segunda-feira, 4 de dezembro de 2023

O QUE O FUTURO DOS FUNDOS DE PENSĀO TEM A VER COM ACREDITAR (OU NĀO) EM PAPAI NOEL?

 


De Sāo Paulo, SP.


O que acontece com as crianças quando elas começam a questionar se Papai Noel existe e inexoravelmente acabam chegando à inevitável conclusão? O que podemos aprender com a experiencia das crianças e com nossa própria experiencia?

Na medida em que o Natal se aproxima, uma alegre e cintilante decoração natalina se espalha pela cidade. Shoppings, lojas, casas, todo tipo de estabelecimento vai sendo invadido pela figura mítica do bom velhinho de barbas brancas e roupa vermelha, que trás presentes para as crianças em seu trenó.

A maioria das crianças mundo afora acredita na existência de Papai Noel, enquanto zero adultos ainda acreditam. Como acontece essa transição, entre acreditar e desacreditar? Deveriam os pais se preocupar com isso? Há algum insight dessa conversão única que se aplique a outras crenças?

Indo de acreditar para desacreditar

Um estudo de psicologia feito por Candice M. Mills e seus colegas da Universidade do Texas, em Dallas, lançou luz sobre o processo pelo qual as crianças transitam da crença para descrença na existência de Papai Noel.

Os pesquisadores conduziram dois estudos: (i) o primeiro com 48 crianças entre 6-15 aos e seus pais; e (ii) o outro com 383 adultos e sua experiencia quando eram crianças. Ambos os estudos sondaram diversos aspectos da transição, desde a idade em que a dúvida começou a surgir até saber se a mudança da crença para descrença respingou em outros domínios.  

As crianças reportaram começar a ter dúvida sobre a existência de Papai Noel entre as idades de seis e sete anos, tendo descoberto a verdade aos oito anos. A lembrança dos adultos correspondeu a idade da descoberta. Nos dois casos a idade era mais elevada quando os pais incentivavam mais intensamente sua existência, por exemplo, colocando os presentes debaixo da arvore de Natal somente no dia da celebração ou levando os filhos para tirar fotos com Papai Noel no shopping.

A maioria dos participantes da pesquisa reportou uma transição gradual entre a crença e o ceticismo, ao invés de abrupta, quando o testemunho dos outros contribuiu significativamente para a eventual descrença.  

Alguns reportaram, também, que sua suspeita cresceu com a observação, tipo, achar um recibo dos presentes, descobrir os presentes escondidos ou através do raciocínio logico, ponderando a impossibilidade logística da atuação global do Papai Noel e a inexistência de chaminé e lareira em casa.

O sentimento que se seguiu a descoberta da verdade (e abandono da crença) era invariavelmente misturado: tristeza com o desaparecimento da magia, mas também um sentimento positivo de orgulho por ter descoberto ou alegria, por estar crescendo e “ser adulto”.  

Raiva era algo raro e qualquer sentimento negativo não durava mais do que poucas semanas. Também não os impediu, quando adultos, de comemorar Papai Noel com seus próprios filhos. Interessante notar que sentimentos negativos estavam associados com descobrir a verdade em idade mais avançada e de forma abrupta - quando alguém contava a verdade - e tendo crescido em famílias que promoviam a crença mais fortemente.


Credito de Imagem: www.telavita.com.br


As crianças não passaram a acreditar menos nos pais depois de descobrir a verdade, nem os adultos se recordam de ter perdido a confiança nos seus pais na época da descoberta. Na medida em que crescia a desconfiança, no entanto, os pais reportaram ter notado que as crianças passaram a desconfiar, também, da existência de outros personagens míticos, como a fada do dente.

Quando meu filho Nikolas descobriu que não existia Papai Noel, ele imediatamente virou para minha esposa e questionou: “... não me diga que também não existe coelhinho da Páscoa!?!”

Por fim, os pesquisadores concluíram que há poucos motivos para o receio de efeitos duradouros ou emoções negativas nas crianças, ao descobrirem que sua crença em Papai Noel era infundada — seja no bem-estar psicológico das crianças, seja na confiança que depositam nos pais

Sem falar na alegria que toda a experiência do Papai Noel traz, alguns estudiosos sugerem que a transição da crença para a descrença possa ter benefícios cognitivos para as crianças, aguçando sua curiosidade e senso de questionamento, bem como a humildade intelectual por ter que revisar suas crenças.

Transpondo para crença de adultos

Será que o processo das crianças abandonarem uma crença oferece algum insight sobre como nos agarramos - ou alternativamente revisamos - nossas crenças enquanto adultos?  

Diferentemente da crença em Papai Noel, que tem uma transição de 100% para descrença, isso não acontece com a maioria das outras crenças. Não importa o quão absurda possa ser uma crença, sempre existe um grupo de pessoas que se apega a ela, mesmo diante de evidencias esmagadoras que a contradizem.

A idade em que as crianças deixam de acreditar em Papai Noel ou melhor, o fato disso estar associado ao envelhecimento, sugere haver uma primeira diferença importante. Na medida em que as crianças crescem, o seu grupo imediato de referência (crianças com a mesma idade) vai deixando de acreditar em Papai Noel, deixando cada vez mais isolado o grupo que continua acreditando nas idades mais avançadas.

Em contraste, por exemplo, o grupo dos “terraplanistas” (pessoas que acreditam que a Terra é plana) é grande o bastante para sustentar um senso de pertencimento. Crença é algo coletivo.

Os mecanismos por trás da transição da crença para a descrença também possuem diferenças. A mais proeminente, o testemunho dos outros, parece ter muito menos efeito na mudança de opinião (crença) de adultos — mas não pela falta de pessoas testemunhando, por exemplo, que as vacinas são eficazes ou que o homem realmente pousou na Lua.

Uma explicação para essa diferença entre a mudança de crença de crianças e de adultos, é que adultos não aceitam simplesmente o testemunho de qualquer um.

Mesmo com plenas evidências de que as crianças têm instintos tribais – o grupo que gosta da mesma música, do mesmo time de futebol etc. – acreditar ou não em Papai Noel independe de qualquer um desses grupos e o testemunho, eventualmente, virá de um membro de sua tribo.  

Entre adultos, no entanto, os grupos de identidade que possuem grande relevância para o individuo são frequentemente definidos pelas crenças, então, o testemunho de alguém de fora é ignorado e desconsiderado.

Por que a descoberta de evidências ou raciocínios contraditórios não facilita o questionamento de falsas crenças em adultos? Nas crianças esse mecanismo quase sempre coexiste, com o testemunho de terceiros servindo de gatilho para mudança, mas adultos tendem a viver em bolhas de crenças, isoladas do testemunho de fora ou nas quais este é positivamente rejeitado.   

Isso suprime qualquer disposição para aceitar evidências contraditórias - muito menos procurá-las ativamente - ou disposição a se envolver em raciocínio crítico.

Nas crianças, a promoção do Papai Noel pelos pais – pessoas com autoridade – é um fator para a crença ser sustentada por mais tempo. As bolhas de crença dos adultos, frequentemente, desempenham o mesmo papel: a comunicação entre aqueles que acreditam e as figuras de autoridade (ex.: celebridades) é uma influência no reforço constante para permanência da crença.

Ao mesmo tempo, isso fortalece as emoções negativas (antecipadas) associados ao abandono da crença e da bolha segura e confortável que a engloba.  

Talvez a diferença mais significativa de todas seja que, para crianças, acreditar em Papai Noel não faz parte de sua identidade. Já as crenças que carregamos como adultos, seja nossa fé religiosa ou orientação política, geralmente fazem parte muito fortemente de quem somos.

Se questionar uma crença significa questionar a nossa identidade, as chances de revisá-la são mínimas.

A crença sobre a sustentabilidade dos fundos de pensão

Tudo isso nos remete aos alertas vindos de todos os lados de que o atual modelo de negócios dos fundos de pensão está em perigo e não é mais sustentável.

A falta de senso de urgência das patrocinadoras na busca de um novo modelo de negócios, se deve a bolha de crença na qual vivem as lideranças.

Como os alertas estão vindo de fora dessa bolha e questionam a identidade atual dos fundos de pensão – leia-se, sua dependência das patrocinadoras – pouca ou nenhuma atenção se lhes dá e a chance dessas revisarem urgentemente o modelo, são mínimas.

A maioria das patrocinadoras se apega a ideia de que tudo está bem, mesmo diante da esmagadora evidência em contrário. O grupo de “negacionistas” de que a previdência complementar corporativa está prestes a mudar muito rapidamente, ainda é grande o bastante para sustentar a ausência de mudanças radicais – lembre-se, crença é algo coletivo.  

A relutância em aceitar o testemunho de fora da bolha vai perpetuando, com o passar do tempo, a crença na continuidade do atual modelo dos fundos de pensão.

Da mesma forma que acontece com as crianças mais velhas, quando descobrem que Papai Noel não existe, a transição da crença para a descrença das patrocinadoras sobre a sustentabilidade de seus fundos de pensão será abrupta e provavelmente traumática.


Ho, ho, ho, abraços Natalinos.

Eder.


Fonte: “How beliefs are abandoned… or not”, escrito por Koen Smets.


sábado, 2 de dezembro de 2023

O QUE ACONTECE QUANDO O MUNDO NĀO ENXERGA MAIS VOCÊ?

 


De Sāo Paulo, SP.


Era como se ela fosse invisível. Sentada nos degraus de uma igreja, os passantes a ignoravam completamente. Talvez pensando ser uma moradora de rua, mas na verdade, ela fazia parte do meu grupo de turistas.




Credito mde Imagem: John P. Weiss


Na foto parece que ela está fazendo uma careta, porque ao notar meu celular na sua direção ela quis fazer graça. Ao ver a foto mais tarde ela riu, disse que parecia uma mendiga.


Isso por causa dos cabelos desarrumados pelo vento e as costas curvadas. Olhando com atenção naquele dia, você perceberia que ela estava bem-vestida e carregando uma bolsa de grife. Ainda assim, os transeuntes a ignoravam.


Isso aconteceu em várias outras ocasiões durante o passeio. Atendentes de loja focavam nos clientes mais jovens, alheios a minha colega de viagem. Teve até um garçom num restaurante onde almoçamos que a ignorou para atender uma jovem atraente.


Quando a flor da idade vai se apagando, como os últimos lampejos de luz de um por de sol glorioso, a escuridão que se segue pode ser difícil suportar. Envelhecer não é para os fracos de coração.


Akiko Bush, autor de “How to Disappear: Notes on Invisibilty in a Time of Transparency” (em tradução livre seria algo tipo: Como Desaparecer: Notas sobre Invisibilidade em Tempos de Transparência), escreveu:


“A mulher invisível pode ser uma atriz que não recebe mais papeis depois dos 40, uma profissional de 50 que não consegue entrevistas de emprego ou a viúva que não é mais convidada para jantares na falta do marido. Pode ser uma mulher mais velha num restaurante ignorada pelo garçom, incapaz de conseguir um copo d’água ou pedir a conta quando terminou. Quando paga a conta numa loja o caixa a chama de querida. Ela é a mulher que descobre não ser mais alvo dos olhares dos homens, a juventude se foi, a fertilidade ficou para trás, o valor social diminuiu”     


Cavalheiros, não pensem que é diferente com vocês.






Credito de Imagem: John P. Weiss


Claro que a juventude também pode ter suas desvantagens. No filme Elegy, no qual o ator Ben Kingsley faz o papel de um velho e renomado professor universitário que tem um affair com uma jovem e bela aluna, interpretada por Penelope Cruz, um poeta amigo do professor diz:


“Mulheres bonitas são invisíveis. Ficamos tão deslumbrados com o exterior, que nunca conseguimos chegar no interior”

 

Mesmo assim, juventude e boa aparência parecem ser tudo. Há um momento por volta da meia idade, quando nos damos conta de que estamos começando a desaparecer.


Notamos que as pessoas prestam menos atenção na gente. Somos esquecidos com mais frequência. As rugas vão aparecendo, o corpo começa a se deteriorar. Começamos a nos sentir um pouco irrelevantes. O “ageismo” se torna muito real, os colegas mais jovens nos ignoram ou são condescendentes conosco.


O que a vida se torna quando o mundo não enxerga mais você? 

 

A fonte da juventude


É impossível ficar agarrado à juventude e às aparências, o “senhor tempo”, mais cedo ou mais tarde vai alcançar a todos nós.


Coisas mais profundas podem fazer parte do nosso desenvolvimento pessoal. Sabedoria, conhecimento, profundidade, maturidade e um coração alegre, livre das armadilhas superficiais da aparência jovem. Mesmo perto do fim da vida, podemos irradiar atitude positiva e um entusiasmo cativante pela vida.


“Existe uma fonte da juventude: é sua mente, seus talentos, a criatividade que você trás para sua vida e as pessoas que você ama. Quando você aprender a beber dessa fonte, você terá derrotado, verdadeiramente, a idade” – Sophia Loren.

 

Um estilo chamativo, uma disposição pela alegria, uma risada sincera, uma personalidade colorida, exigem atenção independente da idade.


Podemos permanecer intelectualmente curiosos e transcender as limitações da passagem do tempo. A vida é muito mais do que juventude e aparência.


Quando você começa a desparecer e o mundo não te enxerga mais, existem outras maneiras de ser notado. Elegância, dignidade, maturidade, profundidade, crescimento intelectual ... a idade, na verdade, pode ser libertadora.


Se você se der conta, chega uma hora em que você não precisa mais se preocupar com rugas, uns quilos extra e tudo aquilo que nos deixa cegos para as melhores coisas da vida. 


Basta estar cercado de quem você gosta, bons livros, boa comida, paixões criativas, o amor da família e dos amigos.


A dança da chama


Quando a juventude começa a desaparecer e o mundo vai deixando de nos ver, pelo menos, não da forma que costumava nos ver, temos que fazer escolhas.


Algumas pessoas não cairão sem lutar. Injeções de Botox, plástica, implante de cabelo, dietas e tudo o mais que puder conter o bicho papão na porta, mas ele sempre encontrará uma maneira de entrar.


Melhor não se tornar um desses desesperados, especialmente aquela galera da televisão com seus rostos esticados e olhares tristes.  


Existe uma espécie de liberdade em parar de lutar contra. Uma tremenda alegria em deixar para lá, focar em coisas mais significativas. Sim, sinto falta do meu corpo enxuto e era legal quando as garotas me davam aquela olhada ao entrar num bar, mas tenho outras alegrias hoje.


Quando escrevo um artigo decente e alguém faz um comentário elogioso, isso me alegra por dentro. Quando uma pessoa jovem me pede conselho e posso ajudar, me sinto bem. O mais velho ensinando o mais novo, talvez até lhe inspirando. Vamos deixando um pequeno legado.


O truque é deixar sua chama interior continuar a dançar, independente da sua idade.


“Pouco antes do último lampejo de vida ser extinto de uma vela, um fino fio de fumaça espirala e faz piruetas pelo ar antes de esvanecer em direção ao céu. Acenda uma vela e observe a dança, aprenda sobre a vida e seu último suspiro” – Yitta Halberstam e Judith Leventhal

 

Mantenha sua chama acesa, deixe-a a dançar e você não vai desaparecer. O mundo continuará a te ver e você iluminará o caminho para todos que quiserem te seguir.


Antes de você ir, se você gostou desse texto, siga meu canal TECONTEI? aqui no Substack.


Grande abraço,

Eder.


Fonte: “And Then One Day You Disappear”, escrito por John P. Weiss.


sexta-feira, 1 de dezembro de 2023

UMA AMEAÇA CRESCENTE PARA A SEGURANÇA FINANCEIRA DOS FUTUROS APOSENTADOS

 



De Sāo Paulo,.


Uma fissura começa a se abrir por debaixo do sistema de previdência e pode comprometer a adequação da renda na aposentadoria para milhões de pessoas.

A casa própria vai perdendo espaço no Brasil e o aluguel já responde por um quinto das moradias no país. A quantidade de domicílios alugados subiu de 18,5% em 2016 para 21,1% em 2022, enquanto a quantidade de domicílios próprios quitados recuou de 66,7% para 63,8% no mesmo período.  

É o que aponta a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) - Domicílios e Moradores, do IBGE.

Do total de 74,1 milhões de domicílios do país 15,7 milhões são alugados e o estudo aponta, ainda, que a quantidade de pessoas pagando aluguel subiu em todas as regiões do país, com o maior crescimento registrado no Centro-Oeste (avanço de 3,3%) e no Sul (alta de 2,3%)

Mas não é só isso.

Aumentou, também, a quantidade de pessoas morando sozinhas. Já são 15,9% de lares com apenas um morador - em 2012 eram 12,2%. As pessoas idosas, ou seja, acima de 60 anos, representam 41% das pessoas que moram sozinhas.

O aumento na quantidade de pessoas pagando aluguel e de pessoas idosas morando sozinhas, configuram um padrão preocupante, que pode colocar em risco a renda de aposentados.

Se essas tendências continuarem ao longo dos próximos anos, isso significa que vai diminuir bastante a proporção de aposentados que detém a propriedade de seus domicílios, portanto, que precisam usar a renda de aposentadoria para pagar aluguel.

É exatamente aí que começam os problemas, porque poucos locatários terão poupado o suficiente para cobrir, adequadamente, tanto o custo de vida quanto o custo do aluguel, nas idades mais avançadas.

A relação entre renda de aposentadoria e habitação poderá colocar ainda mais tensão nos sistemas de previdência social e complementar.

A menos que os formuladores de politicas públicas ajustem a expectativa daqueles que se aposentam, fica a advertência de que sem tornar mais acessível a propriedade das moradias nas idades avançadas, aumentará a dependência dos aposentados de programas sociais.



As premissas e métricas usadas tanto na definição das rendas de aposentadoria da previdência social, como da previdência complementar, não refletem adequadamente a mudança das características e das circunstâncias de vida dos futuros aposentados.

Isso demonstra a necessidade de se colocar um foco renovado na natureza holística e individual da segurança financeira nas idades mais avançadas e nas necessidades de poupança para a aposentadoria.

A queda da renda disponível e portanto, no padrão de vida do aposentado, por não ter planejado pagar aluguel ao longo da aposentadoria, não foi algo amplamente incluído no debate recente e nas politicas publicas.

Há duas implicações críticas disso.

Primeiro, o cenário sugere que milhões de pessoas idosas podem se tornar dependentes de subsídios habitacionais do governo para conseguir pagar o custo de moradia na fase final da vida.

Em segundo lugar, o problema revela uma serie de hipóteses ultrapassadas e cada vez mais desatualizadas usadas nas projeções das necessidades de renda futura dos aposentados.   

As experiências das pessoas para se prepararem e viverem a reta final da vida estão se tornando mais individualizadas e está crescendo a gama de ameaças à segurança financeira, que se originam fora dos sistemas de previdência.

Muitas dessas amaças, incluindo o cenario da moradia, não podem ser mitigados pela previdência isoladamente.

O problema da moradia serve como um alerta importante para o segmento de previdência complementar de que, para assegurar aos poupadores uma aposentadoria confortável, pela qual estão batalhando, precisamos considerar suas circunstâncias financeiras de forma geral – o que, obviamente, inclui a moradia.

É inegável que falta aos poupadores dos planos de previdência, ferramentas e conhecimento necessários para se prepararem suficientemente na transição para a aposentadoria.

É mais importante do que nunca dar condições aos poupadores para que tomem decisões bem-informadas e possam, assim, quantificar a necessidade de renda na aposentadoria.

Governos e patrocinadoras precisam melhorar o entendimento das diferentes circunstâncias financeiras dos aposentados e poder maximizar o desenvolvimento de melhores soluções para os poupadores.


Grande abraço,

Eder.


Fonte: “Rise in renting in retirement ‘poses threat’ to future of UK pensions system”, escrito por Jack Gray | “Casa própria perde espaço no Brasil: aluguel já reponde por um quinto das moradias no país”, escrito por Carolina Nalin.


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