sexta-feira, 10 de fevereiro de 2023

UMA DICA PARA EMPREGADOS DE FUNDOS DE PENSÃO: A TECNOLOGIA NÃO VAI TIRAR SEU EMPREGO, MAS ALGUÉM USANDO-A VAI.

 


De São Paulo, SP.


A integração de tecnologias como Blockchain e Inteligência Artificial (IA) na gestão de portfolios e planejamento financeiro tem um imenso potencial para causar disrupturas.

 

Combinadas, essas e outras tecnologias podem revolucionar a maneira que os fundos de pensão fazem hoje para investir coletivamente as contribuições dos participantes.

 

A pessoa que busca segurança financeira, presente ou futura, terá a sua disposição soluções com melhor eficiência, maior precisão e imensa hiperpersonalização.

 

Os portfolios serão construídos com base nas informações individuais e propósitos dos clientes e não de forma coletiva e genérica, como acontece atualmente nos fundos de investimentos e nos planos de previdência complementar.

 

Esse upgrade extremamente necessário nos investimentos será possível graças a algoritmos de IA capazes de analisar vastas quantidades de dados e ajudar os consumidores a tomarem decisões personalizadas e bem-informadas.

 

Os algoritmos têm a capacidade de fazer ajustes em tempo real no planejamento financeiro, automatizando as atualizações necessárias em função de mudanças na legislação, incluindo questões tributarias, integrando proteção contra riscos de invalidez e morte, tudo em questões de segundos.

 

Tudo isso resultará em portfolios de investimentos mais individualizados, precisos e eficientes, liberando tempo daqueles que fazem a gestão para focar na melhoria do relacionamento com o cliente.

 

Fragmentação dos investimentos, novas classes de ativos e sucessão

 



Tradicionalmente os portfolios dos fundos de pensão são construídos com um mix de renda variável (ações), renda fixa (títulos públicos e privados), imóveis, empréstimos a participantes e alguns ativos alternativos.

 

No entanto, com o advento da digitalização dos investimentos via Non-Fungible Tokens (NFTs), o futuro da construção de portfolios de investimentos está prestes a mudar.

 

As NFTs permitem o fracionamento da propriedade e a venda pulverizada de qualquer ativo através de contratos inteligentes (smart contracts), armazenados num blockchain.

 

Essa nova tecnologia está causando um tsunami nas classes de ativos, algo que não se via há séculos, sendo possível hoje em dia incluir em um portfolio de investimentos ativos exclusivos, como direitos autorais de músicas, filmes, arte (quadros, esculturas etc), imóveis, relógios, coleções de moedas e selos, ________ (preencha a vontade).

 

As novas oportunidades de investimentos permitem que os clientes (participantes de fundos de pensão) sejam donos desses ativos, mas possibilitam também que gerem receitas de diversas maneiras a partir deles – alugando, recebendo royalties, fracionando ainda mais e vendendo partes menores deles etc.  

 

O Blockchain e a IA tem enorme potencial para mudar, ainda, o planejamento sucessório e tudo aquilo que é deixado para os beneficiários em caso de morte do participante titular, nos planos de previdência complementar. 

 

Contratos inteligentes são um excelente instrumento para monitorar e implementar o planejamento sucessório em caso de morte, reduzindo riscos de processamento e fornecendo informação em tempo real sobre alterações no valor dos ativos e na legislação, mantendo o planejamento sucessório sempre atualizado.

 

Lembro de um episodio que presenciei nos anos 90 quando fui diretor comercial do CCF Fundo de Pensão. Naquela época a internacionalização dos jogadores de futebol ganhou nova dimensão e clubes da Europa, Oriente Médio e Asia pagavam fortunas pela compra do passe de jogadores brasileiros.

 

O diretor superintendente, que gostava muito de futebol, queria aproveitar a onda e investir em .... jogadores de futebol! 

 

Se fosse hoje, isso seria possível para pessoas físicas, na medida em que os passes desses jogadores se transformassem em ativos digitais. Fundos de pensão seguiriam sem poder fazê-lo, já que a regulamentação não reconhece, não prevê e não permite.

 

Algumas maneiras de ganhar rendimento passivo com NFTs

 


Para os não iniciados na economia digital e que ainda não tem familiaridade com o conceito de NFTs, pense nelas como recibos digitais que são armazenados num banco de dados publico chamado “blockchain”, ao qual qualquer um tem acesso e todos podem verificar sua existência, de modo independente, a qualquer momento.

 

Esses recibos digitais contêm informações únicas que provam quem é (são) proprietário(s) de determinado ativo, seja ele tangível (um apartamento) ou intangível (uma marca). 

 

Vale notar que as NFTs não armazenam o ativo propriamente dito, elas são apenas uma “representação” desse ativo e mostram a localização dessa informação na Internet. 

 

Como dois itens representados por uma NFT nunca podem ser iguais, isso significa que a NFT não pode ser trocada da mesma forma que um bitcoin (ou uma nota de R$ 100) pode ser trocado por outro de mesmo valor. É por isso que as NFTs são chamadas de tokens “não-fungíveis”, pois uma NFT jamais é igual a outra.

 

Hoje pode-se obter rendimentos comprando e vendendo NFTs através de mercados secundários de ativos digitais, como a OpenSea, Rarable e outros. 

 

Seria o equivalente a comprar e vender ações na bolsa de valores, obtendo lucro com sua valorização, ou seja, com a diferença entre o preço de compra e o preço de venda.

 

Porém, também já é possível obter rendimento passivos com NFTs, sem precisar ficar fazendo operações de compra e venda dos ativos digitais. Isso seria o equivalente a obter ganhos pagos na forma des dividendos das ações que você possui ou rendimentos do dinheiro que você deixa numa caderneta de poupança ou fundo de investimentos.

 

Veja alguns exemplos de como receber rendimentos passivos de ativos digitais tipo NFTs, sem precisar ficar comprando e vendo.


1) Aluguel de NFTs – Um bom exemplo de como ganhar $$$ alugando NFTs são os jogos virtuais nos quais os jogadores podem alugar personagens do jogo para aumentar suas chances de vencer. Esses personagens são representados por figurinhas ou cartões e o aluguel é definido por um contrato inteligente entre as partes, no qual se define a duração do aluguel, o valor do aluguel, a periodicidade de pagamento (diário, mensal) e demais condições. Uma plataforma usada para locação de NFTs é a reNFT. Esse é apenas um exemplo, com o tempo qualquer ativo representado digitalmente poderá gerar renda de aluguel, como hoje acontece com o aluguel de ações. 

 2) Royalties de NFTs – A tecnologia por trás das NFTs permite que autores e criadores de conteúdo estabeleçam termos e condições impondo o pagamento de royalties sempre que uma NFT mude de mãos no mercado secundário. Isso permite que o autor receba rendimentos passivos mesmo depois de ter vendido sua obra (uma música, um quadro, um livro) ou coleção. Ou seja, uma fatia do preço de venda da NFT será paga indefinidamente no tempo. Um pintor pode estabelecer em 10% o royalty que receberá sempre que seu quadro for vendido novamente para um novo dono.

3) Fornecer liquidez com a NFT – Graças a integração das NFTs com a infraestrutura de um novo mercado financeiro descentralizado (DeFI) que está surgindo, pode-se fornecer liquidez para um determinado pool de liquidez (projeto) e receber NFTs em troca. Por exemplo, quando você fornece liquidez para o Uniswap V3 eles emitem um token ERC-721, também conhecido por LP-NFT, no qual está registrada sua parte do montante total preso no pool. Outra informação registrada ali é o par de tokens (cryptomoeda) que você depositou para fornecer a liquidez, o símbolo do token e o endereço da carteira eletrônica. Você pode vender a qualquer momento essas NFTs para liquidar sua posição no pool de liquidez. 


Preparando-se para o fundo de pensão do futuro



Tudo isso abre novas possibilidades para os investimentos e nos aproxima de um futuro no qual o portfolio de investimentos de uma pessoa média poderá se assemelhar ao de um fundo de hedge, um fundo de venture capital ou um fundo multimercado atual.

A exploração dessas tecnologias de ponta transformará o modelo de negócios e o papel que hoje desempenham fundos de pensão, planejadores financeiros, bancos e gestores de ativos. 

 

Os fundos de pensão que quiserem sobreviver terão que ser proativos, se preparar para incorporar efetivamente a tecnologia do blockchain e da IA em seus negócios. Terão que prestar atenção não apenas às possíveis implementações dessas tecnologias, mas a sua regulamentação e como elas afetarão suas atividades. 

 

Os profissionais que atuam nos fundos de pensão deveriam se manter informados e a par dos últimos avanços e desenvolvimentos dos ativos digitais, caso queiram se manter à frente da curva, principalmente num mercado que raramente faz isso institucionalmente.

 

Se você é empregado de um fundo de pensão, foque nas inovações que tem potencial de disruptura no segmento em que você atua. Posicione-se na vanguarda da previdência complementar e esteja bem-posicionado para ser bem-sucedido nos próximos anos.

 

Faça aquilo que o conselho deliberativo da maioria dos fundos de pensão não vem fazendo ...

 

Grande abraço,

Eder.

 

 

Fonte: The Future of Financial Planning Lies in AI and Blockchain, escrito por DJ Windle | 5 Ways to Earn Passive Income From NFTs, escrito por  Andrey Sergeenkov


quinta-feira, 9 de fevereiro de 2023

TE CONTEI? A IMPORTANCIA, MAIS DO QUE NUNCA, DE SER DIFERENTE



De Sao Paulo, SP.


 

O QUE ESTÁ ACONTECENDO: 

 

Há 220 anos o cantor mais bem pago no planeta provavelmente era a Sra. Elizabeth Billington, reconhecidamente a maior soprano que jamais existiu na Inglaterra. 

 

Os dois maiores teatros de opera em Londres, na época, competiam para tê-la como atração, então, ela cantou em ambos e ganhou mais de £$ 10.000 na temporada do ano de 1801 (equivalentes a US$ 1 milhão hoje). 

 

Em contraste, a cantora mais rica da atualidade, Rihanna, tem uma fortuna de US$ 1,7 bilhões. A diferença não é explicada pela Internet nem por negócios paralelos, mas sim pelo advento da fonografia. 

 

Antes da invenção do fonógrafo, ouvir música requeria estar no mesmo lugar e na mesma hora que o cantor. A Sra. Billington proferia seus acordes para teatros lotados e encantava audiências que podiam se dar ao luxo de pagar uma fortuna para assisti-la cantar.

 

Aqueles que não podiam ir a Londres ou pagar os ingressos, tinham apenas duas opções: nunca a ouvir cantar ou ouvir algum outro cantor. A maioria das pessoas escolhia a segunda opção.

 

Como resultado, os teatros de música e casas de opera proliferaram pelo mundo e um vasto quantidade de cantores desenvolveu suas carreiras com a música. 

 

A distribuição da qualidade e dos ganhos desses cantores seguia uma distribuição normal, mas mesmo os cantores medianos se saiam bem financeiramente. 



Em 1877 Thomas Edison inventou o fonografo e a indústria da música começou lentamente a mudar, para sempre.

 

Porque ouvir um músico avaliado como o 129º no ranking dos melhores se você podia ouvir o melhor de todos? O número de músicos profissionais começou a cair radicalmente.

 

POR QUE ISSO É IMPORTANTE:

 

A tecnologia cria abundância, mas QUASE SEMPRE ela é distribuída de modo desigual.

 

Há atualmente mais dinheiro no mundo da música do que jamais existiu, mas os ganhos favorecem os superstars. Nos esportes acontece o mesmo, os direitos de TV e os patrocínios são canalizados para umas poucas estrelas do esporte, que ficam com quase todo o dinheiro.

 

As coisas se tornaram um jogo de fama, da publicação de livros, a restaurantes, firmas de arquitetura, filmes e tudo o mais.

 

Qual o ponto disso tudo? 

 

A democratização do acesso aos talentos, trazida agora pela Inteligência Artificial e ferramentas como o ChatGPT vai fazer com que aquela realidade se torne ainda mais forte.

 

Se você:

  • trabalha numa agência de propaganda e cria campanhas medianas, que apresentam as mesmas ideias e “insights” que as demais agencias;
  • é um advogado extremamente competente, mas não consegue construir relacionamentos ou contar histórias;
  • atua num fundo de pensão que oferece os mesmos planos, os mesmos produtos, as mesmas soluções que todo o mercado oferece ...

 

... está na hora de ser excepcional, extraordinário, de assumir riscos, de ser esquisito, é hora de ser mais ambicioso de pensar diferente.  

 

São tempos bastante assustadores para muitos, mas são tempos brilhantes para quem é, quem atua ou quem pensa diferente.

 

A vida em geral será melhor para a maioria das pessoas, abundância significa mais dinheiro circulando por aí e tecnologia significa que trabalharemos em atividades menos sujeitas a deixar as pessoas com dores nas costas e mais propensas a nos fazer pensar.

 

A tecnologia geralmente nos liberta da tirania de tarefas repetitivas e chatas, nos oferece a oportunidade de trabalhar em atividades mais humanas e muito mais divertidas.

 

É uma época emocionante da história humana, também é a melhor época para ser notável de alguma maneira ou por algum motivo.

 

CONCLUSÃO: 


Crie novos tipos de plano, novos produtos, novas soluções de previdência complementar. Busque inovações que entreguem segurança financeira futura para as pessoas, sejam empregados de uma empresa, autônomos ou terceirizados. Abrace a inclusão financeira das pessoas que atuam na economia formal ou na economia informal, que ganham acima ou abaixo do teto do INSS, que poupam para o curto, o médio ou o longo prazo. Seja diferente!


Grande abraço,

Eder.

 

 

Fonte: Tom Godwin


quarta-feira, 8 de fevereiro de 2023

A TEORIA DO CAVALO MORTO: UM ALERTA PARA OS FUNDOS DE PENSÃO QUE PRETENDEM SOBREVIVER AO FUTURO DO TRABALHO E DA POUPANÇA

 


De São Paulo,SP.


A “Teoria do Cavalo Morto” é uma lição ancestral na cultura indígena americana do estado de Dakota, passada de uma geração para outra, que diz:


“Quando você descobre que está cavalgando um cavalo morto, a melhor coisa que você tem a fazer é desmontá-lo”

 

No mundo corporativo, no entanto, quando isso acontece, frequentemente buscam-se estratégias elaboradas para lidar com o problema, tipo:


  • Compra-se um chicote mais forte
  • Troca-se o cavaleiro
  • Cria-se um grupo de trabalho para estudar o assunto
  • Buscam-se outros países p/ ver como outras culturas cavalgam cavalos mortos
  • Reduzem-se os padrões para poder incluir cavalos mortos
  • Reclassificam-se cavalos mortos para cavalos vivos com invalidez
  • Contratam-se terceirizados para cavalgar o cavalo morto
  • Reúnem-se vários cavalos mortos para aumentar sua velocidade
  • Coloca-se mais recursos e/ou treinamento para aumentar a performance do cavalo morto
  • Faz-se um estudo de produtividade para verificar se cavaleiros mais leves podem melhorar a performance do cavalo morto
  • Decide-se que o cavalo morto não precisa ser alimentado, é mais barato e não acrescenta head-count, portanto, contribui substancialmente para economias do que outros cavalos
  • Redefine-se a performance esperada para todos os cavalos e claro ....
  • Promove-se o cavalo morto para uma posição gerencial



  • No contexto dos negócios um 
    cavalo morto pode ser um projeto, uma estratégia ou um empreendimento que deixou de ser viável, não importa quanto esforço ou recurso adicional você coloque nele.


Isso pode acontecer devido a mudanças nas condições do mercado, na competição, no contexto econômico ou simplesmente a má execução da iniciativa.


Independentemente da causa, o resultado é sempre o mesmo: você está colocando tempo e dinheiro em algo cuja probabilidade de sucesso é tão reduzida, que não vale a pena prosseguir.


A Teoria do Cavalo Morto ajuda a enxergar exatamente as situações em que isso acontece, quando você deve continuar insistindo em um projeto que está fracassando e quando você deve abandona-lo e interromper as perdas.

Em suma, nos ajuda a aprender e identificar os cavalos mortos.


Empresas que tentaram cavalgar um cavalo morto


Uma empresa que foi vítima da Teoria do Cavalo Morto foi a Kodak, que dominava o mercado de filmes fotográficos e falhou em se adaptar as mudanças na tecnologia, não conseguindo pivotar com a chegada da fotografia digital.


A Kodak continuou a despejar milhões de $$$ no negócio de filmes, mesmo quando ficou claro que o mercado estava se afastando da fotografia tradicional. Quando reconheceu a transformação e tentou mudar já era tarde demais, a empresa faliu em 2012.


Outro exemplo clássico estudado nos cursos de MBA é o caso da Blockbuster, a gigante de aluguel de fitas de vídeo cassete. A Blockbuster foi lenta demais em se adaptar ao crescente mercado de serviços de streaming e locação de filmes online.


A Blockbuster continuou investindo na megaestrutura de lojas físicas, mesmo quando os consumidores passaram a se afastar das mídias físicas no mercado de música e filmes. A incapacidade em reconhecer a mudança no mercado e pivotar para um novo modelo de negócios acabou levando ao seu desaparecimento.


Nem sempre um cavalo morto significa a falência completa de uma empresa. Uma unidade de negócios, uma linha de produtos (um tipo de plano de previdência complementar, como foi o caso dos BD) ou um investimento que estejam sangrando $$$ e recursos, também pode ser um cavalo morto.




Veja o caso da unidade mundial de soluções digitais da Amazon, que inclui desde os autofalantes inteligentes com tecnologia de voz, como Alexa e Echo, até o serviço de streaming Prime Video. De acordo com a Business Insider, essa unidade da Amazon teve prejuízos de US$ 3 bilhões no 1º trimestre de 2022


Por mais de uma decada a Amazon vem tetando tornar a Alexa e o Echo o próximo meio de compras digitais. Comercializaram esses dispositivos pelo preço de custo planejando obter lucro quando as pessoas os usassem para comprar pela Amazon.


Há apenas um problema – quase ninguém usa os dispositivos para isso. Em novembro passado a Amazon demitiu um contingente significativo de empregados que trabalhavam com a Alexa e o Echo, o que pode ser um indício - ainda não admitido – de que estejam cavalgando um cavalo morto ...


No segmento dos fundos de pensão, acabamos de ter um exemplo de player que estava cavalgando um cavalo morto, mas percebeu e apeou dele. A PrevChevron, que contava com apenas 115 participantes ativos, 61 assistidos e um patrimônio de módicos R$ 74 milhões, foi incorporada pela TexPrev agora em janeiro de 2023.


Como evitar um cavalo morto


Mesmo as empresas mais bem sucedidas podem ser vítimas da Teoria do Cavalo Morto e sinceramente, esse é um problema bem comum no mundo dos negócios.


A única forma de evitar isso é estar constantemente experimentando. Mini experimentos ajudam a calibrar a bussola e identificar em quais tendencias vale a pena investir, quais devem ser ignoradas e quais projetos devem ser abandonados antes que engulam o resto do seu negócio.


Plano família? Implante um. Deu certo? Prossiga. Deu errado? Descontinue.


Ao dar autonomia para a gestão experimentar – com algumas diretrizes a serem seguidas – o conselho deliberativo de um fundo de pensão vai testar dezenas de mini experimentos a cada ano e ao testar novos caminhos o tempo todo, estará a frente das tendencias ao invés de terminar atrás delas.


Fundos de pensão e a Teoria do Cavalo Morto


Apesar de alguns fundos de pensão não terem sequer começado a se mover em busca de um novo modelo de negócios, mesmo diante dos sinais evidentes de que estão cavalgando (i.e., atual modelo de negócios) um cavalo morto, muitos outros fundos já acordaram para o problema.


Dentre os que acordaram, há aqueles que estão adotando uma ou mais das estratégias listadas nos bulets acima, que serão incapazes de levá-los a algum lugar, a qualquer lugar.


Mas existem uns poucos que estão no caminho certo. Não obstante, estar com a proa na direção certa é necessário, mas pode ser insuficiente caso a velocidade das mudanças não seja rápida o bastante.


A Teoria do Cavalo Morte nos lembra a importância de os conselhos deliberativos dos fundos de pensão serem proativos em reconhecer quando um projeto, uma estratégia, um tipo de plano ou uma ação, não são mais viáveis, de estarem cientes das mudanças nas condições do mercado de previdência complementar, de estarem abertos a mudar sua visão sobre o futuro, de evitar cair na mesma armadilha que caíram tantas outras empresas e negócios antes deles.


A Teoria do Cavalo Morto tem a ver com a relação problemática entre uma organização e as pessoas que a tornam o que ela é, mais precisamente, com as tensões entre a complexidade das medidas necessárias para assegurar seu futuro e a simplicidade das ações individuais.


Quando as responsabilidades não estão claras, falta competência e não há liderança, uma organização pode ser presa fácil de uma forma paralisante de cegueira coletiva. Nesse ambiente, a verdade pode se tornar disruptiva na medida em que ela ameaça a suposta integridade da organização ou de seus players institucionais.


O problema é que a realidade, eventualmente, vai alcançá-los, sejam essas organizações empresas de capital aberto, sejam fundos de pensão.


Grande abraço,

Eder.


Fonte: The Dead Horse Theory: A Cautionary Tale for Entrepreneurs, Mission Daily. 


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