terça-feira, 31 de agosto de 2021

HIPERINFLAÇÃO E O FUTURO DO TRABALHO

 


De São Paulo, SP.


Em 2008 a inflação no ZIMBABWE foi de 516.000.000.000.000.000.000 (quintilhões) porcento, levando o pais a emitir a nota de 100 trilhões de dólares do Zimbabwe (fig. acima) que valiam US$ 30 em 2009, US$ 5 em 2011 e apenas US$ 0,40 em 2015. Como consequência, o governo abandonou sua moeda e aderiu ao dólar americano e ao Rand Sul Africano como moedas oficiais.


A hiperinflação do Zimbabwe ocorreu porque em 2000 houve um êxodo de grande parte da força de trabalho do pais causando um colapso do sistema financeiro. Para conseguir manter os gastos em seus projetos o governo imprimiu Zimdollars em excesso. Dinheiro é como commodity, perde valor quando há abundância dele, i.e., muito dinheiro em circulação leva a inflação, causando perda do valor de compra da moeda.


Será que o futuro do trabalho com novos hábitos - tipo trabalho remoto e o fenômeno dos "nômades digitais", aquela turma que fica se mudando de um pais para o outro e trabalhando a partir de lugares diferentes - poderá levar alguns países a trilhar o caminho do Zimbabwe?


O conselho deliberativo do seu fundo de pensão, que agora investe no exterior, está atento a movimentos desse tipo?


Grande abraço,

Eder.



Fonte: How Much Actual Money Is There in the World?, escrito por Kathryn Whitbourne e Francisco Guzman


segunda-feira, 23 de agosto de 2021

TE CONTEI? O QUE SÃO OS “PRECARIADOS” E QUE IMPACTO, JUNTO COM OS NÔMADES DIGITAIS E OUTRAS TENDENCIAS, ELES CAUSARÃO NOS FUNDOS DE PENSÃO

 



 De São Paulo, SP.


O QUE ESTÁ ACONTECENDO: 

“Precariado” é um neologismo para uma classe social e econômica formada por pessoas em situação de precariedade, ou seja, que existem sem previsibilidade ou segurança, afetando o bem-estar material. Precariados não tem uma fonte de renda certa no longo prazo, tipo um emprego permanente tradicional. Se você opta por alugar um imóvel ao invés de comprar um, você se torna um “precariado”.

 

POR QUE ISSO É IMPORTANTE: 

Estamos entrando num período de transformações rápidas e o mundo vai sair bem diferente dessa pandemia: trabalho remoto, robótica, inteligência artificial, tudo vai mudar. Milhões de pessoas estão pedindo demissão em massa em busca de oportunidades melhores, abrindo mão da segurança de um emprego “9 to 5” e arriscando mais em suas carreiras. As pessoas estão exigindo trabalhar em casa e dizem que vão pedir as contas se forçadas a voltar ao escritório em tempo integral. Querem trabalhar na praia, na montanha ou em cidades com custo de vida mais barato. Os mais aventureiros, chamados de ”nômades digitais” (não é pra qualquer um) querem trabalhar a partir de outros países e estes estão recebendo-os de braços abertos para movimentar suas economias.

 

CONCLUSÃO: 

A “revolução do proletariado” foi substituída por outra, a "revolução do precariado" num mundo com trabalhos instáveis. Já são 55 milhões de americanos trabalhando na “Gig Economy” pulando de um emprego para o outro, atuando como freelance, autônomo, em empresas terceirizadas, como temporários etc. Eles trabalham em plataformas online e para empresas de tecnologia baseadas em apps como Uber, Lyft, TaskRabbit. Porém, liberdade e flexibilidade tem um preço: insegurança financeira, horários incertos, falta de plano de saúde e ... nenhum plano de previdência complementar corporativo. Depois disso, eu nem preciso dizer qual será o impacto nos fundos de pensão ... assista a serie da PBS, a produção é um show!!


Grande abraço,

Eder.



Fonte: PBS’ Future-Of-Work Series Showcases The New ‘Precariat’— People Who Go From One Gig To Another, Digital Nomads And Other Fast-Growing Job Trends






quarta-feira, 18 de agosto de 2021

TE CONTEI? AS LIÇÕES QUE UMA EXPERIÊNCIA CRUEL NOS ENSINAM SOBRE O PODER DA ESPERANÇA, RESILIÊNCIA, OTIMISMO E O FUTURO DOS FUNDOS DE PENSÃO




De São Paulo, SP.


O QUE ESTÁ ACONTECENDO: 

Em 1950 Curt Richter, um psicobiologista e geneticista, conduziu uma experiência assustadora com ratos para estudar quanto tempo eles sobreviviam antes de se afogarem. Primeiro ele pegou uma dúzia de ratos, colocou-os em frascos de vidro, encheu-os com água e observou como se afogavam. Os jarros eram grandes para que eles não pudessem agarrar-se ou pular fora. Em média, eles paravam de tentar se salvar após cerca de 15 minutos. Mas então Richter imprimiu uma reviravolta na sua experiência. Logo antes de morrerem de cansaço, os pesquisadores tiravam os ratos dos frascos, os secavam e deixavam-nos descansar por alguns minutos antes de colocá-los novamente para uma segunda rodada de luta pela vida. Quanto tempo você acha que os ratos duraram? Mais 15 minutos? 10 minutos? 5? Não, 60 horas!


POR QUE ISSO É IMPORTANTE: 

Acredite, os ratos nadaram por 60 horas seguidas. Os resultados mostraram que o ato de “salvar” os ratos antes de se afogarem, fazia com que estes nadassem aproximadamente 240 vezes mais quando os pesquisadores os colocavam de volta no frasco. Houve um rato que nadou por 81 horas. Os ratos acreditavam que iriam ser resgatados e por isso continuaram a nadar em um nível que previamente se achava impossível. Essa história costuma ser explicada em psicologia positiva como exemplo da importância da “esperança e otimismo”. Ela mostra que a maioria das pessoas pode fazer muito mais quando animada ou quando recebe estímulos positivos, mas desiste ou abandona algo quando não têm esperança ou sente que lhes falta valor suficiente.


CONCLUSÃO: 

Os fundos de pensão estão passando pelo seu momento de tomada de fôlego em direção a sobrevivência. É preciso urgência na mudança de modelo de negócios. Num mundo em que o futuro do trabalho, a tecnologia e a evolução dos hábitos sociais convergem para levar a humanidade para uma nova era, assim como os ratinhos de Curt Richter, ganhamos um tempo precioso para nos salvar. Se nada for feito, voltaremos para os frascos e não vai adiantar nada nadarmos por mais 60 horas ...


Grande abraço,

Eder.


terça-feira, 17 de agosto de 2021

TE CONTEI? O MUNDO É UM LUGAR ARRISCADO, POR ISSO HÁ SEGURO PARA QUASE TUDO, INCLUSIVE RESPONSABILIDADE FIDUCIARIA EM FUNDOS DE PENSÃO

 



 


De São Paulo, SP.


O QUE ESTÁ ACONTECENDO: 

Assumir a responsabilidade fiduciária por um plano de previdência complementar do qual dependerá o futuro de milhares de pessoas requer uma tomada de decisões consciente e cuidadosa e é algo nobre. Por outro lado, um emaranhado interminável de regulamentações que só faz crescer e os riscos de processos judiciais são capazes de tirar o sono de conselheiros, diretores de fundos de pensão e todos aqueles que trabalham com a gestão de recursos de terceiros. Uma medida preventiva para protegê-los é o seguro de responsabilidade fiduciária ... disponível nos EUA.

 

POR QUE ISSO É IMPORTANTE: 

A responsabilidade fiduciária pode ser questionada quando: o retorno dos investimentos não atende as expectativas dos participantes; as taxas de administração cobradas dos participantes são consideradas excessivas; as opções de investimentos de planos multiportfólio são excessivas, o regulamento do plano é desconsiderado, há conflitos de interesse dos gestores e tantas outras situações. A legislação americana cita ainda o “dever de lealdade” (duty of loyalty) determinando que os responsáveis fiduciários defendam exclusivamente os interesses de participantes e beneficiários e não das patrocinadoras, quando tomando decisões sobre o plano. O “dever de prudência”, por sua vez, exige que se aja com cuidado, diligencia e habilidade nas decisões de investimentos que devem ser diversificados. 

 

CONCLUSÃO: 

Certo está Martinho da Vila na música Segure Tudo: “Segure tudo que for conquistado ... segure tudo que não for demais ... para não terminar a vida no tal do bloco da saudade ... segura e não larga essa tal felicidade!


Grande abraço,

Eder.


 

Fonte: What is fiduciary insurance and why you might wan it?, escrito por C.J. Marwitz.


segunda-feira, 16 de agosto de 2021

O FUTURO DOS FUNDOS DE PENSÃO NO UNIVERSO DIGITAL, O METAVERSO

 

Credito de Imagem: Gremlin/Getty Images


De São Paulo, SP.



O ano é 2045! Em meio a um mundo real em conflito e com recursos escassos existe um imenso mundo virtual, onde a maioria da humanidade passa seus dias, onde você pode ir a qualquer lugar, fazer qualquer coisa e ser quem quiser. Os limites são nossa própria imaginação. OASIS, um exemplo de mundo virtual imaginado por Steven Spielberg no filme “Ready Player One” – Jogador 1, em português - está virando realidade. Em breve um número sem fim de mundos virtuais será interligado num universo virtual que já está sendo chamado de METAVERSO

 

Trailer legendado do filme "Ready Player One" ou "Jogador Um": 


 

Estamos caminhando a passos lagos para uma sociedade digital global com uma moderna infraestrutura construída a partir de blockchains - como Bitcoin, Ethereum, Solana, Flow e Arweave - na qual o dinheiro deixa de ser baseado em moedas nacionais e cede lugar às cryptomoedas. 

 

No Metaverso as pessoas interagem através de redes e plataformas sociais na Web 3.0, passam o tempo e se engajam por meio de comunidades virtuais. No Metaverso está o futuro do entretenimento e o futuro do trabalho também, lá estão novas oportunidades profissionais e de negócios. 

 

Nele os ativos, sejam eles reais ou virtuais, serão representados por NFTs – Non-fungible tokens, os tokens não-fungíveis que são capazes de criar escassez no mundo digital. Os sistemas financeiros serão totalmente descentralizados e economias inovadoras surgirão.

 

Mídia e conteúdo estão sendo reinventados e novas maneiras de distribuir, atribuir valor e interagir com os mesmos começam a surgir nesses mundos digitais como UplandSandbox e outros. 

 

Empresas de games como AxieInfinity e Zed vão muito além de simples plataformas de jogos, permitindo que as pessoas ganham dinheiro na forma de cryptomoedas como Ethereum, monetizem suas performances e obtenham retornos passivos como ganham em investimentos financeiros. 

 

Sistemas financeiros descentralizados removerão os intermediários que existem hoje no sistema bancário tradicional permitindo que você consiga um empréstimo em apenas 30 segundos dando como colateral (garantia) suas cryptomoedas ou NFTs (ativos digitais). Aliás, isso já é realidade.

  

A tecnologia por trás das NFTs permite que se produza escassez na Internet. Tipo, um quadro ou uma música, que são criações únicas, podem ser representados digitalmente na Web fornecendo uma espécie de certificado de autenticidade de ativos digitais. 

 

Isso é poderosíssimo porque permite que se crie a propriedade não-replicável de ativos digitais o que simplesmente abrirá a porta para inimagináveis novas classes de ativos no mundo digital. 

 

Isso vai revolucionar os fundos de pensão que lidam com investimentos e classes de ativos reais que passarão a poder ser levados pelo participante acompanhando-o para outros lugares, sejam eles no mundo real ou nos mundos digitais, ligados a seu avatar.

 

Isso representara uma mudança e tanto de paradigma e abrirá as portas para investimentos em ativos alternativos pelos fundos de pensão, tanto no mundo real como no mundo digital.

 

No Metaverso, onde os fundos de pensão também estarão presentes, a realidade vai se misturar com ficção e será projetada por “Realidade Estendida” (Realidade Virtual, Realidade Aumentada e Realidade Mista).



Na sociedade atual dominada pelas empresas e negócios somos todos consumidores. Esse papel vem mudando ao longo da última década e meia, com os consumidores cedendo lugar e sendo substituídos por “assinantes”, na chamada “subscription economy”. O próximo passo é sermos parceiros, transformando em participação nossos interesses nas empresas e negócios alinhados com nossos propósitos, aqueles negócios e marcas nas quais acreditamos.  

 

Modelos de negócio inteiramente novos estão sendo criados e setores da economia que nunca existiram antes estão surgindo. O conselho deliberativo do seu fundo de pensão está a par dessa nova era que se avizinha?

 

Grande abraço,

Eder.

 

 

 

Fonte:  Assets of the Metaverse— Episode #1 — A Monthly Webinar For Investors, Collectors, & The Curious, Lou Kerner - https://medium.com/quantum-economics/assets-of-the-metaverse-webinar-july-13th-1pm-2pm-est-4c666269e5f5


sexta-feira, 13 de agosto de 2021

TE CONTEI? OS DOIS ELEMENTOS CRUCIAIS DE QUALQUER POLÍTICA DE CONFLITO DE INTERESSES DE CONSELHOS DELIBERATIVOS DE FUNDOS DE PENSÃO

 



De São Paulo, SP.


O QUE ESTÁ ACONTECENDO: 

A maioria das situações envolvendo conflitos de interesse de conselheiros não é preto-no-branco, legal ou ilegal. Cabe a cada fundo de pensão definir em suas políticas os limites, o que incluir, que áreas cobrir e demais aspectos para prevenir conflitos de interesse. Porém, dois elementos são fundamentais: (1) “full disclosure”; e (2) abstenção de participar das discussões e votar


POR QUE ISSO É IMPORTANTE: 

Elemento (1): os conselheiros devem preencher um formulário indicando todas as relações profissionais, financeiras e pessoais que possam afetar sua capacidade de decidir de maneira independente. Esse processo deve ser documentado e atualizado anualmente assegurando que novas relações sejam incluídas; Elemento (2): membros do conselho devem se abster de votar e participar de discussões de assuntos com potenciais conflitos de interesse. Idealmente, o próprio conselheiro deve se declarar impedido, mas para o caso de surgir a necessidade, o colegiado deve estar preparado e ter um processo que peça diretamente ao membro do conselho para se abster.  


CONCLUSÃO: 

A política de conflito de interesses do conselho deliberativo do seu fundo de pensão tem esses dois elementos?


Grande abraço,

Eder.


Fonte: The 2 Crucial Elements of a Conflict-of_Interest Policy, Govenda



quarta-feira, 11 de agosto de 2021

TE CONTEI? A CRYPTOECONOMIA E O DINHEIRO DIGITAL CHEGARAM NOS PLANOS DE APOSENTADORIA ... LÁ FORA!

 

 

De SãoPaulo, SP.


O QUE ESTÁ ACONTECENDO: 

Existe um mundo de oportunidades para diversificar os portfolios de investimento mas, em geral, as pessoas que poupam para o futuro através de fundos de pensão e planos de previdência complementar, são deixadas de fora das inovações. Nossos pais e avós poupavam para a aposentadoria investindo em ações, títulos de renda fixa e imóveis. Não mais! Com a chegada da cryptoecomia é possível – pelo menos nos EUA - combinar os incentivos fiscais dos planos de previdência complementar com novas opções de investimentos, como cryptomoedas, investimentos ambientalmente e socialmente responsáveis e tudo que fica no meio disso. O chamado Alt401(k) é um plano de previdência complementar que investe em “ativos alternativos”, como cryptomoedas. O produto é da ForUsAll em parceria com a Coinbase.

 

POR QUE ISSO É IMPORTANTE:

As moedas digitais ou cryptomomedas estão mudando a maneira pela qual as pessoas investem. Nos EUA, um em cada cinco adultos já tem bitcoins (BTC) e seis em cada dez investidores institucionais, i.e. 60%, acham que seus portfolios têm espaço para comportar ativos digitais. Na verdade, 36% dos investidores institucionais americanos já estão investindo em moedas digitais. Venho escrevendo sobre a cryptoeconomia desde 2019 e testando investimentos em cryptomoedas desde 2020, para aprender como funcionam. Se você não esta por dentro do futuro do dinheiro, já perdeu a largada.

 

CONCLUSÃO: 

A cryptoeconomia não precisa dos fundos de pensão para existir, mas os fundos de pensão não existirão à margem da cryptoeconomia. O conselho deliberativo do seu fundo de pensão “tá ligado”?


Grande abraço,

Eder.


Fonte: Unlock your access to ...



 

https://www.forusall.com/?utm_campaign=Alt401k%20Digital%20Launch%20Anchor%20Piece%201&utm_source=CoinDesk&utm_medium=CoinDeskHomePageWeek1&utm_content=CoinDeskHomePageWeek1

... DE CERTA FORMA É ISSO QUE FAZEMOS NOS FUNDOS DE PENSÃO

 



sexta-feira, 6 de agosto de 2021

TE CONTEI? PRINCIPIOS BÁSICOS QUE DISTINGUEM UM CONSELHO DELIBERATIVO BOM DE UM CONSELHO EFICAZ E QUE NENHUM FUNDO DE PENSÃO DEVERIA ESQUECER




De São Paulo, SP.


 

O QUE ESTÁ ACONTECENDO: Quando paramos para pensar em tudo que está rolando, notamos que estamos vivendo tempos inacreditáveis e sem precedentes para conselheiros de fundos de pensão. Temos a pandemia e os problemas de retorno ao trabalho, temos ESG, particularmente as questões sociais, temos a diversidade nos conselhos, em prol da qual todos deveríamos estar trabalhando, temos os juros baixos e o futuro do trabalho, isso sem falar nos riscos cibernéticos, nos impactos da transformação digital e tantas outras questões. Num cenário complexo desses, em que os conselhos têm que navegar em meio a tantos desafios, é fácil se perder.

 

O QUE ISSO É IMPORTANTE: 

Os conselhos devem, portanto, atentar para alguns princípios básicos: 1) O papel de liderança do conselho: nunca esqueça, o fundo de pensão é um negócio do qual dependem milhares de famílias, é importante que os conselheiros assumam responsabilidades. Por exemplo, o conselho todo é responsável por riscos cibernéticos, mas se não for criado um comitê e atribuído um conselheiro para cuidar do assunto, se não tiver um responsável para cada assunto importante, nada vai acontecer no intervalo entre as reuniões; 2) A gestão de risco: provavelmente é hoje a questão nº 1 em relevância para os conselhos deliberativos, pois quase tudo que fazemos tem riscos relacionados, desde os “cisnes negros” do Nassim Nicholas Taleb, i.e. riscos que ninguém está enxergando, até o risco de disruptura da previdência complementar. Os conselhos precisam ter um olhar mais estratégico sobre os riscos e o modelo de negócios dos fundos de pensão; 3) Aquilo que torna um conselho eficaz: performance financeira? Um fundo de pensão que entrega bons resultados, mas não é inclusivo e tem “compliance” pobre é eficaz? Um conselho eficaz é aquele que nunca está satisfeito e está sempre olhando cada faceta da organização para ver onde pode melhorar ... e sempre, sempre, sempre há algo a melhorar. Conselhos que fazem isso continuamente, estão na categoria dos grandes conselhos.

 

CONCLUSÃO: 

Existem conselhos bons e conselhos eficazes. Qual deles tem seu fundo de pensão?


Grande abraço,

Eder.

 

Fonte: Inside America Boardroom – TK Kerstetter


quarta-feira, 4 de agosto de 2021

SEU FUNDO DE PENSÃO TEM UM CONSELHO CAMPEÃO OU TEM UM CONSELHO PRESERVACIONISTA?

 




De São Paulo, SP.

Ao longa da minha carreira, tive a oportunidade de interagir com mais de 100 conselhos deliberativos de fundos de pensão, número esse que segue aumentando. 


Vi conselhos genuinamente comprometidos com a excelência e com o futuro de seus fundos de pensão, os chamados "Conselhos Campeões", mas também vi alguns conselhos predominantemente motivados por status, cujos membros estavam basicamente interessados em permanecer no colegiado o maior tempo possível, os chamados "Conselhos Preservacionistas".

Conselhos Preservacionistas, tipicamente, não estão interessados na excelência nem em promover mudanças profundas. Ficar na média (mediocridade vem daí) já basta para esses e buscar a excelência ou grandes transformações pode até ser uma ameaça.

Por isso é tão importante o papel do presidente do conselho. A falta de avaliação da performance de conselhos e conselheiros é hoje, individualmente, o maior problema para a liderança dos colegiados.

Conforme li num artigo publicado o ano passado na Revista Britânica "Pensions Expert", já se foi o tempo em que um conselheiro trazia para seu fundo de pensão, apenas boa vontade ...


Grande abraço,

Eder.

terça-feira, 3 de agosto de 2021

TE CONTEI? O QUE O SETOR DE PREVIDENCIA PODE APRENDER COM O “FOLLOW ME”, CARRO USADO PARA AUXILIAR AVIÕES NO DESLOCAMENTO DE SOLO EM AEROPORTOS

 



De São Paulo, SP.


O QUE ESTÁ ACONTECENDO: 

Vou dar uma dica para PREVIC e SUSEP visando facilitar o controle das contas de previdência complementar pelos indivíduos, reduzir as despesas administrativas e fomentar o setor de previdência complementar no Brasil. Toda vez que um empregado sair de uma empresa onde tinha um plano corporativo de CD ou PGBL, o saldo que acumulou será automaticamente transferido para um “plano individual” – a menos que o empregado opte por permanecer no plano corporativo da empresa antiga, por portar o saldo para um plano pessoal ou por portar o sado para o plano do novo empregador. A taxa de administração (carregamento e gestão financeira) do “plano individual” deve ser a mesma ou inferior àquela paga no plano corporativo da empresa antiga.


POR QUE ISSO É IMPORTANTE: 

Baseadas no consentimento passivo, a vasta maioria das pessoas aceitaria as transferências. A onda de transferências derrubaria as receitas administrativas (carregamento e gestão financeira) dos atuais planos, incentivando a competição e a busca por eficiência, levando a redução geral dos custos administrativos. A medida também levaria ao desenvolvimento de uma nova infraestrutura de TI do setor inteiro, para permitir as transferências automáticas e agilizar as portabilidades. Além disso, ressaltaria a responsabilidade individual das pessoas pelas suas poupanças previdenciárias e atrairia novos players para o mercado. Apesar de planos de previdência criarem baixo engajamento, a comunicação, propaganda e marketing de uma medida assim poderiam dar uma chacoalhada no segmento.


CONCLUSÃO: 

A medida que faria a poupança previdenciária seguir automaticamente o participante, que nem o carro “siga-me” dos aeroportos, foi implantada em janeiro de 2021 na Noruega como parte de uma reforma da previdência complementar denominada “egen pensjonskonto”. Seria um ótimo combustível para os planos instituídos que poderiam ser criados em todos os fundos de pensão servindo de "plano individual" e para as seguradoras que poderiam criar um PGBL de baixo custo. Fica a dica!


Grande abraço,

Eder.


Fonte: "Pots follow member", escrito por Rachel Fixsen para a I&PE



segunda-feira, 2 de agosto de 2021

TE CONTEI? O MOMENTO REQUER A CRIAÇÃO DE UM “COMITÊ PARA MITIGAÇÃO DOS RISCOS DAS MUDANÇAS CLIMÁTICAS” NOS FUNDOS DE PENSÃO

 



 

De São Paulo, SP.


O QUE ESTÁ ACONTECENDO: 

Empresas, fundos de pensão, seguradoras, toda a cadeia de negócios cedo ou tarde, querendo ou não, terá que se alinhar às metas do Acordo de Paris. Para os fundos de pensão, isso implica em refletir em suas demonstrações financeiras os compromissos com a mitigação dos riscos que as mudanças climáticas representam para seus portfolios de investimentos. Palavras e estratégias já não são mais suficientes para demonstrar o compromisso das organizações com os aspectos ESG, é preciso divulgar para todos os “stackeholders” os impactos financeiros e quais medidas estão sendo tomadas na caminhada em direção a uma economia “net-zero” – como se diz em inglês ou carbono-zero, em português. No Reino Unido o “disclosure” (divulgação) dessas informações nos moldes do TCFD – Task Force on Climate-Related Financial Disclosure será obrigatória para todos os fundos de pensão a partir de 2025. No Brasil ainda não temos uma data para isso ... por enquanto.

 

POR QUE ISSO É IMPORTANTE: 

Os Europeus estão na dianteira. Fundos de pensão como o holandês PFZW, patrimônio de €$ 238 BI, planejam diminuir em 30% a pegada de carbono de seu portfolio até 2025. Os fundos de pensão brasileiros precisam se engajar com as empresas em que investem, mesmo que para isso precisem atuar em conjunto com bancos de investimentos e “asset managers” que contratam para gerir seus portfolios. Um bom começo, que ajudaria bastante os conselhos deliberativos dos nossos fundos de pensão a organizarem seus esforços e ações em torno dos aspectos ESG, seria a criação de um comitê de assessoramento do conselho. 

 

CONCLUSÃO: 

“Devemos isso aos nossos participantes e à sociedade”, disse Joanne Kellermann, diretor do segundo maior fundo de pensão da Holanda, ao divulgar as medidas e metas que o fundo vem adotando. O que dizem os diretores do seu fundo de pensão?


Grande abraço,

Eder.


 

Fonte: “PFZW to reduce carbon footprint by 30% in 2025”, escrito por Tjibbe Hoekstra

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