segunda-feira, 20 de setembro de 2021

TE CONTEI? O FUTURO DO TRABALHO CAUSARÁ UMA COLISÃO DE PARADGIMAS QUE AFETARÁ OS FUNDOS DE PENSÃO

 



De São Paulo, SP.


O QUE ESTÁ ACONTECENDO: 

No passado o paradigma do trabalho era: “aprender-fazer-aposentar”. As pessoas iam para a escola, aprendiam determinado ofício, trabalhavam nele a vida toda em carreiras de 30, 35 anos e se aposentavam. Se você fizesse tudo direitinho, teria a segurança de um emprego amanhã. Tínhamos um emprego ou profissão a vida toda. Quanto você vale, quem é você? As respostas estavam ligadas ao seu emprego. O novo paradigma é completamente diferente do que foi desde a revolução industrial. Agora é: “aprender-fazer-aprender-fazer-aprender-fazer ...”. Não há mais garantias, não existe mais certeza, não há mais a segurança de um emprego ou profissão. O que você faz quando seu emprego ou profissão não são mais necessários? Você volta para a “escola” e aprende. Você vai aprendendo e fazendo. Muda. Faz um monte de coisas novas e diferentes ao longo do caminho. Isso passa a ser o normal. Não há mais aposentadoria, ninguém para de trabalhar e o futuro, bem, o futuro passa a ser agora.

POR QUE ISSO É IMPORTANTE: 

Trabalho remoto, home office ... as novas gerações estão trocando segurança e estabilidade por flexibilidade e autonomia. Cabe a cada um definir o quê aprender e fazer isso continuamente, a vida toda. Todo mundo faz de tudo. O trabalho é por demanda e você não é mais o fulano da empresa “X”. Sua identidade não se confunde mais com sua empresa e você passa a ser o seu trabalho. O que funcionou para os seus pais, não vai mais funcionar para você.

CONCLUSÃO: 

Desembarcamos na praia e queimamos os barcos, não há caminho de volta. Me diz você: o modelo atual dos fundos de pensão está alinhado com o novo paradigma? Precisa mudar? Com que velocidade? O que vai acontecer se não mudar rápido? Revolucione o conselho do seu fundo de pensão ou ....... (peencha como achar melhor).

Grande abraço,

Eder.



Fonte: PBS - Public Broadcasting Service, Futuro of Work https://www.pbs.org/video/future-work-preview-qftrfa/


sábado, 18 de setembro de 2021

Sobre fundos de pensão, o problema da "desacumulação" e o dilema da inovação

 


De São Paulo SP.

 

Na medida em que a população envelhece a expectativa de vida na data da aposentadoria se estende por 20, 25, 30 anos e representa hoje cerca de um terço ou mais do tempo total de vida das pessoas.

 

Quanto mais estica o período da aposentadoria, mais o período de inatividade vai se confundindo com os anos de atividade. Os aposentados de hoje continuam trabalhado em tempo parcial, viajam, correm maratonas, frequentam academias de ginastica, mal dá para saber o que define um aposentado.

 

Cada geração vai sucessivamente desafiando o que definia a anterior. Antes da pandemia havia a mesma chance de encontrar um aposentado mochilando em Machu Picchu do que um aposentado cuidando das suas plantinhas no jardim. 

 

A Geração X, que nos presenteou com A-ha, Madona, Star Wars, Kazuza, Kid Abelha e Menino do Rio, dificilmente vai querer ficar sentada na cadeira de balanço aos 65 anos. A renda de aposentadoria deles precisa refletir isso.

 



Espremidos entre a segurança dos planos de benefício definido e a mudança de modelo para contribuição definida, apanhados no meio do caminho, será que a turma da GenX está preparada?

 

depois é tão importante quanto o antes

 

A base de uma aposentadoria tranquila não é resultado apenas de projeções e estatísticas, mas sim um reflexo da forma como as pessoas decidem viver com os recursos que acumularam e que tem a sua disposição.

 

Confrontadas com a realidade, as pessoas estão descobrindo que a importância de gastar de forma eficiente é igual a de poupar suficientemente para o futuro. Pesquisa interessante sobre os desafios da desacumulação, aqui: Tackling decumulation dilemmas

 

Infelizmente a liberdade de escolher onde investir as contribuições aos fundos de pensão, trazida pelos planos de contribuição definida, não veio acompanhada de maior conhecimento financeiro por parte dos participantes. 

 

Precisamos abandonar o mito de que os planos de previdência complementar representam o Santo Graal de um futuro tranquilo para os participantes da Geração X e das próximas gerações, que dependerão cada vez mais de planos sem a garantia da renda vitalícia.

 

A responsabilidade por assegurar que essas pessoas obtenham a maior renda possível a partir de suas poupanças acumuladas não é apenas delas próprias, mas recai igualmente em administradores de fundos de pensão e autoridades governamentais responsáveis pela formulação de políticas de previdência complementar.

 

A menos que esse problema seja atacado frontalmente, a Geração X - que cresceu com vídeo cassetes e fichas para usar telefones públicos - vai ser apenas a primeira de uma longa fila a sofrer com o dilema da desacumulação.

 

O desafio dos conselhos deliberativos: trocar a roda com o carro andando

 

A atuação dos conselhos dos fundos de pensão não se limita às questões de curto prazo, eles estão aí para servir os participantes no longo prazo. Se não estiverem olhando para o futuro, se estiverem preocupados apenas com as atuais gerações, então não estarão cumprindo com seu dever fiduciário.

 

Costumo dizer que não precisamos de uma mudança tecnológica em nossos fundos de pensão, o que precisamos é de uma mudança cultural, por isso tenho insistido tanto em revolucionar os conselhos dos fundos de pensão.

 

O chamado “dilema da inovação”, enfrentado igualmente por empresas e fundos de pensão, é ter que conviver paralelamente com o legado das soluções, processos e sistemas existentes hoje, ao mesmo tempo em que investe, desenvolve e implanta os novos.  

 

O problema é que se sairmos atrasados nessa corrida, dependendo do atraso, não conseguiremos alcançar aqueles que saírem antes.

 

A solução para enfrentar esse desafio é buscar uma organização mais ágil, que se adapte às mudanças com iniciativas e inovações que requeiram semanas e não anos de desenvolvimento. 

 

A construção de um novo modelo de negócios para os fundos de pensão pode ser feita com múltiplas iniciativas pequenas, cada uma com ciclo de implantação de 3, 6 ou até 12 meses.

 



Foi daí que surgiu a filosofia do “fail fast”: pode errar, mas erre rápido e passe logo para a iniciativa seguinte. Até porque os sistemas e processos desenvolvidos hoje não vão mais durar 10 anos e as mudanças ocorrerão em intervalos cada vez menores.

 

Para acompanhar o ritmo das mudanças, as atualizações e inovações precisam ser mais frequentes. Em tempos de transformação digital, adorei uma frase que ouvi na semana passada durante um evento do SVIA – Silicon Valley Insurance Accelerator: “Você não acrescenta (um componente) digital, você se torna digital”.

 

A transformação dos fundos de pensão em direção a uma nova geração de modelo de negócios ainda está no primeiro dos três passos a seguir:

  • Passo 1- Modernização: modernização do negócio substituindo sistemas legados por soluções tecnológicas, tipo API, nuvem, mobile, permitindo o oferecimento de micro serviços que mantenham e aumentem o atual negócio.
  • Passo 2- Otimização: Otimizar o negócio atual com novas capacitações digitais e dados (data analytics) para proteger e fazer crescer a base de clientes atual.
  • Passo 3- Novo modelo: construir novos modelos de negócios para uma nova geração de clientes e produtos

 

 

Como se vê, ainda temos muito a fazer. A boa notícia é que sabemos por onde começar, basta dar o primeiro passo. 

 

Resumindo para refletir: você andaria em um carro no qual o motorista dirige olhando mais tempo para o espelho retrovisor do que para o para-brisa? Pois é ... substitua o carro pelo seu fundo de pensão e o motorista pelo conselho deliberativo. Se isso lhe causar alguma preocupação, está na hora de conversar com seus conselheiros antes que todos se envolvam em uma potencial trombada!

 

Grande abraço,

Eder.

 

 

Fontes:  Taking cash: One lump or two? e SVIA - Innovation Trailblazers - Mini Series Webinars: Next-Gen Data, Analytics & The 2.0 Future of Insurance. Business Model Transformation & Innovation (Sept.15, 2021)


sexta-feira, 17 de setembro de 2021

O MUNDO PÓS-COVID COMEÇA A SE DELINEAR E OS IMPACTOS NO FUTURO DO TRABALHO (E NOS FUNDOS DE PENSÃO) SERÃO INEVITAVEIS ...

 



De São Paulo, SP.


"Quando você trabalha para a Zillow, seu potencial de ganho no longo prazo é determinado pela maneira que você performa (entrega resultado) e não será limitado por onde você mora" - Dan Spaulding, Chief People Officer.


Uauuu! Antes da pandemia a turma do RH costumava definir salários com base na cidade que você trabalha. Um analista de investimentos ganha mais (tem salário maior) em São Paulo do que em Cajamar, devido ao custo de vida.


Facebook, Google e outras bigtechs continuam pensando assim, tanto que já anunciaram que cortarão os salários dependendo do local a partir de onde os empregados optarem por continuar trabalhando remotamente depois da pandemia


... mas, mas, mas, o virus não mudou radicalmente a forma (e o local) em que trabalhamos, estudamos e fazemos negócios? Nunca foi tão claro enxergar o tipo de embate que teremos entre a velha e a nova maneira de fazer as coisas.


Mark Zukerberg - CEO do FB e Sundar Pichair - CEO da Google são a face mais visível desse embate. Não vai dar para continuar aplicando a mesma solução para um problema que mudou ...


Não se iludam, certo mesmo está o Dan Spauldin - Zillow que disse inclusive que a politica que desconsidera o local na definição do salário dará uma vantagem competitiva para a empresa dele no curto prazo, porque no longo prazo todas as empresas caminharão para essa pratica.


Faz sentido, o mundo do trabalho terá que ser reinventado.


Nota: Zillow é uma empresa americana ancorada na Internet que atua area imobiliária.


Grande abraço,

Eder.



Fonte: Zillow Is Abandoning The Antiquated Location-Based Pay System



TE CONTEI? ALGUNS ERROS QUE COSTUMAM COMETER AS PESSOAS NA FAIXA DE 50 A 60 ANOS, QUE VÃO SE APROXIMANDO OU CHEGAM NA APOSENTADORIA

 



De São Paulo, SP.


O QUE ESTÁ ACONTECENDO: 

As pessoas que vão se aproximando ou finalmente chegam no dia da aposentadoria costumam cometer alguns equívocos que tendem a levá-las para território perigoso, mas que podem ser evitados. Aqui vou apresentar apenas os três mais comuns: Erro # 1- Achar que seus investimentos devem automaticamente se tornar mais conservadores: adotar só aplicações de renda fixa no minuto que decide se aposentar pode não ser o ideal porque as pessoas vivem 20, as vezes 30 anos, depois de se aposentar. Por que não, por exemplo, investir em ações que forneçam um fluxo constante de dividendos? Erro # 2- Não ter um plano: Caramba! Você passou a vida toda fazendo planos do que fazer, viagens, hobbies, livros pra ler, mas esqueceu de planejar cuidadosamente como será a gestão da sua renda nessa fase? Não calculou a taxa de retorno que vai precisar nas suas aplicações, o efeito da inflação, o valor que vai retirar mensamente da sua poupança de aposentadoria? Coisas chatas sim, mas sem elas seu dinheiro pode acabar antes de você. Erro # 3- Não ter uma boa reserva de emergência: imprevistos acontecem, então sempre tenha um fundo reservado para situações assim. Em determinado ano a inflação superou o retorno dos seus investimentos? Seu plano de saúde não pagou determinado exame ou medicamento? Manutenção corretiva (cano estourado, pane elétrica ...) em sua casa? Carro quebrou? Use a reserva.

 

POR QUE ISSO É IMPORTANTE: 

Lembre-se que você pode “pivotar” (para usar uma palavra da moda) a qualquer momento durante sua fase de aposentadoria. Pode pegar um trabalho temporário se sentir que precisa de mais $$$, reinvestir suas economias em alternativas que forneçam um fluxo constante de renda ou vender sua casa e mudar para outra mais modesta. O importante, na medida que você se aproxima dos 60 anos, é ter bem claro como vai lidar com fatores como os apontados acima.

 

CONCLUSÃO:  

Se você não se sente confiante o bastante para decidir sozinho sobre esses aspectos, busque ajuda profissional para evitar esses e outros erros comuns. 


Grande abraço,

Eder.



 Fonte: 6 Retirement-Ready Mistakes 60-Year-Olds Commonly Make, escrito por Melissa Brock

 

 

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