
De Sāo Paulo, SP.
O economista Philippe Gijsels - Estrategista-Chefe do BNP Paribas - disparou um alerta no programa Market Insider:
Os últimos 40 anos de inflação controlada e juros em queda global ficaram no passado. Entramos em uma nova era estrutural moldada por cinco forças implacáveis:
inflação perene,
explosão das dívidas públicas,
envelhecimento populacional,
transição climática e
fragmentação geopolítica.
A única grande força contrária capaz de segurar esse rojão e gerar ganhos de produtividade deflacionários é a revolução da Inteligência Artificial (IA).
Para o investidor comum, isso muda o jogo, mas para os fundos de pensão brasileiros - que a legislaçāo chama pelo horroroso nome de EFPC - Entidades Fechadas de Previdência Complementar - isso deveria exigir uma mudança radical e imediata de postura.
O vício em títulos públicos virou bomba-relógio
Os fundos de pensão no Brasil operam em uma zona de conforto institucionalizada.
Com as taxas Selic cronicamente elevadas do país, o raciocínio tem sido: basta entupir o portfólio com títulos públicos federais, como as NTN-Bs atreladas à inflação, para bater as metas atuariais sem correr riscos.
No novo cenário global, descrito por Gijsels, essa estratégia virou uma armadilha.
O endividamento descontrolado dos governos (com o Brasil disputando a perniciosa liderança) e a inflação estrutural, geram o risco real de desvalorização da moeda e perda do poder de compra real a longo prazo.
Isso vale, ainda mais, para os poupadores da previdencia complementar, mesmo com suas poupanças abarrotadas de ativos teoricamente indexados.
Continuar 100% ancorado na dívida pública do governo brasileiro é ignorar que as regras do capitalismo global mudaram.
Os fundos de ensāo deveriam migrar imediatamente seus investimentos para ativos tangíveis e geradores de valor real:
projetos de infraestrutura;
private equity;
ativos ligados a commodities, especialmente o cobre, essencial para a transição energética; e
empresas globais diretamente expostas ao ecossistema de inovação da IA.
Tic-tac-tic-tac: qual é o prazo limite para a transição?
Os fundos de pensão têm uma janela estimada de 2 a 5 anos para remodelar drasticamente suas carteiras sem fritar os rendimentos atuais.
Como o Brasil ainda mantém juros nominais elevados no curto prazo, existe uma “janela de oportunidade” técnica.
As posições atuais em títulos de longo prazo ainda garantem a rentabilidade no papel quando se pensa sob a vigencia das regras antigas.
Contudo, como a realocação de bilhões de reais em ativos reais e internacionais leva tempo:
Por questões de governança, regulação e liquidez, o processo deveria começar agora.
Esperar os títulos publios atuais vencerem para, só então, buscar outras alternativas de investimentos será tarde demais.
A inércia: o que acontece se não mudarem?
Se as lideranças dos fundos de pensão brasileiros ignorarem essa virada de ciclo macroeconômico (o que vem acontecendo), as consequências serão catastróficas para você, futuro aposentado, que enfrentará:
Ilusão nominal e perda real: seu fundo pode até reportar que atingiu a meta de rendimento nominal, mas o poder de compra real do seu dinheiro, resgatado por você e pelos demais beneficiários, será corroído pela inflação global e local persistentes.
Déficits atuariais crônicos: à medida que a volatilidade geopolítica e os choques da transiçāo climática baterem nos preços, os títulos públicos não serāo mais suficientes para cobrir as obrigações futuras de uma população brasileira que também está envelhecendo e pior, diminuindo, rapidamente.
Risco de insolvência e quebradeira: os investidores institucionais e você, participante de planos de fundos de pensāo está de māos dadas com eles, que financia apenas a dívida de um governo sufocado por déficits fiscais, assume um risco de concentração perigoso. Se o seu fundo de pensāo não diversificar seus investimentos, local e globalmente, aplicando em ativos da economia real, o sistema de previdência complementar brasileiro enfrentará uma crise severa de solvência na próxima década.
O recado é claro:
A previdência baseada em “rentismo passivo” e no conforto de títulos públicos está com os dias contados e quem não se mover em direção à economia real, tecnologia e commodities vai pagar a conta da nova ordem econômica mundial.
Quem quiser acessar a entrevista completa, pode assistir: aqui.
O que você, participante, pode fazer hoje?
Os conselhos deliberativos dos fundos de pensão tendem a ser conservadores e lentos demais para reagir às mudanças globais.
Como o seu patrimônio em jogo e o seu futuro também, cabe ao participante cobrar proatividade na gestão.
A melhor forma de fazer isso é exercer a democracia interna da sua entidade, questionando formalmente os conselhos deliberativos sobre os planos de diversificação, o prazo de realoçāo dos ativos e a forma de proteção contra os riscos fiscais e inflacionários dessa nova era macroeconômica.
Abaixo, sugerimos uma minuta de e-mail direta e fundamentada para você enviar aos canais de atendimento, ouvidoria ou diretamente aos conselheiros eleitos do seu fundo de pensão:
Assunto: Questionamento sobre diversificação local e global e proteção do patrimônio frente ao cenário macroeconômico que se descortina
Prezados membros do Conselho Deliberativo e Comitê de Investimentos,
Como participante e futuro beneficiário desta entidade, venho manifestar minha preocupação com a atual super concentração de nossa carteira de investimentos em títulos públicos federais.
Diante do novo cenário econômico global — marcado por inflação estrutural, endividamento fiscal crescente e a urgência de alocação em negócios das novas tecnologias (IA) e commodities — estratégias baseadas majoritariamente em rentismo passivo, estatal, representam um risco elevado de perda do poder de compra real a longo prazo.
Gostaria de solicitar esclarecimentos formais sobre quais medidas e estudos de viabilidade estão sendo adotados por este conselho para acelerar a diversificação de nosso portfólio.
Especificamente, peço informações sobre os planos e prazos de aumento de exposição em ativos tangíveis de economia real (como infraestrutura e private equity) e investimentos globais, visando proteger nosso patrimônio de déficits atuariais sistêmicos.
Agradeço desde já pela atenção e ressalto que a transparência e a agilidade na resposta a essas transformações estruturais são fundamentais para garantir a segurança e a solvência dos nossos planos de previdência, a rentabilidade dos meus investimentos e minha renda de aposentadoria.
Atenciosamente,
[Seu Nome Completo]
Matrícula/Inscrição: [Seu Número]
Pronto, falei!
Grande abraço,
Eder.
Opiniōes: Todas minhas | Fonte: “The Global Economy Is Changing—Here’s Why”, Market Insider.
Disclaimer: Esse artigo foi escrito com uso de IA, baseado em prompts do autor, em sua profunda experiencia profissional e nas informações das fontes citadas.


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