sexta-feira, 24 de setembro de 2021

TE CONTEI? UMA VISÃO ANTROPOLÓGICA NA LUTA POR UM NOVO MODELO DE NEGÓCIOS E NOVAS SOLUÇÕES PARA OS FUNDOS DE PENSÃO



De São Paulo, SP.


O QUE ESTÁ ACONTECENDO: 

Independentemente do motivo pelo qual isso ocorreu, desde que os planos de contribuição definida - centrados no conceito de individualismo extremo - entraram em cena, a previdência complementar começou a se afastar daquilo que nos torna humanos e que foi o ponto de partida de nossa civilização: ajudar alguém a passar por dificuldades, que evoluiu para a vida em sociedade e finalmente o mutualismo de Bismark. Escrevi sobre isso recentemente aqui no Blog. Se não resgatarmos esses valores ao construirmos um novo modelo de previdência complementar, estaremos trilhando um caminho muito triste e perigoso na história humana.


POR QUE ISSO É IMPORTANTE: 

Em seu livro “Why we fight” (“Porque Guerreamos”), Mike Martins, um oficial do exército Britânico doutor em conflitos, ao discorrer sobre a psicologia evolucionaria das guerras, diz que os indivíduos lutam por dois motivos: deixar descendentes (sexo e status social) ou buscar a proteção de um grupo para sobreviver (pertencimento e proteção). Integrar uma tribo, grupo ou país é o mecanismo de pertencimento que buscamos. Em termos evolucionários, procuramos pertencer a um grupo porque eles são seguros e nos protegem de outros seres (humanos ou não) que tentam nos matar. Os planos de contribuição definida, além de se mostrarem ineficazes em oferecer uma proteção financeira adequada na velhice, contrariam o conceito de civilização de Margaret Mead e ressaltam os motivos pelo qual as guerras acontecem.


CONCLUSÃO: 

O que colocar no lugar? Eu não sei. Posso dizer apenas que precisamos de um novo modelo ...


Grande abraço,

Eder.


Fonte: The cause of all war boils down to sex and social status, according to a conflict expert who used to be in the British army, escrito por Charlie Floyd.


quinta-feira, 23 de setembro de 2021

O FUTURO DA PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR E DOS FUNDOS DE PENSÃO SERÁ ...

 


Credito de Imagem: Wacomka / Shutterstock


 

1. MUITO PESSOAL



personalização vai impactar praticamente todas as áreas da previdência complementar. Não apenas em termos da experiência do consumidor (CX – Customer Experience) e do engajamento, mas principalmente em torno dos produtos que oferecemos, das soluções que oferecemos e dos canais de distribuição que usamos hoje, através dos quais chegamos no consumidor de previdência complementar. 

 

Essa individualização também será direcionada pelo valor agregado dos serviços que passarão a ser misturados / conjugados aos planos e soluções oferecidas e que, diretamente, nada tem a ver com previdência complementar.

 

O fundo de pensão ou seguradora que quiser ser bem-sucedido, terá que considerar como chave a personalização em suas estratégias futuras de engajamento e canais de distribuição.


 

2. HOLÍSTICO NAS SOLUÇÕES AO CONSUMIDOR




Não é novidade e já é largamente conhecido o deslocamento de uma economia baseada em produtos (planos de previdência) para uma economia baseada em serviços (soluções de segurança financeira). A mudança para uma economia orientada por serviços, significa que fundos de pensão e seguradoras precisarão conhecer melhor seus consumidores, como eles vivem e trabalham, seu momento no ciclo de vida, seus propósitos individuais etc.

 

Esse movimento será orientado por dados, analytics e por modelos que embutirão as ofertas de previdência complementar em pacotes com várias outras soluções.

 

3. DIGITAL E TOTALMENTE FLEXIVEL

 


Os modelos de negócio serão variados, diferenciados e personalizados em função do canal de distribuição adotado para atingir o consumidor. Na essência, os modelos de negócio terão que mudar e se adaptar aos canais, demandas e soluções que vão emergir.

 

4. DIRECIONADO POR BAIXO CUSTO E EXPERIÊNCIA DO CONSUMIDOR

 

Diversos fatores deverão convergir levando a redução das taxas de administração e gestão financeira cobradas hoje por seguradoras e fundos de pensão. 

 

Tecnologia é sem dúvida um deles, mas não o único. Podemos colocar nessa conta as taxas de juros sub-zero que não comportam custos elevados de administracao financeira, o surgimento de novas classes de ativos propiciado pela tecnologia do blockchain (tipo NFTs) e o investimentos em cryptoativos que surgirão na economia digital com custos incomparavelmente menores do que os atuais.

 

O comportamento das novas gerações em relação a compra de seguros é um indicador que pode servir de proxy para aquilo que ocorrerá com a compra de produtos de previdência complementar (figura acima). A turma da Geração Y, os Millenials, costuma mudar de seguradora em busca de redução de custo e de uma melhor experiência/necessidades individuais.

 

Isso vale não apenas para a população dos Millenials, mas também para as novas gerações e inclui os canais dos quais eles compram seguros e previdência complementar. 

 

5. BASEADO EM PACOTES DE PRODUTOS, SERVIÇOS E DISTRIBUIÇÃO

 



Veremos cada vez mais a venda cruzada (cross-sell) na qual as soluções de previdência complementar serão oferecidas como parte de um ecossistema de outros produtos e serviços complementares. Isso vai requerer que fundos de pensão e seguradoras se afastem da abordagem adotada hoje na qual seus negócios operam em silos e fronteiras hiper delimitadas/fechadas e caminhem para plataformas modulares abertas. 


Eu costumo brincar dizendo que já passou da hora de mudarmos o nome - definido numa legislação que completou 21 anos em maio passado - de entidades fechadas de previdencia complementar para entidades escancaradas da jornada financeira.

 

Também será comum o up-sell, uma estratégia de vendas que, diferente da abordagem do cross-sell, envolve incentivar os clientes a adquirir uma versão mais sofisticada ou avançada do produto ou serviço que originalmente pretendiam comprar.

 

A transformação digital possibilitará, cada vez mais, que as soluções de previdência complementar sejam comercializadas através de uma mistura de canais de distribuição. Podemos esperar muitas mudanças em relação a forma como se pensa hoje nas estratégias de distribuição de produtos e serviços. 

 

6. ALAVANCADO PELO ENGAJAMENTO EM ECOSSISTEMAS

 



Na medida em que os ecossistemas digitais cresçam e amadureçam será crítico para a previdência complementar fazer parte desses ecossistemas se quiser otimizar sua distribuição e engajamento com os consumidores.

 

Será critico para fundos de pensão e seguradoras entender e participar desse novo mundo de ecossistemas e da infraestrutura na qual operam, se quiserem sobreviver na nova era digital. 


 

7. CARACTERIZADO PELA COMPRA, VS VENDA, TUDO NO MESMO LUGAR

 



Enquanto hoje as seguradoras e fundos de pensão focam na “venda” de planos e produtos de previdência complementar, existe menos fricção quando o consumidor “compra” essas soluções embutidas em pacotes de outros produtos e serviços.

 

Isso já está acontecendo em alguns segmentos. Por exemplo, se você comprar um Tesla, o seguro auto já vem embutido no preço do carro. Quando você compra um pacote turístico, o seguro saúde já vem embutido no preço. Em todos os casos o consumidor está comprando a cobertura de forma transparente e pode optar por não a ter. O lance é que fica mais fácil levar o consumidor a comprar um produto ou serviço quando ele já está envolvido em outra compra, do que vender algo para ele do zero.

 

Outro ponto importante é enxergar a necessidade do consumidor dentro de um contexto mais amplo. Por exemplo, os jovens não veem a necessidade de possuir um automóvel porque eles enxergam a locomoção dentro do contexto amplo que vem sendo chamado de “jornada da mobilidade”. 

 

Eles querem acessar uma única plataforma (tipo um app no celular) e poder: sair de casa a pé, pegar um patinete elétrico na esquina, ir ate o metrô, se deslocar até o ponto de encontro de uma carona compartilhada, que o levará até o litoral, com seguro cobrindo todas as etapas do deslocamento. Tudo num clique, zero complexidade, rápido.


Extrapole isso para uma jornada financeira do ciclo de vida: através de uma única plataforma, app ou carteira digital no celular, o cara poder fazer compras, pagamentos e transferências em dinheiro ou cryptomoedas, obter credito, fazer empréstimos, poupar para a previdência, comprar seguro de vida ...... (inclua a solução que quiser no pontilhado). 

 

Vai vencer aquele que tornar mais fácil a vida do consumidor resolvendo problemas e atendendo necessidades em um espectro mais abrangente de áreas e soluções

 


O RISCO DE DISUPTURA DA PREVIDENCIA COMPLEMENTAR

 

Existem hoje poucas oportunidades de diferenciação num mercado que ao longo dos últimos anos vem passando por consolidação no mundo todo e que tem experimentado redução na quantidade de seguradoras e fundos de pensão.

 

Os consumidores atuais de planos de previdência complementar têm pouca ou quase nenhuma interação com seus provedores, enxergam cada vez menos diferença entre os serviços oferecidos pelos grandes players e veem a qualidade convergir para o mesmo patamar, não muito elevado, diga-se de passagem.

 

Podemos esperar uma grande mudança nas soluções e modelos de negócios dos fundos de pensão e seguradoras ao longo da próxima década. Sobreviverão não aqueles que pensarem em como ser bem-sucedidos nesse mercado, mas sim os que, em última instância:


  • pensarem em como obter sucesso com o comprador final (o consumidor) de seus produtos e serviços;
  • entenderem as características demográficas de cada geração, as necessidades, as expectativas e os propósitos do consumidor de previdência complementar, que mudaram drasticamente em relação aos consumidores anteriores;
  • focarem nos tipos de canal com os quais os consumidores querem interagir, em um mundo com múltiplos canais de distribuição; e
  • compreenderem que tipo de experiência mais abrangente esses novos consumidores buscam. 


Os consumidores das Gerações Y e Z não se impressionam facilmente com soluções digitais porque eles vêm fazendo parte das transformações digitais iniciadas há alguns anos. As soluções digitais são básicas para eles e algo que eles já esperam. Para impressioná-los as seguradoras e fundos de pensão terão que ir além, buscando um nível de inovação e sofisticação ainda maior.

 

Acontece que a maioria das seguradoras e fundos de pensão ainda está nos estágios iniciais de transformação digital correndo atrás do atraso e não impressionam nem atendem o nível mínimo de expectativa dos jovens.

 

A pandemia acelerou a expectativa dos consumidores então abriu-se uma lacuna enorme. Seguradoras e fundos de pensão que já estavam atrasadas na busca de soluções antes da pandemia, se veem agora correndo atrás de inovações que não serão suficientes para anteder as demandas do consumidor daqui a 2 ou 3 anos.

 

O que fazer? Conforme disse Bernard Shaw certa vez: "O progresso é impossível sem mudanças e aqueles que não conseguem mudar de ideia, não conseguem mudar coisa nenhuma".

 

Fazer alguma coisa é melhor do que não fazer nada, então, é preciso começar a mudar e o roteiro acima está aí de graça para quem quiser seguir ...

 

Grande abraço,

Eder.

 

 

Fonte: SVIA – Silicon Valley Insurance Accelerator; Innovation Trailblazers 2021 Webinar Series - P&C Insurance 2.0 - Engagement, Distribution & Growth in the New Normal


quarta-feira, 22 de setembro de 2021

O CONCEITO DE MUTUALISMO É UMA EXTENSÃO DO CONCEITO DE CIVILIZAÇÃO - O MODELO DE NEGOCIOS DOS FUNDOS DE PENSÃO SÓ CONTINUARÁ A EXISTIR ENQUANTO MARGARET MEAD ESTIVER CERTA

 




′′Um estudante perguntou um dia à antropóloga Margaret Mead o que ela considerava o primeiro sinal de civilização em uma cultura. O estudante esperava que a antropóloga falasse sobre ganchos, tigelas de barro ou pedras para afiar, mas não. 

Mead disse que o primeiro sinal de civilização em uma cultura antiga é a prova de uma pessoa com um fêmur partido e curado. Mead explicou que no resto do reinado animal, se você quebra a perna, você morre. Você não pode fugir do perigo, ir ao rio beber água ou caçar para se alimentar. Você se torna carne fresca para os predadores. 

Nenhum animal sobrevive a uma pata quebrada o suficiente para o osso curar. Um fêmur partido que curou é a prova de que alguém tirou tempo para ficar com aquele que caiu, curou a ferida, colocou a pessoa em segurança e cuidou dela até ela se recuperar′

′Ajudar alguém a passar por dificuldades é o ponto de partida da civilização ", disse Mead. Civilização é ajuda comunitária."

Margaret Mead foi uma antropóloga cultural norte-americana. Nasceu na Pensilvânia, criada na localidade de Doylestown por um pai professor universitário e uma mãe activista social. Graduou-se no Barbard College em 1923 e fez doutorado na Universidade de Columbia em 1929.

Fonte: TV Vento Su

TO REFLECT

 


TE CONTEI? HÁ BAIXO ENGAJAMENTO DOS FUNDOS DE PENSÃO NAS VOTAÇÕES DOS FUNDOS DE INVESTIMENTOS E ISSO IMPEDE QUE SE CAMINHE EM DIREÇÃO AOS ASPECTOS ESG

 





De São Paulo, SP.


O QUE ESTÁ ACONTECENDO: 

Há muito tempo que os fundos de pensão – principalmente os médios e pequenos - abandonaram a gestão de carteiras próprias e abraçaram as alocações de seus recursos em fundos de investimentos como alternativa mais eficiente para aplicar o $$$ das contribuições. O problema é que os investidores institucionais delegam aos gestores de ativos (bancos e “asset managers”) a participação nas votações dos fundos de ações, multimercados e de renda fixa etc.. Com isso, vão abrindo mão do direcionamento desses investimentos e assim, pouco ou nada avançam para um maior rigor nas exigências de consideração dos aspectos ESG 

 

POR QUE ISSO É IMPORTANTE: 

Em dezembro de 2020 foi criado, no Reino Unido, uma força tarefa – a Taskforce on Pensions Scheme Voting Implementation - para estudar o assunto e propor soluções. Num relatório publicado nessa segunda-feira, a força tarefa diz ser essencial que o sistema de votação nos fundos de investimentos e nas assembleias das empresas investidas, seja usado para o fim a que se propõe, especialmente no que tange a questões como a gestão de riscos climáticos, diversidade e remuneração (do CEO e demais C levels). A força tarefa, diz o relatório, não vislumbra os fundos de pensão votando em moções especificas, mas sim em questões temáticas “dizendo como gostariam que seus votos fossem dados em tópicos e temas particulares”. “Não vejo razão para os conselhos deliberativos dos fundos de pensão deixarem de determinar suas próprias políticas - em áreas como mudanças climáticas, diversidade e remuneração (nas empresas investidas) – e achar um “asset manager” para implementa-las” – Guy Opperman 

 

CONCLUSÃO: 

Aumenta a pressão no sistema que delega “de facto” aos agentes, como bancos de investimentos e “asset managers”, a responsabilidade fiduciária que os fundos de pensão têm de votar em AGOs e assembleias de fundos de investimentos.


Abraço,

Eder.



Fonte: Taskforce lays out measures to boost schemes’ voting powers, escrito por Benjamim Mercer



terça-feira, 21 de setembro de 2021

TECHCRUNCH DISRUPT 2021

 




TechCrunch Disrupt is three virtual days of non-stop online programming with two big focuses: founders and investors shaping the future of disruptive technology and ideas and startup experts providing insights to entrepreneurs

O QUE É A ILUSÃO DO FIM-DA-HISTÓRIA E PORQUE ELA DIFICULTA OS FUNDOS DE PENSÃO A MUDAREM SEU MODELO DE NEGOCIOS

 


De São Paulo, SP.


 

Ao longo da minha carreira me deparei inúmeras vezes com aquela clássica pergunta que 10 entre 10 profissionais de HR adora fazer para candidatos a emprego:

 

Onde você se vê daqui a cinco anos?

 

Acontece que as coisas mudam tão rapidamente hoje em dia, que é impossível saber onde estaremos daqui a cinco dias, do que lá daqui a cinco anos, né não?

 

Mas a pergunta tem um proposito que é saber se o candidato a emprego é alguém dinâmico e que pretende evoluir profissionalmente, ao invés de uma pessoa acomodada e descansada demais.

 

Fora do ambiente de trabalho, a maioria de nós tende a acreditar que suas personalidades, valores e maneira de ser não mudarão muito no futuro, mesmo tendo mudado tremendamente no passado.

 

Isso se deve a descoberta em 2013 - pelos psicólogos Jordi Quoidbach, Daniel Gilbert e Timothy Wilson - de um fenômeno que afeta a todos, que eles denominaram de “ilusão do fim-da-história” (end-of-history illusion, em inglês).

 

Mais sobre o estudo, publicado na Harvard Business Review: aqui

 

Acontece que a ilusão do fim-da-história não afeta apenas nossas vidas pessoais, ela acaba extrapolando os limites individuais e impactando aspectos importantes de nosso processo decisório também no campo profissional. 

 

Conselheiros de fundos de pensão são pessoas de carne e osso, com as mesmas idiossincrasias, vieses comportamentais, qualidades e defeitos que qualquer ser humano carrega consigo.

 

Na serie de estudos que levaram a descoberta do fenômeno, os pesquisadores testaram mudanças em preferencias pessoais tais como: comida favorita, filmes, hobbies e amizade. Testaram, também, mudanças em valores básicos, como: poder, realizações, subordinação e direcionamento pessoal. 

 

Todos os testes levaram aos mesmos resultados.

Quanto mais velho o participante da pesquisa menor a mudança prevista ou reportada nas preferencias pelas pessoas (gráfico abaixo).

 



Isso mostra que as pessoas, consistentemente, subestimam o quanto seus valores e preferencias mudarão no futuro comparado com a experiência real das mudanças que elas mesmas viveram e experimentaram no passado. 

 

O impacto nos conselhos dos fundos de pensão

 

Ao nos tornar reativos ao invés de proativos, a ilusão do fim-da-história nos afeta como pessoas de várias formas e nos leva a planejar com visão de curto prazo e baseados em premissas que não mudam.

 

Veja a seguir como isso acontece no nível pessoal e extrapole para os efeitos que pode ter sobre conselheiros de fundos de pensão.


  • Escolhas reativas: apesar da vida ser imprevisível, a ilusão do fim-da-história nos rouba a iniciativa de assumir em nossas mãos a modelagem do nosso próprio futuro. “É mais fácil se acomodar com o presente do que imaginar um futuro diferente” diz o Dr. Benjamin Hardy, um dos autores do estudo. “Se você não investir um tempo para imaginar quem você quer ser, então, você vai se tornar de modo reativo, no que quer que a vida direcione você a ser”;
  • Rótulos (ou premissas) fixos: “sou muito tímido para fazer amigos”, sou muito irresponsável para ter um animal de estimação” ... ao construirmos um modo fixo de pensar, acabamos nos agarrando de modo rígido a rótulos e deixamos de enxergar grandes oportunidades que podem nos mudar para melhor; 
  • Visão de curto prazo: quando decidimos colocar esforço em algo, estamos descansados e nossa energia e ânimo iniciais estão nos níveis mais altos, mas na medida em que o tempo passa e os dias caminham, nossa energia vai diminuindo e alguns aspectos daquele tópico começam a não parecer mais tão animadores. Ao nos tornar extremamente otimistas ou pessimistas a ilusão do fim-da-história pode ter impacto na forma que gerenciamos nosso tempo e nossa energia e isso pode nos levar a planejar olhando um futuro mais imediato. 

 

A ilusão do fim-da-história nos faz focar no presente e pode acabar nos impedindo de construir ativamente o futuro. Se a cada dia tomarmos decisões nos conselhos deliberativos dos nossos fundos de pensão sem pensar no futuro, estaremos vivendo a vida de maneira reativa, sem um planejamento apropriado e deixando escapar a oportunidade de construirmos um futuro melhor.

 

A boa notícia é que se compartilharmos com os demais nossas reflexões, visões e convicções, isso pode ajudar a cada um de nós e aos nossos fundos de pensão a tomar decisões considerando o futuro. 

 

A história dos fundos de pensão só pode ser conhecida olhando-se para trás, mas nós e principalmente nossos filhos, viveremos nos fundos de pensão que vem poela frente. 

 

Grande abraço,

Eder.

 

Fonte: How the end-of-history illusion prevents you from shaping your future self, escrito por Lindsay Morgia.


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