terça-feira, 5 de junho de 2018

O que fazer para a geração "Z” se interessar por previdência?





Crédito de Imagem: www.shareaction.org

De São Paulo,SP.


A “geração Z” é aquela nascida entre 1996 e 2010, após a do milênio.

É uma garotada que não quer trabalhar cortando a grama durante o verão. Querem mais é abrir uma “startup”, porque veem nas redes sociais empresas dando certo instantaneamente e jovens iguais a eles, de repente, virando milionários.

Eles preferem ter experiências a adquirir um carro, um apartamento ou bens materiais. São extremamente avessos a qualquer tipo de discriminação e são muito mais pragmáticos do que sonhadores.

A geração Z é escrupulosa, persistente, preocupada com privacidade e meio ansiosa. Acessa informação num piscar de olhos e perde o interesse com a mesma rapidez.

Em uma era de vídeos fugazes que duram poucos segundos no Vine e de fotos que somem num estalar de dedos no Snapchat, “dizemos aos anunciantes que se não se comunicarem em cinco palavras e com uma imagem grande, eles não falarão com essa geração”, afirma Dan Schawbel, sócio-diretor de uma consultoria de Nova York.

Como fazer então para que os membros mais velhos dessa turma, mal saídos do ensino médio, esses pré-adolescentes e adolescentes de hoje, se interessem pelo amanhã?

Vamos ver o que um desses garotos, na faixa de vinte e poucos anos nos diz? O guri demonstra conhecer o assunto. Ele sabe a importância de poupar e também sabe que o dinheiro do plano de previdência da sua empresa é investido no mundo a sua volta. Sente só: 



Nossa poupança é investida nas marcas que compramos, nos edifícios onde trabalhamos e na infraestrutura que usamos. Basicamente, em todas as paradas importantes! Só que o setor de fundos de pensão se comunica com a gente de uma forma muito seca, pouco inspiradora e nada estimulante.



Por que não conseguimos engajar os jovens? 

Faz de conta que você é da “geração Z” e dedica um momento do deu dia para se logar na plataforma do seu plano de previdência. Beleza … antes de mais nada, parabéns pelo interesse no seu futuro!

Então, na primeira tela que pipoca a sua frente, surge um lembrete para você atualizar o cadastro daqueles que receberão o benefício se você vier a morrer. Sentiu-se inspirado? Excitado? Vagamente animado?





Crédito de Imagem: www.alternativephysics.org 

Planos de previdência são uma ótima maneira de poupar, entregam retornos bem melhores do que se consegue obter nas cadernetas de poupança, mas ainda assim são envoltos em mistério para as pessoas comuns, ou seja, todo mundo.

Em nenhum outro setor os consumidores (todo mundo, de novo) se sentem tão irrelevantes. A culpa pela falta de poupança previdenciária é toda colocada no participante, que frequentemente é acusado de falta de cultura previdenciária, imediatismo, praticamente uma causa perdida.





Então, se você não se sente estimulado com a ideia de indicar alguém para receber seu dinheiro, caso você morra, qual a alternativa? 



 Se o exemplar da geração Z que eu tenho em casa – tenho um filho de 17 anos é um representante típico da categoria, a maneira de atrair a atenção dele, realmente, teria que ser outra.

Imagine que ao invés do “pop up” anterior ele recebesse uma notificação, tipo: “Você nos disse que se interessa por sustentabilidade. Sabe aquelas torres de energia eólica que você vê no caminho para o trabalho? Investimos naquele projeto com dinheiro das suas contribuições”.

Caramba! Pelo que eu conheço do Nikki, isso sim, seria atrativo.

Ajudar os participantes a enxergarem o impacto da poupança previdenciária deles em nossas vidas faria com que muitos se sentissem realmente “donos” dos investimentos. Quem sabe, até aumentassem suas contribuições.

A tecnologia melhora o tempo todo e com ela surgem inúmeros meios para nos mantermos conectados e aprendermos. Ainda assim, o setor de previdência complementar parece preso na idade das trevas. 



Se quisermos que os jovens vejam propósito em poupar o suficiente para terem uma aposentadoria descente, deveríamos ter uma previdência complementar digital, acessível, inovadora e que conectasse as pessoas emocionalmente com sua poupança de longo prazo, como algo real e impactante.


Os baixos níveis de engajamento dos jovens participantes dos planos de previdência corporativos de hoje, certamente estão nos dizendo que a forma que o sistema está buscando atualmente para engajá-los, não está funcionando.

A comunicação típica dos fundos de pensão é legalista, carregada de jargões e não consegue interagir emocionalmente com as pessoas, principalmente os jovens.

Somente 19% dos trabalhadores no Reino Unido, por exemplo, dizem estar satisfeitos com as estratégias atuais de comunicação do plano de previdência de suas empresas.

As evidências sugerem que as pessoas se importam, sim, para onde seu dinheiro está indo. Os participantes dos planos, geração Z à frente, estão interessados no impacto de sua poupança no mundo a sua volta.

Em vários países europeus os fundos de pensão possuem políticas de investimentos responsáveis (responsible investments) e oferecem portfólios com aplicações que se preocupam com os riscos ambientais, sociais e de governança (conceito de ESG – Environmental, Social and Governance). Isso está alinhado com uma forte preocupação das gerações mais jovens de participantes com essas questões.

Os fundos deveriam pesquisar seus participantes para descobrir e entender suas visões, como eles gostariam que seu dinheiro fosse investido, em que estão interessados. Isso permitiria que os fundos se comunicassem com os participantes de maneira que os engajasse.

Há uma oportunidade real de reposicionamento da comunicação e da imagem dos fundos de pensão, que leve a um forte engajamento das centenas de jovens que aderem a cada dia aos planos corporativos.

Para isso, a comunicação com os participantes não pode se limitar a um pacote de boas vindas quando eles entram no plano, aos extratos periódicos mostrando os saldos acumulados e aos relatórios anuais do fundo.

Em geral os fundos só vão se preocupar com o participante quando faltam 5 ou 10 anos para ele se aposentar. Além disso, é preocupante o fato de quase todos os fundos se basearem em suas plataformas online como fonte primária de informações para seus participantes.

Uma minoria de participantes acessa ativamente o website de seus fundos de pensão, onde a maior parte das informações sobre o plano está disponível. Novamente usando o Reino Unido como exemplo, lá, menos de 10% dos participantes está cadastrada no website do fundo de pensão (variando de 2% a 20% dos participantes).

Existe um espaço real para soluções digitais inovadoras na comunicação com os participantes. Para se tetr uma idéia, mais da metade dos milênios, que é uma geração anterior à geração Z, quer fazer seu planejamento financeiro em seus smartphones.

Para obter um maior engajamento dos jovens, os fundos deveriam investir muito mais em ferramentas digitais, como aplicativos para celular e comunicação de mão dupla com seus participantes. A informação deveria estar mais disponível e ser compartilhada via mídias sociais, permitindo que as pessoas buscassem informação com colegas e amigos.

Aplicativos bem sucedidos como o Instagram e o Snapchat funcionam compartilhando imagens. A poupança das pessoas voltada para previdência é investida no mundo real e muitos desses investimentos poderiam ser associados à imagens compartilháveis.

Fora do mundo da previdência complementar há inovações significativas sendo criadas no campo das fintechs, insurtechs e cia, mostrando como os serviços financeiros e seguros podem se tornar mais relevantes, disseminados e acessíveis.

Por que não trazer toda essa inovação para o campo da previdência complementar?

Abraço,
Eder.



Fonte: Adaptado do artigo “I Am 25 and I Want to Say Goodbye to Pensions of the Past”, escrito por Lauren Peacock e do Relatório “Pensions for the Next Generation: Communicating What Matters”, publicado  pela ONG Inglesa ShareAction.


sexta-feira, 18 de maio de 2018

Respostas ao menor teste de QI do mundo!





De São Paulo, SP. 

Se você não chegou a ler o post no qual comentamos sobre o menor teste de QI do mundo, seguem as três questões e as respectivas respostas do teste em que 50% dos estudantes de Harvard erram ao responder. 
Para aqueles que entendem inglês, assistam ao vídeo abaixo (desculpem, mas não tem legendas para aqueles que não conseguem acompanhar o inglês). 

Aqui estão todas as três questões do teste de QI e o gabarito das respostas:

1. O problema da bola e do taco 
Pergunta: Um taco e uma bola custam juntos R$ 1,10. O taco custa R$1,00 a mais que a bola. Quanto custa a bola?

Resposta: A bola custa 5 centavos. Você, provavelmente, respondeu 10 centavos, não foi? Tudo bem. Uma bola que custa 5 centavos mais um taco que custa R$ 1,05 levarão ao total de R$ 1,10. Note que R$ 1,05 é exatamente R$ 1,00 mais caro que os 5 centavos. Um estudo da Universidade de Princeton descobriu que as pessoas que responderam 10 centavos eram significativamente menos pacientes do que aquelas que acertaram a resposta. 

2. O problema da máquina que faz ferramentas 
Pergunta: Se 5 máquinas levam 5 minutos para fazer 5 ferramentas, quanto tempo levam 100 máquinas para fazer 100 ferramentas?
Resposta: Seriam necessários 5 minutos para 100 máquinas fazerem 100 ferramentas. Sua intuição pode leva-lo a achar que a resposta é 100 minutos. Olhando a pergunta com mais cuidado você notará que o aumento na quantidade de máquinas é o mesmo aumento na quantidade de ferramentas, portanto, o tempo fica o mesmo. 

3. O problema das Vitórias-Régias 
Pergunta: Um lago tem uma parte coberta por Vitórias-Régias. A cada dia as Vitórias-Régias dobram de tamanho. Se demora 48 dias para elas cobrirem o lago inteiro, quanto tempo levaria para cobrirem a metade do lago?
Resposta: As Vitórias-Régias cobririam metade do lago em 47 dias. Talvez você tenha respondido 24  dias porque é intuitivo dividir por dois o número de dias já que estamos dividindo pela metade a área do lago. Porém, se a área do lago coberta por Vitórias-Régias dobra a cada dia, levaria apenas um dia a mais para passar da metade do lago coberta para o lago inteiro coberto. Tire um dia de 48 dias e você chega a 47.
* * * * *
Pronto, não deixe de fazer aquela contribuição adicional para o plano de previdência complementar da sua empresa ou para seu plano individual se você errou ao menos uma das respostas.
Mas se você acertou todas as respostas, faça a mesma coisa para comemorar!

Grande abraço,
Eder.

terça-feira, 8 de maio de 2018

Se você não passar no menor teste de QI do mundo – com apenas três perguntas – faça contribuição para um plano de previdência complementar, combinado? Se passar, provavelmente já fez!



De São Paulo, SP.


Fazer um Teste de QI não precisa ser igual a enfrentar a maratona de perguntas que é passar por um exame de vestibular. O teste considerado o menor Teste de QI do mundo tem ao todo três perguntas. Sim, você pode fazer esse teste agora mesmo e já ir se gabar com seus amigos em menos de 30 minutos.


Perguntas Que Pregam Peça 

O Teste de QI com três perguntas é baseado no Teste de Reflexo Cognitivo - TRC (The Cognitive Reflection Test - CRT) e foi desenvolvido nos EUA pelo psicólogo Shane Frederick em 2005.

Em um trabalho publicado no “The Journal of Economic Perspectives”, Frederick nos explica que selecionou as três perguntas para desenvolver o TRC porque descobriu que todas elas induziam as pessoas a responderem impulsivamente e de forma errada.

Ou seja, as perguntas tornavam mais fácil para as pessoas tirarem conclusões rápidas ao invés de analisarem mais detidamente as questões, aparentemente simples de um mini-teste.

Essa espécie de armadilha mental por trás do TRC faz com que poucas pessoas consigam acertar na mosca cada uma das três perguntas.

Em janeiro de 2003 o TRC foi aplicado em 3.428 pessoas, em 35 sessões distintas, ao longo de um período de 26 meses. Durante o experimento, somente 17% dos estudantes das melhores universidades do mundo (como Yale e Harvard) conseguiram “gabaritar”, ou seja, acertar todas as questões do TRC.

Tendo por base àquela experiência de 26 meses, Frederick apresentou o TRC para o mundo em 2005. Esse pequeno teste foi desenhado para aferir a capacidade das pessoas ignorarem seus próprios instintos, que as induz a responderem impulsivamente, para pensarem e responderem mais racionalmente. 

Aqui estão todas as três questões do teste de QI

1. O problema da bola e do taco 
Um taco e uma bola custam juntos R$ 1,10. O taco custa R$1,00 a mais que a bola. Quanto custa a bola? 

2. O problema da máquina que faz ferramentas 
Se 5 máquinas levam 5 minutos para fazer 5 ferramentas, quanto tempo levam 100 máquinas para fazer 100 ferramentas? 

3. O problema das Vitórias-Régias 
Um lago tem uma parte coberta por Vitórias-Régias. A cada dia as Vitórias-Régias dobram de tamanho. Se demora 48 dias para elas cobrirem o lago inteiro, quanto tempo levaria para cobrirem a metade do lago?

Para saber as respostas corretas desse pequeno teste em que 50% dos estudantes de Harvard não respondem corretamente ... aguarde o próximo post no qual publicarei o gabarito.

Lembre-se do nosso acordo: se não acertar todas as três questões, você fará uma contribuição adicional para o plano de previdência complementar da sua empresa ou para seu plano individual.

Grande abraço. 
Eder.


Fonte: Adaptado do artigo “The World’s Shortest   IQ Test is Only Three Questions”, escrito por Joanie Faletto
Crédito de Imagem:   https://cdn-images-1.medium.com

sexta-feira, 20 de abril de 2018

De acordo com a ciência, essas são as idades em que você é o melhor em tudo, mas seja qual for sua idade, poupe para seu futuro


De São Paulo, SP.


Na medida em que envelhecemos é fácil achar que nossos melhores anos ficaram para trás. Não se engane! Para certas habilidades – obviamente – isso é verdade. Porém, ao vermos os anos passarem, também há motivos para se animar.

A cada ano você vai ficando mais perto do seu pico de felicidade, de habilidade matemática ou de satisfação com seu corpo. Alegre-se!

Hi, I ‘m seven years old!

As pessoas passam por vários “picos” ao longo da vida. O primeiro começa do 2º ano do ensino básico, quando a habilidade de aprender línguas parece decolar. É muito mais fácil para uma criança aprender uma língua do que para os adultos. A habilidade de aprender uma nova língua atinge o pico aos sete anos de idade e para a maioria das pessoas esse pico acontece sempre antes da puberdade.

Pelo menos para os americanos, a idade em que a chance de morrer é menor ocorre aos 9 anos. De cada 10.000 crianças com nove anos de idade, 9.998 chegarão aos 10 anos.

As mulheres são maios atraentes para os homens aos 22 anos de idade. Um dos fundadores de um site de namoros chamado “Okcupid” citou estatísticas mostrando que a preferencia dos homens pelas mulheres na faixa de 20 anos parece se manter constante mesmo quando envelhecem.

De acordo com um estudo feito em 2010, a habilidade de aprender — e de lembrar — novos nomes, atinge o pico aos 22 anos. Infelizmente, no entanto, nossa habilidade de lembrar o rosto das pessoas não coincide com a lembrança dos seus nomes. Mais uma década vai ter passado antes que você atinja seu pico nessa habilidade: as pessoas mais se lembram do rosto dos outros aos 32 anos.

A força física atinge o pico aos 25 anos e seus músculos praticamente mantem essa força nos 10 a 15 anos seguintes
 
Cavalheiros e Damas


Na maioria dos casos, as idades em que atingimos os picos não dependem do gênero, sendo a mesma para homens e mulheres. Não obstante, a idade na qual você atingirá seu maior salário tem uma discrepância de gênero relativamente grande — as mulheres chegam ao salário pico na idade de 39 enquanto para os homens isso acontece aos 48. Ambos os sexos alcançam o pico de sua capacidade aritmética aos 50 anos.

Um ano depois, aos 51 de idade, é quando as pessoas são melhores para entender as emoções dos outros. O pico do vocabulário acontece aos 69 anos de idade, o pico da satisfação com o corpo aos 74 e por ultimo na linha do tempo, está o pico psicológico do bem estar, atingido quando chegamos aos 82 anos de idade (adolescentes, morram de inveja!).

A auto estima dos homens atinge o pico nos primeiros anos da 80ª década enquanto a das mulheres continua a aumentar além dos 85 anos de idade.

Existe uma qualidade que atinge o pico duas vezes ao longo de nossa existência, essa qualidade é a satisfação com a vida em geral. Uma pesquisa descobriu que esse pico acontece quando temos 23 anos de idade e volta a ocorrer na idade de 69 anos. Portanto, tenha isso em mente.

Um estudo feito na Alemanha com 23.000 pessoas mostrou que pessoas com 23 anos de idade pareciam particularmente felizes e satisfeitas com suas vidas.

Agora, se você quiser ter uma aposentadoria tranquila, procure atingir todo ano o pico de sua poupança para o futuro. Você não terá uma segunda chance nesse caso.
 
Veja um resumo disso tudo no vídeo abaixo.
 
 
Abraço,
Eder.
 
 
Fonte: Adaptado do artigo “These Are The Ages You Peak at Everything, According to Science “, escrito por Joanie Faletto.
 
Crédito de imagem: www.psicologiamsn.com


  


 
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