De Sāo Paulo, SP.
Quase 8 em cada 10 participantes de fundos de pensāo nāo fazem ideia de que o crescimento dos investimentos ao logo do tempo é o maior fator de aumento de suas poupanças para a aposentadoria.
É isso que mostra um estudo feito pela seguradora britânica Standard Life.
Entitulado Retirement Voice, a pesquisa perguntou aos poupadores sobre a percepçāo deles em relaçāo ao fator que mais acrescenta dinheiro em seus planos de previdencia complementar, durante a vida profissional.
Apenas 25% apontaram para os investimentos como principal fator de crescimento da poupança acumulada, com quase 4 em cada 10 pessoas atribuindo esse aumento às contribuiçōes individuais.
No entanto, números produzidos pelo governo mostram que um saldo acumulado típico de £$ 100,000 em um plano CD é composto por:
£$ 65,000 de retorno dos investimentos;
£$ 18,000 de contribuiçōes individuais;
£$ 13,000 de contribuiçōes da empresa; e
£$ 4,000 de incentivos fiscais.
A importância dos juros compostos como fator de crescimento dos investimentos é negligenciada, com apenas 15% das pessoas priorizando ativamente a poupança para a aposentadoria, enquanto 21% afirmando que o planejamento da aposentadoria é algo com que se preocupar mais tarde — índice que chega a 35% entre a Geração Z.
Ao apresentar os resultados, a Diretora de Poupança e Investimento da Standard Life, Jenny Holt, disse:
“O crescimento composto dos investimentos pode ser uma das forças mais poderosas na poupança para a aposentadoria, mas nossa pesquisa sugere que muitas pessoas subestimam o papel que ele desempenha”
… e completou
“As contribuições individuais são importantes, mas o verdadeiro benefício muitas vezes vem de dar a elas tempo para crescer e gerar retornos ao longo de décadas.
Ela explicou que começar cedo, mesmo que fazendo contribuiçōes modestas, pode fazer toda a diferença e citou alguns números.
Por exemplo, um jovem que ganha £$ 25,000 por ano, recolhe o mínimo de contribuiçōes previstas no plano e adia por apenas cinco anos o inicio da poupança para a aposentadoria, dos 22 para os 27 anos de idade, reduz o saldo acumulado em cerca de £$ 40,000.
A constataçāo do estudo da Standard Life explica porque participantes de planos CD brasileiros nāo se revoltam, quando seus fundos de pensāo limitam o retorno de suas poupanças ao teto do juros dos títulos públicos - quando na verdade existem estratégias de investimento ativo, que entregam retornos bem acima disso.
Essa é uma realidade de participantes de fundos de pensāo, composta por geraçōes anteriores ao surgimento da IA, que pouco ou nada se aventuravam pelos investimentos sozinhas e desde cedo.
Isso mudou.
A Gen Z prefere investir com IA
Cerca de 48% dos adultos da Geraçāo Z (nascidos entre 1997 e 2010) mudou de ideia sobre ao decidir sobre investimentos, após consultar uma IA - Inteligéncia Artificial.
Isso se compara a apenas 2% das pessoas da Geraçāo Sileciosa, que tem 81 anos de idade ou mais, de acordo com um estudo da Aegon.
O estudo patrocinado pela Aegon Money, revelou uma grande divisāo geracional quanto a atitude relativa ao uso de IA para poupar e investir:
55% da Gen Z, com idade entre 18-29 anos, disseram confiar e usar a tecnologia;
Comparado a 18% dos Baby-Boomers, com idade entre 62-80 anos; e
11% da Geraçāo Silenciosa, com idades acima de 81 anos.
Adultos mais jovens também sāo mais propensos a usar a IA para questões pessoais, com quase um quarto (24%) afirmando se sentir confortável discutindo preocupações financeiras com a IA, em comparação com 5% da geração Baby-boomer.
Conforme disse o Dr. Tom Mathar, Head de Investimentos da Aegon:
“A questão não é se as pessoas estão usando IA, mas sim como elas a estão utilizando.”
O que chama especialmente a atenção é que quase metade da Geração Z afirma que a IA mudou sua opinião sobre alguma decisão.
Para muitos jovens adultos, a IA está se tornando mais do que uma fonte de informação. Ela é, cada vez mais, uma ferramenta para explorar opções, testar hipóteses e refletir sobre escolhas importantes.
Em outras palavras, a IA está ajudando as pessoas a analisar decisões familiares sob uma perspectiva diferente e isso pode ser “poderoso”, especialmente ao ponderar decisões financeiras complexas, que envolvem escolhas e concessões.
Nas palavras do Dr. Mathar:
“Nossa pesquisa sugere que as pessoas estão tratando cada vez mais a IA como uma parceira para analisar esses dilemas”.
Muitas das decisões mais importantes da vida, como poupar para o futuro, são moldadas por experiências, relacionamentos e prioridades pessoais.
Quando:
Essas decisōes começam a aparecer em janelas de prompt e chats com IA; e
A IA começa a trazer informações à tona e desafiar nossas suposições.
Aquilo que já estava díficil - atrair jovens para poupar em fundos de pensāo - pode se tornar impossivel.
Investir em títulos públicos, sobre a perspectiva de uma IA, dificilmente vai aparecer em uma janela de chat como a melhor das alternativas para formaçāo de poupança de longo prazo.
Ainda mais quando esse investimento envolve escolhas financeiras e o planejamento para uma vida cada vez mais longa.
Grande abraço,
Eder.
Opiniōes: Todas minhas | Fonte: “Fontes: ”Pension scheme members unaware investment is main pension growth driver” e “AI changed financial decisions for almost half of Gen Z”, escritos por Ellie Carric.


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