quinta-feira, 9 de setembro de 2021

EXTRA-EXTRA: VISA ANUNCIA QUE VAI OFERECER SERVIÇOS COM CRYPTOMOEDAS PARA AS PLATAFORMAS DOS BANCOS NO BRASIL

 



De São Paulo, SP.

O Vice-Presidente de novos negócios da VISA no Brasil, Eduardo Abreu, disse ontem que a administradora de cartões pretende fazer parcerias com os bancos tradicionais no país, possibilitando uma gama de serviços financeiros com cryptomoedas. Disse mais, informou que a VISA está desenvolvendo apps unindo os bancos tradicionais aos produtos da cryptoeconomia. 


Isso significa que a VISA está trazendo para o mercado Brasileiro seus cartões que permitem pagamentos com cryptomoedas, tipo Bitcoin (BTC) e outras. Significa, também, que a integração direta do cartão com pagamentos em BTC tornará possível por exemplo, que os clientes façam investimentos diretamente em cryptomoedas e ETF (fundos de índices) integrados nas plataformas dos bancos parceiros, sem nenhum intermediário.

A plataforma de pagamento direto em BTC no Brasil, sendo testada pela VISA, tornara possível a transferência de BTC entre contas-carteiras digitais (wallets). 

Apenas nos seis primeiros meses de 2021 mais de US$ 1 Bilhão foram gastos globalmente pelos consumidores usando cartões VISA que permitem pagamentos em cryptos. A VISA tem uma parceria global com o ANCHORAGE, um banco totalmente regulado que faz custodia de cryptoativos e NFTs. A MASTERCAD divulgou uma pesquisa mostrando que 93% dos americanos estão procurando usar cryptomoedas e outros meios de pagamentos digitais. 

Há cerca de um ano venho escrevendo sobre as oportunidades imensas e as inevitáveis transformações que os cryptoativos trarão para o segmento dos fundos de pensão. O conselho deliberativo do seu fundo de pensão estas acompanhando essa evolução de perto?


Grande abraço,

Eder.


Fonte: Visa Announces Plans To Offer A Host Of Crypto Services In Brazil, escrito por Amara Khatri.


TE CONTEI? O QUE É O “GREAT RESIGNATION” E O QUE ISSO SIGNIFICA PARA O MUNDO CORPORATIVO

 

 

De São Paulo, SP.


O QUE ESTÁ ACONTECENDO: 

Um ano e meio adentro da pandemia do Covid-19, milhões de pessoas estão pedindo demissão e seguindo em frente, deixando as empresas com dificuldade para preencher as vagas abertas. O termo “great resignation” foi cunhado nesse contexto e significa algo tipo: “a grande renúncia”. Metade dos empregados nos EUA está procurando emprego ativamente ou passivamente, aberta a ofertas e trabalho. Mas por qual razão?

 

POR QUE ISSO É IMPORTANTE: 

Pesquisa da Gallup mostra que: em abril/2020, 50% dos empregados acreditavam que suas empresas se preocupavam com seu bem-estar, em março/2021 apenas 33% ainda acreditavam nisso. Será que a exigência de retorno ao trabalho nos escritórios, no mundo pós-Covid19, está mostrando aos empregados que o importante para as empresas nunca foi propriamente o bem-estar do indivíduo, da pessoa em si, mas sim o bem-estar do empregado (mão-de-obra que produz)? Ou será que as pessoas se deram conta do quão efêmera é a vida e simplesmente fizeram um “downgrade” na prioridade que o emprego tem para elas? Seja lá qual for a razão, a verdade é que pela primeira vez na história o protagonismo sobre o futuro do trabalho parece estar na mão dos empregados e não das empresas.


CONCLUSÃO: 

Essa pandemia e a revolução tecnológica que vivemos, diferentemente do contexto das pandemias anteriores, serão um divisor de águas na historia humana e seus desdobramentos, apesar de serem hoje imprevisíveis, afetarão de modo indelével o atual modelo de negócios dos fundos de pensão. 


Grande abraço,

Eder.


 

Fonte: 4 ways employers can avoid the 'Great Resignation', escrito por Paul O'Reilly-Hyland



domingo, 5 de setembro de 2021

TE CONTEI? A MAIORIA DOS FUNDOS QUE DIZ SE PREOCUPAR COM MUDANÇAS CIMÁTICAS ESTÁ DESALINHADA COM O ACORDO DE PARIS

 



De São Paulo, SP.

 

O QUE ESTÁ ACONTECENDO: 

A “InfluenceMap”, “think-tank” especializado em mudanças climáticas, analisou mais de 730 fundos de investimentos “temáticos” com patrimônio total de US$ 330 bilhões, equivalentes a £$ 240 bilhões. Separou os fundos em duas categorias: 593 fundos foram classificados como ESG e os outros 130 com temas relacionados às mudanças climáticas. O estudo mostrou que mais da metade deles está totalmente desalinhada com as metas definidas na COP21, sendo que os maiores scores negativos ficaram com os fundos da State Street, UBS e BlackRock. 

 

POR QUE ISSO É IMPORTANTE: 

Eu tenho a mesma preocupação colocada pelo Daan Van Acker, analista da InfluenceMap, que disse: “… o lançamento de fundos ESG e relacionados ao clima explodiu nos últimos anos e o mesmo aconteceu com as preocupações dos investidores e reguladores com transparência e greenwashing”. Disse mais: “... a falta de consistência e clareza torna difícil para os investidores determinar o que significa na prática, a descrição desses fundos”. Há uma tendência nos países desenvolvidos, de planos de benefícios definidos substituírem suas carteiras de ações por títulos de renda fixa corporativos (privados). O foco se voltará, então, para o posicionamento das empresas sobre as questões ambientais, sociais e de governança.


CONCLUSÃO: 

De um lado, fundos de pensão e gestores de investimentos serão pressionados a avaliar cuidadosamente a atitude das companhias em relação aos riscos de transição para uma economia de baixo carbono. Do outro, os reguladores serão levados a aprovar regras obrigando bancos e gestores a serem mais transparentes na divulgação dos investimentos focados em ESG e mudanças climáticas.


Grande abraço,

Eder.



Fonte: Majority of climate-themed funds are misaligned with Paris goals, escrito por Maria Espadinha.



 


quinta-feira, 2 de setembro de 2021

TE CONTEI? NA LISTA DAS 500 MAIORES EMPRESAS DO MUNDO PUBLICADA PELA REVISTA FORBES, A CHINA GANHA DOS EUA




De São Paulo, SP.


O QUE ESTÁ ACONTECENDO: 

No mês passado foi divulgada pela Forbes a lista 2021 Global 500. Pelo segundo ano seguido a China Continental (inclui Hong Kong, mas exclui Taiwan) com 135 empresas, ficou na frente dos EUA que tem 122. Na lista do ano passado eram 124 para a China contra 121 para os EUA. Se as empresas de Taiwan fossem adicionadas, a China teria 143 empresas na lista em 2021 e 133 em 2020. Não é muito obvia a razão da China, uma economia de US$ 15T, ter na lista das maiores empresas da Forbes 13 empresas a mais do que os EUA que é uma economia de US$ 21T, mas isso se deve ao critério da Forbes cujo ranking das empresas é baseado em receita de venda anual, nada a ver com competitividade ou qualidade.


POR QUE ISSO É IMPORTANTE: 

Das 135 grandes empresas chinesas, 93 pertencem ao governo e apenas 42 são privadas. Nenhuma das 122 grandes empresas americanas pertence ao governo. Nicholas Nardy do Peterson Institute of International Economics mostrou num estudo de 2014 intitulado “Markets over Mao”, que até 2012 as empresas privadas contribuíam com cerca de 70% do PIB da China. Porém, em seu livro “The State Strickes Back” de 2019, Nardy comenta que a partir de 2012, ano em que Xi Jinping ascendeu ao poder, isso mudou e o Estado retomou o controle da alocação de recursos em detrimento ao mercado. 


CONCLUSÃO: 

De acordo com o chefe do escritório do Financial Times em Shangai, Gabriel Wildau, não é que os líderes chineses tenham perdido a fé em aprofundar as reformas de mercado em direção ao capitalismo americano. Xi e a alta cúpula do regime entendem muito bem o mercado, a ponto de saber que ele é uma ameaça para o partido comunista e seu sistema político ...    


Grande abraço,

Eder.



Fonte: EastWorld, Clay Chandler


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