quarta-feira, 4 de agosto de 2021

SEU FUNDO DE PENSÃO TEM UM CONSELHO CAMPEÃO OU TEM UM CONSELHO PRESERVACIONISTA?

 




De São Paulo, SP.

Ao longa da minha carreira, tive a oportunidade de interagir com mais de 100 conselhos deliberativos de fundos de pensão, número esse que segue aumentando. 


Vi conselhos genuinamente comprometidos com a excelência e com o futuro de seus fundos de pensão, os chamados "Conselhos Campeões", mas também vi alguns conselhos predominantemente motivados por status, cujos membros estavam basicamente interessados em permanecer no colegiado o maior tempo possível, os chamados "Conselhos Preservacionistas".

Conselhos Preservacionistas, tipicamente, não estão interessados na excelência nem em promover mudanças profundas. Ficar na média (mediocridade vem daí) já basta para esses e buscar a excelência ou grandes transformações pode até ser uma ameaça.

Por isso é tão importante o papel do presidente do conselho. A falta de avaliação da performance de conselhos e conselheiros é hoje, individualmente, o maior problema para a liderança dos colegiados.

Conforme li num artigo publicado o ano passado na Revista Britânica "Pensions Expert", já se foi o tempo em que um conselheiro trazia para seu fundo de pensão, apenas boa vontade ...


Grande abraço,

Eder.

terça-feira, 3 de agosto de 2021

TE CONTEI? O QUE O SETOR DE PREVIDENCIA PODE APRENDER COM O “FOLLOW ME”, CARRO USADO PARA AUXILIAR AVIÕES NO DESLOCAMENTO DE SOLO EM AEROPORTOS

 



De São Paulo, SP.


O QUE ESTÁ ACONTECENDO: 

Vou dar uma dica para PREVIC e SUSEP visando facilitar o controle das contas de previdência complementar pelos indivíduos, reduzir as despesas administrativas e fomentar o setor de previdência complementar no Brasil. Toda vez que um empregado sair de uma empresa onde tinha um plano corporativo de CD ou PGBL, o saldo que acumulou será automaticamente transferido para um “plano individual” – a menos que o empregado opte por permanecer no plano corporativo da empresa antiga, por portar o saldo para um plano pessoal ou por portar o sado para o plano do novo empregador. A taxa de administração (carregamento e gestão financeira) do “plano individual” deve ser a mesma ou inferior àquela paga no plano corporativo da empresa antiga.


POR QUE ISSO É IMPORTANTE: 

Baseadas no consentimento passivo, a vasta maioria das pessoas aceitaria as transferências. A onda de transferências derrubaria as receitas administrativas (carregamento e gestão financeira) dos atuais planos, incentivando a competição e a busca por eficiência, levando a redução geral dos custos administrativos. A medida também levaria ao desenvolvimento de uma nova infraestrutura de TI do setor inteiro, para permitir as transferências automáticas e agilizar as portabilidades. Além disso, ressaltaria a responsabilidade individual das pessoas pelas suas poupanças previdenciárias e atrairia novos players para o mercado. Apesar de planos de previdência criarem baixo engajamento, a comunicação, propaganda e marketing de uma medida assim poderiam dar uma chacoalhada no segmento.


CONCLUSÃO: 

A medida que faria a poupança previdenciária seguir automaticamente o participante, que nem o carro “siga-me” dos aeroportos, foi implantada em janeiro de 2021 na Noruega como parte de uma reforma da previdência complementar denominada “egen pensjonskonto”. Seria um ótimo combustível para os planos instituídos que poderiam ser criados em todos os fundos de pensão servindo de "plano individual" e para as seguradoras que poderiam criar um PGBL de baixo custo. Fica a dica!


Grande abraço,

Eder.


Fonte: "Pots follow member", escrito por Rachel Fixsen para a I&PE



segunda-feira, 2 de agosto de 2021

TE CONTEI? O MOMENTO REQUER A CRIAÇÃO DE UM “COMITÊ PARA MITIGAÇÃO DOS RISCOS DAS MUDANÇAS CLIMÁTICAS” NOS FUNDOS DE PENSÃO

 



 

De São Paulo, SP.


O QUE ESTÁ ACONTECENDO: 

Empresas, fundos de pensão, seguradoras, toda a cadeia de negócios cedo ou tarde, querendo ou não, terá que se alinhar às metas do Acordo de Paris. Para os fundos de pensão, isso implica em refletir em suas demonstrações financeiras os compromissos com a mitigação dos riscos que as mudanças climáticas representam para seus portfolios de investimentos. Palavras e estratégias já não são mais suficientes para demonstrar o compromisso das organizações com os aspectos ESG, é preciso divulgar para todos os “stackeholders” os impactos financeiros e quais medidas estão sendo tomadas na caminhada em direção a uma economia “net-zero” – como se diz em inglês ou carbono-zero, em português. No Reino Unido o “disclosure” (divulgação) dessas informações nos moldes do TCFD – Task Force on Climate-Related Financial Disclosure será obrigatória para todos os fundos de pensão a partir de 2025. No Brasil ainda não temos uma data para isso ... por enquanto.

 

POR QUE ISSO É IMPORTANTE: 

Os Europeus estão na dianteira. Fundos de pensão como o holandês PFZW, patrimônio de €$ 238 BI, planejam diminuir em 30% a pegada de carbono de seu portfolio até 2025. Os fundos de pensão brasileiros precisam se engajar com as empresas em que investem, mesmo que para isso precisem atuar em conjunto com bancos de investimentos e “asset managers” que contratam para gerir seus portfolios. Um bom começo, que ajudaria bastante os conselhos deliberativos dos nossos fundos de pensão a organizarem seus esforços e ações em torno dos aspectos ESG, seria a criação de um comitê de assessoramento do conselho. 

 

CONCLUSÃO: 

“Devemos isso aos nossos participantes e à sociedade”, disse Joanne Kellermann, diretor do segundo maior fundo de pensão da Holanda, ao divulgar as medidas e metas que o fundo vem adotando. O que dizem os diretores do seu fundo de pensão?


Grande abraço,

Eder.


 

Fonte: “PFZW to reduce carbon footprint by 30% in 2025”, escrito por Tjibbe Hoekstra

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