quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Planos de previdência complementar e mídias sociais podem se dar bem um com o outro

De São Paulo, SP.


Há dois anos quando Ann Bender sugeriu que sua empresa usasse o site de mídia social, desenvolvido internamente, para divulgação do plano de previdência corporativo, olharam para ela com ar de “o que você está falando?”.

A Srta. Bender, então com 26 anos, estava discutindo com seus colegas de RH uma forma de aumentar o baixo índice de adesão ao plano de aposentadoria da rede de lojas de varejo, principalmente dos funcionários com baixa renda.

Mais da metade da força de trabalho da empresa contava com idade inferior a 24 anos. Os empregados simplesmente tinham outras prioridades e de nada adiantou aumentar a contrapartida de contribuições da empresa nem dar direito a portabilidade dos recursos desde o primeiro dia de participação no plano. O índice de adesão não ultrapassava os 18% e o assunto “aposentadoria” continuava uma chatice para a maioria dos empregados.


A equipe de RH, da qual a Srta. Bender participava, mostrou-se interessada na idéia, mas não sabia bem como utilizar o site de mídia social desenvolvido pela área de marketing alguns meses antes. Apenas uma ou duas pessoas do grupo de RH haviam entrado no site e usá-lo como ferramenta de divulgação nunca tinha sido feito por outra empresa, parecia arriscado. Mesmo assim, resolveram tentar.

Em janeiro de 2007 a empresa de varejo americana “Best Buy” lançou um concurso interno que tinha um elemento de competição entre as lojas, cujo objetivo era aumentar a adesão ao plano de aposentadoria da empresa. O concurso convidava os empregados a criarem seus próprios vídeos online para postarem no site interno de mídia social, versando sobre o significado para eles do plano de aposentadoria corporativo.

Quando o concurso terminou em março daquele ano o nível de adesão ao plano tinha subido para 47%. Nada menos do que 27 vídeos foram criados, muitos dos quais resultado do esforço de grupos de empregados. A procura foi tanta que o site chegou a ficar fora do ar em alguns momentos de grande número de acessos. Nada que tenha prejudicado a campanha.

“Foi irado ver a criatividade e o talento dos nossos trabalhadores. O movimento ao redor de toda a empresa foi impressionante.  As pessoas não puderam acreditar que algo assim tivesse vindo do RH,  que tradicionalmente é mais conservador”, declarou a Srta. Bender.

 O vídeo vencedor intitulado “O sítio e o plano de aposentadoria: uma história de ficção verdadeira” simulava o trailer de um filme sobre um gerente da “Best Buy” que se recusava a aderir ao plano de previdência da empresa. Seu chefe o apresenta, então, ao “cara da aposentadoria” que o convencia a participar do plano. O filme, mostrando desde artes marciais a dubles, contou com a participação especial de muitos empregados da “Best Buy” e usou muito humor para chamar a atenção para a importância de poupar para a aposentadoria.

Os vencedores foram premiados com uma viagem de três dias para a cidade sede da empresa, com a chance de conhecer os principais executivos e com a oportunidade de apresentar seu vídeo para o Conselho de Administração. O segundo e terceiro colocados ganharam vale presente, camisetas e dinheiro para suas lojas organizarem uma festa comemorativa.

Na medida em que jovens empregados como a Srta. Bender evoluem nos degraus da carreira, eles trazem para as empresas a forma de pensar, agir e se comunicar de sua geração. Outras empresas deverão seguir o caminho experimentado pela “Best Buy”.


E a sua empresa? Que tal desenvolver um projeto de comunicação semelhante? Ligue pra mim e vamos criar algo inusitado também!

Forte abraço,
Eder.



Fonte: Workforce Management – Jessica Marquez


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