sexta-feira, 27 de agosto de 2010

A arte de escolher e as mudanças dos planos de previdência complementar

De São Paulo, SP.

A Dra. Sheena Iyenger, Professora de Negócios na Columbia Business School, junto com seu colega Mark Lipper, desenvolveu uma série de experimentos para mostrar como as variações entre países, culturas e experiências individuais afetam nosso processo de escolha.

Juntos, eles testaram três “mitos” comumente aceitos em relação ao processo de escolha e apontaram os problemas existentes.

Mito # 1: Você é que deve fazer suas escolhas

Crianças de origem anglo-americanas e anglo-asiáticas, com idades variando entre 7 e 9 anos, foram recepcionadas pela Sra. Smith. Foram colocadas em uma sala e dividas em três grupos. Numa mesa havia seis pilhas de anagramas e várias canetas de côres diferentes.

Nota: Anagramas são o conjunto de "palavras" distintas que você pode formar com um determinado grupo de letras. Ex: Letras “A”, “M”, “O” e “R”. Possíveis anagramas: Amor, Mora, Roma, Armo, etc...

No Grupo 1 as crianças foram orientadas a escolher os anagramas de sua preferência e também as cores das canetas que gostariam de usar para formar as possíveis palavras.

As crianças do Grupo 2 não puderam escolher nem o anagrama nem as canetas. Foi a Sra. Smith quem escolheu e lhes disse quais usar. No Grupo 3 as crianças souberam que as escolhas haviam sido feitas pelas suas mães.

O resultado foi bastante interessante. As crianças de origem anglo-americanas que podiam fazer suas próprias escolhas (Grupo 1) tiveram desempenho 2,5 vezes melhor do que as crianças dos demais grupos, ao formarem as possíveis palavras.

As crianças de origem anglo-asiáticas que tiveram melhor performance foram as do grupo onde suas mães fizeram as escolhas (Grupo 3), seguidas pelas do Grupo 2 e depois do Grupo 1.

Esse resultado mostra o que significa “escolha” nas culturta Americana e Japonesa. Para os Americanos, o processo de escolha é um ato privado, individual e auto-definidor e deixa pouco espaço para a interdependência. Os Americanos levam a liberdade de escolha aos extremos, o encaram como a única garantia de que seus interesses e preferências serão atingidos e a consideram essencial para o sucesso.

Já na cultura Japonesa, diferente de definir e afirmar a indivualidade, a escolha é um ato coletivo. Através do processo de escolha o Japonês procura criar comunhão e harmonia com as pessoas que respeita e confia. Os Japoneses tentam proteger os outros de escolhas errradas.

Mito # 2: Quanto mais opções, melhor

Uma série de entrevistas foi agendada com pessoas de diferentes países na Europa Oriental. Os entrevistados eram recepcionados com refrigerantes. Podiam escolher dentre sete tipos diferentes (coca-cola, pepsi, sprite etc).

Quando perguntados quantas opções de escolha tinham, a resposta era: uma só, pois é tudo refrigerante. Se aos sete refrigerantes fossem acrescentados água e suco, a resposta passava para três opções.

O contraste entre países em transição democrática, nos quais antes não havia escolha alguma, e os EUA onde a quantidade de opções é quase ilimitada (Wal-Mart – 100 mil produtos, Amazon – 27 milhões de livros, Match.com – 15 milhões de possíveis namorados para escolher), mostrou que:

O valor da escolha está em nossa capacidade de perceber as diferenças entre as opções. Na verdade, muitas escolhas são entre coisas que não são tão diferentes assim. Quando existem muitas escolhas para comparar e contrastar, o processo de escolha pode ser confuso e frustrante, pode nos abalar e até deixar com medo de escolher.

Escolhas ilimitadas passam a não oferecer oportunidades, mas sim a impor restrições, algo que não é sinal de liberdade e sim de sufocação por detalhes sem sentido. Pode ser o oposto do que representa nos EUA.

Estudos feitos pela Dra. Sheena mostraram que mais de 10 opções levam a escolhas ruins em investimentos, saúde etc.. Algo que vale igualmente para outras áreas críticas, como planos de previdência complementar, por exemplo.

Mito # 3: Você nunca deve dizer não a uma escolha

Os pais de bêbês que enfrentaram ao nascer um problema de falta de oxigênio no cérebro, tinham que decidir entre:

a. Retirar os aparelhos que mantinham vivos os recém-nascidos, levando a sua morte imediata;
b. Manter os aparelhos ligados com a possibilidade do recém-nascido morrer em alguns dias ou sobreviver com sérios danos no cérebro e sem poder andar e falar; ou
c. Deixar os médicos decidirem quando e como desligar os aparelhos

Os aparelhos foram desligados em todos os casos. Nos EUA, a decisão final foi sempre dos pais. Incapazes de ir de encontro a tudo que sempre lhes foi ensinado sobre a força e o propósito da escolha, os pais Americanos não podiam sequer imaginar dar a outros essa escolha.

Na França, a decisão foi dos médicos.

Passado um ano da morte dos bêbês, os pesquisadores analisaram como a escolha afetou os pais. Isto é, como o casal lidava com a perda do filho.

Os pais americanos se demonstravam clinicamente deprimidos, menos conformados e em dúvida sobre sua decisão. Os pais Franceses demonstraram aceitar melhor a perda, lidavam melhor com o sofrimento e não se culpavam pela decisão.

O video com a apresentação do resultado desses estudos está no final desse post. Se quiser colocar legendas clique em “View subtitles” na parte de baixo, canto esquerdo e selecione Português (Brasil).

* * * * *

Estamos num momento em que as empresas patrocinadoras de fundos de pensão, aqui no Brasil, estão alterando seus planos de previdência complementar para disponibilizar aos participantes várias alternativas de investimento.

Os estudos da Dra. Sheena trazem dados bastante interessantes, que eu não despresaria ao redesenhar um plano de aposentadoria.

Grande abraço,
Eder

Monkeynomics - Porque a educação financeira não consegue mudar certas escolhas econômicas que fazemos

De São Paulo, SP.

Cientistas sociais estão aprendendo que a mairoira de nós, quando colocada diante de certas situações comete consistentemente erros muito específicos. Erros que não apenas são previsíveis, mas que tornamos a repetir muitas e muitas vezes, mesmo tendo recebido um feedback negativo.

Cometemos esses erros porque nossa mente foi contruída para agir dessa maneira, algo que permaneceu imutável mesmo diante da natureza evolucionária. Ou seja, temos deficiências e limitações de origem que não podem ser evitadas, mas que precisamos reconhecer se quisermos melhorar.

Porém, o homem é a única espécie que se recusa a reconhecer o que ele realmente é. A vaidade e o sentimento de superioridade que caracterizam nossa espécie dificultam qualquer mudança.

A Doutora Laurie Santos é uma Professora Assistente de Psicologia na Universidade de Yale – EUA. Sua pesquisa une a biologia evolucionária, a psicologia desenvolvimentista e a neurociência cognitiva ao explorar a origem evolucionária da mente humana.

Ela conduziu uma série de experiências comparando as habilidades cognitivas de humanos com a de primatas não-humanos e mostrou que nosso viés de aversão a perda também é encontrado em macacos cuja origem remonta há 35 milhões de anos.

Laurie estudou ao longo dos últimos dois anos as raízes da irracionalidade humana, observando como nossos parentes primatas tomam decisões, e mostrou que algumas das escolhas tolas que fazemos, os macacos também fazem, espelhando nossa irracionalidade.

Ela treinou macacos-prego (capuchin monkeys) a usarem uma “moeda” para comprar alimentos em um “mercado”. Surpreendentemente, os macacos se comportaram da mesma forma que os humanos, comprando e vendendo comida, fazendo escolhas menos arriscadas, às vezes irracionais, não poupando e até roubando moedas uns dos outros...

Nossa mente é programada para agir de forma diferente quando confrontada com o risco de ganho e com o risco de perda. Os humanos posuem uma aversão natural ao risco que envolve algum ganho, mas um verdadeiro pavor ao risco que envolve perdas. Veja os exemplos:

As pessoas tendem a escolher a alternativa em vermelho por duas razões: (i) o ser humano tem dificuldade em raciocinar em termos relativos e faz comparações em termos absolutos; e (ii) temos maior aversão à perda. Essas mesmas características foram observadas nos macacos.

Porque isso é tão relevante? Simplesmente porque esse erro em nossa programação nos faz assumir mais riscos em situações em que as escolhas envolvem perdas. Esse problema se manifesta, por exemplo, quando:

• a bolsa de valores cai e seguramos ações em nossas mãos por mais tempo do que deveríamos, para não perdermos; ou
• o mercado imobiliário despenca e relutamos em vender a casa para não incorporar a perda

Pense nisso na próxima vez que for decidir onde investir as contribuições que você faz para seu plano de previdência complementar. Lembre-se que os programas de educação financeira não são capazes de mudar isso, pois é um erro de programação do ser humano....

Veja o video resumido no final desse "post". O primeiro é a versão longa, com cerca de 20 minutos de duração. O segundo é uma versão curta, com aproximadamente 10 minutos. Infelizmente estão em Inglês e não possuem legendas em Português. Desculpem-me.

Abraço,

Eder.


Fonte: Brightness.com / Thesituationist.wordpress.com


quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Sempre ligados no futuro? Engraçado, mas possível?

De São Paulo, SP.

Um novo video sobre tecnologia. Não me contive novamente e acabei criando o marcador "Tecnologia" para classificar os videos interessantes que poderei ocasionalmente colocar aqui no blog.

A versão acessada através do link abaixo é curta e dura cerca de 10 minutos. Quem tiver interesse na versão longa, que dura cerca de 2 horas, basta clicar em "Watch Full Program" na direita do video.

Fiquei imaginando os pontos que se poderia ganhar poupando para a aposentadoria e em que poderíamos gastá-los....

Esse é o futuro em que nossos filhos viverão. Uma loucura para os padrões de hoje!O video está apenas em inglês e infelizmente não dispõe de legenda em português. Peço desculpas por isso. 

Divirta-se.

Grande abraço,
Eder.

Fonte: Brain for Business - Elmer Rich III

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Você tem um viés cognitivo ou emocional, é ativo ou passivo quando decide sobre seu plano de previdência?

De São Paulo, SP.

Essas são distinções importantes porque quanto mais se entende sobre a maneira de um participante lidar com a tomada de decisões financeiras, melhor ele/ela poderá ser orientado, alinhando-se a orientação à forma de pensar da pessoa.

Estilo passivo de decisão

Participantes passivos tendem a ser seguidores. Tendem a ouvir a orientação de amigos e familiares sem formar a sua própria opinião.

Esse modo de agir é chamado de “Efeito do Coral Grego”. Na Grécia antiga, o coral desempenhava um papel dramático, fornecendo informação de fundo para ajudar a platéia a acompanhar a peça.

Em muitas das peças apresentadas o coral era usado para expressar medos e segredos ocultos dos principais personagens, que não podiam ser simplesmente falados para a platéia. Os teatros Gregos eram grandes e requeriam uma quantidade de vozes exagerada para assegurar que todos na platéia ouviriam as manifestações do coral. Isso levava a comunicação a ter um efeito maior e mais perceptível sobre a platéia.

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Pranav Mistry: O potencial da Tecnologia SixthSense

e São Paulo, SP.


Apesar do blog ser dedicado a discutir assuntos sobre previdência complementar, seguros, benefícios e recursos humanos, eu não consegui me conter após ter recebido esse video, enviado pela minha filha.

Não é todo dia que podemos assistir a um gênio, algo facilmente identificado quando se ouve o Indiano Pranav Mistry falar.

Além de gênio, deve ser um ser humano incrível, já que sua vontade é partilhar sem barreiras a tecnologia que criou tornando-a "open source".

O vídeo está em inglês, mas se você colocar legendas em Português (clique em subtitles available, na parte de baixo do video) fica fácil de entender já que o inglês do indiano é terrível...

Curta o video:


Pranav Mistry: The thrilling potential of SixthSense technology Video on TED.com


Abraço forte,
Eder.

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Demografia, Destino e Mercado Financeiro

De São Paulo, SP.
Um fenômeno menos visível e que se move com muito mais lentidão se coloca na frente da recuperação estrutural da economia global, enquanto os países desenvolvidos patinam para reencontrar o ritmo do crescimento, restabelecer a integridade das finanças públicas, regular o sistema bancário e recuperar a perda de empregos no mercado de trabalho.
Apesar das projeções demográficas sobre a expectativa de vida e a fertilidade humana não estarem livres de erro, o acelerado envelhecimento da população mundial não deixa dúvidas: nosso destino está nas mãos da demografia.
As discussões em torno do rápido aumento da longevidade nos últimos 30 anos tem se concentrado nos impactos sobre os sistemas públicos e sobre “quem tomará conta da vovó”.
A atual população mundial de 6,5 bilhões de pessoas deverá aumentar mais 2,7 bilhões até 2050, o que tem gerado um debate paralelo, mais contencioso e neo-Maltusiano, envolvendo a ameaça de uma superpopulação que avança sobre os recursos naturais do planeta e que decorre igualmente do aumento da expectativa de vida.

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Alteradas as Regras de Portabilidade na Alemanha

Deu em Frankfurt, na Alemanha

Transferir benefícios acumulados entre diferentes veículos de previdência complementar, será mais fácil a partir de agora na Alemanha, pois a regulamentação passou a incluir mais tipos de plano de aposentadoria.

Em 2005, foi assinado um acordo para permitir e facilitar a transferência entre os benefícios acumulados nos planos de aposentadoria corporativos administrados por “caixas de pensões” (Pensionskassen) e os planos corporativos de entidades abertas” (Direktversicherungen) - quando, por exemplo, um empregado muda de emprego.

NKL2 coloca em discussão: A previdência social deveria levar em conta a menor expectativa de vida dos pobres?

De São Paulo, SP.

A NKL2 está iniciando uma discussão que pode levar a resultados interessantes. O  governo deveria considerar as desigualdades na expectativa de vida entre as pessoas de alta renda e os cidadãos de baixa renda, ao se processar o cálculo do benefício da previdência social?

Essa é uma discussão em torno do essencial objetivo do sistema de previdência mantido pela união. Tal objetivo, inerente a qualquer sistema de previdência social, é atender aos menos favorecidos em seus diversos níveis. 

“As pessoas de baixa renda são mais dependentes do benefício da previdência governamental e a expectativa de vida dessa classe de renda deveria ser considerada separadamente, ao invés de se adotar a expectativa geral de vida da população brasileira”, sim ou não?

O INSS é a única segurança financeira das pessoas mais necessitadas. Essas pessoas, de baixa renda, em geral, tem um estilo de vida menos saudável e morrem vários anos mais cedo do que os grupos sociais mais favorecidos e com renda mais alta. Nos países mais desenvolvidos essa diferença na longevidade pode, em média, ser de até 10 anos. 

O fator previdenciário, por exemplo, foi construído com base na expectativa de vida média do brasileiro e ao ser adotado no cálculo do benefício do INSS a disparidade entre a longevidade dos mais ricos e a dos mais pobres é ignorada.

Em consequência, os indivíduos de baixa renda que são justamente os mais dependentes da renda de aposentadoria fornecida pelo governo, acabam sendo os que mais perdem.

Se essa questão, levantada aqui, fosse adoatada, haveria sem dúvida uma justiça previdenciária maior. Segregar no cálculo do benefício do INSS a expectativa de vida dos grupos menos favorecidos na socidade, não implicará em custo maior para o governo se a mesma segregação for feita em relação a expectativa de vida dos grupos mais favorecidos.

Será apenas uma forma mais inteligente de se distribuir a renda e atender prioritáriamente aqueles que mais precisam de uma previdência governamental.

Dê sua opinião. Envie seu comentário.

Abraço,
Eder.

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Previsões apontam para uma temporada de furacões esse ano, bastante ativa

De São Paulo, SP.

As previsões continuam indicando que nesse ano a temporada de furacões no Atlântico será bastante ativa. O Projeto de Meteorologia Tropical da Universidade Estadual do Colorado – Colorado State University (CSU) - previu na semana passada a ocorrência de 10 furacões nessa temporada, um dos quais já aconteceu.

Já o Centro Nacional de Oceanografia e Atmosfera - National Oceanic and Atmospheric Administration (NOAA) - dos EUA, prevê a ocorrência de oito a doze furacões.

Especialistas do setor de seguros dizem que essa temporada teria que ser extremamente destrutiva para que qualquer efeito fosse sentido no mercado de seguros patrimoniais.

A previsão da equipe da CSU não sofreu qualquer alteração em relação a previsão anterior, feita no começo de julho. Segundo aquela previsão, 18 grandes tempestades tropicais deverão ser formadas antes que termine a atual temporada de furacões, em 30 de novembro.

Essas tempestadas darão lugar a 10 furacões, cinco dos quais se transformarão em grandes furacões, com ventos de pelo menos 111 milhas por hora. As previsões do NOAA apontam para 14 a 20 tempestades tropiciais e quatro a seis grandes furacões.

A despeito das previsões, os especialistas do setor de seguros não antecipam mudanças significativas no nível atual de prêmios praticado pelo mercado.

“A magnitude das perdas teria que ser substancial para impactar toda a indústria de seguros e alterar as condições comerciais atuais, acima do que vimos em 2004 e 2005”, disse Lara Mowery, Diretora Executiva da Prática Global de Seguros Patrimoniais da Guy Carpenter Co. L.L.C., baseada em Minneapolis.

"É improvável, mesmo com um evento pior do que o Katrina que causou prejuízos de US$ 45 bilhões, a dinheiro de hoje, que mude o mercado de seguros patrimoniais. A menos que seja muito pior”, comentou Robert Hartwig, Presidente do Insurance Information Institute baseado em Nova Iorque.

Segundo ele, as seguradoras tiveram prejuízos de US$ 90 bilhões na temporada de furacões de 2004 – 2005. Mas esse ano as empresas estão melhor capitalizadas do que estavam naquele período e mesmo um prejuízo entre US$ 45 bilhões e US$ 50 bilhões representaria hoje um pequeno percentual das reservas disponíveis para pagamento de sinistros.

Grande abraco,
Eder.


Fonte: Business Insurance - Mark A. Hofmann

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Não decida sobre previdência complementar se você dormiu pouco: a falta de sono aumenta a chance de decisões arriscadas

De São Paulo, SP

Aumento das expectativas por recompensa e baixa percepção de risco – é à isso que a falta de sono parece induzir conforme mostra estudo sobre a tomada de decisões durante jogos de azar.

Para entender como funciona o cérebro quando um indivíduo sob o estado de privação de sono é submetido a tomada de decisões arriscadas, Vinod Venkatraman e seus colegas da Duke University fizeram alguns experimentos.

Através de Imagens de Resonância Magnética Funcional (fMRI), eles mediram a resposta hemodinâmica relacionada a atividade neural do cérebro de voluntários saudáveis.

Usaram 26 adultos destros com idade média de 21, 3 anos no primeiro experimento e 13 com idade média de 21,7 anos no segundo. Os voluntários foram privados de sono por 24 horas e submetidos a tomadas de decisões em jogos de azar que envolviam potencial de perdas . No Experimento 1 foram avaliadas as respostas neurais envolvendo a tomada de decisões face às respectivas recompensas. No Experimento 2, de controle, foram avalidas apenas as reações às recompensas, sem envolver a decisão do próprio participante.

Os autores descobriram que uma área do cérebro envolvida com a antecipação de recompensas (nucleus accumbens, na figura abaixo) se torna seletivamente mais ativa quando são tomadas decisões envolvendo situações de alto risco-alta recompensa em condições de privação de sono.

Descobriram, também, que não aumenta a quantidade de decisões de alto risco com a falta de sono, mas que cresce a expectativa do indivíduo ser recompensado por ter feito um jogo de alto risco.
 
Em outras palavras, após a privação de sono as escolhas envolvendo riscos relativamente mais altos são acompanhadas de uma expectativa por maiores recompensas pela decisão mais arriscada que foi tomada.
 
Junto com essas descobertas, observaram que havia uma resposta atenuada com relação a perdas na região do cérebro responsável por avaliar a significância emocional de um evento (Insula, na figura abaixo). Esse resultado indicando uma reação menor face à perdas também se mostrou verdadeiro no experimento de controle, quando foram mostrados aos voluntários os resultados da escolha de um computador, i.e., sem envolver a decisão da própria pessoa.
 

De acordo com os autores do estudo, a descoberta se soma aos resultados de outra pesquisa que demonstrou recentemente que pessoas privadas de sono escolhem apostas de alto-risco e demonstram preocupação reduzida com as consequências negativas de suas escolhas.
 
Enquanto pessoas descansadas evitam apostas de alto-risco e fazem apostas vantajosas, indivíduos privados de sono tendem a continuar fazendo apostas muito arriscadas na medida em que o jogo progride.
 
Michael W.L. Chee, um dos autores do estudo, notou que as escolhas por apostas desvantajosas não eram realmente feitas, mas que o cérebro mostrava padrões de resposta sugerindo que o próximo passo iria nessa direção.”O valor agregado dos exames de imagem do cérebro é justamente permitir potencialmente antecipar a probabilidade de se tomar decisões desvantajosas”, disse Chee.
 
“Muitos de nós conhecemos pessoas que ficaram acordadas a noite toda numa mesa de jogo, assumindo riscos loucos que não faziam sentido e que perderam mais do que tinham porque não pararam na hora que deveriam”, completou.
 
“Entender porque fazemos escolhas ruins quando privados de sono é importante não apenas por causa do número crescente de pessoas afetadas pelo problema, mas também porque existem hoje oportunidades de se incorrer em prejuízos sem precedentes através de meios como jogos de azar. Esse trabalho é um dentre muitos avaliando a correlação entre as reações do cérebro e a tomada de decisões, mas é o primeiro a aplicar tais métodos a indíviduos privados de sono”, finalizou.
 
Conclusão, esse estudo sugere que a privação do sono impõe uma dupla ameaça para uma tomada de decisões competente em situações que envolvem riscos.
 
Portanto, se você anda trabalhando muito e dormindo pouco, espere até poder tirar férias e ficar bastante descandado antes de transferir dinheiro de um fundo de renda fixa para outro de renda variável no seu plano de contribuições definidas, seja um PGBL, um VGBL ou um plano num fundo de pensão. Tudo indica ser esse um conselho sábio......
 
Abraço,
Eder.

Fonte: Adaptado de artigo de Elmer Rich III – Rich & Co.

terça-feira, 3 de agosto de 2010

É como se Alannis Morissette tivesse que escolher entre um “plano de previdência” e “uma aposentadoria tranquila”

De São Paulo, SP.

Por quê? Porque é irônico.....


Aponte uma instituição que oferece programas de previdência complementar e será fácil encontrar uma que oferece planos complexos, sofisticados, que confundem os participantes e - mais importante - não garantem que ele terá uma renda adequada na aposentadoria.

“Tudo deveria ser feito o mais simples possível, nem mais, nem menos simples”
- Albert Einstein


Você não se sente um pouco superior quando um amigo ou familiar “apanha” de um desses produtos eletrônicos cheios de dispositivos tecnológicos que você já sabe usar, mas eles ainda não?

Você sabe do que estou falando e o que acontece quando alguém tenta operar um desses produtos pela primeira vez. Pode ser um Iphone, uma câmera de video digital ou uma dessas TVs com Leds. São aparelhos sofisticados e com funções que vão muito além da sua necessidade básica.

O problema é que a vasta maioria das soluções, sejam produtos ou serviços, não passaria no teste do “bom-o-suficiente”. Mas você há de perguntar: que teste é esse?

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Cuidados na Portabilidade

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