segunda-feira, 12 de junho de 2023

UMA HISTÓRIA SOBRE CURIOSIDADE: PORQUE ELA É IMPRESCINDIVEL PARA O PROGRESSO DOS FUNDOS DE PENSÃO?

 



"EU NÃO TENHO NENHUM TALENTO EM ESPECIAL. EU SOU APENAS APAIXONADO PELA CURIOSIDADE"
(Albert Einstein)

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De São Paulo, SP.



Uma história apócrifa, ou seja, com autor desconhecido, mostra porque sempre devemos questionar a razão de fazermos as coisas da maneira que fazemos.

... uma menininha, que prestava a atenção enquanto sua mãe preparava um leitão para uma reunião em família, notou que a mãe cortou e descartou os dois extremos antes de levar a peça ao forno.

Curiosa, a menina perguntou: “mamãe, por que você corta e joga fora os dois lados do leitãozinho?”

“Hmmmm ... eu acho que é porque ajuda a absorver os temperos enquanto está assando e também permite que o calor entre pelas laterais. Minha mãe sempre fazia assim, então eu sempre corto as extremidades”, respondeu ela.

Sem uma resposta completa, a menininha telefona para a avó e pergunta: “Vovó, a mamãe está cozinhando um leitão e cortou as extremidades antes de colocar dentro do forno, você sabe porque ela faz isso?”

“Não tenho muita certeza minha querida, mas presumo que seja para manter o tempero dentro do leitão, mas também pode ser porque as extremidades não têm tanto gosto e são partes ruins para cozinhar. Eu aprendi a cozinhar com minha mãe, você deveria perguntar isso para ela”, responde a avó.

Então, a menina inquisitiva telefona para a bisavó e pergunta: “Bisa, minha mãe e a mãe dela cortam as duas extremidades do leitão antes de cozinhar, porque elas fazem isso. É para manter o tempero dentro do leitão, para ajudar a cozinhar a peça inteira ou por que os lados têm gosto ruim?”

A bisavó dá uma risada e diz: “Oh, não meu amor, nós sempre tivemos um forno minúsculo e a única forma do leitão caber lá dentro era essa”.


Essa pode não ser a melhor história do mundo, mas é reveladora.

Muito do mundo que se encontra à nossa volta funciona da maneira que funciona porque sempre foi assim.

Quantas coisas existem apenas porque ninguém questiona, apenas repete algo que aprenderam da maneira que aprenderam.

Que soluções, hoje inexistentes, criaríamos para poupar visando um futuro mais seguro? Quanto das soluções que adotamos hoje, como os atuais planos de previdência complementar e fundos de pensão, são remanescentes de um passado que nunca nos demos ao trabalho de questionar?

Uma coisa é certa, o que puxa o progresso é a curiosidade e explicações sobre a razão de adotarmos processos ruins para resolver os problemas, raramente refletem a verdade, são apenas desculpas mais palatáveis.

Pense nisso antes de adotar uma solução para seus empregados (e você mesmo) buscarem segurança financeira futura.

Abraço grande,

Eder.



Fonte: Tom Goowin


quinta-feira, 8 de junho de 2023

A LIÇÃO DE ISAAC ASIMOV PARA SE OBTER SEGURANÇA FINANCEIRA

 


De São Paulo, SP.

Em 21 de outubro de 1980 Isaac Asimov foi convidado para o programa de entrevistas de David Letterman, então na NBC.

Depois de ser apresentado para a audiencia como "alguém que acabou de escrever seu 221o livro", Letterman perguntou qual o segredo de Asimov para escrever tantos livros.

"É simples", explicou Asimov, "eu levanto de manhã, sento e escrevo e quando paro de escrever, vou para a cama.

Esse é o efeito magico de persistencia e disciplina, mas consistencia é apenas um dos muito fatores que levaram Asimov a atingir essa marca. Por trás das cortinas algo extremamente poderoso o ajudou: ”o tempo”.

Asimov começou a escrever ficção cientifica em 1939. Quarenta anos depois, ele continuava escrevendo.

Ações pequenas e quase imperceptiveis podem fazer uma grande diferença quando se acrescenta tempo.

Quando alguem fala em poupar pequenas quantias, digamos R$ 50 todo mês, parece que não ajudará em nada a se obter um futuro melhor. Mas na medida em que os meses se tornam anos e os anos se tornam décadas, pequenos montantes poupados repetidamente vão se acumulando.

Coisas negativas tambem se acumulam. Fumar, ainda que uns poucos cigarros por dia, não é grande coisa, mas fazer isso por trinta, quarenta anos pode ter um efeito pernicioso sobre sua saude.

Hábito e disciplina mental são a base do comprometimento para poupar e é isso que diferencia do rebanho aqueles que terão segurança financeira no longo p m 21 de outubro de 1980 Isaac Asimov foi convidado para o programa de entrevistas de David Letterman, então na NBC.

Depois de ser apresentado para a audiencia como "alguém que acabou de escrever seu 221o livro", Letterman perguntou qual o segredo de Asimov para escrever tantos livros.

"É simples", explicou Asimov, "eu levanto de manhã, sento e escrevo e quando paro de escrever, vou para a cama".

Esse é o efeito magico de persistencia disciplina, mas consistencia é apenas um dos muito fatores que levaram Asimov a atingir essa marca. Por trás das cortinas algo extremamente poderoso o ajudou: ”o tempo”.

Asimov começou a escrever ficção cientifica em 1939. Quarenta anos depois, ele continuava escrevendo.

Ações pequenas e quase imperceptiveis podem fazer uma grande diferença quando se acrescenta tempo.

Quando alguem fala em poupar pequenas quantias, digamos R$ 50 todo mês, parece que não ajudará em nada a se obter um futuro melhor. Mas na medida em que os meses se tornam anos e os anos se tornam décadas, pequenos montantes poupados repetidamente vão se acumulando.

Coisas negativas tambem se acumulam. Fumar, ainda que uns poucos cigarros por dia, não é grande coisa, mas fazer isso por trinta, quarenta anos pode ter um efeito pernicioso sobre sua saude.

Hábito e disciplina mental são a base do comprometimento para poupar e é isso que diferencia do rebanho aqueles que terão segurança financeira no longo prazo.

Grande abraço,

Eder.


quarta-feira, 10 de maio de 2023

Os indivíduos são a próxima grande classe de ativos. Você precisa ser o dono do seu talento.

 


"FIQUE LONGE DE PESSOAS NEGATIVAS. ELAS TEM UM PROBLEMA PARA CADA SOLUÇÃO" (Albert Einstein)

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São Paulo, SP.

“O capital está crescendo no mundo como forma de poder, já tem bastante, mas terá muito mais”. Não, essa não é uma frase de Karl Marx. É uma frase de Sam Altman, o cara que fundou a OpenAI, que criou o ChatGPT.

Numa entrevista com Bari Weiss – editora da “Free Press” – Altman disse:

“Ao longo do tempo, a mudança da alavancagem do trabalho para o capital foi se tornando mais e mais extrema devido a tecnologia e isso é ruim, posso imaginar tecnologias como IA (Inteligência Artificial) forçando isso cada vez mais”


Sam Altman - CEO da OpenAi

Altman estava se referindo a uma tendência mais abrangente, que vem evoluindo desde o começo da revolução industrial. Aqueles que controlam as máquinas tem mais poder do que aqueles que operam as máquinas e consumem seus produtos.

No Século XX, a mudança do poder foi moderada pela introdução dos direitos dos trabalhadores e outras legislações sociais. Isso aconteceu porque os donos do capital dependiam de milhões de trabalhadores para produzir os bens e talvez, mais importante, para lutar nas guerras.

Mas na medida em que a produção e as guerras se tornam menos dependentes da mão de obra, fica difícil enxergar o que pode manter o equilíbrio do poder entre capital e trabalho e impedir que comece a pender cada vez mais para o lado do capital.

Não está claro a maneira como as coisas irão se desdobrar, mas uma coisa é certa: você precisa estar do lado do capital.

Historicamente as “pessoas comuns” buscavam capital através do emprego no mundo corporativo e investindo sua poupança em ações, investindo através dos bancos, comprando suas casas e poupando em planos de previdência complementar.

No futuro, ter emprego numa empresa e poupar algum dinheiro vai se tornar cada vez mais difícil e desafiador.

A boa notícia é que haverá novos meios para acumulação de capital. Para acumular capital $$$ no futuro você não precisará ser dono de uma máquina ou de uma grande extensão de terra. Você poderá produzir conteúdo, ter propriedade intelectual do que produzir ou mesmo uma lista de pessoas – audiência, consumidores. Ou poderá investir em alguém que tenha.

Os indivíduos são a próxima grande classe de ativos. Os investimentos evoluirão, ao invés de investirmos em empresas, num portfólio de ações, investiremos diretamente em pessoas, em um portfólio de pessoas, talentos individuais, fragmentos de propriedade intelectual.

Tecnologias como IA podem tornar essa ralidade mais crucial e viável. Podem permitir que indivíduos acumulem capital mais facilmente ao serem donos de partes de ideias e projetos.

No passado, os ricos e as pessoas comuns investiam em coisas completamente diferentes umas das outras. Isso também está mudando. A maior diferença hoje em dia não é no que as pessoas investem, mas sim quando investem.

As pessoas ricas investem no começo – antes de uma empresa lançar seu primeiro produto, antes de um prédio ser construído. Todas as outras pessoas chegam depois, quando a maior parte do valor já foi criado e o risco do negócio já diminuiu.

Para ter chance de acumular capital, daqui para a frente, as pessoas “comuns” terão que investir mais cedo – assumir mais riscos. Temos que considerar que muitas das nossas apostas darão errado.

Isso contrasta com aquilo que nossos pais e avós faziam. Eles investiam em coisas “seguras”, compravam uma casa ou adquiriam ações da GE nos anos 60. Eles investiam em coisas “certas” em busca de segurança financeira futura. Nós teremos que investir em coisas “incertas”. Não para ficarmos ricos, mas para termos a chance de possuir, de ser dono de alguma coisa.

Precisamos de abordagens totalmente novas para poupar e investir para a aposentadoria. Precisamos de modelos de fundos de pensão, de planos de previdência complementar, inteiramente diferentes dos atuais, novos modelos que permitam às pessoas “ter” um pedaço ou parte das coisas e ideias que seu trabalho produza.

Esse conceito não é novo. Nas últimas décadas tentou-se fazer isso através de planos de stock options, que as empresas davam aos empregados. Agora, precisamos experimentar coisas novas.

Da tokenização de comunidades, a projetos em que os participantes controlam a governança e receitas futuras através de NFTs, governos, empresas e fundos de pensão precisam acordar e encorajar novas experiências desse tipo.

Por isso mergulhei fundo na economia da criptografia, na tecnologia do blockchain, nas suas inovações e nos seus desdobramentos, tipo Web3, NFTs – Non-Fungible Tokens, DAOs – Descentralized Autonomous Organizations etc.



A evolução dos fundos de pensão virá daí e quem acha que “crypto” (cryptomoedas) tem a ver apenas com $$$ está enganado. Meu cartão da Binance - que chegou essa semana (foto da capa desse artigo) - é na verdade um cartão de crédito que pode ser usado para comprar qualquer coisa e pagar com cryptomoedas.

É preciso entender como essas coisas funcionam se você quiser chegar no futuro antes que ele chegue até você...

Por hoje, é isso.

Embarco amanhã para a Filadélfia, vou assistir a formatura de mestrado do meu filho caçula. Ele e a irmã terminaram a universidade no meio da pandemia, não houve cerimonia de graduação. Será a primeira vez, em quase quatro anos, que meus filhos, minha esposa e eu estaremos fisicamente juntos. É um bom motivo para fazer uma pausa nos artigos e posts.

Um excelente mês de maio para todos! Quando eu retornar em junho, vamos construir juntos o futuro dos fundos de pensão.


Grande abraço,

Eder.


Fonte: You Have to Own, escrito por Dror Poleg


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