quinta-feira, 27 de maio de 2010

Escolas vêem crescer o risco de condenação por bullying”

Aconteceu em Michigan, Massachusetts, Belo Horizonte e Porto Alegre.
Foram quatro casos de grande repercussão desde o início do ano. Dois nos EUA e dois no Brasil. O problema é velho, novas sãos as conseqüências e deveremos ver mais condenações de escolas e pais, já que o problema está aumentando.


* Em Michigan-Detroit uma escola foi condenada a pagar US$ 800 mil a Dane Patterson, um adolescente hoje com 19 anos, vitima de bullying por colegas de classe durante quatro anos, culminando com tentativa de violência sexual. Isso ocorreu mesmo a despeito do fato da escola ter feito alguns esforços para parar com o bullying, mas como menciona decisão de 2-1 da Corte de Apelações de Cincinati “a única resposta da escola foi empregar o mesmo tipo de reprimenda verbal que usou sem sucesso em resposta aos assédios ocorridos na 6a e 7a séries, claramente insuficientes em vista das circunstâncias sabidas”.

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Como dar um empurrãozinho para fazer o empregado caminhar na direção correta

São Paulo, SP.

Uma antiga estratégia de marketing para vendas ao consumidor, a economia comportamental (do inglês behavioral economics), foi descoberta por algumas empresas inovadoras e está sendo usada para comunicar e gerenciar benefícios a empregados.

 Através do uso da “arquitetura de escolhas” e da “aversão à perda”, as empresas perceberam que podem usar a inclinação que os empregados tem para a inércia para fazê-los poupar mais para a aposentadoria, fazerem melhor uso de seus planos médicos e adotar estilos de vida mais saudáveis.

Uma empresa americana do setor de materiais para construção chamada Lowe’s Cos. Inc. está usando o conceito de “aversão a perda” para fazer os empregados que tomam medicação de uso contínuo, optarem por um serviço de entrega de remédios pelo correio com preços muito mais baratos.

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Uma idéia que começa a frutificar



De São Paulo, SP

Cerca de sete anos atrás, entre 2003 e 2004, abracei a idéia do governo de  criar uma nova modalidade de previdência complementar no país.

Me refiro aos planos associativos, conhecidos também por planos de instituidores, administrados por meio de entidades fechadas de previdência.

Até aquele momento os produtos comercializados pelas seguradoras constituíam a única alternativa de previdência complementar para profissionais liberais e tantos outros cidadãos que trabalham sem vínculo empregatício.

A partir de então, todos aqueles que tenham vínculo associativo com alguma organização de classe, cooperativa, sindicato ou associação ganharam uma nova alternativa de aposentadoria complementar.

Desde o primeiro momento eu acreditei no novo modelo de plano, enquanto muitos torciam o nariz. Ouvi muita gente nesse mercado dizer veladamente (para não melindrar o governo) que “isso aí nunca vai decolar”. Não digo quem “foram” nem sob tortura....

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Receita envia questionários para planos CD … nos EUA


De Washington, EUA

A receita federal americana, o temido IRS - Internal Revenue Service, enviará nos próximos dias um questionário para 1.200 patrocinadoras de planos de contribuição definida corporativos, conhecidos nos EUA pela sigla 401(k). 

É parte de um projeto que busca fornecer ao governo informações sobre uma ampla gama de aspectos a respeito desses planos de previdência complementar.

Composto por 69 itens, o questionário inclui perguntas como:

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Investindo em ações sem intermediários via planos de previdência - Liberdade ampla ou irresponsabilidade total?

De São Paulo, SP.

Imagine um plano de previdência complementar onde uma das alternativas para investimento de suas contribuições seja: montar sozinho a sua própria carteira de ações através de uma corretora de valores.

Pois em 2009, cerca de 26% das patrocinadoras de planos do tipo 401(k) nos EUA já incluíam essa possibilidade em seus programas de previdência.

Essa tendências está alarmando muitos experts em investimentos e indo contra o entendimento que surgiu após a crise econômica global e que começa a ganhar força, de que os participantes devem na verdade ser totalmente removidos do processo de investimentos.

A alternativa que permite ao participante montar sua própria carteira de ações, chamada em inglês de “self-directed brokerage window”, é um esquema que permite ao participante de um plano de contribuição definida abrir uma conta junto a uma corretora de valores.




terça-feira, 11 de maio de 2010

Compradores de seguros vão além do rating ao avaliarem as companhias de seguros

De São Paulo, SP.

A preocupação sobre a solidez financeira das seguradoras aumentou entre os executivos das empresas, mas há limitações sobre aquilo que os compradores de seguros podem fazer e muitos se baseiam em seus corretores de seguros para obter informações sobre o nível de exposição ao risco das seguradoras.

Após a queda do Lehman Bros. Inc. em 2008, o socorro do governo americano à AIG – American International Group Inc. mostrou que muitas seguradora com rating “A” eram menos seguras do que a respectiva classificação de risco fazia supor.

Os gerentes de risco perceberam que não podem se basear no rating de forma isolada ao avaliarem a solidez financeira de uma seguradora. “Esse tipo de rating em geral não fornece alerta antecipado sobre as dificuldades financeiras de uma seguradora”, disse J. Gary Meggs – Diretor de Gestão de riscos da Southern Co., uma empresa de energia baseada em Atlanta - EUA.

sábado, 8 de maio de 2010

Sugestão: Extrato anual do INSS para os segurados

De Eder Costa e Silva@NKL2 para Paulo Paim@Senado

Caro Senador,

Dirijo-me a V.Exa. exercendo a cota de cidadania que me cabe. Não tomarei muito do seu tempo, mas peço sua atenção para a recomendação que tenho a fazer. Posso lhe assegurar que o objetivo é facilitar a vida dos brasileiros.

A recomendação: envio anual de extrato do INSS para os segurados

Todo ano a administração do INSS – Instituto Nacional de Seguridade Social deveria enviar um extrato para os trabalhadores com carteira assinada, que tenham idade igual ou acima de 25 anos.

O extrato deveria conter:
  •  Uma projeção estimando o valor mensal que o segurado deverá receber de aposentadoria pelo INSS. Poderia incluir, também, o saldo do FGTS e outros benefícios a que o segurado faz jus pelo INSS
  • Um resumo dos dados que constam no cadastro do INSS sobre o segurado, como histórico dos salários e do tempo de serviço que determinarão o cálculo do benefício
  • Outras informações relevantes sobre o sistema de previdência social, seus benefícios e seu equilíbrio financeiro 

Esse extrato, se implantado, seria para a maioria dos brasileiros a principal fonte de informações sobre os benefícios da Previdência Social.

Também seria de extrema relevância para o planejamento financeiro individual dos segurados (assunto bastante em voga nos dias de hoje, né?).

De quebra, ajudaria os cidadãos a verificar se os dados cadastrais mantidos pela Previdência Social a seu respeito, estão corretos.

É inestimável o quanto se pode economizar em dor de cabeça, antecipar a correção das informações nos cadastros oficiais, sobre o tempo de serviço e a evolução salarial do segurado.

Ao tornar pública essa iniciativa, claro, surgirão criticas. Falarão que o extrato pode obscurecer as vantagens que anos adicionais de trabalho terão no aumento do valor do benefício. Dirão que o extrato representa custo adicional para o sistema e muitas outras coisas. Mesmo assim, acho que essa é uma briga que vale a pena enfrentar.


V.Exa. já não está cansado de ouvir dos contribuintes que pagam impostos, que não recebem em troca serviços a altura? Sem falar na transparência, governança e outros valores muito falados e pouco praticados. O extrato vai de encontro a tudo isso.

Ah, já ia me esquecendo. Essa iniciativa tem paralelo. Já existe nos EUA há muitos e muitos anos e pelo que consta, os contribuintes de lá estão muito satisfeitos ....

Fico a disposição para ajudar na elaboração de um projeto de lei. Uma audiência pública preliminar seria algo a pensar, pode colher sugestões valiosas e estaria em linha com os dogmas de seu partido.


Também fico a disposição para tomar um café com V.Exa. e partilhar outras sugestões, todas de cunho prático, a respeito de previdência social e complementar.

Abraço forte,

Eder.
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