quarta-feira, 15 de julho de 2026

PREVIDENCIA PARA TODOS NĀO É UMA QUESTĀO DE EDUCAÇĀO FINANCEIRA: É UMA QUESTĀO DE TECNOLOGIA

 


De Sāo Paulo, SP.


Governos, reguladores, fundos de pensão e entidades de previdência complementar têm demonstrado a intençāo de ampliar a cobertura previdenciária e levar a poupança de longo prazo para toda a população.

A intenção é boa e correta. O problema é que tentar fazer isso utilizando uma infraestrutura inadequada, concebida para outro mundo.

A chamada “previdência para todos” dificilmente se tornará realidade enquanto insistirmos em operar sobre uma arquitetura financeira construída para atender grandes patrocinadoras, investimentos vultosos e aportes mensais elevados.

O obstáculo não é convencer as pessoas a poupar

Quem busca ampliar a previdência complementar no Brasil, normalmente concentra a discussão em torno de:

  • educação financeira;

  • incentivos fiscais;

  • campanhas de conscientização; ou

  • novos desenhos de planos (como os instituídos).

Tudo isso ajuda, mas existe um problema muito mais profundo. A matemática simplesmente não fecha.

Imagine uma pessoa que consiga poupar R$ 50 por mês.

Se parte relevante desse valor for consumida por custos administrativos, taxas de gestāo dos investimentos, despesas operacionais, custódia, distribuição, gestão de investimentos, auditorias, intermediários e toda a estrutura tradicional do mercado financeiro, sobra muito pouco para efetivamente construir e acumular patrimônio.

Não existe milagre, quanto menor a contribuição do participante, menor precisa ser o custo da infraestrutura. Idealmente, esse custo deveria caminhar para zero.

Essa é, sem duvida, a condição mais importante — e menos discutida — para que a previdência complementar alcance milhões de brasileiros hoje excluídos.

O problema não está apenas nos planos

Credito de Imagem: Wikipidia


Ao longo da ultima década, os fundos de pensão brasileiros passaram a criar planos família, planos instituídos, se desvincular das empresas que originalmente os criaram e a tentar atrair pessoas físicas.

São avanços importantes, mas que continuam funcionando sobre a mesma infraestrutura que trouxe os fundos de pensāo até aqui.

É como construir trens de alta velocidade (como o TGV francês e o KTX sul-coreano), mais modernos e confortáveis, utilizando trilhos de uma ferrovia do século passado.

A velocidade vai continuar limitada pela infraestrutura inadequada.

O que precisa mudar nos fundos de pensāo, para permitir a democratizaçāo da previdencia complementar, não é apenas o produto.

É a infraestrutura sobre a qual as EFPC funcionam.

A tokenização muda completamente essa equação

Nāo há como falar em previdencia para todos, sem falar em ativos digitais, especialmente os chamados Real World Assets (RWAs).

A tokenização permite nāo apenas representar digitalmente ativos reais — títulos públicos, imóveis, recebíveis, crédito privado, infraestrutura, cotas de fundos e diversos outros investimentos — em redes de blockchain.

Os ativos digitais permitem o fracionamento (praticamente sem limite) de qualquer classe de investimentos, reduzindo o valor mínimo de entrada e ampliando o acesso.

Nāo se trata de apenas digitalizar os investimentos via blockchain. Trata-se de reduzir drasticamente os custos de emissão, liquidação, registro, distribuição e custódia.

Um ativo que antes exigia aplicações mínimas de milhares de reais (ex: imóvel comercial) pode passar a aceitar investimentos de poucos reais.

Não é apenas uma inovação tecnológica. é uma mudança na própria lógica econômica dos investimentos.

O investimento mínimo cai de US$ 10 mil para US$ 10

Essa é uma transformação revolucionária!

A partir dpo momento que um CDB, uma açāo, um imóvel ou um título público tokenizado passam a existir onchain, a discussão deixa de ser sobre tecnologia.

Passa a ser sobre alcance, democratizaçāo e acesso.

Quem passa a investir nessas alternativas de investimento? São apenas os mesmos investidores migrando para uma tecnologia diferente? Ou estamos finalmente incluindo pessoas que jamais tiveram acesso a esses ativos?

O mercado já começa a responder essa pergunta. Basta ver o caso de uma gestora europeia de investimentos chamada Spiko. Esse caso é ilustrativo.

Seu fundo de investimentos tokenizado, lastreado em títulos públicos europeus, cresceu 38% em um mês, alcançando US$ 929 milhões sob gestão, grande parte emitida no blockchain Stellar.

O dado mais relevante aqui não é o patrimônio alcançado, é o investimento mínimo. Ao reduzir a aplicação inicial de aproximadamente US$ 10.000 para apenas US$ 10, a natureza do mercado mudou completamente.

Não estamos apenas digitalizando investimentos, estamos democratizando o acesso e democratizar acesso sempre foi o maior desafio da previdência complementar.

Previdência para todos exige universalizar investimentos

Ao longo da historia econômica recente, determinadas classes de ativos permaneceram praticamente exclusivas de investidores institucionais ou grandes investidores.

Os pequenos poupadores ficavam limitados a poucas alternativas, muitas vezes caras, pouco diversificadas e com elevado custo de intermediação.

Os ativos tokenizados começam a eliminar essa barreira.

Eles permitem que pequenos investidores tenham acesso, de forma simples e eficiente, a ativos antes reservados para grandes patrimônios.

Essa democratização representa, para a previdência complementar, algo muito maior do que apenas investir em cryptoativos e ativos virtuais.

Representa uma nova infraestrutura para formação de patrimônio.

O futuro raramente chega em cima do passado

Há vinte anos, blockchain não existia. Há pouco mais de uma década, stablecoins ainda não faziam parte do sistema financeiro. As finanças descentralizadas (DeFi) sequer haviam surgido.

Nenhuma dessas inovações foi amplamente prevista. Elas simplesmente apareceram e depois, passaram a redefinir o mercado.

Quando a arquitetura muda, a história deixa de ser um bom instrumento para prever o futuro. É muito mais fácil corrigir o momento da adoção de uma nova tecnologia do que recuperar anos perdidos por falta de visão.

“Devemos usar ativos digitais?” precisa dar lugar a “como pretendemos construir uma previdência verdadeiramente universal utilizando uma infraestrutura incapaz de atender milhões de pessoas que só conseguem poupar R$ 50 ou menos por mês?”

A próxima fase da revolução financeira não será liderada simplesmente pelas instituições que possuírem maiores ativos.

Será liderada por aquelas capazes de transformar o acesso a esses ativos.

O fundo de pensāo do futuro não será medido apenas pela rentabilidade que entrega aos poupadores da classe média.

Será medido pela capacidade de incluir quem nunca conseguiu poupar.

Se quisermos uma previdência complementar realmente aberta a todos os brasileiros, o primeiro passo vai muito além de criar novos planos.

O primeiro passo envolve usar uma nova infraestrutura financeira.

Não existe previdência para todos utilizando uma infraestrutura acessivel a poucos.

Grande abraço,

Eder.


Opiniōes: Todas minhas | Fonte: “The Year Institutions Stopped Asking If”, escrito por José Fernandez da Ponte.

Disclaimer: Esse artigo foi escrito com uso de IA, baseado em prompts do autor, em sua profunda experiencia profissional e nas informações das fontes citadas.


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