segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Associações de seguradoras acusam o Brasil de protecionismo no mercado de resseguro


De São Paulo, SP.

Um grupo de associações de seguradoras, predominantemente norte-americanas, está pressionando o Brasil a abrir definitivamente o mercado interno de resseguros.

O grupo é formado pela American Council of Life Insurers (ACLI), American Insurance Association (AIA), Association of Bermuda Insurers & Reinsurers (ABIR), General Insurance Association of Japan (GIAJ), Property Casualty Insurers Association of America (PCI), Reinsurance Association of America (RAA), e pelo The Council of Insurance Agents & Brokers.

O grupo acusa o governo Brasileiro de práticas protecionistas no setor de resseguros e critica Resoluções do CNSP – Conselho Nacional de Seguros Privados.

Mais especificamente, pedem a revogação da Resolução CNSP nº 232/2011 (que proíbe transações dentro do mesmo grupo econômico) e da Resolução CNSP nº 225/2010 (que assegura certa reserva de mercado em detrimento de ordens preferenciais).

Ainda, aplaudem um relatório cujo título é “Brazil: Detailed Assessment of Observance of Insurance Core Principles of the International Association of Insurance Supervisors”, através do qual o FMI – Fundo Monetário Internacional demonstra que a regulamentação brasileira dificulta o acesso de companhias estrangeiras ao mercado nacional, prejudica o crescimento econômico do país e impõe barreiras a uma saudável diversificação de riscos.

Quem quiser ler o artigo original, siga o link abaixo:

Link para a matéria original


A boa notícia é que o mercado brasileiro deve estar ficando a cada dia, mais apetitoso. A má notícia é que ainda há mesmo um resquício de protecionismo e isso prejudica tu, nós, vós e eles, na medida em que tais barreiras impedem a plena competição e a consequente queda nos preços de tudo quanto é seguro no Brasil.

Ou seja, todos pagamos mais caro por seguro de casa, de carro, passagens aéreas, energia elétrica, passeios turísticos, transporte de carga ...

Forte abraço,

Eder.



Fonte: Adaptado do artigo “Insurance Associations Welcome IMF Report on Brazil Reinsurance Market”, publicado no “Insurance Journal”.

Crédito de Imagem: Seguro em Foco - www.segfoco.com.br

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Minha lista de adolescente: 20 coisas pra fazer antes dos 20 anos


De São Paulo, SP.

Há uma boa razão para que os filmes voltados para adolescentes sejam cheios de aventuras e desventuras:

“A adolescência é a época ideal para fazermos coisas iradas, doidas mesmo, divertidas pra caramba, impensadas e totalmente inconsequentes que nós (provavelmente) nunca mais fariamos depois de adultos”

Você só vive uma vez, já nos ensina o acrônimo em inglês #YOLO (You Only Live Once).

Além disso, nós só somos adolescentes uma vez na vida, portanto, façam com que esses anos sejam sempre lembrados pela forte amizade e gostosa liberdade dessa fase. Da minha eu não esqueço nunca...

Antes que vocês, que já estão trabalhando e fazendo parte do mercado de trabalho, oficialmente atinjam a maioridade e completem 20 anos de idade, façam uma lista de todas as coisas que vocês querem fazer e morrem de vontade de experimentar.

Sempre quis conhecer um lugar paradisíaco, sempre tive vontade de participar de um “flash mob”, ou de dar um daqueles beijos épicos de novela em alguém por quem estou apaixonado?

Wikipidia: Flash Mobs são aglomerações instantâneas de pessoas em certo lugar para realizar determinada ação inusitada previamente combinada, estas se dispersando tão rapidamente quanto se reuniram. A expressão geralmente se aplica a reuniões organizadas através de e-mails ou mídias sociais.

Agora é a hora de fazer isso rolar!

Cliquem no link abaixo e vejam no slideshow quantos dos itens daquela lista vocês já completaram e quantos ainda restam para eliminar da sua lista.

http://www.huffingtonpost.com/2012/07/12/teenage-bucket-list-20-th_n_1588079.html#slide=1082134


Essa é apenas uma lista, preparada pelo “The Huffington Post”. Vocês podem fazer suas listas particulares. Têm alguma coisa louca e inesquecível que ficou guardada na memória como algo que gostariam de fazer antes dos 20 anos?

Mandem sua lista para #20antesdos20 @edercostaesilva

E quando completarem seus 20 anos, não esqueçam de colocar em primeiro lugar nas suas listas de adulto:

Fazer um plano de previdência complementar...


Abração.
Eder.

P.S.: Nikolas (12) e Larissa (16) são os "teens" que temos lá em casa. Nesse caso acho que não vou receber a lista deles :(


Fonte: Adaptado do artigo “Teenage Bucket List: 20 Things To Do Before You're 20!”, escrito por Hannah Orenstein

Crédito de Imagem: Shutte Stock

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Porque muitas previsões falham e outras não?



De São Paulo, SP.

Num domingo do verão de 1987 trezentas mil pessoas se comprimiram no vão central da Ponte Golden Gate em São Francisco – EUA, atraídas pela comemoração do 50º aniversário da inauguração.

Prensadas entre os dois grandes pilares da ponte e incapazes de se mover em qualquer direção, a multidão se aproximou inconsequentemente do que poderia ter sido o maior acidente humano de toda a história norte-americana.

Os engenheiros que desenharam a Golden Gate haviam feito inúmeros cálculos para projetar uma estrutura capaz de suportar inclinações de quase 9 metros, aguentar ventos de dezenas de quilômetros por hora e resistir ao tráfego de centenas e centenas de veículos pesados.

Mas em se tratando de uma ponte voltada para o tráfego de veículos, ninguém jamais havia previsto que uma gigantesca turba de pedestres marcharia simultaneamente sobre a ponte em determinado momento.

Como resultado, a ponte se achatou e os pilares centrais se aproximaram perigosamente, ficando por um fio de arrebentar cada um dos cabos de sustentação daquela superestrutura vermelha.

As consequências de dados errados, previsões desequilibradas, opiniões mal concebidas, estimativas vagas, hipóteses incorretas e no caso da Ponte Golden Gate, de um evento improvável, podem ser catastróficas.

O melhor aliado para aquele que costuma fazer prognósticos é um conjunto de dados precisos... casado com uma boa pitada de juízo (avaliação) humano(a).

Isso explica porque algumas previsões, como a de furacões, são tão boas enquanto outras, como as projeções econômicas, são tão ruins.

Graças ao conhecimento de catástrofes anteriores, fotografias de satélite, balões meteorológicos e aviões que voam no olho de tempestades, os meteorologistas são agora capazes de prever com muitos dias de antecedência o caminho e a força dos furacões e quando eles atingirão o continente.

Todas essas informações, melhoradas pelas análises dos especialistas, aumentou em 350% nos últimos 25 anos a acurácia das previsões do tempo.

As 1.833 vítimas do Furacão Katrina, que inundou Nova Orleans nos EUA, não morreram por falta de previsão, mas sim porque o prefeito da cidade demorou a declarar estado de emergência e a ordenar a evacuação compulsória. Quando o fez, já era tarde demais.

Já projeções econômicas são outra história. Parte do motivo para as previsões do tempo terem melhorado é que os cientistas, matemáticos e programadores são capazes de construir modelos computacionais a partir das moléculas que formam as nuvens.

O mesmo não se aplica a economia, um campo onde é impossível capturar cada variável de mercado e até o Governo se mostra inepto para acertar na projeção de crescimento do PIB, o que dirá acertar em medidas mais refinadas.

Não é incomum os gurus econômicos falharem em prever uma recessão, até mesmo depois de ter começado.

É espantoso constatar que os bancos e as grandes empresas ainda se preocupam em manter economistas na folha de pagamentos. Todos estariam melhor se dessem emprego para a “Mãe-Diná”.

Existem acontecimentos que desafiam as previsões. Há coisas tão bizarras ou improváveis que para a maioria das pessoas, em dado momento, podem simplesmente parecer inconcebíveis.

Pense no tsunami da Indonésia, no acidente de Fukushima no Japão, no ataque as torres gêmeas em Nova York - EUA, na tromba d’água em Teresópolis ou em uma “presidenta” mulher no Brasil.

Apesar disso, de alguma maneira, todos esses eventos seriam possíveis de prever se as pessoas fossem capazes de separar o importante do trivial, ou seja, se conseguissem distinguir o barulho do sinal, dando o gigantesco salto de fé que converte o improvável no possível.

Nossa vida inteira gira hoje em torno de previsões. O Governo projeta a inflação, a taxa de crescimento do PIB, a safra de grãos do ano que vem e a taxa de natalidade.

Os sites de Internet tentam antecipar que produtos as pessoas pesquisarão e comprarão, as empresas de petróleo buscam os melhores terrenos para prospectar, as cias farmacêuticas procuram mensurar a eficácia das moléculas na cura de doenças, enquanto um monte de incautos tenta acertar os números da mega-sena da virada.

Nós mesmos ocupamos nosso tempo com projeções pessoais. Quanto tempo vou levar para chegar no trabalho amanhã? Quando o perú de Natal vai demorar para assar? Qual será o retorno do fundo de investimentos atrelado à inflação? Quanto será que vai aumentar meu salário se eu fizer um MBA?

Algumas dessas projeções são surpreendentemente precisas enquanto outras acabam se mostrando um fracasso retumbante.

As tábuas atuariais surgiram há muito mais de um século, quando a tecnologia e seus impactos sobre o limite da vida humana eram simplesmente impensáveis.

Continuamos projetando a sobrevivência humana a partir de bases de dados e com os mesmos conceitos daquela época.

Estamos aplicando a mesma solução para um problema que mudou. Está faltando casar os dados com uma pitada de juízo humano!

Será que ainda não deu para perceber, num mundo em que se vive além dos 100 anos e a longevidade continua a aumentar a passos largos, que os modelos atuais de previdência social e complementar simplesmente não serão capazes de levar as pessoas a acumular o suficiente para uma aposentadoria tranquila?

Está na hora de um freio para arrumação...



Grande abraço,
Eder.


Fonte: Adaptado do artigo “Are We All Being Fooled by Big Data?” escrito por Michael Moritz. Crédito de Imagem: www.media.licdn.com

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

A Força da Simplicidade e os planos de previdência – Parte 2



De São Paulo, SP.

Nessa segunda parte, mostraremos mais alguns estudos sobre fluência cognitiva e porque tudo aquilo que é simples é melhor.


I. Mas … mas … hesite e você será lembrado!

Será que existe alguma vantagem em ser alguém que tem, reconhecidamente, falta de fluência?

O discurso da maioria das pessoas é literalmente cheio de disfluências tipo “hããããã” e “éééééé” – as pessoas simplesmente falam assim.

Como se poderia esperar, as pesquisas descobriram que as pessoas que falam fluentemente são percebidas como as que têm maior conhecimento e são as consideradas mais inteligentes.

Ponto para fluência!

Acontece que um estudo em que um palestrante fala com hesitação, mostrou que a palavra seguinte que sai da boca dele depois de uma gaguejada é lembrada com mais facilidade (Corley et al., 2007).

Quem sabe essa não era a estratégia adotada por George W. Bush em seus pronunciamentos?


II. As pessoas compram produtos fluentes

Será que essa brincadeira de fluência cognitiva pode ser usada para encher a “cachola” das pessoas? Pode!

Um estudo desenvolvido pelo pesquisador Novemsky e sua equipe em 2007, manipulou a percepção de fluência que as pessoas têm sobre determinado produto ao listar suas características através de letras/fontes fáceis ou difíceis de ler.

As letras/fontes fáceis de ler simplesmente duplicaram a quantidade de pessoas dispostas a comprar o produto.

Você deve estar se perguntando que empresa seria estúpida a ponto de usar em seus rótulos e embalagens de produto, letras difíceis de ler? É, não subestime a capacidade de certas empresas, isso existe...

Generalizar a aplicação desse princípio leva a conclusão de que “produtos fluentes” (vamos chama-los assim) são mais lucrativos. Pense em empresas como a Apple e verá um exemplo de companhia que elevou a fluência cognitiva a uma categoria de religião no setor de consumo.

Os “nerds” tiram sarro de produtos fáceis de usar, mas essa é uma reação totalmente ignorante.

Basta olhar para a evolução de praticamente qualquer produto tecnológico: são quase impossíveis de usar quando são lançados e terminam sendo comprados até pela sua avó.

Esse é o efeito da “fluência cognitiva”, transformado em uma verdadeira lei do mercado consumidor.


III. A fluência nos dá prazer

Coisas fáceis de processor nos dão uma injeção momentânea de prazer. Quando as pessoas olham para objetos fáceis de pegar, produzem sorrisos discretos, diferentemente de quando se defrontam com objetos difíceis de levantar.

Extrapole esse efeito para situações em que você se depara com websites, produtos ou qualquer outra coisa que você considere importante e o poder da força da simplicidade lhe parecerá óbvio.

As pessoas gostam da sensação de prazer quase tanto quanto gostam de evitar a dor.


IV. A fluência permite raciocinar sem esforço

A fluência também afeta a maneira que tomamos decisões.

Nosso cérebro possui dois sistemas de reação. Aquele do qual temos consciência é vagaroso e analítico enquanto o outro, que opera no nível subconsciente, é rápido e automático. É a nossa intuição.

Quando pensamos sobre alguma coisa fácil de processar, tendemos a reagir rapidamente e sem esforço (Alter et al., 2007). Isso não é necessariamente bom ou ruim, mas um efeito padrão desse nosso pensamento automático é que tendemos a escolher a alternativa padrão/default.

Por outro lado, a disfluência empurra nossa mente para um modo de reação analítica, tornando mais provável que nossa decisão não siga uma trilha padrão.

Coisas simples levam a decisões rápidas.

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Depois que sabemos essas explicações tudo isso parece bem simples, mas pode ser difícil colocar esses resultados em prática.

As pessoas tem medo de parecer bobas e automaticamente assumem que se fizerem algo complexo os outros vão considerar que é melhor.

Ocorre que isso está longe de ser verdade.

Paradoxalmente, a complexidade é frequentemente mais rápida e fácil enquanto a simplicidade leva tempo e é mais difícil.

Da mesma forma que os matemáticos buscam as formulas mais simples para descrever os fenômenos mais complexos, todos nós deveríamos ser obcecados pela simplicidade, porque é na simplicidade que repousa a beleza e como acabamos de aprender, a mente humana não consegue resistir a ela.

Para encerrar, quando você for fazer a divulgação de um novo plano de previdência complementar, use letras/fontes bem simples e fáceis de ler, inclua poucos slides na apresentação para o prazer de todos, fale sem gaguejar até o fim, exceto quando for transmitir a mensagem final, quando você deve dar uma rateada na sua fala e concluir dizendo:

“hãããã .... éééé” façam sua adesão!

Forte Abraço,
Eder.





Fonte: Adaptado do artigo “8 Studies Demonstrating the Power of Simplicity”, escrito por Jeremy Dean
Crédito de Imagem: www.minimalwall.com




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