sexta-feira, 14 de setembro de 2012

3 Coisas Que Diferenciam Líderes de Gestores – Liderando as pessoas a poupar para a aposentadoria

De São Paulo, SP.

Uma organização bem sucedida é formada por uma variedade de pessoas, desempenhando diferentes papéis, para que as coisas fluam normalmente.

Alguns papéis são facilmente definidos enquanto outros podem ter fronteiras mais confusas, tal como a diferença entre um gestor e um líder.

Você pode ser um gestor e um líder ao mesmo tempo, mas o fato de você ser um líder fenomenal não garante que você seja um grande gestor e vice-versa.

Então, qual é a diferença? Aqui vão algumas cruciais.


1. O líder inova enquanto o gestor administra

Um líder é aquele que surge com novas ideias e move o resto da organização numa direção que faz todos pensarem e olharem para frente. É uma pessoa que mantem a visão constantemente na linha do horizonte e desenvolve novas estratégias e táticas. É alguém que precisa ser conhecedor das mais recentes tendências, estudos e conjuntos de habilidades.

"Existem pessoas que apenas vão trabalhar e não pensam sobre as razões de estarem fazendo as coisas que estão fazendo ... e temos os líderes”, diz Gene Wade fundador e CEO da UniversityNow.

Por outro lado, os gestores mantem aquilo que já está estabelecido. São as pessoas que tem os olhos voltados para os resultados e controlam os mesmos para que não haja desordem dentro da organização.

De acordo com um dos maiores gurus da administração, Peter Druker, “Um gestor é alguém que estabelece alvos e metas apropriados, analisa, avalia e interpreta performances”.

Um gestor conhece a pessoa que trabalha ao seu lado e sabe qual pessoa é melhor para determinada tarefa.


2. O líder inspira confiança enquanto o gestor se baseia no controle

Wade diz que um líder é alguém que inspira as outras pessoas a buscarem o melhor de si mesmas e sabe como definir apropriadamente o ritmo e o compasso para o resto do grupo.

"Liderança não é o que você faz – é o que os outros fazem em resposta ao que você faz. Se ninguém aparece para a sua marcha, então você não é realmente um líder”, prossegue Wade.

Se as pessoas resolvem pular a bordo porque você as inspirou, isso significa que você conseguiu criar uma “liga” que une as pessoas com confiança dentro da organização, algo essencial especialmente se a organização estiver passando por rápidas mudanças e precisar que as pessoas acreditem nas suas respectivas missões.

Quanto aos gestores, escreveu Druker, seu trabalho é manter controle sobre as pessoas, ajudando-as a se desenvolverem e a usarem seus melhores talentos. Para fazer isso de forma eficaz, você precisa conhecer as pessoas com as quais está trabalhando e entender seus interesses, paixões e motivações.

O gestor “cria uma equipe a partir das pessoas de que dispõe, baseando-se em decisões de remuneração, função, promoções e comunicação com a equipe".

"Gerenciar projetos é uma coisa, dar poder para as pessoas é outra coisa”, completa Wade.


3. O líder pergunta “o que” e “por que”, o gestor pergunta “como” e “quando”

Para poder perguntar “o que” e “por que”, você tem que ser capaz de questionar os outros o motivo de certas coisas estarem acontecendo – e algumas vezes isso envolve desafiar seus superiores.

"Isso significa que essas pessoas (líderes) são capazes de questionar a alta gestão quando acham que algo a mais precisa ser feito pela empresa. Eu sempre digo aos meus camaradas que não espero estar certo o tempo todo. Eu espero errar muito", nos ensina Wade.

Se sua empresa comete falhas, o papel de um líder é chegar e dizer, “O que aprendemos com isso?” e “Como usamos essa informação para deixar nossos objetivos mais claros ou para ajustá-los”?

Ao invés disso, os gestores não pensam realmente sobre o que uma falha significa pondera Wade. O papel deles é perguntar “como” e “quando” e assegurar que todos executem o que foi planejado.

Druker escreveu que os gestores aceitam o status quo e funcionam mais como soldados no meio militar. Eles sabem quais planos e ordens são cruciais e seu trabalho é manter o foco nos objetivos atuais da empresa.

Embora os dois papéis sejam similares e “Os melhores gestores também sejam líderes”, para desempenhar ambos ao mesmo tempo você precisará se dedicar a cada um deles.

Então, vamos liderar as pessoas para pouparem mais para a aposentadoria porque se não fizermos isso nem o melhor gestor do mundo será capaz de sobreviver apenas com o benefício do INSS...... ?

Forte abraço,
Eder,


Fonte: Adaptado do artigo “3 Things That Separate Leaders From Managers” escrito por Vivian Giang para o Business Insider
Crédito de Imagem: www.executive-coaching-services.co.uk/leadership-training.html

terça-feira, 28 de agosto de 2012

O poder de persuasão de um "smiley face" e as contribuições adicionais para os fundos de pensão


De São Paulo, SP.

Contas. Todos nós as recebemos e toda empresa as envia aos clientes. Como podemos encorajar as pessoas a pagá-las em dia, usando lições de economia comportamental?

Uma empresa de energia elétrica nos EUA tentou inúmeras estratégias para encorajar seus clientes a pagarem em dia as contas de consumo de energia.

Primeiro, incluíram na conta uma comparação do consumo dos clientes com o consumo dos seus vizinhos (figura a seguir).


Então, as pessoas que tinham consumo acima da média se sentiram envergonhadas em gastar mais energia do que os outros ao seu redor e começaram a economizar. Boa notícia!

Mas, os consumidores que tinham consumo abaixo da média dos vizinhos, repentinamente perceberam que poderiam relaxar um pouco e viram seu consumo de energia subir ... em direção a média. Má notícia!

O que aconteceu?

As pessoas são facilmente persuadidas pelo que os outros estão fazendo, seja para o bem ou para o mal. Como vimos, a tentativa funcionou com os grandes “gastadores” de energia, mas não deu certo com os  consumidores “light”.

Então, a empresa de energia elétrica voltou a prancheta para verificar o que poderia fazer. Reconhecendo a força da influência decorrente do que os outros estão fazendo, tentaram uma nova tática.

Na comparação do consumo dos vizinhos enviada aos consumidores, incluíram um pequeno sinal nas contas dos consumidores gastando abaixo da média: incluíram um smiley face!

Binnngoooo!!!

Aqueles gastando menos energia do que seus vizinhos estavam agora recebendo o reconhecimento pelo esforço positivo em economizar e através desse gesto simples, encorajados a continuar com o bom hábito. O que de fato continuaram a fazer.

Não subestime o poder do :)

Quando estiver lidando com incentivo ao pagamento de contas em dia, você pode adotar a mesma lógica. Inclua um gráfico mostrando a quantidade média de dias que os clientes em geral levam para pagar as contas, em comparação com o prazo que levam os clientes da sua empresa, a XYZ Co (Figura abaixo).



As chances são que os clientes da sua empresa XYZ Co. sejam influenciados e mudem o comportamento, tendendo a pagar as contas no menor prazo médio mostrado no gráfico.

Por outro lado, para que os clientes que pagam as contas em prazo inferior a média não se sintam desestimulados (empresa ABC Co. na figura abaixo), você deverá incluir na conta deles um incentivo para continuidade do bom comportamento: um smiley.




E então, que tal enviar um boleto para recolhimento de contribuição adicional no plano de previdência complementar de seu fundo de pensão, mostrando que as contribuições para PGBL e VGBL estão “bombando”?

Para os participantes que já fazem contribuições adicionais, inclua um "sorriso" na comunicação.

Grande abraço e boa sorte,
Eder.



Fonte: Adapatado do artigo Getting your bills paid: The persuasive power of a smiley face escrito por Bri Willians
Crédito de Imagens: 4.bp.blogspot.com e Max Whittaker for the New York Times

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Aumento de Portabilidade na Previdência Aberta: Perguntar não ofende!


São Paulo, SP

De acordo com dados publicados há poucos dias na mídia, em 2012 aumentou em 60% a quantidade de participantes que resolveram portar seus saldos de conta de uma para outra Entidade Aberta de Previdência Complementar.

A Federação Nacional de Previdência Privada e Vida – Fenaprevi, associação que representa as empresas do setor, indica que nos seis primeiros meses de 2012 o valor transferido do plano de previdência de uma instituição para outra cresceu cerca de 59%.

“Mama mia”!!!

As projeções apontam para um recorde histórico de portabilidade. Ao final do ano, algo como R$ 6 bilhões terão trocado de mãos (de plano), comparados ao montante de pouco menos de R$ 4 bilhões em 2011.

“Ao que parece, o brasileiro está mais atento ao seu futuro e à evolução das reservas que acumula para a aposentadoria com aplicação em planos das modalidades PGBL e VGBL”, concluiu o jornalista de matéria publicada em um dos mais importantes jornais de economia do país.

“O movimento reflete a busca por taxas de administração e carregamento mais baixas em meio ao novo cenário de juros no Brasil”, completa o raciocínio.

Até aqui tudo bem, já que essa é uma explicação possível para o grande e súbito aumento nos movimentos recentes de portabilidade nos planos de entidades abertas.

Porém, tive que parar e analisar com mais cuidado o seguinte comentário de um dos principais executivos da Fenaprevi – Federação Nacional de Previdência Privada e Vida, a associação de empresas do setor: “Com a redução da Selic, muitas pessoas estão buscando melhores condições para acumular seus recursos". O movimento, na opinião dele, é importante para criar um mercado dinâmico e a portabilidade estimula a competição entre as empresas.

Será que eu entendi corretamente?

A associação de um setor, cujas empresas visam lucro, são ligadas predominantemente aos bancos (no Brasil) e tem que enfrentar metas de venda mais agressivas a cada ano, está enaltecendo as maravilhas da portabilidade por causa da redução de custos que traz para o participante??? Estimular competição, mercado dinâmico!

Possível, mas muuuuuito estranho....

Fiquei pensando, o que teria feito surgir essa repentina conscientização dos participantes (num período de 6 meses) sobre as virtudes do mecanismo de portabilidade?

Será que esse movimento de portabilidade é decorrente da mudança de planos dentro da mesma entidade aberta, que assim não estaria perdendo nenhum cliente?

Será que as próprias entidades abertas é que estão estimulando esse movimento frenético de portabilidade, incentivando (de alguma forma) os clientes a migrarem de um produto para outro?

Será que isso tema alguma coisa a ver com a criação da tão festejada (pela mesma Fenaprevi) Tábua de Mortalidade Brasileira, a BR-EMS, adotada nos novos produtos das entidades abertas?

Será que os clientes dos planos das entidades abertas sabem que receberão uma renda menor nos novos produtos de previdência aberta, estruturados com base na Tábua de Mortalidade BR-EMS, quando comparada a renda proporcionada pelos atuais produtos, baseados na Tábua de Mortalidade AT2000, usada até aqui pelo mercado de entidades abertas?

Bem, essas são apenas perguntas, mas confesso estar curiosíssimo para saber as respostas...

Forte abraço,

Eder.



Fonte: Eder Carvalhaes da Costa e Silva

Crédito de Imagem: www.adamtglass.com

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Não somos estúpidos. Apenas suscetíveis!

De São Paulo, SP

Você entra na Ofner para tomar um café e se depara com duas ofertas. Na primeira, é oferecida uma xícara de café 33% maior. Na segunda, é oferecido um desconto de 33% no preço da xícara de café.


Qual das duas ofertas é o melhor negócio?

“São praticamente iguais!” diria você, se pensasse como os estudantes que participaram de um novo estudo publicado no Journal of Marketing.

Mas ... você estaria errado.

As ofertas parecem equivalentes, mas, na realidade, um desconto de 33% é o mesmo que um aumento de 50 por cento na quantidade.

Vamos a matemática: digamos que uma xícara padrão de café custe R$ 1 e tenha 3 mililitros (R$ 0,33 por mililitro). A primeira oferta lhe dá 4 mililitros por R$ 1 (R$ 0,25 por mililitro) enquanto a segunda lhe dá 3 mililitros por 66 centavos (R$ 0,22 por mililitro).

O pulo do gato: conseguir algo a mais “de graça” faz você se sentir melhor do que conseguir a mesma coisa pagando menos.

As implicações desse simples fato são enormes.

Vendendo cereais? Não fale de desconto. Fale sobre quanto aumentou o tamanho da caixa! Vendendo um carro? Deixe de lado o consumo em km/litro. Fale sobre quantos km se consegue rodar a mais devido ao tamanho do tanque de combustível.

Por isso os vendedores de PGBL só falam da taxa de carregamento zero e “pulam” a taxa de administração financeira!

Há dois grandes motivos pelos quais esse tipo de truque funciona.

Primeiro: os consumidores não tem a mínima ideia de quanto custa qualquer coisa, por isso, para tomar decisões, se baseiam em partes do cérebro que não são estritamente quantitativas.

Segundo: apesar nós humanos gastarmos em reais, tomamos decisões baseados em fatores e raciocínios que nos tornam meio analfabetos em matemática, incapazes de lidar com números.

Pense nisso quando for comprar um plano de previdência numa seguradora ou entidade aberta.

Abraço grande
Eder.  

Fonte: Adaptado do artigo "The 11 Ways That Consumers Are Hopeless at Math", escrito por Derek Thompson
Crédito de Imagem: Avadhut Hembade


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Cuidados na Portabilidade

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