quarta-feira, 24 de setembro de 2025

A VERDADE SOBRE A APOSENTADORIA QUE NINGUÉM – NEM ATUARIOS, NEM FUNDOS DE PENSĀO – FALAM PRA VOCÊ

 


De Sāo Paulo, SP.


A vida toda nos dizem que aposentadoria é uma questão financeira, baseada em equações matemáticas.

Some sua poupança com sua renda, subtraia suas despesas, projete sua expectativa de vida e ... volià – você pode se aposentar a partir de determinada idade.

Parece organizado, racional, controlável, mas o mundo real na funciona de modo organizado. Se você olhar mais de perto, a maioria das pessoas não se aposenta porque batem determinado “número” (idade, poupança).

Elas se aposentam porque batem na parede. Uma última reorganização societária. Uma última redução de quadros. Uma avaliação de performance escrita por um novo gestor que não sabe o que você realmente faz.

A aposentadoria nāo é um número, ela é uma linha vermelha emocional.

A fantasia de se aposentar aos 65

A aposentadoria aos 65 anos de idade é muito mais um fruto da matemática atuarial do INSS do que da capacidade humana de seguir trabalhando.

Na prática, as pessoas começam a pensar em aposentadoria nos seus piores momentos, não nos seus melhores. Ninguém roda um simulador de aposentadoria após um grande projeto ou de uma avaliação acima das expectativas.

Elas fazem simulações depois da quarta reunião inútil do dia ou depois de pedirem que elas “façam mais com menos” pela centésima vez. Esse é o ponto do saco cheio, do cansaço, do esgotamento, do já deu.

No mundo corporativo de hoje – seja num hospital, numa escola ou no agronegócio, esse ponto não é um mero acontecimento, ele faz parte do processo.

Os números não mentem


Credito de Imagem: www.wpi.edu


Os dados mostram o quanto a realidade se distancia da versão matemática da aposentadoria baseada em planilhas.

Números dos EUA também servem para a Terra de Cabral, onde faltam estatísticas e sobram conclusões sem embasamento. Dados do Employee Benefit Research Institute mostram que apenas 28% dos aposentados realmente param de trabalhar quando haviam planejado.

A maioria dos trabalhadores é forçada a sair mais cedo — por demissões, problemas de saúde ou exaustão - 61% dos americanos se aposentam mais cedo do que o esperado.

Isso significa, traduzindo em miúdos, que:

A renda de aposentadoria idealizada pelos panos de previdência complementar nāo é atingida pela maioria das pessoas, que deixam de contribuir muito antes de chegar na idade definida pelo regulamento do plano – o benefício pleno da previdência complementar é, basicamente, uma miragem.

Poucas pessoas de fato chegam na idade “oficial” de aposentadoria normal definida nos planos de previdência complementar corporativos – em torno de 60 a 65 anos, dependendo do plano.

Em vez disso, elas saem do mercado de trabalho mais cedo, independentemente de suas finanças estarem preparadas ou não.

Abençoado por Deus, mas bonito apenas na natureza

A lacuna entre a teoria e as hipóteses atuariais dos fundos de pensão e a realidade é particularmente acentuada no Brasil.

Comparado com a Europa, onde existem programas de proteção social e aposentadoria faseada, os trabalhadores brasileiros são pressionados com mais força e por mais tempo:

  • França: protestos generalizados ocorrem quando o governo tentou postergar a idade de aposentadoria para além dos 62 anos;

  • Alemanha: Os trabalhadores podem reduzir as horas de trabalho aos sessenta anos, sem perder a dignidade o salário ou os benefícios;

  • Holanda: o trabalho de meio período no final da carreira é normalizado, não penalizado;

  • Brasil: espera-se que os trabalhadores mais velhos trabalhem a plena capacidade até o fim — e quando não conseguem, ficam desprotegidos.

Com base em dados históricos a idade média real de aposentadoria nos fundos de pensão brasileiros gira em torno de 57 a 59 anos - apesar da idade oficial para uma aposentadoria integral pelo INSS ser 65 anos para homens e 62 anos para mulheres, ou seja, vários anos mais tarde.

As pessoas não decidem se aposentar aos 57 ou 59 anos porque planejaram para isso. Elas o fazem porque seus corpos, suas mentes ou seus empregadores decidem por elas.

O preço pago pela antecipaçāo da saída

Credito de Imagem: www.depositphotos.com


Há uma crueldade oculta no fato de muitos brasileiros saírem dos seus empregos mais cedo do que esperavam.

Embora a saúde ruim possa forçar a saída, quando se deixa o emprego mais cedo do que o esperado, as finanças não estāo preparadas porque que as pessoas não atingiram a poupança que planejavam.

E como o plano de saúde é atrelado ao vínculo empregatício, a maioria das pessoas fica sem cobertura de assistência médica exatamente no período em que está mais vulnerável. Esse nāo é um problema de planejamento financeiro, é um problema do sistêmico.

Nos países em que a previdência social é mais generosa e o sistema de saúde universal tem capacidade de atender satisfatoriamente toda a população, isso não significa um desastre financeiro. No Brasil, sim.

Quando você é ejetado nesse ponto, você não está apenas deixando seu emprego – você está arriscando sua estabilidade.

Planejamento conta, mas você tem controle limitado

Uma grande percentagem das aposentadorias é abrupta, nāo planejada e com pinceladas de frustração. As pessoas nāo deixam o trabalho, elas são afastadas.

O fim do trabalho nāo chega porque você está financeiramente preparado, mas porque você ultrapassou determinado limite etário ou pela simples exaustão.

Sim, o planejamento financeiro ainda é importante. Ninguém quer ficar sem dinheiro aos 80 anos, mas os dados deixam uma coisa muita clara:

Nem sempre é você que decide a idade da sua aposentadoria. Doenças, demissões, esgotamento profissional, muitas vezes tomam a decisāo por você.

Tudo isso significa que o melhor planejamento para a aposentadoria nāo é ter uma idade única como alvo, mas sim ter flexibilidade.

Um colchão financeiro e margem de manobra suficiente para que - se sua carreira terminar antes do planejado - você não fique à deriva.

Ter poupança suficiente para cobrir os anos que antecederam sua aposentadoria pela Previdência Social e a perda de seu plano de saúde corporativo. Ter adaptabilidade suficiente para sobreviver ao inesperado.

... porque o inesperado é a regra, não a exceção.

A verdadeira idade de aposentadoria

Portanto, esqueça os simuladores e as planilhas que te dizem quando você estará “pronto” para se aposentar. A aposentadoria tem menos a ver com chegar num montante de dinheiro e mais a ver com atingir um limite.

Você saberá que chegou a hora, quando:

  • O stress de permanecer superar seu salário;

  • O trabalho parecer estar erodindo sua saúde mais rápido do que o envelhecimento em si;

  • A ideia de ficar mais um ano parece mais um castigo do que uma oportunidade.

É nesse momento que sair – mesmo com incerteza financeira – te fará sentir mais seguro do que ficar.

O segmento de previdência complementar não gosta dessa verdade porque ela é “inquantificavel”, nāo dá para colocar essas coisas num gráfico nem elas cabem numa planilha de Excel.

Você nāo se aposenta porque um simulador disse que você pode, você se aposenta porque seu corpo, sua mente, sua paciência ou seu empregador dizem: chega.

Por isso que a hora “certa” de se aposentar nāo é aos 60, 65 ou 70. É o dia que você decide que ficar mais um ano custa mais do que ficar mais um dia.

Essa é a verdadeira idade de aposentaria.


Grande abraço,

Eder.


Opiniōes: Todas minhas | Fonte: “Retirement Isn’t a Number — It’s the Day You Finally Say “Screw This”, escrito por Troy Breland.


terça-feira, 23 de setembro de 2025

PRECISAMOS DE UMA MUDANÇA FUNDAMENTAL NOS FUNDOS DE PENSĀO: REDESENHO ESTRUTURAL DE SEUS PLANOS - É PARA ONTEM!

 


De Sāo Paulo, SP.


Falar em “futuro do trabalho” já virou clichê. A verdade é que esse futuro já chegou e parece que ninguém contou pros fundos de pensão.

Os planos de previdência complementar corporativos continuam estruturados como se estivéssemos nos anos 70: carreira linear, aposentadoria com interrupção súbita do trabalho aos 60 – 65 anos e vida tranquila até o fim.

Só que o mundo mudou radicalmente.

Hoje em dia, ninguém para totalmente de trabalhar. O que acontece na prática é uma redução de ritmo: menos dias por semana, menos horas por dia.

O trabalho não acaba, apenas se transforma.

Um “semi-aposentado” pode, perfeitamente, continuar trabalhando na mesma empresa, com carga horária reduzida ganhando salário pro-rata, enquanto recebe parte proporcional de seu benefício de aposentadoria.

Mas para isso, regras centenárias da previdência complementar corporativa precisariam ser eliminadas dos desenhos de plano dos fundos de pensão

É necessária uma mudança radical na concepção dos planos de previdência complementar corporativa, ancorada nas novas realidades sociais e no comportamento humano, se quisermos proporcionar resultados melhores para os poupadores e progredirmos em direção aos objetivos econômicos dos fundos de pensāo.

Está na hora de abandonarmos estratégias fragmentadas e fortemente baseadas em aspectos financeiros e adotarmos estratégias inclusivas, redesenhando os planos de previdência complementar com mecanismos que estendam o impacto da previdência complementar ao longo de toda a vida das pessoas.

Embora incentivos fiscais, perfis de investimentos com riscos padronizados e campanhas de educação financeira desempenhem seu papel, essas abordagens geralmente atingem apenas os mais engajados financeiramente e só durante uma parte da vida profissional.

Fica para trás a maioria passiva para quem a inércia, a incerteza e as necessidades imediatas de liquidez, dominam a tomada de decisões, simplesmente porque as abordagens atuais são inócuas diante da realidade do trabalho e do emprego do século XXI.

Até mesmo iniciativas bem-intencionadas como a adesão automática causam impacto limitado e desigual, a menos que os planos de previdência complementar corporativos sejam cuidadosamente alinhados com as mudanças sociais, com o “futuro do trabalho” (que já chegou) e com as necessidades/comportamentos individuais dos poupadores.

Se quisermos levar a sério a poupança para a aposentadoria, precisamos ir além e elaborar uma arquitetura que corresponda à forma como a vida profissional realmente se comporta – e não à forma como aqueles que elaboraram os atuais desenhos de plano gostariam que se comportasse.

Isso significa mudarmos da atual arquitetura para desenhos de plano que se desloquem da:

  • Trava rígida no pagamento das rendas - para uma liquidez condicional, com grande flexibilidade para interromper e voltar a receber pagamentos, bem como aumentar e reduzir o valor da renda mensal em função das circunstâncias de cada momento da vida profissional/pessoal.

  • Possibilidade de fazer contribuições apenas antes da “aposentadoria” - para possibilidade de se creditar novas contribuições mesmo ao longo da fase de recebimento da renda.

A aposentadoria não pode ser encarada como uma linha reta, só de ida, sem volta. Por que não permitir que o participante comece a receber renda de aposentadoria, possa interrompe-la e voltar a contribuir, retomando o ciclo em momentos diferentes da vida? Uma aposentadoria flexível, em sintonia com a realidade de quem nunca deixa de ser economicamente ativo

  • Portabilidade condicionada à manifestação do participante - para portabilidade automática da poupança individual, sempre que a pessoa mudar de emprego. Precisamos de um sistema de “tag along previdenciário”, onde a poupança de aposentadoria seja atrelada e siga a pessoa automaticamente sempre que ela mudar de emprego, ao invés de ser ligada à empresa e seu fundo de pensão. Precisamos reconhecer a mobilidade profissional e assegurar que os trabalhadores possam transportar sua poupança até mesmo através das fronteiras, sem custos proibitivos ou obstáculos administrativos. Ter uma poupança de previdência complementar que não acompanha o dono é quase um anacronismo;

  • Separação estanque entre a fase ativa e o período de aposentadoria - para possibilidade de se estar ativo e aposentado ao mesmo tempo, tipo o “Gato de Schrödinger” (GIF do começo desse artigo);

  • Educação financeira abstrata - para ferramentas tecnológicas que ressonem emocionalmente com cada individuo;

  • Exigência de término do vínculo empregatício como requisito de elegibilidade ao benefício - para o reconhecimento de que os múltiplos empregos e vínculos de trabalho são uma extensão natural do vinculo corrente.


Credito de Imagem: www.integrasist.com.br


O ônus dessas mudanças no desenho dos planos de previdência complementar não deve recair apenas sobre os empregadores:

Fundos de pensāo, intermediários (firmas de consultoria) e instituições públicas devem se mobilizar para criar um ambiente em que a poupança a longo prazo seja o caminho de menor resistência.

Redesenho estrutural, no entanto, por si só é insuficiente, tem que vir com salvaguardas prudenciais robustas, para que os poupadores possam confiar que os produtos em que investem têm boa governança, preços justos e estão sujeitos a mecanismos eficazes de supervisão e reparação.

Resumindo

Se quisermos que a previdência complementar sobreviva e seja relevante, precisamos de um redesenho total dos planos — não alteraçõezinhas cosméticas, mas sim mudanças alinhadas com o comportamento real das pessoas e com a nova lógica do trabalho, que reflitam as evoluções sociais.

Do contrário, como escrevi na semana passada, corremos o risco de sermos a Nokia dos fundos de pensão: não fizemos nada de errado, mas, de repente, ficamos irrelevantes.

Grande abraço,

Eder.


Opiniões: Todas minhas | Fonte: “Pension ‘redesign’ needed to address European retirement savings gaps”, escrito por Sophie Smith.

Disclaimer: Esse artigo foi escrito com uso de IA, baseado em prompts, experiencia profissional e profundo conhecimento de mercado do autor e informações das fontes citadas.


sábado, 13 de setembro de 2025

COMO FAZER SEU FUNDO DE PENSĀO SER NOTADO PELO PÚBLICO

 


De Sāo Paulo, SP

Marketing pode ser um assunto bastante árido, quando se trata de planos de previdência complementar e fundos de pensāo.

Poupança para a aposentadoria nāo está entre os assuntos mais interessante para uma conversa com os amigos e nāo agrega nenhuma emoção no dia a dia das pessoas.

Nem por isso, fundos de pensão precisam ser chatos e enfadonhos ao fazer marketing de seus produtos e negócios.

Se tem algo que aprendi quando fiz minha especialização em Propaganda & Marketing nos anos 80, na ESPM – RJ, foi que adicionar humor ao conteúdo de propaganda pode ajudar a construir uma conexão com a audiência e converter potenciais clientes em leais seguidores.

Um estudo da firma de consultoria Nielsen – uma das líderes globais em inteligência de mercado e comportamento do consumidor – analisou a eficácia de 4 mil comerciais.

O estudo revelou que as propagandas feitas com uma pitada de humor:

· Criam uma conexão melhor da marca com o consumidor;

· Tem maior apelo junto ao público-alvo;

· Sāo mais lembradas ao longo do tempo (maior recall); e

· Geram maior intenção de compra.

Afinal, quem não gosta de rir e fazer os outros rirem? Todos nós gostamos de enviar posts engraçados para parentes e amigos. Isso não é exceção quando se trata de comerciais e quando isso acontece, a marca viraliza!

Até as marcas mais sérias podem usar o humor para se conectar com o publico. É isso que você vê nos exemplos a seguir das marcas Tampax (absorvente feminino), Durex (marca britânica de preservativos), Softner (amaciante de roupa) e até do Post-it (bloco de notas adesivas da 3M).


De acordo com pesquisas de Neuromarketing, “diversāo” é um dos cinco principais impulsionadores do comportamento humano.

O humor não tira a seriedade da missão de garantir aposentadorias e se buscar um futuro financeiramente seguro. Pelo contrário, aproxima o público de um tema que ele normalmente evita ou ignora.

O segredo está em mostrar que planejamento financeiro para o futuro pode ser leve, divertido e até… compartilhado no grupo de família no WhatsApp.

Porque, no fim, se ninguém presta atenção no seu plano e previdencia complementar, nāo adianta nada ter o melhor fundo de pensão do mundo.



Grande abraço,

Eder.


Opiniões: Todas minhas | Fontes: How do you make your advertising funny?“, escrito por Colleen Backstrom .

Disclaimer: Esse artigo foi escrito com uso de IA, baseado em prompts do autor e informações das fontes citadas.


sexta-feira, 12 de setembro de 2025

O QUE OS FUNDOS DE PENSĀO NÃO ESTĀO ENTENDENDO SOBRE BLOCKCHAIN E ATIVOS DIGITAIS

 


De Sāo Paulo, SP.


O setor de fundos de pensão passa por instabilidade e incerteza no mundo todo e suas soluções continuam concentradas nas classes de renda mais altas - numa sociedade fragmentada - com produtos destinados à trabalhadores com vínculo de emprego permanente em tempo integral.

Nesse contexto, emerge uma infraestrutura estável, sobressaindo-se como uma alternativa superior ao sistema tradicional com soluções de investimento e poupança de longo prazo acessíveis a todos.

O blockchain é uma tecnologia viável para muitos dos desafios financeiros atuais e há dois grupos, claramente distintos, beneficiários de suas soluções:

  1. Instituições financeiras e gestores de ativos de um lado; e do outro

  2. Cerca de 195 milhões de brasileiros sem planos de previdência complementar, dos quais 85 milhões atuam na economia informal - portanto, sem vínculo empregatício (53 milhões sequer têm conta em banco).

Com a tecnologia, o primeiro grupo ganha velocidade, eficiência e escala, enquanto o segundo se beneficia de acessibilidade e equidade. Se quisermos concretizar todo o potencial do blockchain, precisamos levar em conta as necessidades de ambos.

Há muito tempo, os financeiramente marginalizados buscam soluções em tecnologias de ponta. Graças a elas, por exemplo, entregadores de iFood e motoristas de Uber fazem parte de um mercado de trabalho que vai se tornando a cada dia mais excludente.

👉 É nesse ponto que mora a provocação: enquanto os fundos de pensão discutem se vão ou não modernizar seus sistemas de governança, um trabalhador informal já pode poupar R$ 10 em stablecoins direto no celular, sem taxa mínima, sem gerente de banco, sem burocracia. E esse mesmo trabalhador pode ainda colocar esse valor em staking liquído e ver render mais que a poupança — algo impossível no modelo dos planos de previdencia complementar atuais, que não aceitam contribuições tão baixas.

Diante do aumento de 80% dos custos de gestão de ativos e da queda de 15% nas receitas na última década, Jenny Johnson – CEO da Franklin Templeton, uma das maiores gestoras de investimentos do mundo, disse:

“Temos que pensar como alavancar o blockchain em nosso ambiente”

A inovação da Franklin Templeton ilustra bem esse despertar dos investidores institucionais. O primeiro fundo mútuo tokenizado, reduziu os custos de transação de US$ 1 para menos de US$ 0,01. Para uma instituição que tem US$ 1,7 trilhōes sob gestão, os ganhos de eficiência são transformadores.

Mas essa adoção institucional do blockchain e dos ativos digitais, faz mais do que cortar custos. Ela valida uma nova infraestrutura que pode beneficiar tanto as grandes instituições financeiras, como as dezenas de milhões de brasileiros excluídos dos veículos financeiros tradicionais de investimento e poupança de longo prazo.

👉 A mesma infraestrutura de blockchain que salva bilhões para a Franklin Templeton é a que permite a um imigrante mandar US$ 50 de Dubai para as Filipinas pagando centavos ou a uma diarista no Rio de Janeiro guardar R$ 6 em Solana e ainda receber 8,49% de rendimento anual em staking. É o mesmo motor tecnológico servindo extremos opostos da economia.


Credito de Imagem: www.sejanaskar.com.br


A tecnologia do blockchain remove fricção, esteja você liquidando uma transação financeira de R$ 100 milhões em ativos digitais, mandando R$ 100 para seu filho de férias no exterior ou poupando R$ 6 com rendimento anual na faixa de 8,49% (stacking da cryptmoeda Solana).

👉 E não é só: agricultores familiares já conseguem acessar microcrédito de R$ 200 tokenizados, algo que antes era inviável porque o custo administrativo dos bancos era maior do que o empréstimo. No blockchain, isso se tornou possível — e barato.

A gestão dos investimentos dos fundos de pensāo custa em média 0,28% ao ano(*) . Considerando um patrimônio de R$ 1,34 trilhões em 2025, isso gera anualmente R$ 3,75 bilhões apenas em taxas de gestão financeira, sem falar na taxa de administração (carregamento).

(*) Fonte: 13ª Série de Estudos – Despesas Administrativas das EFPC, publicada pela PREVIC em 2024.

No caso das entidades abertas (PGBLs e VGBLs) que possuem patrimônio de R$ 1,68 trilhōes e taxa de gestão financeira média de 1,2% ao ano, a gestão dos investimentos custa R$ 20,16 bilhões por ano.

A tecnologia do blockchain oferece soluções claras para o desafio de redução de custos de forma a permitir que pessoas com renda muito baixa tenham acesso a veículos de poupança e investimento de longo prazo.

A mesma tecnologia que resolve a ineficiência dos investidores institucionais, pode endereçar o problema da exclusão financeira e previdenciária. As mesmas redes de blockchain que processam transações ao custo de frações de um centavo em 3-5 segundos, servem tanto às tesourarias dos grandes gestores de ativos, quanto à viabilização de soluções de previdência complementar para indivíduos de baixa renda que queiram poupar.

No Brasil, pais em que a inflação frequentemente corrói o valor de ativos reais e da poupança das pessoas, o blockchain tem dupla utilidade. Basta ver o que ocorreu na Argentina, onde a inflação no final de 2024 atingiu 236,7%. Lá, tanto instituições como indivíduos recorreram aos ativos digitais por necessidade.

Os dados mostram que 61,8% das transações feitas pelos argentinos com crypto envolvem stablecoins, nāo por especulação, mas por ser uma ferramenta econômica que preserva o poder de compra contra a desvalorização do peso.


Credito de Imagem: www.portaldobitcoin.uol.com.br


Todos esses exemplos revelam a proposta de valor fundamental da tecnologia do blockchain:

Eliminar a dependência de intermediários frágeis e de políticas monetários nacionais expansionistas, que corroem o poder de compra e a poupança das pessoas com rendas menores e as deixam à margem dos sistemas de previdência complementar atuais, que se mostram incapazes de solucionar a exclusão previdenciária.

Seja você um gestor de investimentos buscando hedge para a exposição de seus ativos à inflação ou uma família de baixa renda querendo proteger sua poupança, a infraestrutura do blockchain fornece o mesmo serviço essencial: estabilidade e proteção.

Aproveitar o potencial pleno do blockchain exige desenvolver soluções intencionais que permitam oferecer veículos de poupança de longo prazo acessíveis à dezenas de milhões de brasileiros que vivem hoje na informalidade e à margem dos atuais fundos de pensão, PGBLs e VBGLs.

A promessa do blockchain reside precisamente na sua capacidade de servir aos dois grupos diferentes, citados anteriormente, com a mesma infraestrutura fundamental.

👉 A mesma rede de blockchain que permite a um fundo de pensão oferecer aos participantes perfis de investimentos com ativos tokenizados (ativos digitais) pode ajudar agricultores a ter acesso a crédito. A mesma infraestrutura que facilita a liquidação de transações financeiras dos grandes gestores de investimentos pode entregar ajuda humanitária diretamente a refugiados.

A infraestrutura do blockchain está aí, pronta e funcionando.

A escolha que fizermos hoje vai determinar se o blockchain e os ativos digitais serão mais uma ferramenta para servir aqueles que já sāo servidos pelos veículos de investimento e poupança de longo prazo ou se será a ponte que finalmente conectará à economia e aos planos de previdência complementar, todas as faixas de renda, principalmente as hoje desatendidas pelos fundos de pensāo.

Para fechar um alerta feito pelo CEO da Nivdia:

“Você não perderá seu emprego para a IA — mas para alguém que a usa”

Substitua emprego por participante e IA por blockchain e o alerta se aplica como uma luva para os fundos de pensāo …

Grande abraço,

Eder.


Opiniões: Todas minhas | Fontes: “The Banks and the Unbanked: Blockchain’s Biggest Beneficiaries Sit at Both Ends of the Financial Spectrum”, escrito por Denelle Dixon.

Disclaimer: Esse artigo foi escrito com uso de IA, baseado em prompts do autor e informações das fontes citadas.



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