segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Os androides estão chegando. Será que precisarão de planos de previdência complementar?

Deu em Osaka, Japão.

Numa peça de teatro chamada “Sayonara” (adeus em Português), “Geminoid F” representa ela mesma. Ou seja, desempenha o papel de uma androide que lê poesias para uma mulher que está se aproximando da morte.

A estrela-androide, que funciona por controle-remoto, foi desenhada por Hiroshi Ishiguro, da Universidade de Osaka – Japão para quem o potencial das atrizes-robô é ilimitado.

A novidade parece ter agradado ao público.

O Diretor da peça diz que a androide não está substituindo ninguém e que a “atriz” responde bem às suas instruções.

O Sindicato dos Atores deve estar de cabelo em pé, afinal, sempre se pensou que os rôbos fossem dominar apenas as linhas de montagem da indústria.

Pois é, atores assim não apenas dispensam seus colegas de carne e osso, mas pelo que consta, eles também não vão precisar de planos de previdência complementar...

Veja abaixo o video da Reuters, que dura 1:38 minutos e está disponível apenas em inglês.

Forte abraço,
Eder.

http://jp.reuters.com/news/video/popup?videoId=164083897&videoChannel=203&pos=0

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Dinamarca trava - dentro dos diferentes grupos geracionais - os subsídios atuariais dos planos de previdência complementar

Deu em Copenhagem, na Dinamarca.

Os legisladores Dinamarqueses estudam novas regras para regulamentar os subsídios intergeracionais embutidos nos planos de aposentadoria do tipo benefício-definido (guaranteed pension contracts), administrados no país por entidades de previdência complementar com fins lucrativos.

De acordo com as regras em estudo, as entidades que comercializam planos de previdência – denominadas de “kontributionsbekendtgørelsen” - terão que oferecer garantias e definir estratégias de investimentos de forma segregada dentre os diferentes grupos geracionais.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Herança epigenética – O que você come e o estilo de vida que você leva determinarão a longevidade e a mortalidade dos seus bisnetos.

De São Paulo, SP.

Quando os cientistas começaram a sequenciar o genôma humano, pensaram existir mais de 100 mil gens.

Hoje os cientistas estimam que os seres humanos reunam menos de 30 mil gens, quase tanto quanto as plantas, o que parece um número extremamente pequeno para explicar a complexidade dos seres humanos.

Se somos formados por tão poucos gens como explicar, por exemplo, as inúmeras doenças e características que transmitimos de geração em geração?

O conhecimento corrente, o tipo de biologia que toda a minha geração estudou na escola nos anos 70 e 80, ensina que nossas características genéticas são herdadas através do DNA de nossos pais. Uma vez incutido em nossas células, esse DNA não muda mais.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

A indústria de previdência complementar precisa de concerto?


Deu em Londres, Inglaterra.

Há um item nas despesas do governo federal que praticamente não tem sido objeto de revisão ao longo do tempo. Em seu nível corrente, aparentemente nunca analisado e aquém do controle governamental, esse item representa bilhões em subsídio para um único setor, sem que ninguém seja capaz de dizer se o mesmo é ou não eficiente.

Essa é a opinião de Richard Murphy, fundador do Tax Justice Network e que escreve regularmente na Inglaterra acerca de questões tributárias. Ele se refere ao incentivo fiscal dado para empresas e empregados, no Reino Unido, sobre as contribuções que fazem para seus planos de previdência complementar.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

200 Países & 200 Anos em 4 Minutos - Dados estatísticos animados no mundo real

Deu em Londres, Inglaterra.

Ter dados estatísticos não é o bastante, é preciso mostrá-los de uma maneira que as pessoas entendam e gostem. Nesse video imperdível, Hans Rosling – Estatístico especializado em Saúde Global – faz as estatísticas ganharem vida e mostra um gráfico no espaço real.

O gráfico:
No Eixo Y a Expectativa de vida – 25 anos, 50 anos e 75 anos
No Eixo X a Renda per capita – US$ 400, US$ 4.000 e US$ 40.000
No Quadrante inferior esquerdo os pobres e doentes
No Quadrante superior direito os ricos e saudáveis


Os países e continentes:
Verde = Oriente Médio
Marrom = Europa
Vermelho = Ásia
Azul = África sub-Saariana
Amarelo = Américas

Os pontos do gráfico:
O tamanho das bolhas mostra o tamanho da população de cada país

A animação começa pelo mundo 200 anos atrás, no ano de 1810. Passa pela Revolução Industrial, pela Gripe espanhola, pela II Guerra Mundial, pela Grande Depressão de 1929, pelo fenômeno de crescimento dos Países Emergentes e …. chega até 2009.

Uma visão positiva e animadora do mundo, com um futuro igualmente promissor.

Foram plotados 120.000 números para construção dessa análise. 

Espero que vocês gostem. Vejam o video através do link abaixo. Infelizmente, disponível apenas em Inglês (sem legendas).

Forte abraço,
Eder.

Video: The Joy of Stats - BBC Four


segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Confiamos mais numa pessoa eloquente do que em alguém honesto. Divulgue o plano de previdência de sua empresa com ambos

De São Paulo, SP.

Os cientistas descobriram que tendemos a confiar e gostar mais de pessoas que se esquivam das perguntas com astúcia e habilidade - os embromadores inatos - do que de quem responde às peguntas com franqueza, mas de maneira menos cordial.

Será que o estilo pode realmente desbancar o conteúdo?

Michael I. Norton, um Professor Associado na Harvard Business School, junto com Todd Rogers, um Pesquisador Sênior da Ideas42 e Diretor Executivo do Analyst Institute, foram atrás de evidências.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Por quê parece que levamos menos tempo para chegar em casa? Categorize sua aposentadoria como se fosse sua casa.


De São Paulo, SP.


Temos um viés cognitivo em nossa percepção de passagem do tempo. O tempo que gastamos entre um destino qualquer e nossa casa parece menor do que no trajeto entre nossa casa e esse mesmo ponto.


Através de várias experiências os cientistas demostraram que esse efeito occorre tanto em viagens curtas como em viagens longas, partindo e chegando em nossa casa.


Curiosamente, esse mesmo efeito também é verificado quando o trajeto envolve outros locais que nos sejam tão familiares quanto nossa casa.


Dentre as causas que explicam esse efeito está a maneira pela qual codificamos espacialmente em nosso cérebro o conceito de “casa” versus “outro destino”.


Como “casa” é um conceito extremamente familiar, ele possui uma rica representação mental e portanto, as pessoas são capazes de codificá-lo como uma área geográfica relativamente maior do que um destino que nos é menos familiar.


Isso leva a uma assimetria direcional no sentimento que temos sobre o progesso de uma viagem, influindo em nossa percepção de passagem do tempo.


Como a aposentadoria é um “lugar” desconhecido e distante, pelo menos para a maioria de nós, a percepção é que levará uma eternidade para chegarmos lá.


Minha recomendação: pense na sua aposentadoria como se fosse sua casa, porque você vai ficar impressionado como chegará lá rápidinho, rapidinho.....


Forte abraço,
Eder.




Fonte: Adaptado do atigo “Spacial categorization and time perception: Why does it take less time to get home”, publicado em ScienceDirecto.com / Journal of Consumer Psychology

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Antes de divulgar o plano de previdência complementar da sua empresa para os novos empregados, sirva um cafezinho…

De São Paulo, SP.

Noventa e sete por cento dos brasileiros consome café diariamente, segundo o Diretor Executivo da ABIC – Associação Brasileira da Indústria de Café, Nathan Herzkowicz. Nos EUA e Inglaterra 80% dos adultos são consumidores moderados de cafeína.

De todos os efeitos que a cafeína causa sobre nossas mentes, como aumento do estado de atenção, vigília e cognição, talvez o menos conhecido seja a tendência de nos tornar mais suscetíveis a persuasão.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

1a Recomendação para o próximo presidente: Evite as injustiças se tiver que aumentar a idade minima de aposentadoria do INSS

De São Paulo, SP.

Qualquer discussão hoje no mundo sobre como concertar os Sistemas Oficiais de Previdência, acaba terminando no aumento da idade mínima de aposentadoria.

Um observador atento já teria precebido que esse problema requer soluções mais criativas do que esticar a idade de aposentadoria, achatar os benefícios – corrigindo-os abaixo da variação do custo de vida - usar artifícios de cálculo (ex.: fator previdenciário) para reduzir o valor da renda ou aumentar os impostos.

Mas vamos lá, enquanto não muda o paradigma é preciso tomar alguns cuidados nas soluções paliativas como o aumento da idade minima de aposentadoria.

E um cuidado imediato se volta para os trabalhadores que são mais demandados fisicamente em seus trabalhos, que podem simplesmente não conseguir continuar trabalhando por mais tempo do que atualmente.

Talvez muitos não se tenham dado conta, mas avança por gerações a transição de uma sociedade industrial, na qual o trabalho era consequência de um esforço físico, para uma sociedade do conhecimento, onde o trabalho é mais intelectual.

Ao longo desse caminho, ainda persiste uma força de trabalho cuja produção é medida em número de horas e que se desgasta fisicamente com a atividade laborativa.

Alguns números básicos chamam a atenção e chego a me surpreender pela pouca repercussão que esse assunto tem merecido: os trabalhadores que exercem atividades fisicamente demandantes, normalmente, começam a vida laborativa mais cedo do que seus pares de mesma idade e cujas tarefas são menos intensivas fisicamente.

Se você for direto do ensino médio para o mercado de trabalho (e olha que no Brasil muitos saem da escola até antes disso para trabalhar) estará saindo pelo menos 4 anos na frente daqueles que terminam um curso universitário antes de começar suas carreiras em tempo integral.

Sem entrar no mérito das demandas físicas das diferentes carreiras, uma pessoa de 62 anos de idade que começou a trabalhar aos 18, terá pagado o INSS por 44 anos enquanto uma pessoa com idade de 60 anos e educação universitária terá trabalhado e contribuido ao INSS por 38 anos ou menos.

Seria justo pedir às pessoas do primeiro grupo que pagassem por mais tempo para a previdência social, antes de terem direito a receber seus benefícios?

Por outro lado, os trabalhadores do primeiro grupo – provavelmente - recolhem menos impostos sobre a folha de salários do que seus colegas com melhor nível de educação. Enquanto os impostos sobre a folha de salários são famosos por sua regressividade, os benefícios da previdência social são, em média, progressivos.

Fico imaginando se o conceito de progressividade, “em média”, compensa de alguma forma o indivíduo que passa toda uma vida trabalhando duro, se aposenta com o corpo todo quebrado e aproveita um curto período de aposentadoria antes de morrer….

Forte abraço,
Eder.


Fonte: Adaptado do artigo “Working Harder, Working Longer” de David Harrell, publicado no Morningstar Advisor

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Grátis! Mas a que preço? Não escolha seu plano de previdência com base apenas nas taxas de administração.

De São Paulo, SP.

Se existe um preço mágico, que não avaliamos da mesma maneira que avaliamos os demais preços, que nos faz ficar loucos de desejo, que nos leva a agir de forma estranha e que mexe com a nossa cabeça, esse preço é ..... o GRÁTIS!

Nós adoramos qualquer coisa “grátis” porque nos faz sentir bem e não há qualquer desvantagem em escolhê-la. Mas algumas vezes o “grátis” pode nos levar a tomar decisões ruins e irracionais.

Imagine que você está numa livraria procurando um daqueles “vale-presente”. Qual dessas duas alternativas você escolheria (tente decidir rapidamente)

• Um vale-presente de R$ 10 que pode ser adquirido GRÁTIS!
• Um vale-presente de R$ 20 que custa R$ 7

Caso sua decisão seja, instintivamente, igual aquela adotada por absolutamente todos os voluntários de uma pesquisa conduzida em 2006 por Shampan'er e Dan Ariely, você escolherá a opção GRÁTIS.

domingo, 21 de novembro de 2010

É bom pensar, mas não pensar demais, dizem os cientistas. Então, pense apenas o suficiente para fazer um plano de aposentadoria


Deu em Londres, Inglaterra.

Pessoas que pensam demais sobre suas decisões, por exemplo, se tomaram ou não a decisão certa, possuem maior quantidade de células cerebrais numa região do cérebro conhecida por lobo frontal.

Foi isso que cientistas ingleses descobriram quando analisaram como varia o tamanho do lobo frontal em função do quanto as pessoas pensam sobre suas decisões.

O estudo, conduzido pela equipe da qual faz parte Stephen Fleming - da University College London (UCL) - mostrou que as pessoas que pensam demais sobre a vida tem memórias piores e também podem ter depressão.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Evidências sobre Educação Financeira em Planos de Previdência mostram uma dura realidade

Deu em Michigan, EUA.

Um estudo da Universidade de Michigan desenvolvido por Alan L. Gustman, Thomas L. Steinmeier e Nahid Tabatabai, do Michigan Retirement Research Center (Centro de Pesquisas sobre Aposentadoria de Michigan), traz resultados bastante reveladores.

A pesquisa, cujo título é Financial Knowledge and Financial Literacy at the Household Level (Conhecimento Financeiro e Educação Financeira no nível Doméstico) mostra que é dificil educar adultos, qualquer que seja o assunto, porque praticamente todos os nossos padrões de comportamento são definidos antes dos 30 anos de idade.

Segundo o estudo:Quanto maior o valor do benefíco pago pelo plano de previdência, melhor é o conhecimento sobre o plano por parte dos empregados cobertos

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Em 2050 as máquinas já terão transcendido a consciência humana. Fico pensando, como será a aposentadoria ...

De São Paulo, SP.

Aos 5 anos de idade ele se declarou um inventor. Aos 17 construiu um computador que compunha a própria música. Nos anos 80 ele construiu um piano eletrônico para o Steve Wonder e atualmente está trabalhando com o co-fundador da Google, Bill Gates, para tentar solucionar o problema dos altos preços da energia através da energia solar.

O homem que Bill Gates chama de visionário, Ray Kurzweil, diz que a evolução exponencial da tecnologia é inevitável e estima que o conhecimento dobre a cada geração.

Ele previu que por volta do ano de 2045 seremos um misto de homem e máquina e denominou essa fusão de “Singularidade”. A Singularidade só será possível, segundo Kurzweil, porque nossa civilização terá multiplicado por mais de um bilhão a inteligência e a capacidade intelectual das máquinas (computadores).

Pelas projeções de Kurzweil os computadores, que no ano 2000 tinham capacidade e nível de conhecimento equivalentes ao cérebro de um inseto, serão em 2020 tão espertos quanto um rato, em 2040 tão inteligentes como um homem e em 2080 as máquinas terão capacidade e conhecimento equivalentes ao cérebro de todos os seres humanos juntos .... e essa capacidade continuará a crescer.  

Nos próximos 50 anos a tecnologia avançará 32 vezes mais do que toda a evolução observada ao longo dos últimos 100 anos.

“Dez anos atrás se eu tivesse que te enviar um filme eu te mandava um pacote pelo correio. Hoje eu te envio um email com um arquivo anexo, da mesma forma que eu posso te enviar um arquivo de música ou um livro. Tudo isso pode ser enviado agora na forma de arquivos com informações, coisas que costumavam ser produtos físicos. Cada vez mais os produtos físicos serão simples anexos de email. Quando dominarmos plenamente a nano-tecnolgia e formos capazes de reorganizar matéria e energia no nível molecular, seremos capaz de te enviar por email uma torradeira, uma torrada ou um óculos. O que consideramos produtos físicos serão apenas arquivos com informação”, ensina Kurzweil.

Um computador passa no “Teste de Turing”, que mede o avanço da Inteligência Artificial, se uma pessoa interagindo com esse computador não for capaz de dizer se está lidando com um ser humano ou com uma máquina.

Hoje os computadores só conseguem enganar um ser humano em 25% a 30% das vezes, mas Kurzweil estima que em 2029 isso ocorrerá em 100% das vezes, ultrapassando o “Teste de Turing”.

Nesse ponto, a realidade virtual dominará o mundo das máquinas ... e o nosso também.

Retornando ao título desse post, cabe a pergunta: Como será a aposentadoria num mundo dominiado por "seres singulares", que não morrem nunca....?
Assista ao vídeo “A Singularidade de Ray Kurzweil” onde ele é entrevistado e veja o trailer do documentário sobre ele. Use os links abaixo.

Forte abraço,
Eder.


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terça-feira, 9 de novembro de 2010

Lavoisier, o Oráculo da Previdência Social e o INSS


De São Paulo, SP.

Antoine-Laurent de Lavoisier nasceu em Paris em 26 de Agosto de 1743. Considerado o criador da química moderna, identificou as moléculas que compõe o oxigênio, o batizou, participou da reforma da nomenclatura química e se tornou imortalizado ao enunciar o princípio da conservação da matéria:

— "Na Natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma."

Se nada for feito nos sistemas de previdência social mundo afora, Brasil inclusive, podemos pegar emprestado o princípio de Lavoisier para afirmar que o benefício prometido vai se transformar .... em apenas uma promessa do passado.

As projeções mostram que o sistema norte-americano, por exemplo, ficará insolvente em 2037 e a partir daí não será mais capaz de pagar benefícios no mesmo nível dos que hoje são concedidos.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Será que as pessoas que costumam viajar muito de avião, envelhecem mais devagar e se aposentam mais tarde?


De São Paulo, SP

É só minha impressão ou esse vôo não termina nunca?

Você está espremido na poltrona do meio da penúltima fileira, na parte de trás do avião. Só passaram duas horas no seu vôo que atravessa o país, de Porto Alegre-RS para Boa Vista-RR, mas você juraria que já se passou muito mais tempo. Parece que os minutos estão se arrastando...

Será que o tempo realmente está passando mais devagar para os que estão no meio de um vôo, em relação ao passar do tempo para aqueles que estão em Terra?

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

5 Passos para fazer os empregados valorizarem mais o plano de previdência da sua empresa

De São Paulo, SP.


A crise econômica global, dessa vez, não atingiu seriamente o Brasil. Mas poderia. Não somos uma ilha isolada do mundo e subir no ranking das dez maiores economias do planeta só fará aumentar nossa exposição às crises mundiais.


Para se ter uma idéia dos estragos causados nos EUA, um estudo da StrategyOne,   uma firma de pesquisa baseada em Nova York que é uma divisão da Daniel J. Edelman, mostra que quase dois em cada três trabalhadores americanos dizem estar preocupados e acham que nunca conseguirão se aposentar.


Os problemas econômicos causados pela crise está fazendo os americanos tirarem dinheiro de seus planos de previdência complementar para fechar as contas do mês.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Drogas, Banqueiros e Dopamina: Os problemas com dinheiro

De São Paulo, SP.


O filme dirigido por Charles Fergunson, que todos deveriam assistir, “Inside Job” (Um problema de dentro, em tradução livre) desmistifica de forma brilhante a história por trás da crise econômica global que começou em 2008.


Numa das passagens mais fortes e esclarecedoras, o CEO de um grande banco americano, rodeado por seus colegas, num momento de rara franqueza e no auge da crise financeira, diz em um coquetel patrocinado pelo Secretário do Tesouro dos EUA – Henry Paulson:   “Não conseguimos controlar nossa ganância. Vocês deveriam nos regular mais”.
A ganância é definida como  um desejo excessivo por bens e riquezas. Na sua forma mais predatória, a ganância obscurece a racionalidade, distorce a capacidade de julgamento, muda as perspectivas e anula qualquer preocupação com os danos colaterais que possa causar.





terça-feira, 26 de outubro de 2010

Abelhas, computadores, problemas matemáticos e aposentadoria

Deu em Londres, Inglaterra.


As abelhas conseguem resolver complexos problemas matemáticos que mantem os computadores ocupados por dias. 


Os cientistas da Royal Holloway, a Escola de Ciências Biológicas, da Universidade de Londres e Queen Mary (University of London and Queen Mary) descobriram que as abelhas aprendem a voar pela rota mais curta possível entre as flores, mesmo se as flores são encontradas em ordens  diferentes e aleatórias.

Essa característica faz com que as abelhas solucionem de forma natural um dos grandes problemas computacionais conhecido como "o problema do caixeiro-viajante" (the travelling salesman problem). 
O caixeiro-viajante precisa encontrar a rota mais curta possível de forma a fazer todas as suas visitas de venda e retornar ao ponto de partida. Os computadores resolvem esse problema comparando a extensão de todas as rotas possíveis e escolhendo a alternativa mais curta entre elas. 
No entanto, as abelhas que possuem um cérebro do tamanho de uma semente de grama, resolvem esse problema sem a ajuda de um computador.
O Dr. Nigel Raine, da Escola de Ciências Biológicas (School of Biological Sciences) Royal Holloway, explica: “As abelhas resolvem o problema do caixeiro-viajante todos os dias. Elas visitam flores em múltiplos locais e porque usam muita energia para voar, acham a rota que exige um mínimo de vôos”, disse ele.
A equipe do Dr. Raine usou flores artificiais controladas por computador para testar se a rota que as abelhas seguiam era definida pela ordem em que as flores eram achadas ou se as abelhas realmente encontravam a rota mais curta.
Perceberam que após explorar o local em que estavam as flores, as abelhas rapidamente aprendiam a voar pela rota que mais lhes economizaria tempo e energia.  
Além de melhorar o conhecimento sobre a forma que as abelhas polinizam flores e plantações, esse trabalho tem outras implicações. 
O estilo de vida dos seres humanos depende de redes como as de tráfego de veículos nas ruas e estradas, fluxo de informações na Internet e cadeias de suprimentos que alimentam a logística das empresas. 
Entender como as abelhas resolvem esse problema pode ajudar a melhorar a administração dessas redes do dia-a-dia, sem precisar de enorme tempo dos computadores para fazer isso.
O Dr. Raine acrescenta: "A despeito de seus cérebros minúsculos, as abelhas são capazes desse extraordinário feito de comportamento. Precisamos entender como elas conseguem resolver o Problema do Caixeiro-Viajante sem um computador. Que atalhos elas usam?”
Fico me perguntando o que mais temos a aprender com as abelhas. Como apicultor profisional (nos anos 80 fiz um curso na Escola de Agricultura Wenceslau Bello na Penha - Rio de Janeiro/RJ) tudo que posso dizer é que as abelhas sabem poupar muito bem. Produzem mel em quantidades suficientes para toda a colônia e ainda sobra para deliciar os seres humanos. 
Que bichinho porreta sô!
Forte abraço,
Eder. 
Fonte: Adaptado de artigo fornecido pela Royal Holloway University of London and Queen Mary

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Seguradoras pressionam governo Americano para deixar empresas oferecerem renda vitalícia em seus planos de previdência

Deu em Washington DC – EUA.
Deveria ser mais fácil para as empresas incluírem a opção de renda vitalícia em sues planos de previdência complementar, porque os americanos estão correndo o risco de viverem mais do que suas economias.
Esse e outros argumentos foram defendidos recentemente pelas seguradoras em uma audiência pública de dois dias com os Departamentos do Tesouro e do Trabalho nos EUA, que já recebeu 800 cartas sobre o assunto.
“O governo deveria esclarecer o alcance da responsabilidade das empresas que oferecem planos de previdência, para que possam oferecer rendas vitalícias como opção de pagamento dos benefícios nos planos de contribuição definida do tipo 401(k). As rendas vitalícias deveriam ser a alternativa padrão nesses planos”, disse Christine Marks – Presidente de Previdência na Prudential Financial Inc., durante a audiência pública.


Segundo ela, algumas patrocinadoras preferem não oferecer a garantia de rendas vitalícias em seus planos porque acreditam, erroneamente, que terão responsabilidade fiduciária em caso de deterioração futura das condições financeiras da seguradora que administra o plano.
As empresas tem relutado em incluir a renda vitalícia em seus planos, com receio de questionamentos legais, pelos participantes, sobre as taxas de administração e sobre a escolha que fazem da seguradora.
“As empresas querem saber: minha companhia está garantindo esses pagamentos por 30 anos? Eu posso vir a ser processado?”, explicou David Wray – Presidente de uma ONG baseada em Chicago-EUA que representa 1.200 empresas patrocinadoras de planos de contribuição definida do tipo 401(k).
A preocupação do governo americano procede. Uma pesquisa do Employee Benefit Research Institute, baseado em Washington, estima que 47% dos americanos nascidos entre 1948 e 1954 não sejam capazes de arcar com suas despesas básicas e com os gastos de saúde na aposentadoria.
Os dados mostram, ainda, que no ano passado apenas 4% das empresas ofereciam a opção de renda vitalícia em seus planos de contribuição definida do tipo 401(k), informa Lori Lucas – Líder da Prática de Previdência na Callan Associates Inc., uma empresa de consultoria em investimentos de São Francisco - EUA
Na Fidelity Investments, a idade média dos participantes que optam por receber uma renda vitalícia dos seus planos é de 67anos. “Isso sugere que apenas ao se aposentarem é que as pessoas começam realmente a procurar saber e decidir sobre suas várias alternativas de benefício de aposentadoria”, conclui Elizabeth Heffernan – Vice Presidente da Fidelity.
Um projeto de lei apresentado em Dezembro passado pelos Senadores Jeff Bingaman (Democrata), Johnny Isakson (Republicano) e Herb Kohl (Democrata), requer que os planos de previdência complementar corporativos divulguem aos participantes o valor do benefício de renda mensal que deverão receber, tendo por base os saldos de conta acumulados.
Fica aqui a sugestão para que a SPPC – Secretaria de Políticas de Previdência Complementar regule essa questão aqui no Brasil. Não é de hoje que tenho defendido a mesma linha americana. Estou à disposição, como sempre!
Forte abraço,
Eder.
Fonte: Business Insurance - Copyright 2010 Bloomberg

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Você também pode ajudar a prevenir a disseminação da infecção hospitalar

De São Paulo, SP.


Você entra no hospital com um pé quebrado e ... sai em um caixão. Por quê? Infecção hospitalar. Algo que você, como paciente, também pode ajudar a prevenir.


A CDC - Centers for Disease Control and Prevention, uma fundação americana para controle e prevenção de doenças, estima que cheguem a 2 milhões por ano os casos de infecção hospitalar nos EUA.


"As pessoas estão adquirindo infecções, de pneumonia à estafilococos resistentes aos antibióticos (MRSA), enquanto estão em tratamento para outros problemas de saúde, ou mesmo quando estão no hospital para ter um bebê", comenta Mahomed Manga da HAI Watch News.com


O "HAI Watch" é uma iniciativa da Kimberly-Clark Healthcare para educar os pacientes e os profissionais de saúde e ajudar a eliminar essa terrível doença que é a infecção hospitalar, cujas consequências são frequentemente trágicas. 


Você talvez não saiba, mas estamos na SEMANA INTERNACIONAL DE PREVENÇÃO DE INFECÇÕES. Quer ajudar a prevenir a disseminação da infecção hospitalar? Assista ao vídeo no final desse post (disponível apenas em inglês) ou veja como no microsite da campanha "Infecção Aqui Não", cujo link é:


http://prevencaodeinfeccoes.com/


Abraço forte,
Eder.


Video de Higiene IACS Prevenção de Infecções

Mundo corporativo ou passarela da moda?

De São Paulo, SP.

Estudo da University of Florida (Universidade da Florida) mostra que mulheres acima do peso tem salários menores dos que suas colegas mais magras.

De acordo um a pesquisa, mulheres que pesavam 25 lbs - equivalentes a 11,36 kg - a menos do que a média do grupo estudado, recebiam salários US$ 16 mil maiores. Já as mulheres cujo peso estava 25 lbs (11,36 kg) acima da média do grupo, ganhavam US$ 14 mil a menos que as demais.

Quando o sexo masculino foi analisado, porém, verificou-se que os homens mais magros recebiam salários menores. Aqueles com 25 lbs (11,36kg) de peso a menos do que a média do grupo estudado, recebiam salários US$ 9 mil inferiores.

Homens e mulheres de todos os pesos são unânimas apenas em um ponto: todos acham que recebem salários menores do que deveriam....

Veja o video, disponível apenas em inglês, com duração de 1:47 minutos.

Abraço,
Eder.


sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Quando milisegundos valem US$ bilhões, não há Investimentos Responsáveis

De São Paulo, SP.

As operações conhecidas por "high-frequency trading" (operações de alta-frequência em bolsas de valores) começam a colocar em dúvida a transparência dos mercados acionários e estão chamando a atenção de reguladores e legisladores nos EUA pelo seu potencial para desestabilizar as cotações e criar distorções artificiais.

São operações de compra e venda de ações, feitas sem a intervenção humana, que acontecem até em milisegundos e são decididas por supercomputadores alimentados por algoritmos estatísticos.

Não importa quem é o CEO das empresas negociadas, se as empresas estão com problemas legais, se são ou não organizações éticas e nem mesmo o valor dessas empresas ... as decisões de compra e venda são embasadas apenas por dados e números sobre as transações das ações feitas no mercado acionário. 

Esse mundo secreto, embasado em tecnologias controversas começa a ser desvendado e nos faz refletir. 

A tecnologia é uma ferramenta poderosa em qualquer setor e a área de investimentos não é uma exceção, mas quando seu uso deixa de lado questões sócio-ambientais e de governança, ela pode se transformar em uma arma perigosa...  

Veja o vídeo e entenda as discussões que estão colocando sob a luz dos holofotes as operações de alta-frequência em bolsas de valores (high-frequency trading), feitas em frações de segundos. O vídeo está em inglês e a duração é de 13,36 minutos. Infelizmente, não há legendas em Português.


Nota: Clique no título "Wall Street: The Speed Trader" na parte de cima da tela ou em "Watch on YouTube", após ter clicado no meio da tela.

Abraço forte.
Eder.  


quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Um bom exemplo de fundo de pensão que verdadeiramente abraçou a responsabilidade com os aspectos Sócio-Ambientais e de Governança


De São Paulo, SP.

O “New Zeland Superannuation Fund”, um fundo de pensão da Nova Zelândia com patrimônio de  €8,8 bilhões, está levando bastante a sério os Investimentos Positivos – aqueles em que a performance anda lado a lado com a preocupação em relação aos impactos sócio-ambientais e de governança.

Investimentos Positivos ou Investimentos Responsáveis são aqueles que fornecem altos retornos ambientais e sociais além de bons retornos nos investimentos. Estamos desenvolvendo um planejamento para integrar as oportunidades de Investimentos Positivos a nossas políticas”, explica o fundo de pensão em seu Relatório Anual.

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Como a Psicologia pode salvar você de você mesmo!

De São Paulo, SP.

A cidade de Greensboro - NC, nos EUA, desenvolveu um programa para prevenir que mães adolescentes tivessem um segundo filho. Para cada dia que essas adolescentes não estivessem grávidas, receberiam US$ 1.

O poder psicológico de um simple e único dólar, um pequeno pagamento por dia, mostrou-se gigantesco. Foi o suficiente para derrubar ao chão as taxas de gravidez entre as adolescentes, poupando custos enormes – humanos e financeiros – que acompanham a maternidade na adolescência.

Esse é um exemplo de política econômica baseada na psicologia humana, defendida por Cass Sunstein, escolhido pelo Presidente Obama para chefiar a Secretaria de Informações e Políticas Públicas.

Sustein, assim como outros renomados especialistas recentemente nomeados por Obama para a altos postos da administração federal, é devoto da economia comportamental (behavioral economics, em inglês), uma nova escola no estudo da economia grandemente influenciada pelas pesquisas psicológicas.

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Os pais são péssimos professores sobre educação financeira


São Paulo, SP.

A maioria dos jovens aprende com os pais sobre como lidar com dinheiro, mas esse método claramente não está funcionando, dizem Kayla Allen e Victoria Kinchen da  "Southeastern Louisiana University".

Em um estudo conduzido por elas 65% dos estudantes disse que seus pais foram os professores em questões financeiras.

No entanto, desse grupo, 28% informou não poupar dinheiro mês a mês, 72% nunca se procupa se tem ou não crédito e 75% não faz um orçamento por escrito.

Ainda assim, 94% de todos os respondentes acha sua performance financeira "OK" ou a classifica em níveis ainda melhores.

Abraço.
Eder.


Fonte: Harvard Business Review - The daily stat

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Por quê o meio ambiente interessa para os participantes dos fundos de pensão?


De São Paulo, SP.

Custo ambiental anual da atividade humana no planeta, estimado pela ONU - Organização das Nações Unidas: US$ 6,6 trilhões ou 11% do PIB Global.

Custo dos danos ambientais em 2008, causados pelas 3.000 maiores empresas do mundo com ações negociadas em bolsas de valores: US$ 2,15 trilhões.

Proporção dos ganhos das empresas em um portfólio de investimentos (ponderado pelo MSCI AII Country World Index) sob o risco de se transformar em perda devido aos custos ambientais: > 50%

Os participantes dos fundos de pensão são hoje os "donos universais" das empresas, uma vez que o portfolio de investimentos de seus planos de previdência complementar são diversificados e aplicados em ações de grandes empresas, sempre de olho em ganhos no longo-prazo.

Esses investimentos estão expostos a perdas cada vez maiores ao redor do mundo, decorrentes dos custos ambientais incorridos por empresas que causam danos ao meio ambiente. Tais perdas tem o potencial de ameaçar a poupança dos futuros aposentados e beneficiários dos planos de aposentadoria, colocando em risco o seu bem estar no longo prazo.

Porém, os participantes dos fundos de pensão podem e devem agir coletivamente para influenciar de maneira positiva a forma pela qual as empresas atuam e levá-las a respeitar os aspectos sócio-ambientais e de governança, minimizando assim a exposição dos investimentos dos fundos de pensão à perdas decorrentes dos custos ambientais.

Os investidores institucionais tem a obrigação de agir para reduzir o risco financeiro advindo dos impactos ambientais.

Tudo isso e muito mais pode ser encotrado em detalhes no relatório “Universal Ownership - Why environmental externalities matter to institutional investors”, elaborado em parceria pela UNEP Finance Initiative e UN Global Compact.

Para baixar o estudo completo use o link a seguir: http://bit.ly/b8vM0b

Forte Abraço,
Eder.

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