terça-feira, 24 de maio de 2022

TE CONTEI? SE VOCÊ QUER ATRAIR MAIS PARTICIPANTES PARA SEU FUNDO DE PENSÃO, USE O TIPO CERTO DE LETRA, DIZ O NEUROMARKETING

 



De São Paulo, SP.


O QUE ESTÁ ACONTECENDO: 

Na era digital, grande parte da comunicação acontece por meio de palavras e textos transmitidos online, com isso, a tipografia vem ganhando destaque. Originada das palavras gregas “typos”, que significa forma e “graphein”, que significa escrita, tipografia é o nome dado atualmente ao estudo, criação e aplicação de caracteres, etilos, formatos e disposição visual das palavras. Só que em tempos de fake news, as pessoas confiam cada vez menos naquilo que leem, na competência e na ética de quem escreve.  


POR QUE ISSO É IMPORTANTE: 

Estudos de neuromarketing mostram que os sentimentos provocados no consumidor mudam baseados no tipo de letra que você usa. Portanto, escolher a fonte correta importa para sua marca. Através do tipo de letra, pode-se transmitir confiança, honestidade, sinceridade, relevância, proeminência etc. De acordo com a CITE Research, 65% dos consumidores disseram que palavras pequenas e legíveis tornam uma instituição financeira mais confiável. Já no título da capa do livro "Revolucionando os Conselhos dos Fundos de Pensão", usei uma fonte chamada "Sans Forgetica", que foi cientificamente desenhada para ser difícil de ler. Usando princípios de psicologia e técnicas de desenho tipográfico, a fonte cria uma condição neurológica conhecida por “dificuldade desejável”: obstrução de um processo de aprendizado, que para ser concluído requer um considerável, mas desejável, nível de esforço, consequentemente, melhora a retenção e a recordação da informação. Diferentemente das fontes convencionais, o visual distinto da Sans Forgetica leva os leitores a se deterem por um período maior em cada palavra, fornecendo ao cérebro mais tempo para se engajar, permitindo um processamento cognitivo mais profundo da informação, o que aumenta a retenção das mensagens. Na imagem abaixo voce verá em preto & branco a 1ª letra de várias marcas: me diz aí, o tipo de letra é ou não importante?


CONCLUSÃO: 

Pois é, da mesma forma que o neuromarketing está avançado, precisamos avançar em direção ao futuro dos fundos de pensão.


Grande abraço,

Eder.



Fonte: "The science behind the emotional impact of type", webinar da Neurons Inc.


segunda-feira, 23 de maio de 2022

TE CONTEI? AS FASCINANTES PREVISÕES DE JÚLIO VERNE E O FUTURO DOS FUNDOS DE PENSÃO

 



De São Paulo, SP.


O QUE ESTÁ ACONTECENDO: 

“Qualquer coisa que um homem possa imaginar, outro homem pode tornar realidade”, proferiu certa vez Julio Vernes, escritor francês com +100 obras de ficção científica, através das quais fez as mais incríveis previsões sobre o futuro. Autor de clássicos como Jornada ao Centro da Terra (1864) e Volta ao Mundo em 80 dias (1873), através do livro Paris no Século Vinte, escrito em 1863, Vernes contou a história de um jovem que vivia numa cidade com carros movidos a gás, trens de alta velocidade e arranha-céus construídos de vidro. No livro, ele menciona uma rede de comunicação global que conecta simultaneamente regiões diferentes do mudo na qual os usuários compartilham dados e informações. Não fica nisso. As previsões de Vernes vão muito além. Em 1865, no clássico “Da Terra a Lua”, ele especula sobre uma espaçonave propelida com base na luz, uma tecnologia que a Nasa chama hoje de “vela solar” e descreve como uma espaçonave chamada Columbia, pesando 5,345 kg, feita de alumínio e pilotada por 3 astronautas, leva o homem à Lua. O módulo da Apolo XI (1969) pesava 5,621 kg, se chamava Columbia, levou 3 astronautas à Lua e tinha o mesmo formato cónico e os 3,65 metros da espaçonave descrita por Vernes. Visionário, Vernes escreveu no livro “Vinte Mil Léguas Submarinas”, como um massivo submarino chamado Nautilus, comandado pelo Capitão Nemo e movido por energia elétrica, singrava pelos oceanos da Terra. 

 

POR QUE ISSO É IMPORTANTE: 

As ideias de Júlio Vernes não tinham limites nem fronteiras. Ao prevermos o futuro dos fundos de pensão, devemos nos inspirar na imaginação desse incrível escritor e soltar as amarras que limitam nossa criatividade. Conforme apendi com Carlota Perez - uma acadêmica britânico-venezuelana, especializada em tecnologia e desenvolvimento socioeconômico: “prever o que vem pela frente nunca é fácil, porque o futuro sempre vem embrulhado no passado”. Venho escrevendo por aqui sobre o futuro dos fundos de pensão, ora escrevendo sobre a previdência lego, ora especulando sobre as características desse futuro

 

CONCLUSÃO: 

Convido vocês a embarcar nessa jornada também, adoraria ouvir a visão de vocês.


Grande abraço,

Eder.

 


Fonte: The Fascinating Predictions of Jules Verne, escrito por Ivan Petricevic


sábado, 21 de maio de 2022

TE CONTEI? O QUE OS CONSELHOS DELIBERATIVOS PODEM APRENDER COM LAVOISIER E ALGUMAS OUTRAS LIÇÕES PARA OS FUNDOS DE PENSÃO

 



De São Paulo, SP.

 

O QUE ESTÁ ACONTECENDO: 

Assim como no Brasil, na Holanda, no Reino Unido, ..., o segundo pilar da previdência na Suíça passa por profunda consolidação. O nº de fundos de pensão diminui de 2.000 para 1.500 entre 2014 e 2021, tendo reduzido de 1.552 para 1.514 apenas no ano passado, de acordo com a OAK BV (a Previc deles). Como ensina a Lei de Lavousier – “na natureza tudo se transforma” – isso causou um aumento na quantidade de fundos multipatrocinados, que apesar de responderem por apenas 18% dos fundos de pensão suíços, abrigam 72% dos participantes ativos. Segundo a OAK BV, isso criou “enormes desafios” para a governança e estabilidade financeira dos fundos de pensão, já que muitas instituições se comparam em tamanho e complexidade às grandes seguradoras, que são muito mais reguladas, mas apesar de importante, isso é outra história. 

 

POR QUE ISSO É IMPORTANTE: 

Aqui vão alguns pontos para os conselheiros que queiram refletir sobre o futuro de seus fundos de pensão:


👉Necessidade de mudar: o progresso acontece devagar demais para ser notado, o revés acontece rápido demais para ser ignorado

👉Saia da bolha: cerca de uma vez a cada dez anos as pessoas esquecem que as bolhas se formam e explodem cerca de uma vez a cada década

👉Cenário da previdência: muita gente tem dificuldade p/ distinguir entre o que aconteceu e o que pensam que deveria ter acontecido, por causa de sua visão de mundo

👉Cenário futuro: as expectativas se movem mais devagar do que a realidade, por isso, muitas frustrações vêm do apego às tendencias de eras passadas

👉Atual modelo de negócios dos fundos de pensão: coisas insustentáveis podem durar anos ou décadas, além daquilo que as pessoas imaginam

👉Novo modelo de negócios do fundo de pensão: coisas que não mudaram em 20 anos, são tão suspeitas como coisas que mudam do dia para a noite

👉Seu plano de virada: o plano mais razoável é planejar para quando seu plano não for como o planejado

👉Nova pegada de vendas e planos família: um bom marketing vence no curto prazo, bons produtos vencem no longo

👉Ao traçar o futuro: leia menos sobre previsões e mais sobre história

👉Planos de previdência corporativos: uma coisa pode ser factualmente verdadeira, mas contextualmente não fazer nenhum sentido 

👉Composição do conselho: pessoas excepcionalmente boas em uma coisa, tendem a ser excepcionalmente ruins em outras

👉Decisões do conselho: é difícil simpatizar com a crença dos outros se eles tiverem vivido coisas no mundo que você não viveu

👉Interface com a diretoria: diga para as pessoas o que elas querem ouvir e você poderá estar errado indefinidamente sem ser punido

👉Mensagem para o AETQ: performance passada aumenta a confiança, muito mais do que a habilidade

👉Sua atuação de conselheiro: defina aquilo do que você é incapaz e fique longe disso

👉Ponha-se no sapato do participante: muita gente pode se dar ao luxo de não ser um excelente investidor, mas não pode se dar ao luxo de ser um investidor ruim

 

CONCLUSÃO: 

Incerteza em meio ao perigo é terrível, por isso muitos se sentem confortáveis tendo opiniões fortes, mesmo quando não tem a menor ideia do que estão falando.

 

Grande abraço,

Eder.



Fonte: A Few Beliefs, escrito por Morga Housel e Swiss pension fund market sees increased consolidation activity, escrito por Luigi Serenelli.

 

 

quinta-feira, 19 de maio de 2022

TE CONTEI? ESG: JÁ FOI A VEZ DO “E”, AGORA É DO “S”, QUANDO VAI CHEGAR A VEZ DO “G” NOS CONSELHOS? ELA É A CHAVE NÃO SÓ PARA AS OUTRAS DUAS LETRAS, MAS PARA TUDO O MAIS!




De São Paulo, SP.


O QUE ESTÁ ACONTECENDO: 

Os fundos de pensão costumam ser os últimos da fila nas transformações do mundo corporativo, até porque nunca foram prioridade das patrocinadoras. Porém, ao passarem pelo seu momento de “grito do Ipiranga”, deveriam saber que junto com a independência, vem novas responsabilidades. Supervisionar riscos é um dos principais papeis na governança de qq conselho e questões relacionadas a ESG estão se tonando rapidamente parte dessa supervisão de riscos. Para monitorar, reportar e responder às questões ESG de forma eficaz, os conselhos deverão ter: (i) uma estrutura adequada de comitês e reportes ao conselho; (ii) expertise e experiencia adequadas; (iii) discussões relevantes e acesso as informações corretas. Um excelente “bench” para nossos conselhos deliberativos, i.e., para os fundos de pensão começarem a se preparar, é uma pesquisa feita pelo “Corporate Secretary” – uma plataforma digital de apoio a governança de conselhos nos EUA - entre dez/2021 e fev/2022.


POR QUE ISSO É IMPORTANTE: 

Veja a quantas anda essa supervisão nos conselhos das empresas nos EUA: 1) em 43% das empresas a responsabilidade é do conselho inteiro e 25% das empresas contam para isso com comitês de nomeação e governança (quem foi meu aluno no curso de certificação da UniAbrapp já ouviu falar desse comitê); 2) comparado com dois anos atrás, em 80% das empresas aumentou a frequência das discussão sobre as questões ESG, pelo board todo; 3) em 47% das empresas o assunto ESG é discutido em toda reunião ou em uma reunião sim, outra não; 4) em 55% das empresas, aumentou nos últimos 12 meses o questionamento por investidores sobre a estrutura de governança e os processos dos conselhos que supervisionam ESG; 4) mais de 4 em cada 10 empresa levam em conta a capacitação em EGS ao nomearem novos conselheiros. Quem quiser acessar o resultado completa da pesquisa pode fazê-lo por esse link aqui: https://content.irmagazine.com/story/cs-esg-in-the-boardroom/ . Vai ficar cada vez mais difícil avançar nos aspectos ESG nos fundos de pensão que não contarem com uma estrutura e com processos adequados.


CONCLUSÃO: 

Talvez devêssemos colocar ordem nesse acrônimo e passar a falar de GES, ao invés de ESG, nos conselhos dos fundos de pensão. Fica a dica! 


Grande abraço,

Eder.


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