terça-feira, 2 de novembro de 2021

A ARTE COMO MEIO SENSACIONAL DE ENGAJAMENTO - COP26

 



De São Paulo, SP.


A foto acima é um "close" de uma escultura de vidro intitulada "1765 AIR", que contem no seu interior uma ampola com ar preservado da Antártica do ano de 1765 - ano que muitos consideram ter marcado os primórdios da Revolução Industrial, ponto de inflexão crucial quando a atividade humana teria supostamente começado a aquecer o planeta.

A escultura é parte da "Polar Zero", exibição de arte e ciência que o artista Wayne Binitie esta apresentando para complementar a COP26 em Glasgow-Escócia, no Reino Unido, onde as atenções do mundo todo estão nesse momento.


Grande abraço,

Eder.



Fonte: New Scientist Daily


TE CONTEI? A INOVAÇÃO DIGITAL NOS FUNDOS DE PENSÃO NÃO DEVE SER BUSCADA APENAS PARA CONTINUAR NO JOGO, PRECISA IR ALÉM!

 


De São Paulo, SP.


O QUE ESTA ACONTECENDENDO: 

Uma pesquisa feita nos EUA pela I2C (empresa de tecnologia digital para instituições financeiras) em janeiro/2020 – portanto, antes da pandemia - com 2.413 consumidores acima de 24 anos mostrou o quanto é urgente para bancos e instituições financeiras, eu colocaria nesse bolo os fundos de pensão, oferecer soluções digitais: + 6 em cada 10 participantes da pesquisa se conectaram com suas contas correntes usando desktop, laptop ou mobile ao menos uma vez por semana; 3 em cada 10 se conectaram com suas contas correntes usando tablet uma vez por semana ou obtiveram informações de suas movimentações financeiras usando mensagens de SMS/texto uma vez por mês (mais resultados na figura acima).

POR QUE ISSO É IMPORTANTE: 

Nos últimos anos os fundos de pensão têm oferecido aos participantes soluções digitais básicas, permitindo que vejam extratos com histórico de movimento de suas contas de previdência, escolham perfis de investimentos, atualizem informações cadastrais e mais recentemente, que aposentados façam a prova anual de vida via mobile com reconhecimento facial. Tudo isso permite que o participante acompanhe e gerencie mensalmente seu plano de previdência, mas pouco diferencia a experiência do participante. Num momento em que os fundos de pensão dão os primeiros passos na busca ativa por clientes, logo irão perceber que apenas competir por produtos e serviços não é mais uma estratégia sustentável e terão que criar experiências digitais únicas, inovadoras e atrativas como forma de interagir com os participantes e se diferenciarem dos concorrentes. 

CONCLUSÃO:

Inovação digital requer entender as características demográficas dos clientes, suas necessidades e o que eles estão tentando resolver, para então oferecer a experiência digital adequada a cada publico. O desafio dos fundos de pensão é que convivem com participantes de diferentes gerações e em diferentes estágios do ciclo de vida. Por isso, ouvir os participantes (atuais e futuros), pesquisar seus interesses e entender as jornadas individuais em busca de segurança financeira futura nunca foi tão importante como agora.


Grande abraço,

Eder.


Fonte: Driving Growth Through Digital Innovation, i2cinc.com

Link: https://www.i2cinc.com/downloads/white-papers/Driving-Growth-Through-Digital-Innovation-i2c-whitepaper.pdf


segunda-feira, 1 de novembro de 2021

O MERCADO DE FUNDOS DE PENSÃO MULTIPATROCINADOS PODERIA SER ALAVANCADO POR PLANOS DE CONTRIBUIÇÃO DEFINIDA COLETIVOS

 


De São Paulo, SP.

 

 

1970 a 2000 – O primeiro fundo de pensão múltiplo no Brasil foi o FPM – Fundo de Pensão Montrealbank, criado por um banco canadense ali pelos idos de 1979, que devido a consolidação do sistema financeiro passou ao controle do Banco CCF, depois do HSBC e atualmente opera sob o guarda-chuvas do Bradesco.

 

Os demais fundos múltiplos foram criados a partir do início da década de 90, impulsionados pela estabilização da economia que forçou os bancos a buscarem recomposição da receita perdida com a queda da inflação e ao movimento de terceirização que atingiu as empresas. Caso do Multiprev (ex-Citibank), BB Previdência (Bco. do Brasil), Icatu FPM, Itaú FM e outros. 

 

2000 a 2020 – Os fundos múltiplos, hoje chamados multipatrocinados, criados por bancos e seguradoras independentes tinham como alvo oferecer planos de previdência complementar para empresas médias e pequenas. Cresceram com os movimentos de privatização e M&A que afetaram setores inteiros levando a “spin-off’ e venda de unidades de negócios, caso do setor farmacêutico, da indústria química, de energia elétrica, telecom etc. O problema é que 10 entre 10 planos administrados pelos fundos multipatrocinados são customizados para atender os objetivos das empresas clientes (patrocinadora). A falta de padronização impõe um custo administrativo mais alto e prejudica a escala dos investimentos, porque pulveriza o pool de ativos tendo cada plano sua política própria de investimentos.

 

2020 em diante – Olhando para o norte, mais especificamente o Reino Unido (artigo: aqui) vemos um frenético movimento de consolidação de planos de previdência complementar que ocorre com a transferência de planos anteriormente criados pelas empresas em fundos próprios, para planos CD coletivos administrados por fundos multipatrocinados. Essa consolidação ocorre lá meio que forçada pelo aperto da regulamentação, que vem fechando o cerco em torno das taxas de administração mais elevadas nos planos menores. Quem sabe nossos multipatrocinados não se inspiram nessa toada e saem do marasmo, criando algo novo aqui na Terra de Santa Cruz? 


Fica a dica.


Grande abraço,

Eder.



TE CONTEI? O FUTURO DO EMPREGO VAI LENTAMENTE SE MOVENDO PARA LONGE DO CONTRATO UNICO, PERMAMENTE, EM TEMPO INTEGRAL

 




De São Paulo, SP.


O QUE ESTÁ ACONTECECENDO: 

Uma pesquisa conduzida pela “ResumeBuilder.com” com 1.250 adultos nos EUA que trabalham remotamente em tempo integral trouxe a luz dados curiosos: 69% dos empregados com emprego permanente em tempo integral, possuem outro trabalho; 37% disseram que o segundo emprego também é em tempo integral, outros 32% disseram que é em tempo parcial; pouco mais de 50% dos que tem dois trabalhos, disseram que um deles era negócio próprio que já existia antes da pandemia; 25% começaram seu negocio próprio durante a pandemia e pouco menos de 25% disseram que nenhum dos dois trabalhos é um negocio próprio.


POR QUE ISSO É IMPORTANTE: 

A maioria dos CEO se pergunta o que a maioria de seus empregados em home-office anda fazendo. Parte da resposta esta aí. A jornada semanal de trabalho nos EUA é de 40 horas, mas quando foram perguntados quantas horas dedicam aos seus dois empregos, somente 18% disseram trabalhar +80 horas por semana; 45% disseram trabalhar 40 horas ou menos nos dois empregos e o resto entre 50 e 70 horas. A ponta do iceberg mostra que o futuro do trabalho vai demandar modos de gestão diferentes dos atuais, baseados em resultados, projetos e entregas, muito mais do que na quantidade de horas de trabalho. Aliás, a jornada semanal de 40 horas fazia sentido quando se fabricava parafusos na época da revolução industrial, deixou de fazer há muito tempo. Um dos desafios quando o sistema transita da quantidade de horas por semana para entrega de resultados é assegurar que as empresas não abusem dos empregados, algo que estava na origem da limitação legal da quantidade de horas de trabalho semanal na época dos parafusos, mas que continua a acontecer em plena sociedade do conhecimento de Peter Druker.


CONCLUSÃO: 

O futuro do trabalho vai virar de cabeça para baixo os sistemas de gestão adotados hoje pelas empresas, vai afetar a forma de remuneração, os benefícios oferecidos (tipo planos de previdência complementar e saúde) e vai fazer surgir um novo contrato social. Seu fundo de pensão esta preparado? 


Grande abraço,

Eder.



Fonte: CEO Daily - Fortune


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