terça-feira, 11 de maio de 2010

Compradores de seguros vão além do rating ao avaliarem as companhias de seguros

De São Paulo, SP.

A preocupação sobre a solidez financeira das seguradoras aumentou entre os executivos das empresas, mas há limitações sobre aquilo que os compradores de seguros podem fazer e muitos se baseiam em seus corretores de seguros para obter informações sobre o nível de exposição ao risco das seguradoras.

Após a queda do Lehman Bros. Inc. em 2008, o socorro do governo americano à AIG – American International Group Inc. mostrou que muitas seguradora com rating “A” eram menos seguras do que a respectiva classificação de risco fazia supor.

Os gerentes de risco perceberam que não podem se basear no rating de forma isolada ao avaliarem a solidez financeira de uma seguradora. “Esse tipo de rating em geral não fornece alerta antecipado sobre as dificuldades financeiras de uma seguradora”, disse J. Gary Meggs – Diretor de Gestão de riscos da Southern Co., uma empresa de energia baseada em Atlanta - EUA.
“Geralmente, quando uma seguradora cai abaixo de “A-“ ela é rebaixada de forma rápida e sistematicamente”, completou.

As empresas continuam a usar os ratings ao avaliarem a qualidade de uma seguradora, mas passaram a requerer mais informações de suas corretoras de seguros.

“Os gerentes de risco sempre se preocuparam com a solidez financeira das seguradoras, mas poucos até agora realizavam avaliações (in loco) pessoalmente”, comentou Laurie R. Solomon – Diretora de Avaliação de Riscos da Coca-Cola, também em Atlanta – EUA.

Os departamentos que analisam riscos de crédito e de contraparte nas empresas, têm dado mais atenção aos comitês de segurança das corretoras, sua composição, freqüência de reuniões e nível dos profissionais.

A Srta. Solomon, da Coca-Cola, disse que se baseia na gerência de tesouraria da empresa para entender melhor os investimentos, a estrutura de endividamento, liquidez e habilidade de levantar capital, das seguradoras com as quais trabalha. A empresa quer entender como os riscos são transferidos internamente entre a seguradora e as respectivas controladas e quanto é transferido externamente para resseguradoras.

Conforme declarou o Sr. Colim Campbell – responsável pela gestão de riscos no Arcádia Group Ltd., um atacadista no setor de roupas em Londres – Inglaterra: “É importante desenvolver um relacionamento com sua seguradora. É bom sentar ao menos uma vez por ano com sua seguradora, cara a cara, para que você possa olhar nos olhos do seu prestador de serviços enquanto eles falam sobre os negócios”.

Essa lição vale igualmente para empresas que optam por uma entidade aberta de previdência para administrar seus planos de previdência complementar. Não basta implantar o plano e virar as costas para cuidar do dia a dia dos negócios.

É importante avaliar constantemente a solidez de seus prestadores de serviço, pois quando se trata de planos de aposentadoria, a capacidade do prestador de serviços em obter altos retornos dos investimentos ao longo do tempo, não deve ser analisado de maneira isolada.

Nas palestras que faço, sempre recomendo aos participantes de planos de previdência que diversifiquem. Não coloquem toda contribuição em apenas um plano de previdência, mesmo que seja o plano da empresa onde trabalha.

Eu, por exemplo, tenho cinco PGBL diferentes. Talvez seja um exagero, mas além de diminuir o risco de perda, a diversificação aumenta a rentabilidade.

Sempre lembro com pesar do plano da Varig junto ao Aerus, por isso recomendo incansavelmente a diversificação.

Voltaremos a esse assunto.


Forte abraço,
Eder.


Fonte: Business Insurance – Stuart Collins 

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