos ativos, cancelamento de pedidos e o risco de uma regulamentação excessivamente restritiva. Todas essas preocupações podem ser atribuídas diretamente a crise econômica global. Passivos corporativos e risco de imagem, podemos dizer que estão ligados indiretamente à crise financeira. O risco de cancelamento de projetos está, na maioria dos casos, diretamente relacionado com a crise.

* As empresas se sentem pouco preparadas para lida com riscos exógenos

Os riscos identificados pela pesquisa podem ser divididos em duas categorias: “riscos internos”, que caem dentro dos muros da empresa e podem ser controlados pelos executivos e os “riscos exógenos”, relacionados a fatores externos sobre os quais os gerentes possuem controle indireto e limitado. O risco de reputação e o risco relacionado aos passivos corporativos são classificados como riscos internos, os quais a Diretoria pode mitigar usando apólices de seguro ou de alguma forma controlá-los. Outros riscos, como a insolvência de clientes ou o custo e disponibilidade de crédito podem ser chamados de riscos exógenos, porque não podem ser diretamente mitigados através de seguros ou decisões de gestão. Dadas as dificuldades de controle desses riscos, no entanto, as empresas precisam encontrar meios indiretos de gerenciar seu impacto, através de planejamento estratégico e operacional.

* Riscos ambientais e desastres naturais são vistos como baixa prioridade

O grau de importância com que os fatores macroeconômicos têm dominado a agenda de gestão de riscos levanta a questão sobre as empresas estarem menosprezando outros riscos vitais, como riscos ambientais, acidentes da natureza e riscos de saúde, enquanto se esforçam para navegar na crise econômica global. As empresas responderam que estão preparadas para gerenciar essas categorias de risco. Porém, a baixa prioridade que estão atribuindo ‘as mesmas sugere que podem estar emergindo lacunas na habilidade das empresas lidarem com alguns riscos catastróficos de baixa freqüência.

* Os executivos de todas as regiões atribuem a mesma prioridade quando se trata dos riscos ligados ‘a economia e estratégia de negócios, mas há grande divergência nas demais categorias de risco

Foram atribuídas prioridades semelhantes aos riscos econômicos, de regulação, de mercado e de gestão estratégica do negócio. No entanto, quando tratam dos riscos políticos, ambientais, de saúde ou de segurança e exposição ao crime, há grande divergência de prioridade dependendo da região.

* Os “ Top 10” riscos globais

1. Custo e oferta de crédito
2. Flutuação da moeda
3. Insolvência
4. Perda de clientes
5. Grande volatilidade no preço dos ativos
6. Cancelamento de pedidos
7. Regulamentação excessivamente restritiva
8. Passivo corporativo
9. Risco de imagem \ reputação
10. Cancelamento de projetos

É isso aí, espero que lhes seja útil.

Abraço
Eder.


Fonte: Lloyds 360 Risk Insight

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Obama diz que as seguradoras de saúde estão fazendo os EUA de reféns

De São Paulo, SP


O Presidente Barack Obama, está pressionando as seguradoras nos EUA a aceitarem sua proposta de reforma do sistema de saúde. Na sexta-feira, 14 de agosto, durante uma viagem a Montana ele declarou que o país estava sendo feito “refém” pelas seguradoras, que se negam a dar cobertura de saúde para as pessoas doentes.

A reforma do sistema de saúde é uma das prioridades do Governo Obama, cujo objetivo é acabar com a prática das seguradoras de saúde que encerram o contrato dos clientes que se tornam doentes ou forçam os pacientes a assumir custos impagáveis.

"Isso está errado. Está levando famílias a falência. Está acabando com empresas. Vamos consertar isso quando aprovarmos a reforma do sistema de saúde nesse ano", disse o Presidente Obama.

A reforma terá um custo de US$ 1 trilhão, mas os benefícios para a população, segundo o governo, incluem a expansão da cobertura de saúde e a diminuição do custo para os consumidores.

O Presidente Obama está enfrentando severas críticas e grande oposição dos Republicanos que o acusam de querer controlar as seguradoras de saúde. Os oposicionistas se apóiam em pesquisas que mostram preocupação com o gigante déficit orçamentário americano. Baseados nos números das pesquisas, os Republicanos alegam que a reforma será um erro pelo qual se pagará caro, especialmente no momento e que o país tenta emergir da pior crise financeira desde a grande depressão de 1929.

Os cidadãos tem questionado os legisladores de forma emocional e às vezes até hostil em sessões de audiência pública.

"Espero que ao responder às preocupações ele consiga mudar as idéias" disse na sexta o porta-voz da Casa Branca, Robert Gibbs.

As pessoas estão preocupadas com diversos aspectos: primeiro o custo e número dois, eles não terão livre escolha", declarou o Presidente do Partido Republicano de Montana, Will Deschamps, em entrevista por telefone à Reuters. “Esta coisa está afundando como uma pedra no vapor”, complementou ele sobre o plano de reforma.

Manifestantes tem interrompido aos gritos recentes audiências sobre o sistema de saúde, organizadas por membros do Partido Democrata no Congresso. Eles capturaram a atenção da mídia e lançaram sombras sobre o debate em torno dos complexos detalhes da reforma.

"As pessoas que fazem mais barulho atraem mais atenção da imprensa", disse David O'Connor, 63, um Democrata que participou do evento de Montana. "Eu acho definitivamente que precisamos de algum tipo de reforma do sistema de saúde", concluiu.

Estamos vendo os EUA tentando resolver aquele que será um dos grandes problemas que as sociedades mundo afora enfrentarão nesse século: a cobertura de assistência médica para a população.

O debate aqui no Brasil ainda nem começou, mas não tardará. Tenho trabalhado junto com algumas empresas na busca de uma solução viável, que permita ao aposentado não apenas ter recursos para pagar as despesas médicas na fase de aposentadoria, mas principalmente, ter algum plano de saúde que se disponha a lhe dar cobertura.

Grande abraço,

Eder.

Fonte: Reuters

domingo, 9 de agosto de 2009

Cobertura de Seguro na Fronteira Final



O “Turismo Espacial” será um grande pulo para as seguradoras. Há poucos dias comemoramos o aniversário de 40 anos do primeiro pouso na lua. Ainda faltam alguns anos para vermos vôos privados levando passageiros para visitar estações espaciais ou para experimentar a falta de gravidade em passeios nas órbitas baixas da terra.

A primeira empresa a levar passageiros para o espaço foi a Space Adventures Ltd., baseada na cidade de Vienna, no estado de Virgínia-EUA. Desde 2001 foram seis passageiros, cada um pagou US$ 20 milhões ou mais. Outra empresa, a Virgin Galatic, já vendeu antecipadamente 300 passagens para vôos sub-orbitais que sequer foram marcados. A empresa planeja iniciar seus vôos a partir de 2011.

A FAA – Federal Aviation Administration, órgão que, além da aviação civil, regula os vôos espaciais privados nos EUA, estima que o turismo espacial possa gerar em 2021 receitas anuais de US$ 1 bilhão.

Um subscritor de riscos aeroespaciais faz um paralelo com a história das empresas privadas que primeiro tentaram lançar satélites. Ele sugere que as seguradoras que atuarão com o ramo de turismo espacial podem esperar ao menos uma perda nos estágios iniciais.

Jeffrey Poliseno – CEO da International Space Brokers Inc., uma divisão da Aon Risk Services, acha que o turismo especial representa um risco bem diferente do lidado com lançamento de satélites e que os dois não podem ser comparados. Ele opina que os subscritores de risco do turismo espacial vão querer ver intensivos testes de vôo e um histórico demonstrando sua confiabilidade antes de colocarem capital nessa área.

“Deve se tornar muito mais um risco relacionado à aviação do que um risco de lançamento”, diz Mark Quinn – Vice-Presidente Sênior da Willis Inspace, uma divisão especializada em espaço da Willis Group Holdings Ltd. “Muitas empresas de turismo espacial estão falando em fazer múltiplos vôos semanais – uma freqüência de vôos muito maior do que a experimentada pelos provedores de lançamento (de satélites)”.

Quanto ao tipo de cobertura, Poliseno diz que em suas conversas ouviu temores quanto ao passivo representado pela morte dos passageiros. “Estes (os aparelhos espaciais) são obviamente ativos muito caros carregando indivíduos que valem muito”, disse ele.

Quinn informa que a FAA exige das companhias de satélites e dos prestadores de serviço de lançamento, seguro de responsabilidade contra terceiros cuja cobertura para uma perda estimada máxima seja de US$ 500 milhões. Porém, o montante de perda que eles acabam precisando é de US$ 150 milhões a US$ 200 milhões, ou menos, segundo Quinn.

Ele especula que o mercado terá capacidade de cobertura dos riscos de propriedade e de responsabilidade da ordem de US$ 500 milhões por vôo.


Como podemos perceber, as seguradoras americanas se preparam para o futuro com muita antecedência. Uma lição muito boa para seguirmos.

Grande abraço,

Eder.

Fonte: Business Insurance
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