quarta-feira, 9 de setembro de 2026

PF-BRA_2026: UMA TÁBUA DE MORTALIDADE PARA OS PRÓPRIOS FUNDOS DE PENSÃO - PARTE II


 

De Sāo Paulo, SP.


Nota editorial: Essa é uma análise prospectiva baseada em informações públicas. As conclusōes apreentadas não constituem recomendação, informação privilegiada nem afirmação de que qualquer fundo de pensāo / EFPC citado esteja negociando transferência de gestāo de planos, incorporação ou encerramento de atividades.


Quando as Leis Complementares 108 e 109 inauguraram o novo marco da previdência complementar brasileira, em 2001, existiam aproximadamente 359 entidades fechadas de previdência complementar.

Em dezembro de 2020, eram 291, em novembro de 2025, a PREVIC informava a existência de 265 fundos de pensão privados e agora, a lista de segmentação para 2027 reúne 239 entidades habilitadas.

A base cadastral da PREVIC registra uma longa lista de entidades encerradas, incorporadas ou que voluntariamente deixaram de funcionar. Alguns exemplos, posteriores à Lei Complementar 109/2001:

  • Francisco Conde e Funrede — 2003
  • Pinusprev — 2004
  • Alcanprev e Duratex — 2005
  • Potiprev — 2006
  • PreviQ e Marisol — 2009
  • Bayerprev — 2010
  • Aços, Schneider, Oesprev e ICI Coral — 2011
  • Previserv, BoavistaPrev, Escelsos, Previ Gillette, Canada Life, Itaubank e Messius — 2012
  • PrevPisa, Previ Ciba e Renoprev — 2013
  • Banorte, Van Leer, Allergan Prev e Santander Banespa — 2015
  • PreviKodak, Previleaf e Bemgeprev — 2016
  • Bristol-Myers — 2017
  • Arus — 2018
  • Enersul — 2019
  • Mercaprev e Wyeth Prev — 2020
  • PrevMon, Faelba e Lanxessprev — 2021
  • RochePrev — 2025.

A lista é apenas ilustrativa. Há outros casos e, principalmente, operações que envolvem transferência de gerenciamento de planos sem que isso corresponda imediatamente ao encerramento jurídico da entidade.

Uma Tábua de Mortalidade dos próprios fundos de pensāo

Nós, atuários, temos uma pequena obsessão profissional:

Transformar incerteza em probabilidades

  • Sabemos que uma pessoa com 45 anos de idade tem determinada probabilidade de chegar aos 46;

  • Sabemos estimar a probabilidade de sobrevivência até os 80, 90 ou 100 anos de idade;

  • Construímos tábuas biométricas, traçamos curvas, criamos funções, modelando a sobrevivência e a expectativa de vida.

Segue, esquecida, a curiosidade de aplicar a mesma modelagem às instituições que administram essas aposentadorias - os fundos de pensāo.

Tendo observado por mais de duas décadas a transferência de gestāo de planos de previdencia complementar, encerramento de atividades, incorporações e liquidaçāo de fundos de pensāo no Brasil — com movimentos ainda mais fortes no Reino Unido, Holanda e Austrália — faço entāo uma provocação atuarial:

A criaçāo da Mortality Table of Brazilian Pension Funds, ou simplesmente BRA-PF_2026.

Essa é uma tábua atuarial que não mede risco de insolvência, não mede qualidade de gestão, não aponta problema financeiro e sobretudo, não afirma peremptoriamente que uma determinada EFPC ou fundo de pensāo será fechado ou extinto.

A “morte” aqui tem definição muito específica, significa a:

Perda da funçāo institucional por transferência integral de gerenciamento de seus planos, fusão, incorporação ou encerramento de atividades, decorrente de reorganização.

Um plano de previdencia complementar pode continuar saudável, patrocinado e atendendo normalmente seus participantes depois desses eventos.

Definido o evento “morte” de um fundo de pensāo

Em uma tábua biométrica, é preciso definir morte. Na BRA-PF_2026, também, assim, o evento Morte = M de um fundo de pensāo ocorre quando:

A EFPC deixa de administrar seus planos de forma independente em razão de transferência integral de gerenciamento, fusão, incorporação ou encerramento voluntário de atividades, associado à consolidação com outro fundo de pensāo.

NĀO entram automaticamente como “morte” de um fundo de pensāo:

  • Retirada isolada de patrocinadora;

  • Fechamento de plano a novas adesões;

  • Simples mudança de nome;

  • Existencia de déficits;

  • Intervenção;

  • Liquidação ou migração parciais.

Esses eventos podem elevar o risco futuro, mas têm natureza distinta e precisam ser tratados separadamente. Essa disciplina é importante porque “consolidação” de fundos de pensāo não é sinônimo de crise.

A própria regulamentação brasileira prevê a transferência de gerenciamento de planos entre fundos de pensāo e exige demonstração de economicidade, governança e vantajosidade.

A ideia central: nāo existe uma variável mágica

Seria um erro dizer que toda EFPC classificada pela PREVIC como S4 vai ser consolidada, ou que todo fundo com patrimonio abaixo de R$ 1 bilhão é inviável e está condenado ao desaparecimento.

Seria estatisticamente fraco e institucionalmente injusto pensar dessa forma. A tábua BRA-PF_2026 combina diversas variáveis.

Um fundo de pensāo pequeno, jovem, barato, com patrocinadoras crescendo economicamente e com forte adesão de novos participaantes pode ter baixa probabilidade de consolidação.

Outro, com patrimônio maior, população envelhecida, poucos entrantes, custos crescentes e patrocinadora em setores ecomomicos que passam por transformação estrutural, pode apresentar risco maior de consolidaçāo.

As oito variáveis da BRA-PF_2026

Credito de imagem: www.biscoitostarita.com.br


F1 — Escala Patrimonial | Peso: 15%

Mede o tamanho dos recursos sob gestāo. Quanto menor o patrimônio, maior tende a ser a dificuldade de diluir custos fixos e manter internamente competências profissionais especializadas.

O score deve ser calculado por percentis dentro do universo de EFPCs, evitando um corte arbitrário único.

F2 — Escala Populacional | Peso: 15%

Número de participantes (ativos) e assistidos. Uma EFPC com poucos milhares — ou algumas centenas — de pessoas, replica e necessita de estruturas de governança e controle que também existem em organizações muito maiores.

A própria PREVIC usa população como componente de complexidade e em determinados casos, como exigência de constituição de novas EFPC.

A PREVIC utiliza dez mil participantes como quantidade-referência de viabilidade economica ou exige a demonstração alternativa de equilíbrio administrativo.

F3 — Maturidade / Fluxo Previdenciário | Peso: 15%

Aqui está uma variável crucial: relação entre assistidos e participantes ativos, além da relação entre benefícios pagos e contribuições recebidas.

Quanto mais um fundo de pensāo se transforma em pagador líquido de benefícios, menor tende a ser sua necessidade de infraestrutura própria de acumulação e maior pode ser a pressão por eficiência.

Não significa que um fundo maduro deva ser consolidado. Significa apenas que sua dinâmica econômica muda significativamente.

F4 — Custo Administrativo Relativo | Peso: 20%

Provavelmente a variável mais poderosa. A PREVIC já publica estudos de despesas administrativas e métricas de eficiência.

A BRA-PF_2026 compara despesa administrativa por participante, despesa sobre recursos garantidores e tendência real de variaçāo do custo nos últimos anos.

Uma entidade pequena pode neutralizar seu risco se for excepcionalmente eficiente, enquanto uma maior pode aumentá-lo se apresentar custo estruturalmente elevado.

F5 — Concentraçāo Corporativa | Peso: 10%

Mede a dependência de um único patrocinador ou de um pequeno conjunto de patrocinadoras pertencente ao mesmo grupo ou setor econômico.

Quanto maior a concentração, maior a sensibilidade quanto a uma única decisão corporativa por terceirizar ou reorganizar a previdência complementar.

F6 — Disruptura do Setor de Atividade da Patrocinadora | peso: 10%

Cria um indicador setorial para os impactos da automação, digitalização, redução estrutural de empregos, fusões, aquisições e fragmentação corporativa.

Setores como o automotivo, manufatura, financeiro, tecnologia, químico, elétrico, telefônico e farmacêutico merecem atenção especial — não porque estejam “condenados”, mas porque passaram por mudanças profundas no perímetro empresarial e no emprego.

Como essa variável contém certo julgamento, ela deve usar dados externos e metodologia pública, com atualização anual.

F7 — Complexidade Regulatória por Unidade de Escala | Peso: 10%

Dois fundos de pensāo podem cumprir obrigações semelhantes com populações completamente diferentes.

A BRA-PF_2026 procura capturar o “peso da instituição” sobre cada participante:

  • Quantidade de planos;

  • Modalidade dos planos;

  • Patrocinadoras,

  • Contingências e

  • Estrutura necessária para governá-los, ajustados pela escala.

A segmentação S1-S4 da PREVIC entra aqui como informação auxiliar, jamais como sentença de vida ou morte.

F8 — Pressāo / Oportunidade de Consolidaçāo | Peso: 5%

Mede a existência de alternativas reais de destino dos planos de previdencia complementar - comparáveis em governança e custo - e sinais públicos de reorganização: encerramento de planos, retirada de patrocinadores, cisões, operações societárias relevantes ou mudanças no desenho previdenciário.

Essa variável deve utilizar apenas fatos públicos. Rumor aqui vale zero.

A Fórmula


Cada fator recebe nota entre 0 e 100, normalizada por percentis ou regras transparentes e a pontuação total é:

PFM Score = 0,15F1 + 0,15F2 + 0,15F3 + 0,20F4 + 0,10F5 + 0,10F6 + 0,10F7 + 0,05F8.

O resultado vai de 0 a 100. Quanto maior o número, maior a exposição estrutural à consolidação (não tem relaçāo com insolvência).

Transformando score em “Tábua de Mortalidade”

Aqui entra a parte atuarial de verdade.

A primeira edição, a BRA-PF_2026 v0.1, deve ser tratada como índice heurístico. Para virar uma tábua calibrada, precisaremos reconstruir uma base longitudinal desde o ano de 2001:

Para cada EFPC e para cada ano, registrar suas características no início do período e observar se ocorreu o evento “M” nos anos seguintes.

Com essa base, será possível estimar uma função de risco — por exemplo, com Modelo de Sobrevivência de Cox, Modelo Logístico em Tempo Discreto ou Competing Risks — e transformar o score em probabilidades de consolidação em 1, 3, 5 e 10 anos.

Ou seja: os pesos acima são uma hipótese inicial, não coeficientes “descobertos” nos dados. A versão 1.0 da tábua só poderia receber o nome de tábua atuarial depois de backtesting e calibração.

A classificaçāo experimental

Enquanto a base histórica completa não estiver “calibrada", proponho cinco faixas de exposição ao risco de consolidaçāo (morte):

Importante: As faixas acima classificam exposição estrutural e não são, nesta versão, probabilidades atuariais calibradas.


E o tempo? Consolidaçāo / Morte em 1–3, 3–5 e 5–10 anos

Depois da calibração histórica, o objetivo será publicar quatro probabilidades para cada EFPC: q(1), q(3), q(5) e q(10) — representando a chance estimada de ocorrência do evento M dentro de 1, 3, 5 e 10 anos, condicionada à entidade ainda estar independente hoje.

Até lá, qualquer tradução mecânica de score em percentuais seria falsa precisão. Podemos ordenar exposição, mas ainda não podemos honestamente dizer que “um fundo tem 72% de chance de ser consolidado em três anos” sem estimar o modelo com base em dados históricos.

O que a PF-BRA_2026 faria com as S3 e S4?

Usaria a segmentação como uma das entradas, não como resultado. Isso evita o erro de transformar uma ferramenta de supervisão da PREVIC em ranking de mortalidade organizacional.

Uma EFPC S4 pode aparecer em PF-A (exposiçāo muito baixa à morte/consolidaçāo) ou PF-B (exposiçāo baixa à morte/consolidaçāo) se tiver custos baixos, população estável, patrocinadora comprometida e desenho simples.

Uma EFPC S2 pode aparecer em PF-C (exposiçāo moderada à morte/consolidaçāo) ou PF-D (exposiçāo alta à morte/consolidaçāo) se apresentar maturidade avançada, queda de participantes, estrutura cara e forte incentivo corporativo à terceirização.

Essa é justamente a utilidade do modelo: separar “fundo de pensāo pequeno” de “fundo de pensāo vulnerável à morte/consolidação”.

Um exemplo fictício

Imagine a Fundação Hipotética Alfa de Previdencia Complementar:

  • R$ 450 milhões de patrimônio;

  • 1.400 participantes ativos e assistidos;

  • 62% da população já aposentada;

  • benefícios anuais superiores às contribuições;

  • despesa administrativa por participante no quartil superior do sistema;

  • um único patrocinador do setor industrial; e

  • queda de 35% no emprego da patrocinadora em dez anos.

Ela poderia receber: F1=75; F2=80; F3=85; F4=80; F5=90; F6=75; F7=65; F8=30 resultando num PFM Score = 76,0 e classificação PF-D: alta exposição estrutural à morte/consolidaçāo.

Isso não quer dizer que a Fundaçāo Alfa esteja mal administrada. Talvez esteja excelentemente administrada. O que o índice está dizendo é algo diferente:

A manutenção dessa EFPC autônoma para administrar planos de previdência complementar pode estar ficando economicamente difícil de justificar.

A variável mais importante nāo é tamanho

Minha aposta é que, depois de calibrada, a variável mais explicativa não será patrimônio isoladamente. Provavelmente será alguma combinação de custo administrativo relativo, maturidade populacional e tendência de entrada de novos participantes.

Em outras palavras: fundos de pensāo não “morrem” porque são pequenos.

Morrem institucionalmente quando a utilidade marginal de manter uma estrutura própria fica menor do que a utilidade de compartilhar uma estrutura maior.

A PF-BRA_2026 como ferramenta de govenança

Credito de Imagem: www.agentenoturismo.com.br


O objetivo mais interessante aqui para os fundos de pensāo não é criar uma lista de “quem vai morrer”. É obrigar conselhos deliberativos a responder perguntas que raramente aparecem juntas simultaneamente.

  • Quanto custa manter nossa independência por participante?

  • Nossa população está crescendo ou envelhecendo?

  • Quantos novos empregados das patrocinadoras entram no plano?

  • O custo real cresce mais que o patrimônio?

  • A patrocinadora ainda enxerga valor estratégico em uma EFPC própria?

  • Um multipatrocinado entregaria o mesmo serviço com custo menor?

  • O que perderíamos em governança, identidade e representação?

  • O que ganharíamos em escala, tecnologia e capacidade de investimento?

Essas sāo perguntas que deveriam fazer parte do planejamento estratégico de qualquer EFPC pequena, média e até das grandes.

E se o índice causar a própria consolidaçāo?

Uma boa tábua de mortalidade humana, obviamente, não aumenta a mortalidade de quem a consulta. Mas uma boa tábua de mortalidade organizacional, quem sabe, talvez faça exatamente o contrário:

Ao mostrar que determinada estrutura está cara ou envelhecendo, pode acelerar a decisão de consolidá-la.

Nesse caso, a PF-BRA_2026 teria um curioso problema de endogeneidade: a previsão ajudaria a produzir o evento previsto.

Nada mais apropriado para um índice criado pelo TECONTEI?.

Próxima etapa

A versão realmente interessante da PF-BRA_2026 seria construída com toda a população de EFPCs desde 2001 - ano de publicaçāo das Leis Complementares 108 e 109 - incluindo entidades sobreviventes e encerradas.

Para cada ano-entidade, seriam coletados patrimônio, participantes, assistidos, contribuições, benefícios, despesas administrativas, planos, patrocinadores, modalidade e eventos societários.

Depois, dividiríamos a amostra entre treinamento e validação.

O modelo seria testado contra o que efetivamente aconteceu. Pesos seriam recalibrados. Falsos positivos e falsos negativos seriam publicados. Só então, teríamos probabilidades com significado estatístico.

A vantagem é que a PREVIC hoje disponibiliza uma quantidade de dados muito maior do que no passado. O Painel PREVIC-Cidadão, os informes estatísticos, os estudos de despesas administrativas e o CadPrevic tornam essa experiência cada vez mais possível.

Uma nova pergunta para os conselhos

No passado os conselhos se perguntavam se seus planos eram solventes. Depois, passaram a perguntar se eram eficientes. A próxima pergunta será:

Qual é a expectativa de vida institucional deste fundo de pensão?

Não porque o fundo de pensāo vá quebrar, mas porque é preciso antecipar o momento em que continuar existindo sozinho deixa de ser a melhor forma de cumprir sua missão.

Se isso acontecer, a consolidação não será a morte da previdência complementar, será apenas a morte de uma arquitetura institucional.

Como todo atuário sabe, quando uma população muda, a primeira coisa inteligente a fazer é atualizar a tábua de mortalidade.

Ficha Técnica da PF-BRA_2026 v0.1

  • Evento: perda de independência institucional por morte ou consolidação voluntária/estrutural;

  • Unidade de análise: EFPC-ano;

  • Horizontes da previsāo: 1, 3, 5 e 10 anos;

  • Score inicial: 0 a 100, com oito fatores ponderados;

  • Natureza da v0.1: índice heurístico, ainda não uma tábua atuarial calibrada;

  • Versão 1.0: condicionada a reconstrução histórica desde 2001, estimação de modelo de sobrevivência e backtesting.

  • Atualização sugerida: anual, após nova segmentação pela PREVIC e fechamento dos dados administrativos.

Grande abraço,

Eder.


Opiniōes: Todas minhas | Fontes e referências: abaixo.

Disclaimer: Esse artigo foi escrito com uso de IA, baseado em prompts do autor, em sua profunda experiencia profissional e nas informações das fontes citadas.

Fontes e Referencias

PREVIC — Segmentação das EFPC para 2027 (Portaria PREVIC nº 661/2026)
https://www.gov.br/previc/pt-br/noticias/previc-atualiza-segmentacao-das-entidades-fechadas-de-previdencia-complementar-para-2027

PREVIC — Transferência de Gerenciamento
https://www.gov.br/previc/pt-br/licenciamento-e-habilitacao/entidades-planos-e-patrocinadores/transferencia-de-gereciamento

PREVIC — Cadastro EFPC 2025-12
https://www.gov.br/previc/pt-br/previdencia-complementar-fechada/cadastro-dirigentes/2025/cadastro-efpc-2025-12/view

PREVIC — Relatório das Despesas Administrativas EFPC 2024
https://www.gov.br/previc/pt-br/publicacoes/estudos/serie-de-estudos/14a-serie-de-estudos

PREVIC — Constituição de EFPC / viabilidade administrativa
https://www.gov.br/previc/pt-br/licenciamento-e-habilitacao/requerimentos-1/entidades/constituicao-de-efpc

PREVIC — Painel PREVIC-Cidadão
https://www.gov.br/previc/pt-br/noticias/lancamento-201cpainel-previc-2013-cidadao201d-esta-no-ar

GOV.UK — Pension megafunds / £25bn scale
https://www.gov.uk/government/news/pension-plan-to-double-25-billion-megafunds-boost-investment-and-improve-returns-for-savers

The Pensions Regulator — Looking Ahead to 2036
https://www.thepensionsregulator.gov.uk/en/media-hub/speeches-and-speakers/2026/the-future-of-uk-workplace-pensions

De Nederlandsche Bank — Dutch pension transition 2026Q2
https://www.dnb.nl/en/general-news/news-2026/pension-transition-and-pension-fund-funding-ratios-2026q2/


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