sábado, 9 de dezembro de 2023

FUNDOS DE PENSĀO: NEM VELOCIDADE, NEM DISPOSIÇĀO PARA MUDAR?

 



De Sāo Paulo, SP.


As duas forças que movem os negócios hoje em dia são a transformação tecnológica e a transição energética. As duas superpotências estão empatadas, com os EUA liderando a primeira por meio dos avanços na IA e a China a segunda, por dominar a produção dos equipamentos necessários para mudança da matriz energética do planeta. 

Numa entrevista para a revista Fortune, Zhang Fan – CEO da Guangzhou Automobile Group Motor Co.; Ltd ou simplesmente GAC, uma das maiores fabricantes de automóveis da China – disse pela qual os fabricantes americanos e europeus de EV (do inglês Electric Vehicles ou Veículos Elétricos) estão perdendo para os chineses a corrida pelo domínio global dos carros elétricos:

“Eu resumo em duas palavras-chave. Uma é ‘velocidade’, a outra ‘disposição’ para mudar. Em termos de velocidade os produtos criados pelos fabricantes de equipamentos originais internacionais têm uma vida útil de seis a oito anos e levam três a cinco anos para desenvolvimento. Para nós (chineses) tudo leva metade”  

Os planos de contribuição definida foram o último produto de previdência complementar desenvolvido e criado no setor de fundos de pensão. Os planos DC começaram a dominar a cena nos anos 1980. 

De lá para cá já se passaram mais de 40 anos e nenhum novo produto foi criado, nenhuma inovação surgiu, nada efetivamente foi desenvolvido.

Sendo breve, o segmento de previdência complementar está ficando para trás na era da economia digital e está a margem das duas forças que movem os negócios hoje.

Enquanto a maioria das empresas começa a olhar para a transformação tecnológica pelo espelho retrovisor, ela mal apareceu no para-brisa dos fundos de pensão. A contribuição dos fundos de pensão para a transição energética, que poderia ser um ponto de inflexão, dispensa comentários.

E você, o que pensa disso?


Grande abraço.

Eder


Fonte: “The superpower competition between the U.S. and China might be a draw”, escrito por Alan Murray.


sexta-feira, 8 de dezembro de 2023

O MUNDO CORPORATIVO CONTINUA DOMINADO POR HOMENS, MAS DISCRIMINAR MULHERES POR SEREM AMBICIOSAS, AÍ JÁ É DEMAIS!

 



De Sāo Paulo, SP.


Alguns meses atrás uma jornalista da Revista Fortune entrevistou Ashley McEvoy, então Vice-Presidente Executiva da J&J e Presidente do Conselho Mundial de uma das divisões da gigante farmacêutica, a J&J MedTech, avaliada em US$ 27 bilhões.


Crédito de Imagem: www.pymnts.com

A jornalista, Emma Hinchliffe, analisou a trajetória profissional da executiva que liderou marcas de consumo famosas como Tylenol e Listerine e ascendeu na carreira até se tornar responsável por um negócio complexo no setor de saúde.

McEvoy, 53 anos, estava na J&J há 27 anos na época da entrevista e no final da conversa foi perguntada se queria ser CEO.

A pergunta é feita corriqueiramente aos executivos entrevistados pela Revista Fortune, porque diz muito sobre a jornada do profissional – se ele/ela se vê subindo ou descendo na carreira, se chegar no topo importa, se valoriza mais a vida pessoal ou se tem outras perspectivas sobre o trabalho que faz.

Por exemplo, Sarah Jones Simmer, ex-executiva da Bumble que se tornou CEO de uma startup de emagrecimento chamada Found, disse na entrevista dela que ser CEO se tornou importante depois que ela foi diagnosticada com câncer.

Alicia Boler Davis, que foi executiva na Amazon e hoje é CEO da Alto Pharmacy, uma startup de entrega de medicamentos, percebeu que o emprego de CEO de uma grande empresa listada na Fortune 500, não era para ela. Preferia ajudar a construir um negócio do zero, do que simplesmente seguir aplicando uma estratégia de negócios definida há décadas.

Quando a jornalista da Fortune perguntou se McEvouy queria ser CEO, a resposta veio rápido: “com toda certeza!” e adicionou “não se trata apenas de ser CEO, mas de impulsionar impacto – ser uma forca para mudar efetivamente o mundo”.

A entrevista foi publicada em meados de setembro passado e de acordo com o Wall Street Journal, causou insatisfação em determinada audiência, leia-se, os chefes de McEvoy na J&J. Divulgar publicamente o interesse numa posição de CEO não caiu bem junto à liderança, principalmente junto ao atual CEO da J&J, Joaquim Duato.

Apesar da pergunta ter sido sobre o interesse em “qualquer” posição de CEO (não necessariamente da J&J), McEvoy vinha sendo considerada entre os principais candidatos à cadeira de CEO da J&J.

Mas ao invés de se tornar CEO da gigante farmacêutica, McEvoy acabou tendo que anunciar sua saída da J&J, em outubro passado: “é impossível expressar o quão importante essa empresa foi para mim e quão grata estou por minha carreira até aqui”, escreveu ela no LinkedIn. “Que venha a próxima etapa”.


Ashley McEvoy pediu para sair em Outubro - Foto: cortesia da Johnson & Johnson

O episódio levanta algumas questões críticas: “Será que um executivo pode expressar sua ambição? Quando a executivo é uma mulher, essa ambição é percebida de modo diferente?

De acordo com um estudo da Korn Ferry, feito em 2017, as mulheres não costumam se ver como futuras CEO. Das 57 CEOs mulheres entrevistadas no estudo, somente cinco queriam ser CEOs. Três não queriam a função de modo algum, mas aceitaram por dever de ofício e 2/3 “não se deram conta de que poderiam ser CEO até que alguém lhes dissesse”.  

Portanto, as mulheres que querem ser CEO são raras e as que expressam essa ambição, são mais raras ainda.

A ambição das mulheres é percebida de forma diferente da dos homens. As mulheres são vistas como ambiciosas demais ou como não ambiciosas o suficiente.

Não se sabe, com certeza, o motivo de McEvoy ter deixado da J&J; ela declinou de entrevistas para o Wall Street Journal e a Johnson & Johnson não respondeu aos pedidos de comentário. 

Quer a resposta dada de supetão na entrevista para a Revista fortune tenha contribuído ou não para sua saída, uma coisa é certa:

As mulheres não deveriam ser penalizadas por ter ambição – ou por serem francas sobre isso – quem deveria ser penalizado, pelos acionistas, pelo conselho, pelos consumidores e pela sociedade, são os homens que não sabem conviver com isso.

Grande abraço,
Eder.





quinta-feira, 7 de dezembro de 2023

O “LETRAMENTO FINANCEIRO” POUCO RESOLVE FRENTE AO ALTO NÚMERO DE DESBANCARIZADOS E “DESPREVIDENCIARIZADOS”

 



 De Sāo Paulo, SP.


👉”Letramento financeiro” é o conjunto de conhecimentos, atitudes e comportamentos adquiridos por meio da educação financeira.

👉Um estudo feito pelo BACEN, Fundo Garantidor de Crédito e CP2 (consultoria em pesquisas), procurou mensurar a inclusão e o “letramento” financeiro da população brasileira.

👉O estudo é importante para entendermos melhor o uso da população – principalmente a de baixa renda – dos produtos financeiros.

👉Chama a atenção a sessão “Planos de Aposentadoria” e os resultados deveriam acender uma luz vermelha nos órgãos reguladores, de fiscalizaçāo e formuladores de políticas de previdência complementar:

➡ 39,5% das pessoas pesquisadas que possuem um plano de previdência complementar, simplesmente não confiam nada ou confiam pouco no plano de aposentadoria que possuem – isso é muito ruim

➡ Nada menos que 76,4% dos entrevistados disseram que após aposentados dependerão, para viver, de um benefício do governo ou de uma aposentadoria oficial do governo (INSS). Pior ainda, 71,5% disseram que, para fechar as contas, continuarão tendo que trabalhar depois de aposentados

➡ Os resultados acima são alarmantes: primeiro, porque a falta de confiança na previdência complementar impede sua disseminaçāo; e segundo, porque se a esmagadora maioria dos aposentados vai depender da previdência oficial, então, vai receber baixos vencimentos e a economia tenderá a sofrer no futuro pelo reduzido poder de compra da população ...

➡ Somente 28,8% dos respondentes disseram que “vão receber aposentadoria do plano de previdência da empresa onde trabalham”. Tirando os 3,4% que não quiseram responder, ficam 67,8% "desprevidenciarizados", que não participam de um fundo de pensão, nem de um PGBL | VGBL da empresa onde trabalham.

👉O estudo não aponta para a quantidade de brasileiros “desbancarizados” (sem acesso a conta bancária) e os dados disponíveis na Internet são muito díspares (16-31-53 milhões), mas muitas pesquisas indicam que esse número vem diminuindo, graças ao PIX.

👉O problema é que um outro estudo, da PWC com o Instituto Locomotiva, diz que 33,9 milhões de brasileiros não tem acesso a Internet e 86,6 milhões tem acesso parcial (não diário), então, o uso do PIX não funciona direito para milhões de pessoas.

 👉A falta de acesso a uma conta bancária, a produtos financeiros e a planos de previdência complementar, é cruel. Deixa as pessoas sujeitas aos juros mais altos cobrados no comercio, impede a poupança para o futuro, corrói o dinheiro pela inflação, aumenta a insegurança financeira e prejudica a economia.

👉Ter “letramento” financeiro é importante, mas o que vai fazer a economia girar lá na frente é a quantidade de pessoas com acesso aos produtos financeiros, contas bancárias e planos de previdência complementar nos quais as pessoas, de fato, confiem. 

Link para o estudo completo: aqui 


Grande abraço,

Eder.


quarta-feira, 6 de dezembro de 2023

OLHAR DIFERENTE - UM PRESENTE MEU E DA APPLE PARA OS PROFISSIONAS DOS FUNDOS DE PENSĀO

 






👉 Esse é para aqueles que ...

VEEM AS COISAS DE FORMA DIFERENTE

👉 Aqueles que ...

SEGUEM UMA VISĀO ... não um caminho

👉 Enquanto os outros entendem que ser o ...

PRIMEIRO é que é importa, você valoriza primeiro o que realmente importa

👉 Enquanto os outros ficam ...

DISTRAIDOS ... com as coisas novas

👉 Você foca na importância de ....

VER AS COISAS SOB UMA NOVA PERSPECTIVA

👉 Mesmo antes que você saiba como ...

MUDAR AS COISAS

👉 Você nunca duvida que as ....

COISAS PODEM MUDAR

👉 Então, fizemos, ...

JUNTOS MUDAMOS AS COISAS

👉 MUDAMOS AS COISAS

.... de novo e de novo e de novo

👉 INCANSAVEL OTIMISMO

... é o que faz o mundo se mover para frente

👉 Portanto, continue vendo as coisas ...

DE MODO DIFERENTE

👉 Continue acreditando que sempre há ...

OUTRO CAMINHO, UM CAMINHO MELHOR, UM CAMINHO MAIOR

👉 Um que levanta a humanidade, derruba os obstáculos ...

APLAINA A ESTRADA

👉 Você é a diferença entre o ...

MUNDO ... como ele era

👉 E O LUGAR MELHOR

... que ele vai se tornar

👉 (SER) DIFERENTE

... é a única coisa sobre nós …

👉 … QUE SEMPRE SERÁ IGUAL


Grande abraço,

Eder.


Fonte: Apple

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