quinta-feira, 27 de maio de 2010

Escolas vêem crescer o risco de condenação por bullying”

Aconteceu em Michigan, Massachusetts, Belo Horizonte e Porto Alegre.
Foram quatro casos de grande repercussão desde o início do ano. Dois nos EUA e dois no Brasil. O problema é velho, novas sãos as conseqüências e deveremos ver mais condenações de escolas e pais, já que o problema está aumentando.


* Em Michigan-Detroit uma escola foi condenada a pagar US$ 800 mil a Dane Patterson, um adolescente hoje com 19 anos, vitima de bullying por colegas de classe durante quatro anos, culminando com tentativa de violência sexual. Isso ocorreu mesmo a despeito do fato da escola ter feito alguns esforços para parar com o bullying, mas como menciona decisão de 2-1 da Corte de Apelações de Cincinati “a única resposta da escola foi empregar o mesmo tipo de reprimenda verbal que usou sem sucesso em resposta aos assédios ocorridos na 6a e 7a séries, claramente insuficientes em vista das circunstâncias sabidas”.



* Em Belho Horizonte a condenação foi de R$ 8 mil e recaiu sobre os pais do agressor, um colega de classe da vítima, da 7a série escolar. O juiz escreveu na sentença que “o dano moral decorreu diretamente das atitudes inconvenientes do menor estudante, no intento de desprestigiar a estudante no ambiente colegial, com potencialidade de alcançar até mesmo o ambiente extra-colegial"
* Em Massachusetts uma adolescente de 15 anos, Phoebe Prince, imigrante da Irlanda, se enforcou devido ao bullying de colegas da “South Hadley High School”. Supostamente após um rápido namoro com um aluno mais velho.
* Em Porto alegre outro adolescente de 15 anos se suicidou, segundo a mãe, igualmente por causa de bullying
As escolas devem ser proativas em seus esforços para tratar do bullying. Precisam revisar suas políticas e ter procedimentos que assegurem o reporte dos casos de bullying pelos alunos e coíbam os comportamentos considerados inapropriados entre os estudantes.
As instituições de ensino devem treinar todos os seus empregados em táticas para evitar o bullying.  Existem programas de treinamento que ajudam os professores a identificar e intervir nos casos de bullying.
Os alunos também demandam programas de treinamento que enfatizem a necessidade de evitar esse tipo de comportamento entre os colegas.
“Os estudantes precisam ganhar poder para agir quando for preciso controlar o comportamento de seus colegas”, recomendou Lee Gaby, Diretor Executivo do “Public School Risk Institute Inc." baseado em Athens-GA.
O bullying sempre existiu, mas o advento da Internet e das mídias sociais têm exacerbado o problema. De acordo com uma pesquisa feita entre 2005 e 2006 com 7.000 estudantes da 6a a 10a série pelo “National Institute of Child Health and Human Development” de Rockville-MD nos EUA, 36,9% das crianças disseram ter sido vitimas de bullying verbal, 32,1% de boatos espalhados por colegas, 25,8% de exclusão social, 13,2% de bullying físico e 10,1% de cyber-bullying.
Dentre as vitimas do bullying “tradicional” 17,8% reportou também ter sido atacada online, enquanto 95,1% das vitimas de cyber-bullying  apontaram ter sido vitimas do bullying tradicional.
Existem programas que procuram identificar os alunos com liderança natural e passam aconselhá-los para serem lideres positivos e proteger seus colegas ao invés de atacá-los.
A equipe de limpeza, lanchonete e refeitório, que interagem mais com os estudantes, podem servir de ouvidos identificando as preocupações dos estudantes. Eles devem ser parte de um treinamento, assim como o diretor, professores e demais profissionais da escola.
Deve haver discussões em classe, dando a oportunidade aos alunos para falarem do problema.
“Os alunos vítimas de bullying  freqüentemente tem medo de delatar seus agressores porque podem ser isolados pelos demais alunos e ver aumentar os ataques de bullying“, declarou Mark McKinney, Diretor de Gestão de Riscos do “Florida School Boards Insurance Trust”  em Tallahassee. Na escola pública de Norfolk, na Virginia, todos os alunos são encorajados a reportar os casos de bullying, como uma forma de sobrepor o medo que as próprias vitimas tem de falar aos adultos na escola.
A comunicação é importante como modo de educar as crianças, mas as políticas das escolas devem definir bem o que é bullying e traçar um limite que se ultrapassado deve ter conseqüências.
O primeiro passo deve ser alertar o aluno agressor, seguido de envolvimento dos pais e responsáveis e de suspensão, com aconselhamento em todas as etapas. O próximo passo deve ser a expulsão do aluno. As regras devem ser aplicadas uniformemente e as escolas não devem se fazer de cegas para seus melhores alunos, ainda que sejam as estrelas acadêmicas.
As dez estratégias que constituem as melhores práticas para se prevenir e intervir sobre o bullying podem ser encontradas no website do “US Department of Health and Human Services” : http://www.stopbullyingnow.hrsa.gov/
Porque estou abordando esse assunto aqui no blog? Porque na França já existe seguro contra bullying. É obrigatório nas escolas e começa em U$ 7 ao ano / por aluno. Reembolsa as vítimas em caso de roubo de material escolar (livros, mochilas etc), óculos danificados, roupa rasgada, machucados e ossos quebrados. 
Sua escola está interessada? Ligue pra mim, podemos desenvolver juntos um produto desse tipo no mercado brasileiro.

Forte abraço,
Eder.

Fonte: Business Insurance – Judy Greenwald

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