quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Crise afeta nível de cobertura dos compromissos dos Fundos de Pensão Multipatrocinados nos EUA

De São Paulo, SP.

De acordo com o IFEBP – International Foundation of Employee Benefit Plans, quase três-quartos, mais presisamente 73% dos fundos de pensão multipatrocinados estavam em agosto /2009 com o nível de cobertura dos compromissos pelo respectivo patrimônio, inferior a 80%.

Esse resultado demonstra o “pedágio” cobrado no ano passado pela crise econômica, dos planos de aposentadoria, disse Julie Stich, Especialista Sênior em Pesquisa\Informação no IFEBP, baseado na cidade Americana de Brookfield - Wisconsin.

“Quase triplicou no ano passado a quantidade de planos reportando uma situação perigosa ou crítica”, informou a Srta. Stich em uma declaração à imprensa. “Agora esses plano precisam decidir entre tomar uma medida imediata para melhorar sua situação de equilíbrio ou solicitar (ao governo) o status de congelamento por um ano do nível de cobertura dos compromissos”.

O ”PPA - Pension Protection Act” de 2006 (similar à Lei Complementar 109/2001) requer que os planos multipatrocinados de benefícios definidos reportem anualmente ao governo o status de cobertura dos compromissos. Um plano é considerado “Seguro” se tiver patrimônio para cobrir pelo menos 80% dos compromissos. Planos com nível de cobertura inferior a 65% são considerados “críticos.” Planos cujo nível de cobertura situe-se entre esses dois extremos são considerados “ameaçados” ou “seriamente ameaçados”.

Em 2008, 75% dos planos que responderam à pesquisa reportaram que seus planos poderiam ser classificados como “seguros”, 14% estavam “ameaçados” ou “seriamente ameaçados” e 11% reportaram estar em situação “crítica”. Nesse ano de 2009, somente 27% reportou o status de “seguro”, enquanto 36% classificam-se como “ameaçados” ou “seriamente ameaçados,” e 37% encontram-se em situação “crítica”.

Sob as regras da lei americana de previdência complementar – PPA, planos classificados como “ameaçados” precisam apresentar um plano de melhoria gradual do nível de cobertura dos compromissos enquanto aqueles classificados como “críticos” precisam enviar imediatamente ao governo um programa de saneamento com contribuições extraordinárias. Como uma forma de dar alívio aos planos de benefícios definidos, foi aprovada uma regulamentação em 2008 (o “Worker, Retiree and Employer Recovery Act”) permitindo que as patrocinadoras congelassem temporariamente o nível de cobertura de seus planos.

Podemos tirar duas importantes lições para o sistema brasileiro de entidades fechadas de previdência complementar: (i) No momento em que as taxas de juros estão em um nível historicamente baixos e o Banco Central através do CMN – Conselho Monetário Nacional altera a regulamentação aqui no país para permitir maior apetite de risco pelos planos de benefícios (leia-se aumento dos investimentos em renda variável) devemos olhar para os sistemas mais desenvolvidos de previdência privada e perceber que na próxima crise global os fundos de pensão brasileiros não enfrentarão apenas uma “marolinha”; e (ii) Porque a SPC – Secretaria de Previdência Complementar não define regras quantitativas claras e simples como as aplicadas aos fundos de pensão nos EUA, para determinar o nível de cobertura das reservas e por conseguinte, o momento adequado de liquidar um fundo de pensão no Brasil?
Forte abraço,
Eder.

Fonte: BI-Alert

terça-feira, 29 de setembro de 2009

U.S. and Brazil search for the right risk balance in a global and interdependent economy

De Nova York, EUA.


A edição de setembro/2009 da Revista "Global View", publicada pela Buck Consultants, traz um artigo comparando a percepção de risco de empresas, empregados e governo nos EUA e no Brasil.

Foi escrito em co-autoria por mim e Albert R. Phelps, Jr.

O link para quem tiver interesse no texto completo, segue abaixo.


http://www.buckconsultants.com/buckconsultants/spanidNavKnowspan/Publications/GlobalViewregMagazine/2009/2009Q3English/tabid/430/Default.aspx

Abraço forte.

Eder.


XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX

From New York, US.

The September/2009 edition of the "Global View" Magazine, published by Buck Consultants, brings an article comparing the perception of risk of companies, employees and government in the US and in Brazil.

Albert R. Phelps, Jr. and I are the co-authors of that analysis.

Below follows the link for those interested in the complete version.


http://www.buckconsultants.com/buckconsultants/spanidNavKnowspan/Publications/GlobalViewregMagazine/2009/2009Q3English/tabid/430/Default.aspx


Best regards,

Eder.

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Converter férias não tiradas e horas extras em dinheiro para sua aposentadoria?

De São Paulo, SP

O Presidente Barack Obama anunciou uma série de iniciativas para promover a poupança voltada para aposentadoria, algumas das quais tem chamado a atenção de empregadores e de administradores de planos de previdência complementar.

A mais notável dessas medidas, anunciada no sábado passado (05/setembro) durante o programa semanal de radio do presidente, permitirá aos trabalhadores converter em dinheiro e creditar em seus planos de previdência complementar, os dias de férias não usados e suas eventuais horas extras.

As empresas e os especialistas em previdência complementar estão aplaudindo essa idéia, mas alguns críticos temem que a iniciativa não contribua para fazer com que os trabalhadores jovens poupem o suficiente para suas aposentadorias.

“Temos vários executivos seniores que acumulam um monte de períodos de ferias que nunca conseguem tirar”, disse Marta Willgoose, uma Gerente de RH da HOK – uma firma de arquitetura com 2.000 empregados. “Mas os trabalhadores jovens vão preferir tirar as férias”, completou.

No entanto, o fato dos empregados poderem receber um cheque pelas férias não tiradas, ao deixarem o emprego, depositando o valor em suas contas de aposentadoria, pode beneficiar, sim, os trabalhadores mais jovens, pensa John Kalamarides, Vice-Presidente Sênior de Soluções em Aposentadoria da Prudential Retirement, uma subsidiaria da Prudential Financial, baseada na cidade de Newark em New Jersey-EUA.

“Esse aspecto foi direcionado acertadamente aos empregados mais jovens que regularmente trocam muito mais de emprego”, ponderou o Sr. Kalamarides.

O objetivo das iniciativas do Presidente Obama é resolver a falta de cobertura suficiente de renda de aposentadoria que muitos americanos deverão enfrentar, particularmente depois da recessão global, segundo a fala do próprio Presidente.

“Ouvi muitas pessoas me dizerem que tiveram que usar sua economias voltadas para a aposentadoria ou mesmo voltar a trabalhar, para poder pagar suas contas” disse o Presidente. “… e ter pouca poupança não apenas deixa as pessoas pouco preparadas financeiramente para a aposentadoria, mas também para enfrentar qualquer imprevisto que a vida lhes traga. Coloca em risco muitos sonhos, como ter a casa própria ou cursar uma faculdade”.

Pois é caros leitores, enquanto os cidadãos brasileiros enfrentam a “marolinha” na base do salve-se quem puder, a sociedade americana sempre taxada de individualista, parece ter entendido bem a extensão da crise....

Não há de ser nada, vamos em frente.

Forte abraço
Eder.


Fonte: WorkForce Management – Jessica Marquez

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Autoconfissão nas Redes Sociais de Relacionamento da Internet e Ações Trabalhistas

De São Paulo, SP.

Investigadores estão buscando provas nos websites das redes sociais de relacionamento mais populares, como Facebook, MySpace e LinkedIn para ajudar as seguradoras e empresas a se defenderem de ações trabalhistas irregulares impetradas por empregados.

Alguns empregados supostamente inválidos para trabalhar colocam datas e locais de competições esportivas que estão disputando ou da performance de suas bandas de rock, incluindo fotos datadas de suas atividades físicas, dizem os investigadores.

Outros se gabam abertamente de estar enganando seus empregadores com ações por acidentes no trabalho ocorridas na “Segunda-feira de manhã”, quando se machucaram durante o fim de semana bem longe do local de trabalho.

Dados carregados nos sites de relacionamento social com informações pessoais auto-incriminadoras têm aumentado a eficiência das investigações e dos vídeos de segurança, usados por anos para gravar secretamente empregados supostamente inválidos, desempenhando atividades físicas fora do trabalho.

“É a nova filmadora” disse Pierre Khoury sobre os sites de relacionamento. Pierre é um investigador da seguradora Harleysville Group Inc da Pensilvânia- EUA, especializado em investigações trabalhistas. “Agora temos uma nova câmera de vídeo, mas não somos nós que estamos de fato filmando. Eles estão filmando para nós”, completou.

Os sites de relacionamento social estão aumentando a eficiência e reduzindo custos das investigações ao reduzirem o tempo gasto na busca de provas que contradigam os empregados, ao mostrá-los em atividades incompatíveis com suas reclamações trabalhistas por invalidez, disse Howard Schneider, Presidente da Schneider Associates, uma agência de investigação particular com sede em Thousand Oaks, Califórnia - EUA.

Para começar, os investigadores que não tenham uma fotografia ou endereço que o assegurem ter identificado corretamente o empregado que impetrou a ação trabalhista e que foram contratados para seguir, podem achar tais fotos e endereços através do MySpace, Facebook ou outros sites como o Twitter e “classmates.com”, informam os investigadores.

Então, há a lista das atividades físicas.

Em um caso recente envolvendo uma loja de departamentos da região de Los Angeles-EUA, uma vigilância tradicional da casa de um empregado que entrou com uma ação trabalhista contra seu empregador, alegando invalidez devido a problemas de coluna, mostrou-se infrutífera, disse o Sr. Schneider.

Então, os investigadores encontraram o site do reclamante no Facebook e descobriram que ele estava participando de um torneio de boliche e acharam a pista de boliche que ele freqüentava.

“Ficamos surpresos com a quantidade de informação que as pessoas fornecem”. Completou o Sr. Schneider.

Um investigador visitou a pista de boliche e se deparou com uma enorme faixa congratulando o empregado reclamante pelo seu jogo perfeito. Na faixa, havia inclusive a data do jogo, “Posterior a data em que foi impetrada a ação judicial”, disse o Sr. Schneider.

O investigador gravou a faixa em vídeo, como evidência. Depois, filmou o próprio empregado reclamante jogando um torneio de boliche. Para isso, o investigador se misturou entre os familiares e demais espectadores que estavam filmando suas famílias e amigos participando do torneio.

“Foi o caso mais fácil do qual jamais participamos” ponderou Mr. Schneider.

Em outro caso, um empregado que era instrutor de judô e que impetrou uma ação por invalidez total e permanente contra seu empregador, devido a problemas nas costas, colocou na web as datas e locais de suas próximas aulas de judô, disse Frank Pinder, Presidente da Unidade contra Fraude e Investigações Especiais da GlobalOptions Group Inc, uma firma de Orlando, Florida – EUA.

Um participante de rodeios colocou as datas de suas competições, “Temos um vídeo dele em cima de um touro selvagem quando ele deveria estar imóvel na cama”, disse o Sr. Pinder.

Há diversos casos em que o reclamante toca em uma banda de rock durante o tempo livre. Os empregados reclamantes informam as datas de suas apresentações e ainda colocam vídeos de seus shows onde aparecem em close tocando seus instrumentos, acrescentou o Sr. Pinder.

Os investigadores produzem provas para seguradoras, seus respectivos clientes e também, diretamente para empregadores que se auto-seguram, mas raramente sabem o resultado das ações judiciais, disse ele.

A maioria das evidências coletadas é usada para rejeitar as ações trabalhistas ao invés de gerar provas para processar o empregado por fraude, informaram diversas fontes. Não obstante, alguns casos são indicados para esse tipo de processo.

“Um monte de gente coloca coisas que não esperam que as seguradoras vão olhar”, disse o Sr. Pinder. “Sua genealogia, encontros, partidas de boliche, torneios de pesca, clubes de caça.. passatempos, organizações. Então você pode minerar as informações (contra) as ações trabalhistas que eles impetram”.

Como dizia minha avó, mentira tem perna curta. Se alguém quiser começar uma firma de investigações especial desse tipo, eu topo ser sócio. Detesto mentiroso!


Fonte primária: Business Insurance - Roberto Ceniceros

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Melhor Governança e Gestão de Riscos: Presidente Independente

De São Paulo, SP.


A AIG - American International Group Inc. alterou seu estatuto recentemente para tornar independente o Presidente do seu Conselho de Administração. Trata-se de um passo importante que muitas empresas de capital aberto deveriam dar para melhorar sua governança e gestão de riscos.

Durante os mais de 40 anos como uma empresa de capital aberto, o Presidente do Conselho e Presidente Executivo da AIG foram a mesma pessoa. Isso mudou em 2005, quando Maurice R. Greenberg se aposentou após 37 anos no cargo.

Por alguns meses, em meados de 2008, a presidência do conselho de administração foi ocupada novamente pelo Presidente Executivo, quando Robert Willumstad sucedeu Martin J. Sullivan.

Robert Willumstad deixou a AIG em setembro do ano passado quando a companhia estava em queda e foi salva pelo Departamento do Tesouro do governo Americano.

Há boas razões para as empresas terem um controle mais independente de seus Conselhos de Administração, pois ao procederem assim criam um melhor equilíbrio entre os acionistas e a alta direção da empresa.

As organizações que acompanham a estrutura de governança das empresas, como “The Corporate Library”, costumam classificar a composição dos conselhos das empresas de capital aberto. Aquelas com maior nota são, invariavelmente, as que possuem a maioria dos membros independentes em seus conselhos de administração e que separam os papéis de presidente do conselho do de presidente executivo.

Eu tenho defendido a adoção dessa prática também nos Conselhos Deliberativos dos Fundos de Pensão aqui no Brasil. Hoje existe um conflito de interesses nesses Conselhos porque há membros defendendo os interesses das empresas patrocinadoras, dos participantes ativos e dos assistidos.

Conselheiros independentes trariam um melhor equilíbrio para os fundos de pensão e serviriam como árbitros entre a eterna queda de braço travada por empresa e participantes. Os membros independentes dariam voz na defesa do interesse do próprio fundo de pensão.

Pensem nisso!

Forte abraço,
Eder

Fonte: Business Insurance – Regis Cossia (Risk Literacy)
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