quinta-feira, 7 de março de 2013

Como seu cérebro pode prever o sucesso de uma campanha para divulgação do plano de previdência da sua empresa


De São Paulo, SP.

Nenhum dos grandes estúdios de Hollywood comenta, mas Fox, Paramount e alguns outros que tiveram suas produções na lista de candidatos ao Oscar de Melhor Filme de 2013, estão usando pesquisas de neurociência para testar de forma confiável, direta e em tempo real a reação (não consciente) de pessoas como a minha mãe, que adoram ir ao cinema.

Tudo começou com os estudos desenvolvidos por uma empresa norte-americana na área de neurociência, a Innerscope Research.

A turma da Innerscope mostrou 40 trailers de filmes, entre 2010 e 2012, para um Grupo de Teste com 1.000 indivíduos. Os trailers estavam “mascarados” no meio de anúncios, propagandas, comerciais, vídeos e conteúdo de Internet de vários clientes para os quais a Innerscope testava a reação do público aos estímulos emocionais causados pelas várias peças.

Os indivíduos do teste usaram “cintos biométricos” para capturar os estímulos e medir a “atenção emocional”, com sensores grudados na pele para monitorar o nível de suor, o ritmo da respiração e as respostas motoras. Todas as informações biométricas eram complementadas com dados de um dispositivo denominado em inglês de “eye tracking”, que mede a atenção visual (i.e. a direção para onde os olhos estão apontando).

Cada trailer foi mostrado com antecedência de seis a oito semanas do lançamento do filme e ao cruzar os dados posteriormente, a Innerscope comprovou haver uma forte correlação entre as reações emocionais que as pessoas demonstraram assistindo ao trailer e o subsequente nível de sucesso de bilheteria do filme.

Oito semanas é tempo suficiente para modificar um trailer antes do lançamento, baseado na experiência emocional demonstrada pela reação do público, para acrescentar componentes que faltam e reintroduzir o trailer no mercado assegurando uma melhor “performance” da campanha de promoção do filme na semana de lançamento.

De acordo com as descobertas da Innerscope, se o trailer de um filme não for capaz de atingir determinado patamar de engajamento emocional (65 pontos na escala do estudo), haverá grande chance de gerar receitas inferiores a US$ 10 milhões na semana de lançamento do filme. Já um filme cujo trailer exceder os 80 pontos, muito provavelmente alcançará mais de US$ 20 milhões de bilheteria no primeiro final de semana.

Veja através do link abaixo, o nível de engajamento emocional das pessoas que assistiram o trailer do filme Piratas do Caribe (preste atenção no cursor que percorre a curva mostrada na tela).

Emotional Engagement with Pirates 4

Há outros aspectos, entretanto, que não podem ser desconsiderados, conforme ensina Melissa Mullen, ex-Diretora Global de Pesquisas Cinematográficas da Fox Entertainment Group:

“Um estúdio de cinema pode usar pesquisas de neuromarketing para produzir o melhor trailer que os consumidores poderiam assistir, mas isso precisa vir acompanhado de uma excelente campanha de marketing, com gastos em publicidade e promoção e criação de um zum-zum-zum sobre o filme a ser lançado. Não importa o quanto a audiência goste de um trailer, se os consumidores não souberem da existência do filme a bilheteria não será um sucesso na semana de lançamento”.

Pois é, porque os fundos de pensão não usam essas inovações antes do lançamento de novos planos de previdência complementar?

A campanha de divulgação sempre conta com uma apresentação de slides em PowerPoint e a reação dos futuros participantes à apresentação poderia ser previamente testada.

Porque não? Os métodos tradicionais nós já conhecemos. Está na hora de inovar!!!

Forte abraço,
Eder.



Fonte: Adaptado do artigo “How Your Brain Can Predict Blockbusters”, escrito por Kevin Randall para Fast Company.

Crédito de Imagem: Brain Maze- GrandeDuc via Shutterstock

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Quanto tempo você acha que vai viver? Depende...



De São Paulo, SP

Quando foi pedido para um grupo de pessoas que estimassem a chance de viverem até a idade de 85 anos, a resposta foi que tinham 55% de possibilidade (em média) de chegar até lá.

Porém, quando se perguntou para outro grupo qual seria a chance de morrerem antes de atingirem a idade de 85 anos, a resposta foi que tinham 68% de possibilidade (em média) disso acontecer. Esse resultado equivale a dizer que há 32% de possibilidade de viverem até a idade de 85 anos.

Esse estudo foi feito pelo Professor John W. Payne da Duke University e mostra que um fenômeno psicológico conhecido em inglês por “framing”, ou seja, a forma pela qual uma pergunta é feita afeta a resposta que se obtém.

No exemplo acima, as pessoas enxergam sob uma ótica positiva o conceito de “viver” até certa idade e negativa o conceito de “morrer” antes de determinado ponto na vida. Como resultado, a expectativa de vida tende a ser menor no segundo caso.

Em resumo, a expectativa de vida é uma crença construída em nossa mente. Curioso, não acha?

Quem quiser fazer o "download" do estudo completo, basta acessar o link a seguir:

Life Expectancy as a Constructed Belief: Evidence of a Live-To or Die-By Framing Effect


Abraço grande,
Eder.


Fonte: The Daily Stat – Harvard Business Review http://web.hbr.org/email/archive/dailystat.php?date=021313

Crédito de Imagem: wppts.com

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Associações de seguradoras acusam o Brasil de protecionismo no mercado de resseguro


De São Paulo, SP.

Um grupo de associações de seguradoras, predominantemente norte-americanas, está pressionando o Brasil a abrir definitivamente o mercado interno de resseguros.

O grupo é formado pela American Council of Life Insurers (ACLI), American Insurance Association (AIA), Association of Bermuda Insurers & Reinsurers (ABIR), General Insurance Association of Japan (GIAJ), Property Casualty Insurers Association of America (PCI), Reinsurance Association of America (RAA), e pelo The Council of Insurance Agents & Brokers.

O grupo acusa o governo Brasileiro de práticas protecionistas no setor de resseguros e critica Resoluções do CNSP – Conselho Nacional de Seguros Privados.

Mais especificamente, pedem a revogação da Resolução CNSP nº 232/2011 (que proíbe transações dentro do mesmo grupo econômico) e da Resolução CNSP nº 225/2010 (que assegura certa reserva de mercado em detrimento de ordens preferenciais).

Ainda, aplaudem um relatório cujo título é “Brazil: Detailed Assessment of Observance of Insurance Core Principles of the International Association of Insurance Supervisors”, através do qual o FMI – Fundo Monetário Internacional demonstra que a regulamentação brasileira dificulta o acesso de companhias estrangeiras ao mercado nacional, prejudica o crescimento econômico do país e impõe barreiras a uma saudável diversificação de riscos.

Quem quiser ler o artigo original, siga o link abaixo:

Link para a matéria original


A boa notícia é que o mercado brasileiro deve estar ficando a cada dia, mais apetitoso. A má notícia é que ainda há mesmo um resquício de protecionismo e isso prejudica tu, nós, vós e eles, na medida em que tais barreiras impedem a plena competição e a consequente queda nos preços de tudo quanto é seguro no Brasil.

Ou seja, todos pagamos mais caro por seguro de casa, de carro, passagens aéreas, energia elétrica, passeios turísticos, transporte de carga ...

Forte abraço,

Eder.



Fonte: Adaptado do artigo “Insurance Associations Welcome IMF Report on Brazil Reinsurance Market”, publicado no “Insurance Journal”.

Crédito de Imagem: Seguro em Foco - www.segfoco.com.br

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Minha lista de adolescente: 20 coisas pra fazer antes dos 20 anos


De São Paulo, SP.

Há uma boa razão para que os filmes voltados para adolescentes sejam cheios de aventuras e desventuras:

“A adolescência é a época ideal para fazermos coisas iradas, doidas mesmo, divertidas pra caramba, impensadas e totalmente inconsequentes que nós (provavelmente) nunca mais fariamos depois de adultos”

Você só vive uma vez, já nos ensina o acrônimo em inglês #YOLO (You Only Live Once).

Além disso, nós só somos adolescentes uma vez na vida, portanto, façam com que esses anos sejam sempre lembrados pela forte amizade e gostosa liberdade dessa fase. Da minha eu não esqueço nunca...

Antes que vocês, que já estão trabalhando e fazendo parte do mercado de trabalho, oficialmente atinjam a maioridade e completem 20 anos de idade, façam uma lista de todas as coisas que vocês querem fazer e morrem de vontade de experimentar.

Sempre quis conhecer um lugar paradisíaco, sempre tive vontade de participar de um “flash mob”, ou de dar um daqueles beijos épicos de novela em alguém por quem estou apaixonado?

Wikipidia: Flash Mobs são aglomerações instantâneas de pessoas em certo lugar para realizar determinada ação inusitada previamente combinada, estas se dispersando tão rapidamente quanto se reuniram. A expressão geralmente se aplica a reuniões organizadas através de e-mails ou mídias sociais.

Agora é a hora de fazer isso rolar!

Cliquem no link abaixo e vejam no slideshow quantos dos itens daquela lista vocês já completaram e quantos ainda restam para eliminar da sua lista.

http://www.huffingtonpost.com/2012/07/12/teenage-bucket-list-20-th_n_1588079.html#slide=1082134


Essa é apenas uma lista, preparada pelo “The Huffington Post”. Vocês podem fazer suas listas particulares. Têm alguma coisa louca e inesquecível que ficou guardada na memória como algo que gostariam de fazer antes dos 20 anos?

Mandem sua lista para #20antesdos20 @edercostaesilva

E quando completarem seus 20 anos, não esqueçam de colocar em primeiro lugar nas suas listas de adulto:

Fazer um plano de previdência complementar...


Abração.
Eder.

P.S.: Nikolas (12) e Larissa (16) são os "teens" que temos lá em casa. Nesse caso acho que não vou receber a lista deles :(


Fonte: Adaptado do artigo “Teenage Bucket List: 20 Things To Do Before You're 20!”, escrito por Hannah Orenstein

Crédito de Imagem: Shutte Stock

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