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quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Seu prontuário médico vale muito mais para os hackers do que o número do seu cartão de crédito!


De São Paulo, SP.

A informação da sua ficha médica vale 10 vezes mais no mercado negro do que o número do seu cartão de crédito.
É isso mesmo!
O alarme soou no mês passado em um alerta enviado pelo FBI para que todos os prestadores de serviço de assistência médica nos EUA se protegessem contra ataques cibernéticos.
O alerta veio depois de um dos maiores hospitais no país – o Community Health Systems Inc. – ter informado à polícia que hackers Chineses haviam invadido sua rede de computadores e roubado informações pessoais de 4,5 milhões de pacientes.
A indústria de saúde nos EUA, um gigante de R$ 7,2 trilhões, virou alvo dos crimes cibernéticos porque muitas empresas ainda dependem de sistemas de computador ultrapassados, dizem os especialistas em segurança da informação.
“Os hospitais possuem sistema de TI com pouca proteção, de modo que fica relativamente fácil para os hackers conseguirem acessar grande quantidade de dados individuais para cometer fraudes médicas”, comentou Dave Kennedy, especialista em segurança de sistemas de saúde e CEO da TrustedSEC L.L.C..
Através de entrevistas com executivos do setor, investigadores de crimes cibernéticos e especialistas em fraude foram capazes de mapear em detalhes um verdadeiro mercado que funciona no submundo dos dados roubados de pacientes.  
Os dados a venda incluem nomes de pacientes, datas de nascimento, números de apólice de seguro saúde, códigos de diagnóstico e informações sobre faturamento.
Os fraudadores usam esses dados para criar identidades falsas através das quais compram equipamentos médicos ou remédios que possam ser revendidos. Ou então, combinam um nº de paciente verdadeiro com um nº falso de prestador de serviços e inventam pedidos de reembolso que submetem ás operadoras de seguro-saúde.
O uso de dados médicos roubados dos prontuários não é imediatamente identificado pelos pacientes ou por seus prestadores de serviço, rendem aos criminosos anos de uso dessas informações em suas fraudes.
Isso torna os dados médicos roubados mais valiosos do que o furto de números de cartões de crédito, já que estes tendem a ser rapidamente cancelados pelos bancos que detectam a fraude logo nas primeiras compras irregulares.
Don Jackson, Director de Inteligência na PhishLabs, uma companhia de proteção contra crimes cibernéticos, monitorou o submundo no qual os hackers vendem esse tipo de informação. Descobriu que os dados médicos roubados podem valer R$ 24 cada um, cerca de 10 a 20 vezes mais do que o nº de um cartão de crédito americano.
Aumentam os ataques
A quantidade de organizações do setor de assistência médica que reportou ter sido vítima de um ataque cibernético aumentou nada menos do que 40% em 2013, comparado a um crescimento de 20% em 2009, informa a pesquisa anual do Ponemon Institute um instituto formador de opinião em politicas de proteção aos dados.
O fundador do instituto, Larry Ponemon possui vasto conhecimento dos casos de ataque a operadoras de assistência médica que nunca vieram a publico. Segundo ele, em 2014 aumentou não apenas a quantidade de ataques cibernéticos, mas também o número de dados roubados.
O aumento desses crimes tem sido alimentado pela digitalização cada vez maior dos prontuários médicos, um movimento que vem sendo adotado pela maioria dos prestadores de serviços nos EUA.
Os prestadores de serviço de assistência médica e as operadoras de seguro saúde são obrigados por lei a divulgar publicamente as violações de seus bancos de dados quando essas tenham afetado mais de 500 pessoas, mas não há leis que as obriguem a processar os criminosos.
Por isso é difícil saber qual o custo total dos crimes cibernéticos no sistema de saúde.
Especialistas do setor de seguros dizem que essa é mais uma das diversas despesas repassadas aos consumidores como parte do aumento exponencial dos prêmios de seguro saúde.
Algumas vezes os consumidores só descobrem que seus dados foram roubados após os fraudadores usarem o nº de seu plano de saúde, se passando por eles para obter cobertura de saúde. Quando as contas vencidas e não pagas são enviadas para as empresas de cobrança, essas vão tentar obter o pagamento das vítimas das fraudes.
Um paciente descobriu, no ano passado, que seu prontuário médico mantido por uma grande rede de hospitais havia sido violado, quando começou a receber avisos de cobrança por um procedimento cardíaco ao qual ele nunca havia se submetido.
Os dados desse paciente também haviam sido usados para comprar uma scooter e diversos equipamentos médicos, um roubo que totalizou dezenas de milhares de reais.
Fraude Médica
Hospitais e prestadores de serviço privados são apenas alguns dos alvos fáceis para as fraudes. O próprio governo vem desenvolvendo esforços para combater as fraudes no sistema público de saúde, focando os esquemas tradicionais de superfaturamento.
Em 2012 e 2013 as fraudes envolvendo o sistema público de saúde chegaram a R$ 14,4 bilhões, conforme mostra o banco de dados mantido pela Medical Identity Fraud Alliance.
“Conversando com alguns hospitais e com pessoas do setor, constatei que eles estão usando velhos sistemas de informação — Plataformas Windows com mais de 10 anos de idade, sem terem recebido nem mesmo um remendo”, comentou Jeff Horne, Vice Presidente da firma de segurança cibernética Accuvant.
Nas palavras do Sócio da KPMG, Michael Ebert, segurança cibernética não tem sido contemplada no orçamento de muitos prestadores de serviços de saúde, não é prioridade criptografar os dados eletrônicos dos prontuários médicos dos pacientes.
Sendo Diretor de um hospital, “você vai investir em um novíssimo equipamento de Imagem de Ressonância Magnética – MRI ou vai colocar dinheiro em um novo sistema de firewall?” disse ele.
Há alguns meses comecei a chamar a atenção para os imensos danos que os crimes cibernéticos estão causando nos EUA.

Precisamos colocar esse assunto em discussão para proteger clientes de planos de saúde e claro, de planos de previdência complementar aqui no Brasil.

Grande abraço.
Eder.

Fonte: Adaptado do artigo “Your medical record is worth more to hackers than your credit card“, escrito por Caroline Humer e Jim Finkle.
Crédito de Imagem: Reuters/Kacper Pempel/Files (Poland - Tags: Business Sciense Technology)


sexta-feira, 19 de julho de 2013

Importante cuidado para o PrevSaúde e o VGBL Saúde não virarem Macabús!


De São Paulo, SP.

O que você está vendo? Olhe bem!
Ficou em dúvida? Vou ajudar. Você está olhando para um Macabú: não é macaco, nem urubu!

Sou totalmente favorável à busca de soluções hoje, para os gastos futuros com saúde na fase de aposentadoria.

O problema das despesas médicas na aposentadoria não é exclusivamente brasileiro e está latente na maioria dos países desenvolvidos.

Constitui uma verdadeira bomba relógio que as sociedades precisam desarmar antes que exploda, espalhando estragos sociais e econômicos.

Nos EUA existem vários produtos, diga-se de passagem, já há bastante tempo, que buscam ajudar a desatar esse nó.

É o caso dos HSA – Health Savings Accounts ou “Contas de Poupança para a Saúde”, em tradução livre (detalhes, mais adiante).

Algumas ideias têm surgido aqui no Brasil.

No setor de previdência complementar aberta, as seguradoras estão falando muito em um produto chamado VGBL Saúde.

Já no segmento das entidades fechadas de previdência complementar, o governo está analisando com os fundos de pensão o PrevSaúde.

A ideia por trás do VGBL Saúde e do PrevSaúde é disponibilizar um veículo financeiro para o participante poupar recursos que podem ser utilizados para pagar despesas médicas durante a carreira, mas que se não o forem, serão acumulados para ajudar a pagar as despesas com saúde na fase de aposentadoria.

A única diferença entre um plano tradicional de previdência complementar e esses dois produtos é a tributação.

Nos planos tradicionais de previdência complementar (PGBL, VGBL, Planos de Contribuição Definida, Planos de Contribuição Variável etc.), quando os recursos são utilizados para pagar benefícios de aposentadoria, são tributados seguindo a escolha prévia do participante, que pode ser a:

- Tabela progressiva: igual aos salários, com alíquota máxima de 27,5% e mínima de 15%, dependendo do valor do benefício; ou

- Tabela regressiva, que tem a vantagem de aplicar uma alíquota que diminui na medida em que o tempo de poupança aumenta, sendo a alíquota máxima de 35% e a mínima de 10%

A tributação pretendida para o VGBL Saúde e PrevSaúde, ainda em ferrenha discussão com a Receita Federal, é zero.

Ou seja, os recursos retirados desses produtos para arcar com despesas médicas não seriam tributados.

Isso porque seriam pagos diretamente aos prestadores de serviços como clínicas, hospitais, médicos e planos de saúde, podendo ser usados exclusivamente para esse fim.

Voltemos aos HSA – Health Savings Accounts existentes nos EUA. Há uma diferença básica e crucial do HSA em relação aos produtos estudados aqui.

Lá, os HSA só podem ser adquiridos por pessoas físicas que estejam obrigatoriamente participando de um plano de saúde individual.

O plano de saúde individual acoplado ao HSA cobre somente os grandes riscos, como internações e cirurgias.

Por ter franquias elevadas, os prêmios para o plano de saúde que integra o HSA são mais baixos, fazendo com que seja mais barato para o participante do que os planos de saúde tradicionais.

A parte do HSA voltada para acumular recursos, ou seja, a parte de previdência complementar pode ser acessada ao longo da carreira ajudando o participante a pagar despesas médicas menores, como exames e consultas.

Caso o participante não use recursos de sua “poupança” HSA ou use menos do que contribui mensalmente, o saldo é acumulado para que seja usado mais adiante, em geral na fase de aposentadoria, igualmente para apagar as despesas médicas não cobertas pelo plano de saúde a ele acoplado.

Uma pesquisa feita pela Fidelity Investments nos EUA com 74 mil planos do tipo HSA mostrou em 2010 que mais de 1/3 dos participantes gasta 90% das contribuições creditadas anualmente em suas contas individuais, para obter reembolso de despesas médicas incorridas durante o ano.

Ou seja, não sobra quase nada para arcar com as despesas médicas na fase de aposentadoria, mas ainda assim os participantes terão a cobertura do plano de saúde acoplado ao produto.

O VGBL Saúde e o PrevSaúde que estão em discussão no Brasil possuem apenas a parte de previdência complementar para acumulação de poupança e deixaram de fora o plano de saúde que deveria vir acoplado ao produto.

O que vai acontecer?

Na primeira cirurgia de alto risco, tudo que foi acumulado no VGBL Saúde ou no PrevSaúde vai ser gasto e ainda assim, não será suficiente para o participante pagar as despesas médicas e hospitalares que acompanham uma internação.

Em outras palavras, se o VGBL Saúde e o PrevSaúde não garantirem o oferecimento de um plano de assistência médica individual, todo o dinheiro creditado nas contas do participante tenderá a se esgotar rapidamente, não deixando nada para arcar com as despesas de saúde na fase de aposentadoria.

A solução brasileira sairá capenga, perigosamente ilusória, funcionando apenas como fomento da previdência complementar e não resolvendo o problema das despesas com saúde na fase da aposentadoria.

Um verdadeiro Macabú! Né não?

Abraço,

Eder.

Fonte: Artigo escrito por Eder C. da Costa e Silva
Crédito da Imagem: www.eatourbrains.com (http://eatourbrains.com/EoB/wp-content/uploads/2006/12/flymonk.jpg)

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

VGBL Saúde - Solução real para a saúde na aposentadoria, pato manco ou só um plano de previdência complementar travestido?



De São Paulo, SP.

De acordo com a mídia, representantes das seguradoras que comercializam planos de previdência privada e planos de saúde suplementar, representados institucionalmente pela FenaPrevi e FenaSaúde, estão fazendo ingerências junto aos órgãos do governo para aprovação do chamado “VGBL Saúde”.

O “VGBL Saúde” está sendo concebido como um plano de previdência complementar para acumulação de poupança a ser usada no futuro, durante a fase de aposentadoria, especificamente com gastos em saúde.

Para torná-lo mais atrativo, os resgates desses recursos - hoje sujeitos ao imposto de renda a uma alíquota mínima de 10% e máxima de 27,5% - seriam totalmente isentos de tributação.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Você também pode ajudar a prevenir a disseminação da infecção hospitalar

De São Paulo, SP.


Você entra no hospital com um pé quebrado e ... sai em um caixão. Por quê? Infecção hospitalar. Algo que você, como paciente, também pode ajudar a prevenir.


A CDC - Centers for Disease Control and Prevention, uma fundação americana para controle e prevenção de doenças, estima que cheguem a 2 milhões por ano os casos de infecção hospitalar nos EUA.


"As pessoas estão adquirindo infecções, de pneumonia à estafilococos resistentes aos antibióticos (MRSA), enquanto estão em tratamento para outros problemas de saúde, ou mesmo quando estão no hospital para ter um bebê", comenta Mahomed Manga da HAI Watch News.com


O "HAI Watch" é uma iniciativa da Kimberly-Clark Healthcare para educar os pacientes e os profissionais de saúde e ajudar a eliminar essa terrível doença que é a infecção hospitalar, cujas consequências são frequentemente trágicas. 


Você talvez não saiba, mas estamos na SEMANA INTERNACIONAL DE PREVENÇÃO DE INFECÇÕES. Quer ajudar a prevenir a disseminação da infecção hospitalar? Assista ao vídeo no final desse post (disponível apenas em inglês) ou veja como no microsite da campanha "Infecção Aqui Não", cujo link é:


http://prevencaodeinfeccoes.com/


Abraço forte,
Eder.


Video de Higiene IACS Prevenção de Infecções

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