quinta-feira, 14 de março de 2024

O SEGMENTO DE FUNDOS DE PENSĀO ESTÁ CAMINHANDO PARA O “MOMENTO DA MUDANÇA”: MENOS, MAIORES E MELHORES.

 


De Sāo Paulo, SP.


A era da consolidação chegou!

Dados públicos mostram que a Ford e a Roche transferiram a gestão de seus planos para a Vivest. EnerPrev (patrocinada pela Energias do Brasil) e GebsaPrev (patrocinada pela General Electric) estão transferindo planos para a administração do IAP – Itajubá Administração Previdenciária.

Varias outras patrocinadoras multinacionais estāo seguindo esse mesmo caminho.

Um mercado com fundos de pensão maiores deverá, em tese, melhorar a eficiência de escala e elevar os padrões de governança do setor.

Os fundos de pensāo menores e muitos de porte médio - geralmente patrocinados por empresas multinacionais - são os menos propensos a continuar existindo e portanto, os alvos desse movimento de transferência de gestão de planos para fundos maiores.

Não existe desculpa para os conselhos deliberativos dos fundos de pensão não saberem o que está acontecendo. Essa tendência já vem se delineando desde o começo do século, quando a quantidade de fundos de pensão existente atingiu o pico, permaneceu num platô e iniciou uma curva descendente.

Os fundos de pensão, responsáveis pela administração de planos de previdência complementar corporativos, estão prestes a enfrentar mudanças radicais. Um mercado consolidado representa riscos diferentes para os planos de previdência complementar e seus participantes.  

Os conselhos deliberativos passam a ser a “primeira linha de defesa” contra as “novas ameaças” e todos os conselheiros precisarão ser adequadamente qualificados para se sentar numa cadeira no board de um fundo de pensão. Boa vontade apenas, nāo é mais suficiente.

O resultado da consolidação não deve ser apenas "super fundos de pensão", o futuro não é só uma questão de tamanho ...

“O primeiro maior, o segundo maior, isso não é o suficiente para os poupadores”

Os players resultantes devem, genuinamente, implementar mudanças na forma que operam, devem ser fundos de pensão melhores em função das decisões estratégicas que seus conselhos tomarem.

A consolidação deve ser vista como uma oportunidade para subir a régua das soluções oferecidas aos poupadores de longo prazo. Uma oportunidade para os fundos de pensāo passarem a:

  • Oferecer suporte aos participantes ativos no planejamento financeiro e na gestão de riscos de suas poupanças;
  • Facilitar o engajamento de seus participantes, sejam ativos ou assistido;
  • Entregar melhores resultados líquidos para cada real de contribuiçāo;
  • Oferecer apoio aos assistidos nos desafios da “desacumulação” etc.

Além disso, está fadado a ocupar o final da fila dos “super fundos de pensão”, aqueles que não tiverem pelo menos um membro independente (de verdade) em torno da mesa de seus conselhos (quanto mais, melhor), que não investirem em ativos diversificados e não tiverem espaço para causar impactos (sociais e ambientas) positivos com seus investimentos.

Os fundos de pensão estão hoje num ambiente muito diferente do passado, já se foi o tempo em que a previdência complementar, um benefício oferecido pela empresa, era cuidado pelo diretor de RH e pelo diretor financeiro.

O segmento está se transformando em um mercado concentrado, com crescente competição na oferta de produtos complexos de investimentos de longo prazo.




A maioria dos fundos de pensāo das empresas multinacionais, é administrada hoje por um ou dois diretores executivos profissionais, oriundos do segmento de previdencia complementar. Sāo gestores altamente capacitados, frequentemente oriundos de empresas de consultoria de riscos financeiros e atuariais ou das "big four", onde se destacaram em posiçōes seniores.

A geraçāo atual é a última geraçāo desse tipo de profissional, simplesmente porque as firmas multinacionais de consultoria também vem se consolidando e as poucas que sobraram nāo formam, nem contam mais com esse tipo de profissional.

Isso está se desenrolando diante dos nossas olhos, mas, se os super fundos de pensão - no final do dia - se mostrarem apenas a mesma coisa que havia antes, só que maiores, pode ter certeza de que toda essa consolidação, que vai durar alguns anos, dará lugar a outra coisa depois dela ...

Pronto, falei!

Grande abraço,

Eder.


Fonte: “'Era of consolidation is here', TPR says”, escrito por Jamine Urquhart.


quinta-feira, 7 de março de 2024

POR QUE A GRAMA É VERDE? COMO SERÁ O FUNDO DE PENSĀO NO FUTURO?

 



De Sāo Paulo, SP.

Conforme o legendário Carl Sagan deixa bem claro numa entrevista de 1977, o que mantem vivo o reino da inovação e do aprendizado é a curiosidade.

Nutrir a curiosidade, especialmente nas crianças, é essencial para o progresso da ciência, nos conecta com algo maior do que nós mesmos e prepara as futuras gerações para solucionar os desafios que teremos, com empatia.

A mensagem de Carl Sagan é clara: encorajar as crianças a perguntar “por que” e “como” sobre o mundo a sua volta é lançar as bases para uma sociedade que valoriza o aprendizado e a exploração, em oposição a complacência.

Isso não vale apenas para os pequeninos, é um chamado para todos nós – estudantes, profissionais e especialmente, conselheiros de fundos de pensão.

Sim, estou olhando para vocês, para todos aqueles que se sentam há tempos em torno da mesa dos conselhos dos fundos de pensão.

Para os conselheiros que, muitas vezes, quando a diretoria propõe uma inovação, quando quer discutir o futuro dos planos de aposentadoria, dizem algo tipo: “não percam tempo com perguntas para as quais não temos as respostas”.

Tenho ouvido algo assim faz tempo, isso me incomoda, me incomoda profundamente. Está na hora de mudarmos esse “mindset”, de fazermos perguntas difíceis, cujas respostas são impossíveis de saber. Isso está no âmago da inovação.

Isso nos empurra para além das fronteiras atuais, nos leva para territórios inexplorados, para novas compreensões sobre segurança financeira futura, desenvolve outras capacitações.  

O vídeo de Carl Sagan é um lembrete para todos nós, de que o caminho para o crescimento, para sairmos de onde estamos e irmos em direção ao futuro da previdência complementar, é pavimentado pela curiosidade e inovação, pela coragem de fazermos perguntas difíceis, mesmo quando as respostas não são imediatamente claras.

Vamos levar essa mensagem adiante e criar um ambiente no qual a curiosidade seja encorajada e as perguntas difíceis sejam celebradas – seja em casa, na sala de aula, no ambiente de trabalho dos fundos de pensão ou nas reuniões de seus conselhos.

Afinal de contas, conforme Carl Sagan demonstrou brilhantemente, é através das ponderações e dos questionamentos que nos conectamos com o vasto universo de possibilidades e nosso lugar dentro dele.

Nāo deixemos escapar a curiosidade das crianças do jardim da infância …




Grande abraço,


Eder.


Fonte: François Paul Lambert

sábado, 2 de março de 2024

O QUE FRANÇOIS-RENÉ DE CHATEAUBRIAND E JEREMY HUNT PODEM ENSINAR O MINISTERIO DA ECONOMIA BRASILEIRO SOBRE PLANOS CD

 

Credito Giphy - François-René de Chateaubriand, escritor francês do Século XVIII


De Sāo Paulo,SP.


Jeremy Hunt é chamado de Chancellor pelos Britânicos. Para os não iniciados em Reino Unido, ele é equivalente ao nosso ministro da economia.

Hoje, sábado, dia 02 de março, Hunt anunciou sua proposta para forçar os planos de contribuição definida (CD) a divulgarem publicamente o nível de investimento de suas reservas em negócios no Reino Unido, bem como seus custos e seus retornos líquidos.

Acima da Linha do Equador a previdência complementar corporativa é tratada no melhor interesse do desenvolvimento econômico do país e isso explica muita coisa.

Nas Terras de Cabral o $$$ do setor é usado esmagadoramente para financiar títulos públicos federais, não para fazer girar a roda da economia, muito menos para financiar o setor produtivo.

O ministro da economia de Sua Majestade quer mais. Ele quer que fundos de pensão e seguradoras operando planos CD corporativos comparem publicamente os dados sobre suas performances dos investimentos com a performance de outros planos CD. Incluindo pelo menos dois planos cujo patrimônio sob gestão seja de no mínimo £$10 bilhões.

Não fica só nisso não. Mr. Chancellor determinou que os planos CD corporativos com performance ruim não poderão aceitar novas patrocinadoras e deu amplo poder de intervenção aos órgãos de supervisão do setor, equivalentes à PREVIC e SUSEP Tupiniquins.

Para Sua Majestade, o buraco da adesão automática é mais embaixo!


O nr. 10 da Downings Street é a redidencia do primeiro ministro do Reino Unido

O secretario do tesouro de Sua Majestade Britânica (SMB) disse que a adesão automática aumentou substancialmente a capacidade de investimentos dos planos CD corporativos no Reino Unido.

O patrimônio desses planos pulou de £$ 90 bilhões em 2012 para £$ 116 bilhões em 2022, mas a obrigação de divulgação dos investimentos é “inconsistente" e não exige a discriminação dos investimentos feitos no Reino Unido.  

Jeremy Hunt disse que:

“Nós estamos seguindo o caminho do crescimento, destravando capital para nossas empresas mais promissoras”.

Mel Stride, equivalente Britânico do nosso ministro do trabalho, completou:

“O incrível sucesso da adesão automática criou uma enorme oportunidade para crescimento da economia, para alavancar os negócios Britânicos e pavimentar nosso futuro”

“Nossa abordagem centrada no valor obtido pelo poupador com o seu dinheiro” (VfM ou Value for Money) vai dar um passo adiante, ao focar os gestores dos investimentos em sua prioridade número um: assegurar os melhores retornos possíveis para os poupadores - ao mesmo tempo em que impulsiona a ampla economia”

A estrutura de governo Britânica acerta em cheio ao exigir investimento produtivo dos planos CD corporativos, como contrapartida ao fomento da previdência complementar trazido pela adesão automática.

Mais ainda, ao colocar no centro das prioridades o valor obtido pelo poupador com o seu dinheiro (VfM ou Value for Money), o governo de Sua Majestade se preocupa com aquilo que realmente importa nos planos CD.

O retorno dos investimentos é determinante para definir o tamanho da renda futura de aposentadoria de milhões de pessoas.

Ao estimular a concorrência entre regimes de previdência e planos CD corporativos, reforçando os poderes dos órgãos de supervisão para reprimir os maus desempenhos, o governo Britânico está contribuindo para a segurança financeira futura dos participantes.

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Temos oportunidade de fazer o mesmo por aqui já que a adesão automática acabou de ser autorizada pelo CNPC e pela SUSEP nos planos de previdência complementar corporativos.

Nosso mercado está precisando de uma dose de competição para melhorar os retornos dos planos CD corporativos e o pais anda mais do que necessitado de financiamento para o setor produtivo.

Uma coisa é certa, investir em títulos públicos pode entregar os retornos necessários para cumprir a meta atuarial de planos BD, mas está longe de entregar o maior retorno possível nos planos CD e é um desserviço para o crescimento da economia Brasileira.  

Para aqueles que ficam apenas aplaudindo o fomento da adesão automática ao sistema de previdência complementar, sem preocupação com a efetiva segurança financeira futura dos participantes, nem com a economia do país, vale lembrar o que François-René de Chateaubriand (escritor francês do Século XVIII) escreveu, bem antes da invenção da máquina a vapor:

“As florestas precedem as civilizações e os desertos a sucedem”

Pronto, falei!


Grande abraço,

Eder,


Fonte: “Chancellor unveils plans to bar poorly performing DC schemes from new business”, escrito por Martin Richmond.


sexta-feira, 1 de março de 2024

IBIT39: SEU FUNDO DE PENSĀO JÁ PODE (SE QUISER) OFERECER UM PERFIL DE INVESTIMENTOS EXCLUSIVAMENTE VOLTADO PARA A GEN Z

 



De Sāo Paulo, SP.


👉 A BlackRock lançou hoje na B3 seu primeiro ETF ou Exchange-Traded Fund (fundo de investimentos cujas cotas são negociadas em bolsa de valores) espelhando a performance do Bitcoin Spot.

👉 O iShares Bitcoin Trust BDR (IBIT39) - que tem taxa de administraçāo de 0,25%, reduzida no primeiro ano para 0,12% - é a resposta da BlackRock para a demanda crescente do mercado Brasileiro por investimento em cryptomoedas e ativos digitais.

👉 O IBIT39 é a oportunidade que tem investidores institucionais, como fundos de pensão, para ganhar exposição ao Bitcoin através de um veiculo regulado, seguro e transparente.

 👉 Já sāo 13 os ETFs lastreados em ativos digitais, lançados na B3, totalizando investimentos de R$2,5 bilhōes, o que significa que é crescente o apetite por veículos de investimentos em ativos digitais.

👉 Seu conselho deliberativo continua achando que Bitcoin, Ethereum, cryptomoedas, ativos digitais sāo moda passageira? Nenhuma surpresa, os fundos de pensão costumam se enquadrar no ultimo, dos cinco estágios no ciclo de adoção das inovações:


1️⃣ Os verdadeiramente inovadores;

2️⃣ Os que adotam a inovação mais cedo do que a maioria;

3️⃣ Os que adotam a inovação quando ela se torna mais estabelecida;

4️⃣ A maioria, que adota a inovação quando ela se torna padrão ou necessária; 

5️⃣ Os retardatários, os últimos a dotar a inovação, aqueles que resistem a mudanças e se baseiam nos métodos tradicionais por longos períodos.


👉 O estágio em que está seu fundo de pensão no ciclo de adoção das inovações, diz muito sobre o 'mindset' do conselho e também da capacidade de evolução rápida da organização num cenário de rápidas mudanças tecnológicas.


Grande abraço,


Eder.


Fonte: “BlackRock set tolaunch Brazil’s first Bitcoin ETF IBIT39 on B3 exchange”, escrito por Charles Thuo.



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